Home

Hoje faz um ano que parei de trabalhar na faculdade para me dedicar a ser mãe em tempo integral. Sei que sou uma sortuda de ter podido tomar essa decisão, mas confesso que não foi fácil. Meu trabalho como coordenadora e diretora de criação na melhor faculdade de publicidade do Brasil era algo que me alimentava, me dava orgulho, me inspirava, me emocionava (quem já foi professor sabe) além de, claro, me pagar muitas contas. Mas a dinâmica da minha família estava péssima.

Eu ficava muito pouco com as crianças. Levava na escola, buscava da escola, almoçava junto, buscava na casa dos amigos, colocava para dormir, passava o final de semana junto, fazia algumas lições de casa junto, levava no pediatra. E a vida tinha o mesmo ritmo dessa frase que você acabou de ler. E era a minha família que ficava com essa falta de fôlego que você ficou. Parecia que o relógio ia nos engolir com seus ponteiros gigantes a qualquer momento. Logo ali na frente, na curva das horas. O resultado é que toda a família ficou muito estressada.

Agora me responde: para quê trabalhar pelo futuro e chegar lá sem fôlego nenhum? Aliás, a gente corre muito pensando em “chegar lá”. Mas a vida é muito mais bonita quando a gente se concentra em “estar aqui”. Então eu pedi demissão – sabendo o tanto que ia perder, mas com foco no que ia ganhar. Eu acredito na frase “É preciso abrir mão do que está perto, para conquistar o que está longe”. No meu caso foi a mudança para Miami. Apesar de nunca ter sonhado com isso e estar amando morar em São Paulo, o cenário combina muito com essa fase da nossa vida. Eu não sabia dessa mudança quando pedi demissão no começo do ano. Para a minha surpresa, essa novidade apareceu 15 dias antes do meu último dia de trabalho. Enfim, boas coisas acontecem quando a gente tem coragem de fazer o que realmente importa na vida. Mas mesmo sabendo disso, o tal do medo é difícil de ignorar.

E para tentar ajudar quem está com dificuldade em tomar essa decisão, quero dividir os aprendizados deste ano:

- Dinheiro é importante. E muito fácil de gastar. Então quando deixei de ter salário, meu trabalho passou a ser fazer a família gastar menos. Não é fácil. Mas o saldo na conta da vida é positivo.

- Colegas de trabalho fazem muita falta. Aquelas conversas do dia-a-dia você só percebe que são importantes quando deixa de ter. Então eu tento cultivar os colegas que posso. Meu cachorro, o gato que adotamos, as plantas do jardim, a música e as leituras que antes eu nunca teria tempo de fazer. Converso com os livros. Sim, eles não me chamam para tomar cerveja no final do dia, mas antes meus colegas me chamavam e eu não podia ir por causa das crianças, então essa parte vai ficar reservada para o futuro próximo. E se hoje não tenho mais os colegas, por outro lado tenho mais tempo para os amigos de verdade. Os novos e os antigos.

- Serviço de casa é muito chato.

- Aquelas compras que você faz por impulso depois de um período de trabalho exaustivo não fazem a menor falta quando você não está se sentindo assim.

- Algumas compras fazem falta. E quando você tem menos dinheiro, mas tem tempo, tem a chance de achar boas oportunidades. E ai você se sente duplamente bem – nada como se sentir esperta.

- Eu morria de medo do tédio de ficar em casa. Mas acredite, mesmo estando em casa as crianças continuam crescendo rápido. Então cada dia é um desafio novo. Igual àqueles lugares bacanas de se trabalhar. Com a diferença de que na sua casa, quem manda é você.

- Dormir é o melhor remédio para tudo. Da gripe à TPM passando pelas dores nas costas. E como é bom poder não trabalhar e descansar o corpo quando ele pede. (Inclusive isso é uma economia incrível de dinheiro)

- Arrumar a casa não é tão chato, uma vez que você vai adquirindo alguma prática.

- As crianças precisam sim de uma mãe por perto. Há um ano, meus filhos não tem nem se quer um resfriado, passaram muito bem pela adaptação de clima, língua e cultura e tenho certeza que isso é fruto do meu trabalho estando presente com eles todos esses dias.

- A divisão de funções (um trabalha e paga as contas, outro fica em casa e cuida dos filhos) é antiga e continua dando certo. Nada mais de fazer supermercado às 2 horas da manhã ou usar o domingo inteiro para organizar alguma coisa na casa. Com as funções divididas, o casal vive melhor.

- Ser mãe dá muito trabalho. É muito mais do que levar, buscar e pagar as contas. Ser mãe também é entender o que o filho está sentindo e ao invés de conversar com ele como adulto e tentar resolver em 5 minutos (porque já está na hora de dormir), ser mãe é usar a intuição, é conversar com outras pessoas, aprender, achar a solução e ir atrás.

- Arrumar a casa com as próprias mãos durante um ano, significa uma grande economia de dinheiro. Além de ser ótimo para aliviar a tensão, as preocupações, aquela cabeça louca que às vezes surge quando se é mulher e precisa lidar com um batalhão de hormônios nem sempre vivendo em harmonia. Nada como mexer o corpo. E adivinha? Nem é mais tão chato assim.

- A última e maior de todas as descobertas: As melhores coisas da vida você não precisa pagar por elas. Precisa ter tempo para vivê-las. Aqui seguem algumas delas.

praia Antes que eles crescam

Dançando na chuva Antes que eles crescam

Para ir na Biblioteca não precisa de dinheiro, precisa de tempo.

Biblioteca pública.

Pôr do sol Antes que eles crescam

Natureza Antes que eles crescam

Aprendo e me inspiro muito com os livros infantis que leio para as crianças.

Aprendo e me inspiro muito com os livros infantis que leio para as crianças.

Será que algum dia volto a trabalhar fora? Com toda certeza. Isso aqui é só antes que eles cresçam.

Por Cris Leão

Gostou? Leia também:

Um minuto, por favor.

Delicadeza gera delicadeza. 

Três problemas e soluções para educar em 2014.

185 thoughts on “O que eu ganhei parando de trabalhar para ficar com meus filhos.

  1. Oi Cris! fico feliz por você ter tomado esta decisão, você colherá bons frutos no futuro, tenha certeza disso! Deus que é o criador da família vai te recompensar com riquezas eternas. Também tomei esta decisão quando me casei. Estudei bastante para me tornar uma profissional acadêmica, dois mestrados e uma especialização, mas tudo isso não tem valor algum comparando com nossa família, nossos amados maridos e filhos precisam de nós! Tive muita dificuldade por não ter me preparado para ser mãe e dona de casa, agente se vê confusa e perdida. Mas hoje com ajuda da Palavra de Deus, Ele me ensinou o que é ser um mulher de verdade e Ele me libertou de uma mentalidade feminista repugnante e limitada que violenta nossa identidade feminina para sermos iguais aos homens, o que nunca vai acontecer, pois Deus na essência nos fez diferentes para nos completarmos, somarmos e enriquecer a humanidade. Deus te abençoe! E lembre-se uma carreira profissional ela acaba um dia, mas o relacionamento com os nossos maridos e filhos será para sempre, por isso temos que cuidar bem deles. Abraço.

  2. Cris, eu também parei de trabalhar quando meu filhote nasceu. Na verdade eu não voltei mais para o trabalho depois do fim da licença maternidade. Hoje me sinto muito feliz com a escolha e em poder dizer que eu ensinei meu filho a falar a primeira palavra, eu estava segurando sua mãozinha quando se aventurou no primeiro passo, eu estava do lado dele quando começou a comer sozinho, enfim, eu estive presente em tudo o que ele começou e aprendeu até hoje. Não me arrependo nem um pouco pela escolha que fiz, até porque o salário que recebia era o suficiente apenas para pagar a escola integral, a empregada e o combustível que gastaria para permanecer no meu estressante trabalho e conviver com ele poucas horas do meu dia. Esse caminho é muito gratificante para quem pode segui-lo!

  3. Cris, hoje, estou com 58 anos, meu filho com 36 e meu netinho com 1 ano e quatro meses. Em 1978, trabalhava junto ào Presidente da Fiat Lubrificanti Itália no Brasil e assim que fiquei grávida pedi demissão e me dediquei ao pequenino até ele completar três anos de vida. Esta foi a escolha mais linda, mais feliz e mais acertada de minha vida! Momentos eternos, inesquecíveis.

  4. Me identifiquei muitão. Será que um dia eu volto a trabalhar??? Nas mãos de Deus eu coloco o meu destino e o agora pois, partilhar e participar de cada fase dos meus filhos está sendo sensacional. bjs

  5. Nunca coloquei no papel a minha experiência, mas ao ler seu texto é como se eu tivesse escrito., Fiz isso e valeu cada dia da minha vida, a vida que pude viver com meus filhos o caminho que caminhei ao lado deles, com pouco dinheiro mas rico em criatividade onde eu não precisava dizer só o que fazer, fazíamos juntos.Tenho 3 filhos, hoje com 23,17 e 15, voltei a trabalhar em 2010 passei no concurso da prefeitura,aos 45 anos e hoje estou professora. Quando você está no controle da sua vida, não existe dinheiro meu ou seu, cada um faz a sua parte para a família e o dinheiro visível é de todos.
    Esta frase é perfeita
    “Aliás, a gente corre muito pensando em “chegar lá”. Mas a vida é muito mais bonita quando a gente se concentra em “estar aqui”.”
    Não tenha pressa de voltar.Um abraço.
    Cristina

  6. Eu também, fiz a mesma coisa. Parei de trabalhar para cuidar dos filhos.
    Confesso que fiz, porque tinha uma base financeira que me permitiu optar a ficar em casa. Meu marido não vivia só do salário de sua profissão honradíssima. E como se diz, se virava nos 30′ em outros a fazeres.
    E Graças a Deus tenho dois netos lindos,Gabriel e Alice.
    Fica agora a critérios dos meus filhos a escolha.

  7. Gente me de uma opinião !??? Eu parei de trabalhar quando meu filho Miguel nasceu e hoje ele esta com 2 anos e fui estudar a noite no horário que meu esposo esta em casa, surgiu uma vaga na escolinha no horário da manha e todos faram pra mim coloca -lo na escola para ter contato com outras crianças então ele só fica na escola de manhã mas estou em duvido se vai fazer bem a ele as vezes penso que é muito desgastante e desnecessário !!! me ajudem com suas experiências !!

    • Oi Caroline, o meu primeiro filho foi para a escola quando faltava um mês para ele fazer 4 anos. E mesmo assim achei que ele foi cedo. Eu sofreu. Um dia ele caiu e abriu a testa e fico pensando que isso foi porque ele estava muito estressado. Porque algumas escolas são sim muito estressantes. (Nem toda criança sente, mas algumas são mais sensíveis) Minha segunda filha foi para a escola com 2 anos. E como a escola era muito tranquila, pequena, sem nenhuma necessidade de aprender, mas só brincar, ela se saiu muito bem. E sei que foi a coisa certa para ela. Apesar dela muitas vezes reclamar e falar que prefere ficar em casa. Até hoje, com 5 anos, ela fala que odeia escola. rss O que quero dizer é que acho que você precisa observar o seu filho e ver o que vai ser o melhor para ele. Não tem regra. Também é bom ver o que é melhor para você. Se estuda à noite, seria muito bom ter a parte da manhã para ficar mais tranquila, ajeitar as suas coisas e as coisas da casa. Não sei, mas pelas palavras que escreveu me parece que ficar umas 3 ou 4 horas na escola pode fazer bem para a dinâmica da família como um todo. De repente, faz uma experiência. E vê como funciona. Sem a pressão de precisar dar certo. Espero ter ajudado. Abraço!

      • Acho positivo seu filho ir meio período para escolinha sim. Além dele se socializar com outras pessoas, também será importante se inteirar com outras crianças.
        Pra você, a pesar com coração em pedaços, terá mais tempo pra estudar as matérias. E pra ele será uma experiência maravilhosa.
        Põe ele sim, você não vai se arrepender. Bjs

  8. Cris, Obrigada por dividir suas experiências, tenho acompanhado seu blog e estar super me ajudando. parabens! sou mae, trabalho fora e fico louca na correria do dia a dia, e sempre com aquela sensação de falta. É acho q n estou feliz! Um dia tomo coragem peço demissão e vou cuidar um pouco mais da família!
    Pri Moreno
    Toronto – Ca

  9. Amei seu comentário e serviu mt pra mim , tenho q tomar esta decisão mas no momento não financeiramente.
    Sinto mt falta deles no dia – a -dia sei q precisam mt de mim.
    Parabéns……….

  10. Cris… tudo muito motivador e lindo o que vc compartilhou conosco, porém acredito que a sua realidade não seja a mesma de uma grande maioria das mães brasileiras… tudo o que vc descreveu é nosso maior desejo, mas infelizmente ainda precisamos trabalhar par suprir as necessidades que toda criança tem e nem todas temos o privilégio de sermos suportadas finaceiramente por nossos companheiros ao ponto de deixarmos de contribuir nos gastos gerais e das crianças para podermos aproveitar, educar e companhar de perto seu crescimento e desenvolvimento. É o que eu mais quero, mas infelizmente não é a minha realidade.

  11. Amei o texto… muito motivador, concordo com a Talita Gomel em partes – que escreveu acima… Mas também acho que nós mães temos que procurar meios de suprir as necessidades financeiras. Eu trabalho fora e tenho pensado e refletido muito em pedir demissão, pois eu sinto falta da convivência com minha pequena.

  12. Amei o texto, também sempre sonhei em ficar em casa minha pitoca. Mas infelizmente não pude. Procuro fazer dos momentos que estamos juntas momentos felizes e produtivos.

  13. Adorei, e quando nasceu meu segundo filho tomei a mesma decisão…hora de me dedicar aos meninos e ajudá-los a se tornarem homens melhores!

  14. Também decidi ficar em casa com meu filho, talvez a minha luta seja um pouco maior porque tenho problemas financeiros a enfrentar. Sou professora de Língua Portuguesa e deixei tudo pra ficar em casa, pois não quero delegar a educação do meu filho a ninguém. Gostaria de fazer alguma coisa em casa pra ajudar financeiramente meu marido, alguém tem alguma ideia?

  15. Muito motivador o texto!!!! ……Tenho uma bebê linda de 1 ano e meio, e outro bebezinho a caminho!!!!….Tomei essa decisão de parar tb, não foi fácil, e as vezes me sinto muito sozinha, pois a maioria das minhas amigas trabalham fora!….Tb me sinto muito abençoada por ter essa oportunidade!!!!….E com o tempo aprendi que realmente não estou trazendo mais recursos financeiros para casa, mas em contra partida estou economizando e muitoo!!!!!!rsrsrrs……muitas coisas aprendi a fazer sozinha, era muito bom pagar por várias coisas, mas com o tempo não parece mais tão ruim assim!!!!….E o melhor, eh saber que estou invetindo no que é eterno!!! e agradeço a Deus por essa oportunidade!!!!

  16. Adorei o texto!!Me identifiquei completamente!Tbém me sinto sortuda em poder me dedicar exclusivamnete aos meus 3 filhos.Claro que não foi fácil,assim como vc tbém mudei de cidade,me sentia sozinha mtas vezes,mas faria tudo de novo!Hoje sinto maior orgulho de ver os meus filhos crescendo,se tornando pessoas do bem,ver tbém que dei todo suporte para o meu marido poder crescer profissionalmente.Assim é aqui em casa,cada um com o seu papel e tá dando certo!

  17. Adorei o texto. Me vi nele quase que na íntegra. Também parei de trabalhar há 1 ano e estou muito feliz com a minha decisão e descobrimos que podemos viver materialmente com bem menos do que achamos. E que criança precisa mesmo é de muito amor e atenção.

  18. Parabéns Cris! Tenho 56 anos e tomei esta decisão quando meus filhos eram pequenos….Hoje são homens formados….bem resolvidos e equilibrados nas suas funções de maridos, profissionais e nas suas outras ocupações…Não me arrependí em nenhum minuto, apesar de ter tido uma avalanche de críticas da sociedade feminista. Curti cada dentinho, cada primeiro passinho e cada minutinho com eles. Louvo a Deus por mulheres como tu que tiveram a coragem de nadar contra a maré e usufruir o presente de curtir os filhos….Amiga a recompensa virá com certeza. Eu experimentei e posso falar por experiencia. Hoje….estou trabalhando como empresária e curto a vida dos filhos observando o sucesso deles de longe….Muito bom…que outras mulheres possam ter a coragem que tiveste….

  19. eu tomei a mesma decisão a 1 ano atras, nós nunca fomos bem financeiramente para isso, recebi e recebo ainda hoje muitas criticas dos meus familiares por ter tomado essa decisão, fui chamada de malandra e alguns não falam comigo até hoje, mas não há preço que pague de eu poder estar com eles, muitos notam a diferença de meus filhos que viviam doentes e choravam para tudo, sei que valeu muito a pena, não me arrependi e sei que lá na frente irei colher cada fruto desse investimento, vi que os presentes caros não fazem falta para meus filhos, quando com um simples brinquedo podemos sentar no chão e brincar juntos, isso sim faz toda diferença na vida deles,,
    amo ser mãe

    • Parabéns e boa sorte no seu caminho, Rezielle. Saiba que pelo menos eu e muitas mamães aqui entendemos o trabalho ENORME que você tem. E ficamos felizes em saber que não estamos sozinhas. ; )

  20. Quelque soit la décisions elle est difficile. J’ai continué de travailler et ai élevé mes deux filles. Ce ne fut pas toujours facile, mais elles ont apprécié d’avoir eu une mère active. C’est ce qu’elle m’ont dit une fois grande.

  21. Eu também tomei essa decisão… Realmente não é fácil, mas é muito mais prazeroso… Ver minha filha acordar, poder preparar o cafezinho da manha dela, leva-la na escolinha, acompanhar sua vida escolar, buscar na escolinha e preparar seu lanchinho da tarde… Pequenas coisas que não tem preço, enquanto trabalhava sentia que estava perdendo muitas coisas da minha Duda, hoje posso dizer que sou muito mais feliz qe era… Minha filha é minha pequena companheira, a gente brinca, desenha, assiste desenho, come pipoca, vai no parque, todo isso juntas, coisa que não tinha tempo de fazer, trabalhava de seg a sex, nos sabados tem casa para limpar, roupa para lavar e passar, nos domingos acabavamos ficando em casa, pq eu e meu marido estavamos cansados demais para fazer qualquer programa com nossa filha… Hoje trabalho em casa, sem tanta cobrança, ao lado do meu marido e minha filha, tenho mais tempo e mais disposição para curti-los. Não troco isso por nada !!!

  22. Linda experiência! Desejo muito sorte pra vc e sua família. Só uma coisa fico pensando, não seria melhor ainda se cada um dos genitores pudesse dedicar meio turno aos filhos e outro meio turno ao trabalho fora de casa? Sei que o sistema econômico em que vivemos não foi feito pra funcionar assim, então seria difícil manter uma carreira com condições de sustentar uma família trabalhando part time. Mas penso que seria realmente o caminho do futuro.

    • Concordo muito com você, Paula. Conheço um publicitário muito bem sucedido que quando a mulher dele conseguiu uma boa oportunidade de trabalho (em outro país) ele pediu demissão e falou: agora é a vez dela. Eu vou e cuido dos filhos. (pela primeira vez) É isso que sonho para mim. Conheço pessoas que conseguem o que vc falou. Mas como disse, o sistema econômico não está preparado para trabalhos part time. Eles são exceção, né? Então acho que pensar em “tempos diferentes” para cada um dos pais pode ser o mais possível.

  23. Olá Cris, venho aqui te dizer um grande “muito obrigada!” por dividir sua experiência conosco! Pedi demissão na terça-feira para cuidar da minha pequena que completou 6 meses ontem e me sinto a mulher mais feliz do mundo! Sim, cheia de medos, mas (estranhamente) com muito poucas dúvidas…certa e tranquila com a decisão de viver a vida ao lado da minha família. Assim como você, sinto que as horas correm por mim e eu nunca consigo acompanhá-las. Agora estou empolgada para viver essa nova e linda fase da minha vida. Pretendo voltar a trabalhar em algum momento, minha meta e ao menos chegar até o 1 aninho da pequena…estou aqui torcendo por mim mesma! obrigada e sorte para você nessa linda jornada.

    • Que bom que pode fazer isso, Maitê. Minha dica para passar esses 6 meses (ou vai saber quanto, né?) numa boa é tentar controlar a ansiedade. Na folguinha que tiver, faz uma caminhada. Nada melhor que mexer o corpo pra deixar a cabeça tranquila. Também estou torcendo por você. Obrigada pelo comentário.

  24. Oi Cris adorei seu texto, e sei o quanto é importante para a familia ter a mãe sempre por perto, tenho duas filhas Gabi de 7 anos e Beatriz 7 meses e junto com meu esposo pude optar e ficar em casa, sai do emprego ha 3 semanas, e é tudo conforme você descreveu, estou muito feliz por estar em casa cuidando das minhas princesas, mas gostaria de saber se você tem outro canal de coomunicaçao para trocarmos ideias com voce e com outras maes na mesma situaçao, pois existem momentos dificeis em que precisamos conversar com alguem, igual voce mencionou que fala com plantas e animais, no meu caso não posso ter animais pois moro em apartamento e acho muito apertado, pois eles precisam de espaço, mas estou estudando um espaço para plantas, enquanto isso queria saber se a gente pode trocar ideias e experiencias, no aguardo, bjus

  25. Tomaram essa decisao por mim , eu e meu esposo temos uma empresa e ontem ele me dispensou falou que vai trabalhar sozinho e eu fico em casa com as filhas , nao gostei e nao vou me adaptar , odeio ficar mendigando dinheiro para comprar o que eu preciso nao é nem o que quero , agora se quiser fazer algo de diferente para comer tem que ficar pedindo , a sai fora , sinceramente odiei, ja pedi o divorcio nao vou tolerar nao , estou insuportavel, agora pergunta qual a graca de ficar em casa lavando passando cozinhando arrumando? nenhuma…desculpe as que gostam . Agora vou arrumar um emprego e trabalhar de domingo a domingo com uma folga na semana , ai quero ver falar q a familia ta largada, ora se antes achava que estava , vamos ver agora. Sempre acordei cedo coloquei na escola , voltava pra casa para fazer almoco , levava nos cursos voltava mais cedo pra casa , agora quero ver reclamar.

  26. Nossa gente que legal esse blog tenho 26 anos, sou casada e tenho e filhos a Beatriz de 4 aninhos e o Bernardo de 3 meses estou de licença maternidade e volto em agosto mas estou na dúvida enorme se volto ou não, eu tenho uma lanchonete que no momento está fechada pq eu achava que me prendia muito trabalho em um colégio na área de rh, e tenho até julho para dar uma resposta para minha chefe.Meu esposo não dar nenhum palpite, pois ele já falou “mo vc se formou para não exercer sua área’ ai gente me ajuda, pois eu sou uma mulher muito guerreira agora mesmo estou de licença mas to vendendo roupa mas eu tenho medo de me arriscar e eu amo ser mãe.me ajudemmmm

  27. Meus Deus! Que decisão difícil de tomar, é tão tentador viver a maternidade com essa intensidade…E ao mesmo tempo abrir mão de uma jornada em busca do sucesso profissional, que não foi fácil conseguir. Tenho que tomar uma decisão rápida, na verdade eu já me decidi, só preciso ter coragem para viver esse grande desejo. Me sinto mal nesse momento por ainda não ter “chutado o pau da barraca” e corrido atrás dessa felicidade.

    • Calma, respira. ; ) Sabe o que é bacana fazer quando estamos na dúvida? Nos perguntar o que está por trás do desejo. E então julgar isso, não o desejo. Entendeu? É difícil de todo jeito. Mas isso me ajuda muito. E não pense que parar de trabalhar é a “felicidade”. Aliás, felicidade é overrated. ; ) Pense só em fazer o que é o certo nesse momento. E lidar com as consequências. Abraço e boa sorte!

  28. so tenho que te dar os parabens pela linda decisao.. tambem sou mae e fico em casa cuidando dos pequeninos e do maridao, mas me sinto tao sem valor por nao ajudar com as despesas.. sei que o que eu faço nao a dinheiro no mundo que pague. pois a presença de uma mae e tudo..

    • Pense que é só uma fase, Glaucia. E como disse uma vez uma psicóloga: Não existe plano de previdência melhor do que uma mãe criar os filhos. Acredito muito nisso. Mas claro, tudo com equilíbrio. grande abraço!

  29. Trabalho em casa, e vejo os passos do meu filho de 8 anos ….isto é uma dádiva. Brincar com ele …Aproveitem!! Vamos agradecer esta decisão tomada por nós internamente.

  30. Me identifiquei com você, obrigada por clarear meus pensamentos e poder enxergar o que meu egoísmo não me permitia, mesmo tendo sido abençoada como você em poder estar observando meus filhos crescerem, muito obrigada mesmo!

  31. Ola, no momento estou chorando apos ler esse texto lindo. Meu filho tem nove meses e desde que descobri a gravidez parei de trabalhar, mas agora estou na duvida cruel se volto ou não. Sempre tive a certeza de que eu que iria cuidar dos meus filhos em tempo integral, mas as contas, os sonhos não realizados pela falta de dinheiro me faz pensar seriamente em voltar ao trabalho. Me corta o coração so de imaginar não acompanhar o desenvolvimento dele , em outra pessoa ter a alegria de ver seus avanços e influenciar no seu geito. Estou em busca de uma solução que não me afaste dele. Muito dificil quero ter outro filho mas não posso antes de aumentar a casa, e so meu marido trabalhando não conseguimos. É um circulo vicioso para realizar meu sonho de ter 2 filhos e cuidar deles preciso trabalhar pra ajudar no orçamento de casa e trabalhando nao consigo realizar meu sonho de cuidar dos meus filhos…. É simplismente terrivel essa sensação de impotência diante da situação. Ser mãe realmente não é facil.

    • É verdade, Fernanda, não é fácil. Mas tente agir de acordo com seu coração e estabelecendo as prioridades. Talvez a reforma da casa possa esperar… boa sorte!

  32. Olá! Li este teu texto, o qual me identifiquei muito. Estou passando por uma situação bem complicada. Minha pequena está com 5 meses, minha licença maternidade foi de 4 meses. De fato deveria estar trabalhando, mas optei por não mais voltar ao trabalho. Só de imaginar ter que voltar para aquele ambiente me dá calafrios e vontade de chorar. Não sei se foi pela pressão que passei nos ultimo mes de gravidez, pois passei por situações no meu trabalho muito ruins. Chorava muito. Teve uns dias que fiquei sozinha no serviço, pois a moça q trabalhava comigo saiu e os patrões não conseguiam outra pra trabalhar comigo. Agora com minha filha, não tenho com quem deixar ela, não tem creche em minha cidade. Até meu patrão fez a proposta de levar a bebe no trabalho. Mas eu não quero isso! Não quero mais voltar a trabalhar, minha prioridade agora é ser MÃE! Não quero ficar perambulando pra lá e pra cá com minha pequena, ter que deixar com outras pessoas, ver ela chorando querendo mamar ou Ela chorando, agora que está saindo os dentinhos e querendo só o meu colo, mas estou no meio do serviço com um cliente e não posso logo acudi-la! Só de imaginar estas cenas me dá um nó no coração!Não irei suportar isso, me estressará demais! Mas por aqui o pessoal ainda não entendeu as coisas! O meu patrão vive mandando dizer que: “se você puder vir dar uma ajudinha, pode levar a nenê”. Mas eu não quero! O salário não compensa, além do mais, estou pouco ligando pra isso! Sei que meu dinheirinho ia bem aqui em casa, mas eu estou tão decidida. Aqui em casa se não me quiserem mais porque não trabalho pego minhas coisas e acho qualquer alma que me entenda! Quero sair da empresa numa boa e viver a minha vida! O que você me diz Cris? Como devo lidar com isso? Como lidar com meu patrão e minha família(marido, sogro e sogra)?

    • Oi Josiane, não sei muito bem o que dizer. Você disse que na cidade não tem creche, que você não tem com quem deixar, que o dinheiro não é assim tão bom, então porque vão te pressionar a continuar trabalhando? Será que estão mesmo te pressionando, ou você é que está incomodada com a situação então se sente aberta demais aos olhares e comentários alheios? Porque as pessoas sempre vão comentar alguma coisa. Pode ter certeza. Se você trabalhar demais, vão criticar que não liga para os filhos, se trabalhar de menos, também pode te achar uma folgada. Enfim, o importante é você, como mãe, fazer o que considera ser o melhor. E acreditar nisso. Daqui a pouco o bebê deixa de ser tão pequeno e fica mais possível conciliar trabalho com maternidade. Você pode até achar alguém na mesma situação que você e vocês se revezam. Por exemplo, uma trabalha terça e quinta e cuida dos filhos da outra nos outros dias e vice versa. Conheço pessoas que fazem isso e dá muito certo. É uma opção. Outra opção é pedir ajuda ao marido, sogra e sogro para que consiga conciliar melhor trabalho e maternidade. Boa sorte!

  33. Oi Cris, obrigada por ter me ouvido e deixado sua opinião. Acho que você tem razão. Estou me sentindo muito mais é incomodada com esta situação, principalmente pelo que os outros ficam comentando.Vou seguir o que meu coração diz. Já havia me programado que voltaria a trabalhar quando minha pequena estiver com 1 aninho pra adiante. Por que aí terei mais confiança em deixar ela com outras pessoas. Além do mais, estamos por nos mudar daqui 1 ano mais ou menos. Aí será outra cidade,outras pessoas e outro emprego. Só vou ter que ter saco pra passar agora por esta fase onde não tenho condições mesmo de voltar a trabalhar! A realidade por aqui é difícil, cidade pequena, pessoas com pensamentos pequenos!Por isso, a gente fica tão confusa assim, contaminada!Obrigada! Bjs

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s