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Dr. Aranha, terapeuta e médico antroposófico, fala da importância de se comemorar o primeiro ano e dos ciclos da natureza na vida de nossos filhos

Gostaria de convidá-los para uma festa no céu. Deixemos, por um momento, a agitação dos bufês para viajar em outra dimensão, sair da Terra e entrar no espaço cósmico de acontecimentos grandiosos. É o primeiro aniversário. Desde seu nascimento, nossa criança já vivenciou a passagem de quatro estações. Mais um ciclo começa e, pela primeira vez, ela celebra essa passagem. Pela primeira vez é veterana na experiência desse ritmo que acontece aqui e lá em cima.

Diz-se que só quando a gente vivencia pela segunda vez o ciclo das estações do ano é que nos sentimos realmente pertencentes a um novo lugar. No primeiro ano, tateamos pelos hábitos, costumes, relacionamentos. No segundo, já temos expectativas, já participamos da vida desse novo lugar.

Da mesma maneira, a criança, no primeiro ano de vida, conquista o espaço onde vive – é o tempo que precisa para começar a andar. Agora, indo para o segundo, conquistará a língua falada em torno dela e começará a se impregnar da cultura que essa língua representa. Ao terceiro aniversário, conquistará o pensamento, que vai permitir entender não só sua cultura – a cultura de seus pais – mas a cultura de toda a humanidade. Com essa compreensão, poderá trilhar seu caminho com a liberdade do pensar. É isso o que festejamos nos aniversários: o desabrochar da individualidade.

Um ano é, por fim, o tempo que a Terra leva para dar uma volta ao redor do Sol. Não é coincidência. Quem não estiver entorpecido pelo mercado dos aniversários, mas atento à importância dessa data, vai encontrar um jeito de reverenciar esse momento de congraçamento entre a vida de seu filho e o ritmo cósmico. E poderá presenteá-lo com a riqueza da sensibilidade.

Vivencie cada aniversário com essa lembrança. Agora, sim: enrole brigadeiros, balas de coco, encha balões. E, quando acender a velinha e cantar Parabéns a Você, não esqueça que o Sol também estará ali, presente naquela pequena chama que ilumina o rosto alegre de sua criança.

Antonio Carlos de Souza Aranha é médico antroposófico e atua nas áreas de pediatria, terapia familiar e clínica geral.

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