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Hoje faz um ano que parei de trabalhar na faculdade para me dedicar a ser mãe em tempo integral. Sei que sou uma sortuda de ter podido tomar essa decisão, mas confesso que não foi fácil. Meu trabalho como coordenadora e diretora de criação na melhor faculdade de publicidade do Brasil era algo que me alimentava, me dava orgulho, me inspirava, me emocionava (quem já foi professor sabe) além de, claro, me pagar muitas contas. Mas a dinâmica da minha família estava péssima.

Eu ficava muito pouco com as crianças. Levava na escola, buscava da escola, almoçava junto, buscava na casa dos amigos, colocava para dormir, passava o final de semana junto, fazia algumas lições de casa junto, levava no pediatra. E a vida tinha o mesmo ritmo dessa frase que você acabou de ler. E era a minha família que ficava com essa falta de fôlego que você ficou. Parecia que o relógio ia nos engolir com seus ponteiros gigantes a qualquer momento. Logo ali na frente, na curva das horas. O resultado é que toda a família ficou muito estressada.

Agora me responde: para quê trabalhar pelo futuro e chegar lá sem fôlego nenhum? Aliás, a gente corre muito pensando em “chegar lá”. Mas a vida é muito mais bonita quando a gente se concentra em “estar aqui”. Então eu pedi demissão – sabendo o tanto que ia perder, mas com foco no que ia ganhar. Eu acredito na frase “É preciso abrir mão do que está perto, para conquistar o que está longe”. No meu caso foi a mudança para Miami. Apesar de nunca ter sonhado com isso e estar amando morar em São Paulo, o cenário combina muito com essa fase da nossa vida. Eu não sabia dessa mudança quando pedi demissão no começo do ano. Para a minha surpresa, essa novidade apareceu 15 dias antes do meu último dia de trabalho. Enfim, boas coisas acontecem quando a gente tem coragem de fazer o que realmente importa na vida. Mas mesmo sabendo disso, o tal do medo é difícil de ignorar.

E para tentar ajudar quem está com dificuldade em tomar essa decisão, quero dividir os aprendizados deste ano:

– Dinheiro é importante. E muito fácil de gastar. Então quando deixei de ter salário, meu trabalho passou a ser fazer a família gastar menos. Não é fácil. Mas o saldo na conta da vida é positivo.

– Colegas de trabalho fazem muita falta. Aquelas conversas do dia-a-dia você só percebe que são importantes quando deixa de ter. Então eu tento cultivar os colegas que posso. Meu cachorro, o gato que adotamos, as plantas do jardim, a música e as leituras que antes eu nunca teria tempo de fazer. Converso com os livros. Sim, eles não me chamam para tomar cerveja no final do dia, mas antes meus colegas me chamavam e eu não podia ir por causa das crianças, então essa parte vai ficar reservada para o futuro próximo. E se hoje não tenho mais os colegas, por outro lado tenho mais tempo para os amigos de verdade. Os novos e os antigos.

– Serviço de casa é muito chato.

– Aquelas compras que você faz por impulso depois de um período de trabalho exaustivo não fazem a menor falta quando você não está se sentindo assim.

– Algumas compras fazem falta. E quando você tem menos dinheiro, mas tem tempo, tem a chance de achar boas oportunidades. E ai você se sente duplamente bem – nada como se sentir esperta.

– Eu morria de medo do tédio de ficar em casa. Mas acredite, mesmo estando em casa as crianças continuam crescendo rápido. Então cada dia é um desafio novo. Igual àqueles lugares bacanas de se trabalhar. Com a diferença de que na sua casa, quem manda é você.

– Dormir é o melhor remédio para tudo. Da gripe à TPM passando pelas dores nas costas. E como é bom poder não trabalhar e descansar o corpo quando ele pede. (Inclusive isso é uma economia incrível de dinheiro)

– Arrumar a casa não é tão chato, uma vez que você vai adquirindo alguma prática.

– As crianças precisam sim de uma mãe por perto. Há um ano, meus filhos não tem nem se quer um resfriado, passaram muito bem pela adaptação de clima, língua e cultura e tenho certeza que isso é fruto do meu trabalho estando presente com eles todos esses dias.

– A divisão de funções (um trabalha e paga as contas, outro fica em casa e cuida dos filhos) é antiga e continua dando certo. Nada mais de fazer supermercado às 2 horas da manhã ou usar o domingo inteiro para organizar alguma coisa na casa. Com as funções divididas, o casal vive melhor.

– Ser mãe dá muito trabalho. É muito mais do que levar, buscar e pagar as contas. Ser mãe também é entender o que o filho está sentindo e ao invés de conversar com ele como adulto e tentar resolver em 5 minutos (porque já está na hora de dormir), ser mãe é usar a intuição, é conversar com outras pessoas, aprender, achar a solução e ir atrás.

– Arrumar a casa com as próprias mãos durante um ano, significa uma grande economia de dinheiro. Além de ser ótimo para aliviar a tensão, as preocupações, aquela cabeça louca que às vezes surge quando se é mulher e precisa lidar com um batalhão de hormônios nem sempre vivendo em harmonia. Nada como mexer o corpo. E adivinha? Nem é mais tão chato assim.

– A última e maior de todas as descobertas: As melhores coisas da vida você não precisa pagar por elas. Precisa ter tempo para vivê-las. Aqui seguem algumas delas.

praia Antes que eles crescam

Dançando na chuva Antes que eles crescam

Para ir na Biblioteca não precisa de dinheiro, precisa de tempo.

Biblioteca pública.

Pôr do sol Antes que eles crescam

Natureza Antes que eles crescam

Aprendo e me inspiro muito com os livros infantis que leio para as crianças.

Aprendo e me inspiro muito com os livros infantis que leio para as crianças.

Será que algum dia volto a trabalhar fora? Com toda certeza. Isso aqui é só antes que eles cresçam.

Por Cris Leão

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227 pensamentos em “O que eu ganhei parando de trabalhar para ficar com meus filhos.

  1. Queria tanto ter essa coragem… Na verdade me falta o apoio do marido. Ele acha que tenho que trabalhar. Além disso meu dinheiro é parte integrante da renda familiar… Mas me sinto tão infeliz… Parabéns pela coragem.. Nunca quis mudar de pais mas acho qeu vou começar a torcer para isso, assim posso ter isso como desculpa. Bjs

    • Vanessa , isso também acontece comigo , sem apoio do marido as coisas ficam bem mais complicadas, tive oportunidade em parar quando fiquei viúva e a insegurança pela imaturidade da idade “20 anos” preferi continuar com a mesma rotina, hoje com 38 anos me arrependo em não ter parado naquele momento difícil, tentei sair da empresa uma vez e foi complicada a adaptação, enquanto isso fico por aqui aguardando alguma mudança , como é difícil mudar, admiro e também parabenizo pela coragem!

  2. Olá Cris,

    Trabalho desde os meus 18 anos sem parar, hoje tenho 39 anos, criei meu primeiro filho com ajuda da minha família, mãe e irmã, hoje ele tem 18 anos já faz faculdade e sinto que perdi muito da infância dele, enfim, naquela época era inviável eu parar de trabalhar. Acontece que me casei de novamente e tenho um bebê de 1 ano e 7 meses, voltei ao trabalho quando ele completou 6 meses e coloquei numa creche período integral, o valor da creche é a metade do meu salário e um estresse danado, sai correndo para deixar o bebê na creche e todo mês doença atestado meu e do marido uma falta de paz tão grande que estou pensando seriamente em pedir demissão. Meu filho já sofreu demais, muito remédio, já chegou mordido fica cheio de brotoejas pelo calor da creche e seu eu pagar uma creche mais cara que essa fico sem salário. Meu marido é a favor que eu saia já que ele tem estabilidade financeira e quando ele completar 3 anos colocaremos em meio período para eu me dedicar a concurso conseguir um emprego melhor. Tem 20 anos que estou nesse emprego sem nenhuma melhora ou benefício, mas tenho muito medo de perder minha identidade sou apegada na minha rotina no trabalho.

    • Oi Valéria, minha resposta para você e outras tantas pessoas na mesma situação foi sendo escrita no blog nesses dois anos que escrevo aqui. Você já sabe dentro de você todas as respostas. Acontece que a gente acha que mudar é fácil, mas não é. É difícil demais. Depois que muda é mais difícil ainda. Mas assim é a vida, exige da gente coragem. Boa sorte!

  3. Olá Cris,
    Tive coragem e pedi demissão, não foi fácil, pois foram 20 anos de dedicação estou cumprindo aviso para não perder meus direitos. De um lado estou me sentindo aliviada em poder ver o crescimento do meu pequeno e curtir bastante essa primeira fase da infância dele, por outro um pouco do medo da total dependência financeira que vou ter do meu marido. Mas, como falei anteriormente, saio para dar voos mais altos e será temporário até eu conseguir um emprego melhor por meio de concurso público que é um sonho antigo. Seu blog me deu uma inspiração para eu criar a coragem que estava me faltando. Obrigada por compartilhar sua experiência me ajudou muito. Valéria

  4. Ola Cris
    Eu sai do meu emprego tem sete meses,entendo,vivi e sei bem o que voce quer dizer sobre a falta de folego com a rotina corrida da familia…
    Eu levantava as 6:00 da manha,levava minha filha de 13 anos pra escola com o menor de 3 anos dormindo no carro,voltava as 7:30 pra casa onde fazia correndo mochila,lancheira do meu filho,fazia algum servico da casa e saia as 9:00 pra trabalhar,trabalhava na escola q meu filho estuda,entao ele ia junto.
    No meu horario de almoco comia em cinco minutos e corria pra buscar a minha filha na escola,tinha q sair escondido do pequeno pq ele queria ir junto e se eu levasse ele,qdo eu deixava minha filha no portao de casa (n dava tempo nem de descer do carro) ele queria ficar com ela,pq ficava cansado de ficar o dia todo na escola…
    Voltava sempre atrasada do horario de almoco e muitas vezes com ele aos berros chorando.
    Dai n trabalhava direito ouvindo ele chorar,pensando na adolescente sozinha em casa e as 18:30 qdo iamos embora o Lucca dormia no carro e so acordava no outro dia,n jantava e nos tres meu esposo,minha filha e eu jantavamos quase as 21:30 pq qdo eu chegava ainda ia fazer o jantar
    Nao conseguia pagar ninguem pra fazer faxina em casa,fim de semana era passando,lavando e faxinando, a noite nao tinha pique nem pra ir ao shopping,nao havia paz,nao havia vida na nossa cada.
    Desde q estou em casa tudo mudou a paz interior q tenho em estar com eles,vivendo pra familia compensa qlq dinheiro…
    Pras pessoas imaginarem como os filhos sentem nossa falta,no mru primeiro dia em casa busquei como de costume ,deixei em cssa a mesa do almoco pronta com guardanapos,suco,salada e sobremesa…ao entrarmos em casa ela olhou pra mesa e disse :nossa mae que bom q hoje nao vou ter q aquecer a comida no micro ondas e comer sozinha,e muito chato,qdo olhei pra ela haviam lagrimas escorrendo em seu rosto…desabei a chorar junto.
    As vezes queremos dar muitas coisas materias aos filhos,coisas q nao tivemos,mas pra eles o importante e sentirem se amados,cuidados e ter esses momentos simples porem valiosos e milagrosos em familia.
    Sei q ficou extenso mas espero ter ajudado e servir de inspiracao a muitas maes como eu.
    Bjos

  5. Muito obrigada pelas palavras. Mesmo sabendo tudo de bom que conseguimos ao escolher a família, a angústia daquilo que perdemos ( toda escolha implica perdas) nos faz carentes de palavras como as suas. Muito obrigada mesmo!

  6. bom dia, Cris e meninas!
    Como foi bom ler esses depoimentos, eu estava me sentindo muito mal.Tenho uma filha de 1 ano e 4 meses e uma enteada de 8 anos que perdeu a mãe há 20 dias, amo minha enteada como filha! Trabalho em um concessionária de 8:00 as 18:20, as duas estudam a tarde,minha correria é grande, na hora do almoço corro p casa engulo a comida e vou ver as duas para colocar para escola, meu marido me ajuda mas sou muito agitada não gosto de esperar..rsrs…levamos as duas para escola num maior corre corre e depois elel me deixa no trabalho, à noite tenho que ver a menor que por sua vez ainda mama peito e ainda ensinar exercício a maior…uff..final de semana ela ficam na casa da vó para trabalharmos sábado e eu dar faxina na casa, moral da história, domingo é pouco de mais! Decidir com meu marido que não irei trabalhar mais fora, eu sou o tipo de mãe q dou valor a td em relação os filhos..educação, religioão, td tem q estar bem aparelhado! Obrigada a vcs, me ajudaram muito, muito! Q Deus nos abençoe e nos de a força necessária para fazermos de nossos pequenos, vasos de honra!

  7. Olá Cris

    Estou em um dilema, parar u não parar de trabalhar?! Vou tentar resumir minha história, e se você puder, me ajude nessa decisão. Antes de me casar eu trabalhava, fazia faculdade, frequentava a igreja aos domingos morava com minha irmã e às vezes saia e nossas amigas. Depois que casei, antes de terminar a faculdade, percebi como meu marido era diferente do que parecia ser. a primeira coisa que ele fez foi me levar pra nossa cidade natal e não voltar mais, ou seja, tive que abandonar a faculdade, o emprego, as amizades, tudo! Como moramos em uma cidade muito pequena e eu já não tinha mais amigas, ficava o tempo todo em casa e isso era muito entediante. A fim de manter o casamento, pois só tínhamos 4 meses de casados, procurei aceitar essas mudanças e resolvemos ter um filho. Preocupada com a chegada do bb e sem trabalhar, sem poder preparar as coisinhas para ele, consegui convencer meu marido a me deixar trabalhar, depois de muito tempo ele aceitou que eu trabalhasse na loja do irmão dele, ganhava pouco, mas já ajudava e muito. Mas ele me perturbava no trabalho, estava sempre lá, em casa eu tinha que falar tudo que se passava no trabalho, caso contrario ele brigava comigo (ciume doentio). Parei de trabalhar para evitar brigas e não ficar estressada na gravidez. Depois que o bb nasceu percebi que não dava pra ficar sem trabalhar, faltavam as coisas para a criança e ele não se importava muito e ainda me dizia: ” você não casou com homem rico, se você quer ter de tudo vai procurar outro”. Tudo isso me chateava muito, o ciumes dele, que não deixava eu ir nem na casa da minha mãe. Entrei em depressão, agora gasto com remédio, que não é barato. Surgiu a oportunidade de um emprego (ele mesmo procurou o trabalho para mim), e aqui estou, amo muito o meu trabalho, mas me vejo obrigada a abandoná-lo. O ciumes dele atrapalha muito, vive me rebaixando, me ofendendo, fico péssima. Depois que comecei a trabalhar ele não faz quase nada em casa. Eu pagava um baba para cuidar do bb, mas as coisa começaram a ficar cada vez mais difícil, resolvi colocá-lo em uma creche municipal, pago a vizinha só pra pegar ele até eu chegar em casa…ô sofrimento, meu filho adoece o tempo todo, não aguento mais ter que medicá-lo com antibióticos fortes. Já pensei em me separar,mas já vi que ele não vai me deixar em paz…e também não é isso que eu quero. Em casa aff, só confusão. Depois do trabalho tenho que fazer janta e almoço para o outro dia, lavar louça e meu bb o tempo todo me pedindo colo e o pai assistindo televisão (que inclusive eu pago assinatura e nem assisto) final de semana lavar roupa, limpar casa e tudo mais e ele ainda vive me reclamando…aff…não aguento mais. Me ajude. Obrigado!!

    • Olha minha filha, me perdoe, mas você não tem o mínimo de amor próprio? Não vejo vantagem nenhuma no seu casamento, aliás vejo só desvantagem: marido ciumento, preguiçoso, não ajuda, e só atrapalha. Se você acha que é isso que você merece da vida, então eu só tenho a lamentar essa falta de se gostar.
      Boa sorte.

      • Bom Joana, a pessoa com depressão realmente não tem amor próprio, na verdade não tem amor a nada, só tristeza. Foi bom eu não ter visto seu comentário antes, pois me deixaria muito para baixo. Graças a Deus os remédio estão fazendo efeito e já me sinto bem melhor, e passei a pensar e agir diferente, tive uma conversa séria com meu esposo, tirei tudo a limpo e ele percebeu que precisava mudar ou nosso casamento acabaria e assim o fez, ele está mudando aos poucos e cabe a mim ter paciência e perseverança. Não vou desistir do meu casamento, apesar de tudo que já passei ainda vejo vantagens (amo meu marido e principalmente, amo o nosso filho), acredito que nada é por acaso e não vivemos apenas de momentos bons. De qualquer forma, procuro tirar algo de bom em tudo, e com o seu comentário não será diferente. Realmente não é isso que eu quero para minha vida, quero ficar bem, comigo mesma, com meu marido e meu filho . Tudo de bom pra você. Obrigada, abraço.

    • Oi Emanuelle, te convido a ler tudo o que você escreveu, esquecendo dos detalhes que não foram contados, da história completa que não foi contada. Tente se distanciar um pouco da “sua verdade” e só leia como se estivesse lendo a história de uma outra pessoa. O que você acha? O que você vê ai? Depois que tiver respondido essas duas perguntas, se pergunte: qual é a minha parcela de responsabilidade por isso? O que eu (no caso você) posso fazer diferente?
      Estou dizendo isso porque não sou eu, nem ninguém, que tem a solução. A resposta está dentro de você. E casar, ficar adulto, crescer envolve uma auto reflexão, muito aprendizado e muita mudança.
      Desculpa se queria uma saída rápida. Mas estamos falando de coisas sérias, né? Não tem saída rápida.
      Boa sorte, querida. E só não se esqueça de que você, como todos nós, é filha de Deus e merece tudo que é bom e belo desse mundo.
      Mas uma opinião eu posso te dar: tira o medo da história. A decisão que tomar, não deve ser baseada no medo. Como disse Dom Quixote: “O medo é que faz que não vejas, nem ouças porque um dos efeitos do medo é turvar os sentidos, e fazer que pareçam as coisas outras do que são!”

      • Olá Cris, primeiramente muito obrigada. Você me ajudou e muito. Fiz como você me orientou, e relendo tudo que escrevi pude refletir e perceber o quanto eu errei desde o início, deixando meu marido decidir tudo por mim, fiz tudo errado, por medo, mas também vejo que há tempo para mudar tudo, nunca é tarde para recomeçar, pra aprender e mudar e quando depositamos nosso problemas nas mãos de Deus e fazemos nossa parte, as coisas mudam. Não responde seu comentário antes por que esperei que as coisas começassem a mudar de verdade para que outras pessoas em situações parecidas possa ver que nem tudo está perdido. Realmente coisas desse tipo não se resolve de uma hora para outra, requer tempo, muita paciência, compreensão, persistência, sabedoria…E tudo isso acontece aos poucos, cada dia aprendemos e amadurecemos mais e mais.
        Não é fácil quando não temos alguém por perto para desabafar e poder nos fazer perder o medo e enxergar as coisas boas da vida, as possibilidades de mudança, uma pessoa que nos motive, que nos faça refletir onde erramos e procurar mudar. O mais interessante é que esta pessoa não precisa estar perto para ajudar (como você fez, estando a milhas de distancia) o importante são as palavras bem colocadas, incentivadoras, palavras que fazem a diferença.
        Quando vi o seu blog, achei maravilhoso, adorei os artigos as dicas, e foi quando resolvi desabafar. Isso foi muito bom, quando queremos algo temos que correr atrás, não deixar que o medo nos domine.
        Estou mais confiante e decisiva, vejo que isso tem ajudado muito. Não vou para de trabalhar agora,queria muito deixar de trabalhar para ficar com meu filho, mas como as coisas estão começando a engrenar, estamos nos entendendo melhor, vou aproveitar para terminar minha faculdade. Meu marido está começou a construir uma casa maior para nós, depois que começamos a conversar direitinho, descobri que ele não me ajudava por que tinha dívidas e não conseguia pagá-las. Estou ajudando ele administrar melhor o dinheiro dele e falta pouco para liquidá-las. Depois que terminarmos de construir vou parar de trabalhar, para ficar mais com nosso filhinho. Tenho fé em Deus que daqui para frente tudo vai se acertando. Cris, muito obrigada, eternamente grata! Que Deus lhe ilumine sempre. Grande abraço.

      • Obrigada pelo comentário, Emanuelle. Obrigada por “escutar” e obrigada por me deixar saber que fiz alguma diferença. A vida parece que funciona em espiral, não é? Uma hora as coisas vão dando errado e umas vão atropelando as outras e outra hora as coisas começam a dar certo. Fico feliz de ver que você soube dialogar, soube ter calma e seguir em frente com um plano. Eu não sei de nada, mas uma coisa eu tenho certeza: viemos aqui para aprender, evoluir. E parece que vc está conseguindo. Siga em frente! Um grande abraço

  8. Eu ainda também paro. Na verdade estou me planejando para 2017. quero cuidar do meu baixinho e da minha casa!!! Não vejo a hora, bjos

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