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No meu tempo de criança, os pais eram pessoas esforçadas pelo sustento da família. Com ostentação ou sem, as pessoas eram mais preocupadas com o trabalho do que com ser feliz. Talvez por isso, já que filhos querem sempre fazer tudo diferente dos pais, agora todo mundo quer fazer o filho feliz, acima de tudo. Isso explica os valores escandalosos que se paga hoje em dia por uma festa de aniversário, a quantidade de brinquedos que as crianças têm e o número enorme de brasileiros indo para a Disney, às vezes para passar o final de semana. Claro que existe a culpa de muitos pais que trabalham demais e tentam compensar os filhos de alguma forma. Mas reflexo da culpa ou não, as crianças de agora nasceram para ser felizes. Será que está certo isso?

Vamos lembrar da nossa infância. Eu pelo menos, era muito feliz. Brincando com minha amiga que morava na casa ao lado, passávamos horas penteando o cabelo uma da outra, ou fazendo comidinha com as plantas do jardim. A maior aventura de que me recordo era brincar de pega-pega com o meu cachorro. Muito básico para você? Acontece que meu cachorro se transformava em uma onça que na verdade era uma Medusa, então em um simples olhar, ele poderia nos transformar em pedras. Por isso estávamos sempre equipadas com frascos vazios de shampoo cheios de água que explodiam como granadas quando caiam no chão. Pois é, criança vem com imaginação de berço. Por isso não precisa ir até Orlando ver os espetáculos de fogos de artifício para ficar maravilhada. Aliás, cá entre nós, já estive na Disney 3 vezes (2 em Orlando e 1 em Paris) e nunca vi tanta criança triste em um parque. Chorando, cansadas, angustiadas, com as mães e os familiares estressados. Claro, já viu o tamanho do lugar? E a quantidade de informação? E de sorrisos maquiados, brilhos, alegria explosiva? Gente, somos humanos. Isso não é um filme. É vida real. Não somos super heróis, nem princesas. Seu filho vai comer aquela salsicha processada junto com aquele pão velho de uma lanchonete linda com várias coisas girando, e pode ser que passe mal. E ai? Não! Não pode passar mal na Disney. Tem que curtir. Tem que ser feliz.

Eu trabalhei para a Disney traduzindo todos os materiais para português durante 4 anos. Sou encantada com a empresa e com o negócio em si, gosto de ir porque moro a 300 quilômetros de distância, temos o passe anual então é um programa barato em um lugar super organizado e bonito na maioria das vezes. Só estou usando de exemplo porque sei que é uma viagem muito cara para se fazer do Brasil mas isso não está impedindo cada vez mais brasileiros de fazerem. Minha pergunta usando este exemplo é: será que precisamos fazer tanto pelos nossos filhos? (Viagem de 8 horas de avião, filas intermináveis, kilômetros e mais kilômetros de parque de diversão) Eu suponho que não. E que está errado os pais sentirem que são responsáveis por fazer dos filhos, pessoas felizes. De onde tiramos essa ideia maluca?

O que eles precisam na verdade é de adultos para educá-los. E como adultos é claro que estamos ocupados. Com a família, com o trabalho, com as funções da casa. Se nessa lista se somar “a felicidade do(s) meu(s) filho(s)” alguém vai ficar muito sobrecarregado e frustado. Talvez seu filho, talvez você, talvez todo mundo. É chato tentar e não conseguir. Já pensou como sente os pais que pagaram a viagem em 6 vezes, passaram 8 horas na lata de sardinha, mais 1 hora em um brinquedo se o filho sair do brinquedo chorando?

Uma vez eu li o livro Encantador de Cães e fiquei fascinada com o raciocínio simples que o genial Cesar Millan escreve ali. Ele diz que cães só vão obedecer quem eles respeitam. E para ganhar respeito, é preciso ser a autoridade, é preciso colocar ordem antes do amor. Agora tente trocar a palavra “cães” por “filhos”, dá no mesmo. Autoridade é o contrário de democracia. Os pais não podem estar sempre abertos “o que querem comer, o que vamos fazer hoje, onde vamos passar as férias”. Entende como é complicado para a criança ouvir isso? Sentir que não existe uma ordem. Ela no auge dos seus 4 anos (ou por volta disso) é que precisa saber, querer e lidar com seus desejos. Meu Deus, está tudo errado ai. No meu tempo de criança, minha mãe interrompia a brincadeira trazendo uma bandeja com uma limonada fresca e biscoitos Maria. Sempre que lembro dessa cena (que aconteceu várias vezes) ela aparece iluminada como uma fada. O que eu sentia era: Nossa, ela é mágica! Como ela sabe que estamos com fome e com sede? Teria sido bem diferente se ela tivesse aparecido e perguntado: querem lanchar? vão querer sorvete ou pode ser biscoito mesmo? Estava pensando em fazer uma limonada, vocês vão beber? Ou é melhor eu trazer um suco de uva?

Infelizmente não estou escrevendo isso porque já aprendi a lição depois de ler o livro. Estou tentando aprender. E só estou escrevendo sobre isso porque descobri que tenho errado bastante. Desde que nos mudamos para Miami, fico com pena e compaixão por qualquer expressão de sofrimento que meus filhos tenham. Porque sei que é difícil para eles. E até esqueço que é difícil também para mim. Minha vida mudou completamente. Mas nem lembro disso. Só penso neles. A consequência? Minha filha de 4 anos cada dia faz uma coisa para me irritar. E então percebi que ela está fazendo isso porque eu estou irritando ela. E porque? Porque estou aberta todos os dias para ouvir, para entender o lado dela. Não parece errado à princípio, certo? Mas está errado. Criança precisa de adulto, alguém que tenha um norte, e ela acompanha o caminho, se frustando, entendendo seus limites e entendendo, porque não, que a vida não é um parque de diversões cheio de pessoas fantasiadas sorrindo para você o dia todo. A vida é para evoluir. Vamos tentar evoluir como pais antes que eles cresçam. Já pensou como deve ser frustante a adolescência de uma criança que sempre teve uma, duas, ou mais pessoas prontas a atender seus pedidos? Como deve ser difícil perder para um adulto que passou a infância sempre ganhando? Nem que a custa de 12 sofridas prestações para os pais?

Educar dá mais trabalho do que servir o sorvete antes do jantar, já que seu filho está querendo tanto. Educar envolve mais compromisso do que pagar as 6 parcelas da viagem mágica. Educar é coisa de gente grande. Deve ser por isso que crianças não podem ter filhos. Porque filhos precisam de adultos. Parece que esse é o grande problema da minha geração, não queremos ser adultos. Outro dia vi um post sobre a crise dos 25 anos. Levei o maior susto! A maioria das pessoas que conheço estão nessa crise aos 35 (ou mais). Está na hora de dar esse passo. Parar de focar só na diversão e na felicidade e evoluir, amadurecer. Todo grande passo na vida acontece quando a gente faz aquilo que é desconfortável. Já aprendemos muito sobre diversão e entretenimento, que tal agora aprender a viver?

Por Cris Leão

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323 pensamentos em “Seu filho precisa mesmo ser tão feliz?

  1. Cris, parabéns.

    Por incrível que pareça eu tenho aplicado o método citado, muito tempo antes de ler sua matéria, e percebi que a disciplina em casa tem imperado. Tenho três filhos e crio uma adolescente de 16 anos (filha de uma família de amigos com dificuldades financeiras e que já possuem 7 filhos).

    Quando tinha somente uma, confesso que aplicava o conceito “fazer o filho feliz”. Tinha muita dificuldade. Cada vez ela chorava mais, nunca estava satisfeita. Quando eu não fazia algo eu era considerado injusto. Hoje eu vejo que se eu continuasse, possivelmente, quando ela se tornasse adolescente, ao ser contrariada (o que é comum na vida de qualquer um) teria dificuldade em lidar com a situação e poderia falar algo que já vi e ouvi muitos adolescentes dizerem aos seus pais: “eu te odeio!”

    Percebi em alguns comentários acima, a resistência de alguns pais em pensar em tratar seus filhos como “cães”. Mas na verdade acho que você não quis dizer isso. Acho que o nome cães para quem idolatra (paparica) excessivamente seus filhos, acabam se sentindo ofendidos.

    Quando converso com amigos, cito minhas experiências de sucesso ao aplicar algumas técnicas do “encantador de cães”. Cito, também, as que não deram certo e que não devo aplicar (evitar) novamente, afinal de contas cada criança é de um jeito. A orientação para cada uma pode e será interpretada de maneiras diferentes.

    Você se importaria de que eu “re-postasse” sua matéria no meu blog?

    Com certeza citarei a fonte do texto.

    Obrigado.

  2. Cris! Que texto fantástico! Neste momento, estou analisando a forma que estou educando a minha filha de 4 anos. :/ Tenho errado horrores… Mas Deus é mais, vou conseguir virar esse jogo! Obrigada pelo texto!

  3. Creio que a questão está em que queremos tanto que as crianças sejam felizes, que não olhamos a meios e muitas das vezes perdemos a noção de onde está o limite! Sim crianças precisam de limites, ou porque lhes dizemos para não descer as escadas a correr ou porque não leva outro brinquedo porque tem já “500” lá em casa. A longa discussão da Disney!! Parece-me que foi apenas um mero exemplo, que muitos pais fazem uma maratona na Disney e as crianças em vez de se divertirem levam é uma estafa de todo o tamanho. A história de são crianças e precisam ser felizes é muito bonita, mas um dia tornam-se adultos frustrados porque afinal a vida não é a Disney. A criança também precisa de ouvir o não seguido da devida explicação e sim isso vai faze-la infelizes. Isso também faz parte do crescer. Não levemos cada frase á letra. O texto é um todo! Não frases soltas sem nexo. Cada família é uma realidade diferente. Mas a realidade é que muitos pais se esquecem que os filhos não são crianças para sempre, e que o permitimos ou não hoje tem consequências amanha. Sim, os filhos crescem.

  4. Parabéns!! Bom saber que existem pessoas que questionam o seu papel de pais educadores!! Eu as vezes me sinto um peixe fora d`agua perto de outros pais!! Tenho 2 filhos , um de 3 anos e uma de 1 ano e meio que adoram brincar com potes, pilhas de almofadas viram esconderijo…e por aí vai!!
    Sigo essa linha, mas é bem difícil e triste ver a criação, com raras exceções , das outras crianças , sem pais presentes, com autoridade e norteando o caminho de seus filhos!!

    Como conseqüência, tenho 2 crianças carinhosas, educada (que fazem, birras, obviamente, pois são crianças) mas que sabem exatamente as conseqüências de seus atos!!!

    e cada dia mais fico impressionada com a capacidade que eles tem de entender tudo!!!

    Não sei o que será dessa geração de filhos que vivem no mundo do faz de conta, onde nada pode, de forma alguma, frusta-los , machuca-los, ainda que os pais precisem se violentar para isso!! Total absurdo!!!

    Compartilhei seu texto no meu facebook

    obrigada pela reflexão!!

  5. Cris, aproveite que está nos EUA e procure informações sobre o curso “Redirecting Children’s Behaviour”, acho que vai gostar.

  6. Isto esta acontecendo porque,os pais estão preferindo presentear seus filhos do que corrigi-los,preferindo dar viagens,e fugir do que realmente interessa,a educação,porque?porque ensinar não é fácil,ensinar,toma tempo,ensinar exige paciência,dizer”não”exige explicação e isso toma tempo,TEMPO,não tem porque a interne te tira esse tempo,o celular tira esse tempo,e fica mais fácil,pensar que os filhos estão” felizes” com presentes ,viagens.quando na verdade estariam felizes mesmo se você pai se você mãe,repreendesse, dissesse um não,porque dizer não também é amor!

  7. Entendo o seu ponto de vista e concordo as crianças precisam passar por frustrações, precisam aprender a ouvir não, precisam de orientação para o certo e para o errado….tenho 3 filhos e diria que me esforço bastante para que sejam educados e tento passar o que a vida exige, que as obrigações fazem parte da nossa vida. Porém, não concordo com a sua posição em relação ao parque. Sou uma pessoa que ama viajar e sempre que pude realizei minhas viagens! Gosto de mostrar o lado bom da vida, porque é através deles que dizemos, você.gosta das viagens, você gosta de ir a restaurantes, gosta de morar num bom lugar, pois então você precisa estudar muito e trabalhar para ter tudo isso. Também são experiências pessoais que fazem as crianças crescerem como pessoas, nós aprendemos também através de experiências e por que não proporcionar estas experiências.
    Uma BOA educação não depende das felicidades que você proporciona, mas sim do que você ensina no dia dia, no convívio na sociedade, no convívio na escola, nos limites que você impõem para seus filhos, isso é amar e trazer felicidade. Não confunda o que você PODE proporcionar como um obstáculo para boa educação. Educar não tem regras e nem cartilha, mas precisamos usar o bom senso e o equilíbrio. No meu caso, sempre professoras, família e amigos reconhecem meu esforço como mãe…se vou ter sucesso no futuro, a vida me dirá!
    Quanto aos parques, é apenas a parte boa da vida, já fui sozinha e com meus filhos e a alegria foi maior com eles. Ficaram felizes, com os olhos encantados e quem não gosta de uma boa história, é gostoso sonhar! Isto não quer dizer que não sabemos qual é a realidade, eu pelo menos sei a minha….aprendi muito com meu pai e minha mãe a maneira deles. Hoje, tento ensinar meus filhos, mas os dias mudaram e não tem nada de errado de usufruir dos bons momentos e das coisas boas da vida.

    • Adorei seu comentário,e concordo com cada palavra. Porém não tinha lido o texto com esse olhar tão crítico quanto à nós termos os filhos como prioridade. Quando reli entendi o seu comentário e percebi o quão dúbia pode ser a interpretação desse texto. O amor e a felicidade nada devem ter de contraditório ao limite e à educação. Não vou impor frustrações à minha filha, desnecessariamente, só pela insegurança quanto à educação que dou à ela. Além disso, independente da situação financeira dos pais, em alguma situação o “não” será a única resposta possível e deve ser falado sem rodeios.

      • Bianca e Márcia, super concordo com a visão de vcs. E realmente o amor e a felicidade não precisam ser opostos do limite e da educação. O texto é bom e interessante, mas por vezes, é demasiado maniqueísta.

  8. Cris, parabéns pelo seu texto!
    Sou educadora e com certeza vou ler parte do texto em reunião de pais, principalmente a parte que os filhos precisam de autoridade na vida deles. Sinto que hoje em dia a escola virou um depósito de crianças, onde a maioria dos pais não educam seus filhos, e nós temos que fazer nosso trabalho dobrado, educar e cuidar da parte pedagógica e quando tentamos colocar as regras p/ que o trabalho se desenvolva, somos criticadas e temos que “agradar “pais e crianças, deixando de lado o que realmente é importante,pois os pais são eleitores e o Município precisa de votos, portanto não podemos contrariar as “criancinhas”. Tenho saudades do tempo que trabalhava p/ educação, pois hoje infelizmente, trabalho p/ política.Gostaria de autorização p/ postar parte do texto no face.

  9. Nossa! obrigada por nos fazer lembrar o quanto fomos felizes mesmo com as desvantagens da vida. Realmente a vida não é um parque de diversões e a gente se molda e se adapta com as dificuldades.

    Um abraço
    Fernanda.

  10. Reflexão excelente! Também acho que pais não são para agradar filhos, e sim, para educar e orientar. Essa é nossa função, ela é sagrada e ninguém deve tirá-la de vc. Se seu filho te vê como um inimigo, que assim seja. Afinal, será o primeiro de muitas que ela terá de enfrentar na vida. Temos de prepará-los para o mundo, e isso não se faz realizando todas as vontades da criança.
    Adorei mesmo o post!

  11. Cris, parabens pela sua porposta de procurar ser cada vez uma mae melhor. Acho que todas nos tentamos isso a cada dia, ser uma mae cada vez melhor.
    Como mae que tambem sou eu gostaria de fazer minha contribuicao. Este texto me passou a mensagem de que algumas maes (certamente nem todas) tentam fazer seus filhos felizes dando coisas, como festas incriveis e passeios que, se nao adequadamente dosados, podem se tornar mais cansativos do que prazerosos. Concordo com voce que nao eh dando nada disso que fazemos filhos felizes. Porem eu sinto que preciso acrescentar uma mensagem: tambem nao eh deixando de dar estas coisas que fazemos os filhos lidares melhor com alegria, tristeza ou frustracao. Alias, a capacidade de lidar com estes sentimentos e com muitos outros NADA tem a ver com o que se proporciona de material, ou viagem ou uma lista imensa que poderiamos citar. Nem dando e nem deixando de dar! tem a ver com a interacao entre pais e filhos, em qualquer lugar, num restaurante chiquerrimo ou no quintal de casa. AJUDAR O FILHO A LIDAR COM SENTIMENTOS IMPLICA EM RECONHECER SENTIMENTOS, EM DAR NOME, EM ESTAR JUNTO COM ELES QUANDO ELES TEM DIFICULDADES DE LIDAR COM O QUE ESTAO SENTINDO E BUSCAR JUNTOS UMA SOLUCAO. E isso pode sim acontecer na Disney tambem! A questão dos pais eh poder prestar atencao nos filhos, nas horas que estao precisando de suporte, mesmo na fila da Disney, porque não?
    Tem livros maravilhosos sobre como ajudar os filhos a crescerem resilientes, e entao mais felizes. John Gottman eh um otimo comeco.
    Quanto a sua filha de 4 anos, eu nao a conheco, mas tenho certeza que ela nada faz para te irritar, não se culpe por nada que deu a ela de atencao, muito pelo contrario, ela esta aprendendo a lidar com os sentimentos dela, sentimentos que sao completamente novos para ela e ter sua ajuda so pode ser positivo, afinal, quem mais pode ensinar isso se nao os pais???
    Eu me sinto na obrigacao de escrever aqui, pois tenho muito receio como as pessoas interpretam a questão de limites e autoridade, entendo que temos que ser duros com os filhos, quando na verdade o que precisamos eh suportar a avalanche de novos, desconhecidos sentimentos que estao experimentando. E isso nao sou eu que digo, sao pesquisas de longos e longos anos…
    E se entrarmos na questão de autoridade, dai eu simplesmente discordo 100% com voce. respeito se consegue atraves de respeito multuo, nao de autoridade, isso inclui sim a relacao entre filhos e pais, porque seria diferente???
    Se eu aprendi alto na vida de mae, foi TRATE SEU FILHO COM O MESMO RESPEITO QUE TRATARIA UM ADULTO, ELES MERECEM ISSO E MUITO MAIS, pois ainda estao aprendendo sobre a interacao entre pessoas amamos ele mais do que a qualquer outro ser neste mundo.
    espero que meus comentarios sejam recebidos amigavelmente, pois sou, como voce apenas uma mae querendo dar meu melhor e conribuir meu melhor na sociedade.
    abracos
    Juliana

    • Obrigada pelo comentário, Juliana. Concordo com você. O que importa é a interação verdadeira entre pais e filhos. Infelizmente no dia a dia muita gente não tem tempo para isso. Restam as férias. E acredito que fica mais fácil essa interação acontecer em uma praia, em um qualquer ambiente calmo e tranquilo do que em um parque cheio de brinquedos, cheio de lojas e com o tamanho da cidade de São Francisco. Volte sempre ao blog. Abraço, Cris

  12. Cris, sou professor em Escola Particular… Acredito e sigo exatamente tais princípios. Meu pescoço está sempre correndo risco… Acontece que algumas famílias, bem como as benditas orientadoras educacionais, supervisões e direções têm um discurso diferente da prática. O que desejam é manter seu emprego, não se incomodando com o necessário a ser feito. Meu estômago se revolta diante de tais situações. Obrigado. É bom e consolador saber que não estou sozinho. Abraço. Julio

  13. Cris,
    Obrigada pelo texto., amei!
    Sou psicóloga e vejo esses lamentáveis erros freqüentemente.
    Espero que as pessoas percebam esse sério equívoco á tempo.
    Bjs
    Fabíola

  14. Que publicação extraordinária!!!! Voc~e conseguiu abordar da forma mais simples possível o que está acontecendo nos lares brasileiros. Hoje o que prevalece é o culto aos filhos, tudo os envolve, tudo é a favor deles, mas não é assim que deve funcionar. Os pais tentam compensar suas falhas com presentes e diversão e se esquecem de ser pais, de educar. Parabéns pela matéria, você expressou tudo o que penso através de palavras muito bem escritas.

  15. Parabéns, Cris Leão! Sou educadora, e adorei a clareza como vc colocou tudo isso, além da grande coragem de dar a cara a tapa abordando esse tema – essa dinâmica completamente insana de nossas vidas atuais!

  16. Boa noite,

    adorei o seu texto, muito bem escrito e fora do senso comum. Procuro colaboradores assim para o meu blog, caso um dia queira participar se sinta convidada, será um prazer ter pessoas como você e sem clichê por lá!

    Parabéns, de verdade! Textos bem escritos assim estão cada vez mais raros na internet.

  17. Oi, Cris, tenho três filhos já grandes: o mais velho está indo fazer mestrado no INPA e os mais novos (um casal de gêmeos) acabaram de entrar na faculdade. Nos decorrer dos anos, eu muitas vezes me perguntei se estava fazendo menos do que deveria por eles (viajamos menos do que eu gostaria, a escola que frequentaram não era a considerada a melhor da cidade, ensinei-os a andar de ônibus e se virarem logo no começo da adolescência, etc.), por conta de limitações financeiras, que eu e meu marido sempre expusemos pra eles. Agora, ao vê-los inteligentes, determinados e corajosos, percebo o quanto foi bom para eles passar por certas frustrações, escutar uns “nãos” quando necessário… Isso fez deles pessoas mais resilientes, que se sabem capazes de superar as dificuldades e que, principalmente, não veem a felicidade como uma obrigação. Parabéns pelo texto!

  18. Comecei a ler o texto….e minha tristeza foi aumentando no decorrer das palavras que iam desfilando aos meus olhos….e verdade, fui muito feliz com tão pouco….e por ter tão pouco achei que minha filha só seria feliz com muito..”.ledo engano…..quando sabemos que talvez estamos errando….ler estes tipos de textos…..nos esclarece muita coisa…..obrigada.

  19. Cris, adorei o texto e confesso que faço, ou melhor, me esforço para na prática exercer muito Domain foi escrito por você. Arrisco a dizer que talvez a questão não seja ser tão feliz, mas sim descobrir e compreender o que precisamos para ser tão felizes….. Sou pai de 4 filhos, me separei cedo da mãe dos dois mais velhos, uma menina de 15 anos e um menino de 12, sempre morei longe deles mas mesmo na distância fui presente, entenda presente aplicando muito dos conceitos que estão por trás das suas linhas…. Seria muito fácil conquista-los só dando presente e fazemos tudo que eles queriam quando estivessem comigo, mas não, mantive meus valores e ensinamentos e o resultado disso tem sido me deparar com filhos bem resolvidos, que entendem o valor das coisas e que valorizam cada conquista… Hoje minha filha de 15 anos mora comigo e os dois menores tb, o de 12 anos está a dois anos em Orlando com a mãe. Parabéns mais uma vez pelo texto e tomara que nossa geração e a dos nossos filhos consigam endereçar questões como essa sobre esta ótica e quem sabe aí teremos no futuro seres humanos mais bem resolvidos e com valores diferentes dos que estamos presenciando, onde pessoas se relacionam pelo que você tem e não pelo que você é.
    Um abraço

  20. Cris, seu texto abriu minha mente. Tenho 16 anos e nunca havia parado para pensar por esse lado. Sempre entendi que a rigidez que meus pais sempre tiveram comigo e com meu irmão (de 22 anos hoje em dia) não era algo ruim, mas ainda não havia compreendido o efeito que tem sobre a pessoa esse ”pega no pé” dos pais até ler sua escrita. Parabéns.

  21. Criei dois filhos sem pais… No primeiro errei feio, era adolescente e não tinha o menor preparo… Foi meu filho que não conheceu o “não”, para compensar a falta do pai, a minha ausência para trabalhar e estudar… Embora tenha se tornado um adulto “do bem” (hoje com 33 anos), o caminho para isso foi doloroso, escarpado, banhado em lágrimas… Talvez ele seja um adulto “melhorado” por conta de uma série de fatores como o caráter, a fibra, a coragem e o não desistir depois de errar tanto… Após doze anos tive uma filha, hoje com 21… Essa a maturidade me permitiu errar menos, permitindo que ela gozasse de um equilibrio que meu filho não teve (e de certa forma ainda não tem, talvez nunca terá)… Me “enxerguei” no seu artigo, com relação à educação de minha filha e, no caso dela, não mudaria nada… É certo que sorrio quando recordo que meu filho chorou demais quando queria que eu lhe desse a lua de presente, mas aquela que está no céu e não uma lua qualquer, mas nesse sorriso há uma sombra de tristeza, um profundo corte no coração… Não pela impossibilidade e sim pela maneira tão falha como eu o eduquei, o que só vim a perceber tarde demais… É certo que também sorrio quando ouço minha filha dizer aos amigos que sua mãe é “ninja”, mas esse é um sorriso sem as manchas de culpa… Educar da forma correta é dificil, muitas vezes doloroso, mas deve-se ter em mente que a educação correta faz adultos equilibrados e, sim, felizes, na maioria das vezes realizados por conta desse bendito equilibrio… A educação errada, entretanto, não tem conserto… será uma sombra a ser carregada por toda a vida…

  22. Fico feliz,pois apesar de não ter tido uma boa educação de meus pais…Meu pai se preocupava só com a alimentação,nunca tive brinquedos nem roupas bonitas,mas hoje vejo que ele estava certo ele fazia de tudo para não faltar o que ele mas achava precioso,ele passou fome,mas não queria que acontecesse o mesmo conosco….cresci valorizando cada brinquedo mesmo usados qud eu ganhava…Hoje Educo minhas 3 filhas com limites,sem ostentação,eduquei a elas que só temos o que nossas posses dá,mostro que as coisas nem sempre são possiveis,para uma criança é dificil entender ,mas na fase adulta eles vão nos agradecerer…minhas filhas já estão adolecêntes são felizes e me respeitam!

  23. O ponto é que as crianças precisam sim ser felizes. Mas, se você tem o mundo todo para tomar conta você nunca vai ser feliz. A felicidade tem base na segurança e uma criança só se sente segura se tem um adulto pelo menos apoiando e protegendo-a. É natural e saudável que elas birrem, peçam e negociem, mas é papel do adulto responsável negar e não negociar o indispensável (tomar banho, comidas, lição de casa e etc) e dar opção de escolhas limitadas (por exemplo: Você vai colocar o tênis azul ou o vermelho? E não questionar se quer colocar algum tênis.) dentro das possibilidades para desenvolver a individualidade e o senso crítico. Pensamos que ser feliz é ter tudo, mas ser feliz e se sentir seguro e poder alcançar seus sonhos. Quem tem tudo ão tem sonhos. Quem tem tudo não tem amor por nada. Ter tudo não é ser feliz.

  24. Adorei seu texto, ainda não tenho filhos, mas tenho um irmão 6 anos mais novo que já entrou nessa “dos pais fazerem de tudo”, na verdade na época, eles trabalhavam o dia todo e chegavam em casa tarde, e no fim ele tinha todas as vontades feitas pra “compensar”, o que aconteceu foi que quando ele chegou na adolescência ninguém segurava as rédeas dele, porque ele achava que podia fazer e dizer tudo que bem entendia… Resultado: foi pai aos 16 anos e deixou toda a família apavorada, mas graças a deus hoje já está tudo nos trilhos novamente. Em outros casos, os jovens que crescem “sendo felizes”, não conseguem arrumar emprego, pois no primeiro desafio ou quando lhe é chamado atenção, eles desistem e pedem a conta porquê “minha mãe não me criou pra isso!” (acreditem já ouvi isso de vários jovens entre 18 e 20 anos na empresa em que gerencio). Por este motivo, acredito que mostrar aos filhos a realidade da vida é importante, para prepará-los para o mundo, se não eles acabarão se tornando pessoas mal sucedidas e realmente infelizes, por acharem que igualmente aos seus pais, o mundo também deve dar a eles tudo que eles merecem e tudo que querem, sem nenhum esforço…

  25. Oi Cris,
    Muito bom ler o que escreveu. Muito legal todos os comentários. Só fico com uma dúvida quando leio qualquer coisa do tipo: as crianças são todas iguais?
    No meu entendimento as crianças evoluíram assim como o mundo todo. Por exemplo: de onde você postou esse seu pensamento? Do seu tablet? Do seu iPhone? Aí vem outra pergunta: nossos país sabiam ou imaginavam que essa tecnologia toda ia surgir? Nossos pais sabiam ou imaginavam que seria tão fácil atravessar o mundo?
    Enfim, concordo que devemos sempre incentivar a criança dentro de nossos filhos, seja em casa, em Paris ou na Disney. Mas não devemos nós esquecer que o mundo estará sempre em evolução e quanto mais eles acompanharem esta evolução, menos dificuldades terão no futuro, sempre colocando limites e tentando identificar quando é o momento para novas experiências.
    Parabéns pelas palavras compartilhadas.

  26. Nossa que artigo maravilhoso! Vc conseguiu por em palavras tudo o que sempre acreditei. Hoje sou avo e fico triste com estes valores que essa geracao vem criando nossas criancas. Parabens e que Deus te ilumine sempre.

  27. Achei interessante a forma como vc e pelos comentários que li, muitas pessoas pensam a respeito de fazer seus filhos felizes… Sempre agi de forma a fazer meus filhos felizes, só q na minha concepção uma vida feliz é necessariamente uma vida ordenada, com regras claras, firmeza de propósito e principalmente firmeza nas atitudes… Nunca passou pela minha cabeça que deixar o meu filho fazer o que bem entendesse seria o melhor para ele…pra mim, uma rotina saudável é absolutamente necessária para que a criança se sinta segura, amada e consequentemente feliz!
    Desde a chegada em casa da maternidade, procurei estabelecer uma rotina e a cada fase uma nova rotina era estabelecida… Isso ajudou muito, inclusive com relação ao relacionamento a dois, que teve espaço para continuar existindo!
    Li muito antes do meu primeiro filho e me deparei certa vez com uma reportagem que citava um estudo onde se comprovava que bebês que eram atendidos ao primeiro resmungo tendiam a se tornar crianças tiranas… Cuidei muito para não deixar que a minha ansiedade de mãe de primeira viagem me fizesse tomar este tipo de atitude. Não foi fácil, não é fácil, mas como eu sempre digo, quem disse que educar é fácil? E quem disse que se pode tirar férias nessa missão?
    Tenho uma máxima que consiste em não perguntar se não quero uma resposta! Então não existe…
    … o que vcs querem lanchar e sim, crianças lavem oas mais que o lanche está na mesa;
    …vcs querem salada? Mas sim, escolham quatro tipos de salada na mesa, se não escolherem escolho eu;
    …vamos dormir? Mas sim, 9:30 meninos, hora de ir dormir.
    E quando eles dizem mas eu não estou com sono, eu pergunto, por acaso eu perguntei se vcs estavam com sono?
    Outro conceito que me guia é o de explicar cada não e cada sim, sem contudo mudar de ideia em função das vontades deles, mas demonstrando que vc sabe o que está fazendo e o quanto é bom para ele que seja assim…
    Enfim, só pra citar alguns exemplos que talvez possam ajudar alguém… Mas o principal é dizer que diariamente convivemos com regras bem claras e objetivas aqui em casa, as crianças obedecem e as vezes tentam fazer manha, só que não funciona então só resta desistir… Mas sempre viajamos juntos desde que eram bem pequenos… Já foram pra Disney de Orlando e de Anageim, mas isso não é um problema… Todos os anos fiz festa de aniversário para eles, mas isso não é um problema… Porque nossas vidas são feitas do dia-a-dia, da boa rotina, do aprendizado diário de lidar com as consequências de suas atitudes, coisas que fazem tanta diferença que fazem com que todo o resto seja mais convivência, sejam momentos especiais compartilhados!!!
    Mesmo nas férias , devo dizer, aproveito para ensina-los várias coisas que serão fundamentais no futuro: como se optar no avião, ser gentil no trato com pessoas que talvez vc não vá conhecer de verdade mas que passam por vc, como camareiras, porteiros, recepcionistas…etc, educação e gentileza tb se pode ensinar através dessas experiências… Enfim, acho que educar é estar 100% conectado a ideia de transmitir bons valores! seja através de regras rotineiras, de experiências compartilhadas ou através do exemplo. Exemplo aliás, é a base de tudo, porque não dá pra ensinar aquilo que não se pratica!!!!
    Da educação que recebi, aproveito muitas coisas, mas também mudo outras tantas que senti na pele que não eram corretas…
    Isso tudo pra mim é querer a felicidade dos meus filhos!
    Então, o que precisa ser mudado não é o sentimento de querer que o seu filho seja sempre feliz, mas sim entender o que de fato traz felicidade para o seu filho!!!!

  28. sabemos que ainda além de pagar as 6 parcelas para fazer o filho feliz…deixamos de fazer algo p nós mesmo que eram sonhos de infancia muitas vezes e para ainda qd muitos dos filhos crescem não lembram dos esforço dos pais e ainda nem ao menos olham em seus olhos.é bem isso ai papais olhem nos olhos deles enquanto eles podem obedecer a vc.

  29. Obrigada pelo texto , tenho duas meninas Maria e helena uma de 1 ano e 8 meses e outra de quase 6 meses, e seus textos tem me inspirado bastante na educação delas. Louvo a Deus pois estou tendo acesso a eles agora enquanto elas ainda são pequenas. Lendo este texto em especial ,e lembrei da minha infância e das coisas simples que minha mãe fazia para mim . vamos em frente…

  30. Que bom uma mãe escrever um texto tão lúcido.
    Isso nos permite dizer que a maternidade é uma vocação, um dom (particularmente não possuo).
    Educar é a arte de transformar nossos filhos em cidadãos de bem, virtuosos, dignos, inteligentes, disciplinados. E isso exige tempo diário (e não somente férias, finais de semana), dedicação e muita maturidade.
    O problema não é você propiciar momentos de lazer, descontração e festividades. A grande questão é desenvolver um senso de meritocracia/dever. Seu filho merece um presente, tem se comportado bem ??!! Na vida tudo tem ônus/bônus e cada escolha, uma consequência.
    A grande questão é que os pais da nova geração não estão dispostos a abrir mão do seu tempo para educar seus filhos e delegam para babás, avós e escolinhas. E o tempo com nossos filhos, sem abrir mão da nossa individualidade é o grande cerne da questão…o contexto não importa tanto assim….!!
    Parabéns pela coragem..!! A verdade fere, mas liberta..!!

  31. Que bom uma mãe escrever um texto tão lúcido.
    Isso nos permite dizer que a maternidade é uma vocação, um dom (particularmente não possuo).
    Educar é a arte de transformar nossos filhos em cidadãos de bem, virtuosos, dignos, inteligentes, disciplinados. E isso exige tempo diário (e não somente férias, finais de semana), dedicação e muita maturidade.
    O problema não é você propiciar momentos de lazer, descontração e festividades. A grande questão é desenvolver um senso de meritocracia/dever. Seu filho merece um presente, tem se comportado bem ??!! Na vida tudo tem ônus/bônus e cada escolha, uma consequência.
    A grande questão é que os pais da nova geração não estão dispostos a abrir mão do seu tempo para educar seus filhos e delegam para babás, avós e escolinhas. E o tempo com nossos filhos, sem abrir mão da nossa individualidade é o grande cerne da questão…o contexto não importa tanto assim….!!

    • Oi Agatha, desculpa me meter no seu comentário, mas sabe que discordo do conceito de meritocracia no sentido de premiar quem se comporta bem? Acho que educar deveria ser conscientizar a criança de que deve se “comportar bem” (no sentido de ajudar, ser gentil com ou outros etc.) por uma questão de valores, por valorizar a cooperação, e não porque vai ser premiada. Entende? A meritocracia pode sair pela culatra, criar indivíduos que fazem as coisas pensando no que podem ganhar de bom com isso, e que, quando não puderem lucrar com nada, não tomarão a atitude correta… E ainda, pode criar a sensação na criança de que não é amada de forma incondicional. Que só é amada e reconhecida quando faz o que queremos… Bom, assunto para um outro post. Espero que a Cris escreva a respeito em algum momento. 😉
      bjs

      • Concordo com você, minha cara. Não me expressei objetivamente. A palavra adequada seria cooperação, no sentido de dar o devido valor ao esforço dos pais de propiciar o melhor que eles podem, mas não de vincular isso a uma possível premiação. Eu fui educada para ajudar nos afazeres domésticos por que era necessário e tinha respeito e admiração pela árdua rotina dos meus pais. Hoje em dia ensinar uma criança a lavar a própria louça (na idade adequada) e cuidar das próprias coisas é como um absurdo em alguns casos.Parece que você está atentando contra os direitos da criança previstos no ECA…rss !! Estamos criando ótimos empregados para o mercado de trabalho, mas pessoas sem preparo emocional para lidar com adversidades.
        Também opino com base na minha experiência como filha/irmã, ou seja como mera observadora. Cada mãe sabe o que é melhor para seus filhos. Por isso que digo que ser mãe não é pra qualquer um, é pra quem pode..rsss !!

      • Concordo com você minha cara. Acho que não me expressei objetivamente. O ideal é desenvolver um senso de responsabilidade em que a criança aprenda a valorizar o esforço dos pais. Não acredito que exista uma fórmula para criar os filhos, até por que isso é uma opinião de observadora…rss Na minha infância eu fazia afazeres domésticos adequados com a minha idade por que era necessário e me sentia na obrigação de ajudar meus pais de alguma forma, pela rotina diária, por nos querer propiciar o melhor que eles podiam na época. Quando você admira seus pais isso é algo muito natural…!! Mas os pais de hoje tem medo de educar seus filhos. Acham que exercer autoridade é desnecessário, com raras exceções. Por isso que acredito que maternidade/paternidade é vocação e não obrigação.

  32. Perfeito tudo que eu precisava ler hoje, estou na mesma situação, mudei de cidade faz pouco tempo, e sempre estou fazendo tudo que meu filho quer, deixo escolher lanche, escolher café da manha, almoço, jantar , aonde vamos passear etec… e tamos vendo que isso não esta fazendo bem tanto para ele quanto para nos “Pais”
    Oque eu li aqui é realmente muito interessante.
    Obrigada por compartilhar.

  33. O seu texto é fantástico! Concordo com cada vírgula, é verdadeiro.
    É impressionante como as pessoas quando falam acabam falando mais de si do que do texto. Entendi perfeitamente a forma como você exemplificou usando o parque.
    Fantástico mesmo. Adorei.

  34. Acho que existe uma confusão muito grande entre fazer os filhos felizes e mimá-los, dar tudo de material que se possa comprar, fazer todas as suas vontades. Eu quero muito que meu filho seja feliz, e acho que é meu trabalho enquanto mãe, juntamente com a função de educá-lo. A questão é que meu conceito de felicidade é diferente. Eu acho que devo ensiná-lo a ser feliz com pouco. Ser feliz consigo mesmo. Confiar no mundo, confiar em si e em nós, seus pais e adultos cuidadores. Acho sim que existe por aí uma noção equivocada de que se deve dar aos filhos tudo que queiram, mas isso vai na contramão da felicidade, pois logo eles irão aprender que a vida não é assim, que ninguém tem tudo que quer o tempo todo, e que não é possível ser euforicamente feliz o tempo todo (nem seria saudável)! Acho que temos de ter tolerância pelos estados emocionais menos desejáveis (tristeza, tédio, o choro em si) e devemos ensiná-los a conviver com isso sem se identificar demais com esses sentimentos… dá pra entender?
    Eu quero sim fazer meu filho feliz, mas pra mim isso não tem nada a ver com levar pra Disney ou dar sorvete antes do jantar, fazer todas as suas vontades. Concordo com a crítica do texto a esse tipo de atitude. Acho que faz parte inclusive tentar ensinar a criança a tolerar o tédio — ela não precisa estar 100% do tempo entretida —, o que é difícil hoje em dia, pq criança entediada demanda e dá trabalho, enche o saco mesmo, e não queremos isso, portanto o tempo fecha e chove durante o dia, as mães já ficam se descabelando pensando no que fazer com o filho para que ele não fique entediado. Eu penso o contrário, acho q faz parte dias menos interessantes e tédio e mal humor. (Claro q tb não curto qd ele está mal humorado, mas mesmo assim acho que devo tolerar esses momentos.)
    Ganhamos um DVD portátil pra levar na viagem de férias e usamos pouquíssimas vezes, foi muito útil no avião, pra não incomodar os outros passageiros. Mas no carro, p.ex., nunca usei. Acho que preciso criar no meu filho a tolerância àquele tempo sentado na cadeira sem fazer nada. É chato, eu sei que é, às vezes ele dá defeito, eu me viro pra entreter, canto música, fazemos uma parada… mas não tento hipnotizá-lo com o dvd. Não condeno quem faz isso, sei que é difícil, principalmente dirigindo sozinha com o bebê… Mas é que eu realmente acho que ele precisa aprender a conviver com esse tédio sem ficar desesperado e infeliz. Aprendendo esse tipo de tolerância, ele pode se tornar uma pessoa mais feliz consigo mesmo, inclusive qd as coisas não estiverem tão boas, não? A criança q nunca é contrariada tende a se tornar uma pessoa muito mais descontente, acredito.
    Obrigada pelo texto! Gosto muito dele. Já o li algumas vezes, e ele sempre me leva a parar e repensar, questionar novamente a forma como educamos, os valores que queremos transmitir. O constante questionamento, a meu ver, leva a um refinamento das ideias. 😉
    Abraço!

  35. Entendo o que vc disse e concordo. Tudo o que um filho precisa é de atenção. Sabe, meus pais só sabem cobrar sobre os estudos, a igreja, os projetos e querem resultados imediatos…. mas quando eu vou cobrar alguma coisa eles faltam me bater. Engrossam a voz e me cortam dizendo coisas do tipo: “tua cabeça só pensa em merda. É merda que tem aí? Tu só pensa em cabelo!!!!”. O que eu peço são coisas que todos os pais se importam em dar sem filho nenhum pedir. Uma ida ao cabeleireiro, derrubar o leão com uma escova; uma quite de maquiagem, já que eu danço e toda vez mamãe reclama que eu peço tudo a ela; um shampoo, um condicionador, um creme de pentear; uma depilação; uma ida ao médico (“mamãe, não estou me sentindo bem. Tenho passado vergonha na escola com este problema…) coisas simples que se eles resolvessem eu não precisaria cobrar…. Tenho MUITA RAIVA DELES. Ódio mesmo, por causa dessa falta de preocupação que eles tem sobre mim. Eles acham que eu tenho que me satisfazer com o que eles me dão, mas acontece que eu quero outras coisas que eles podem dar!!!!! É demais querer receber uma laranja e ganhar pêra se eles podem dar uma tanto quanto a outra. Escrever para vc não vai rsolver meu problema. Não vai mesmo, acredite, pq eu ja pedi ajuda de tudo quanto era gente, na escola, na igreja e não deu em nada. O qie me deixa mais triste disso tudo é que eu não tenho prazer nenhum em ajudá-los POR CAUSA DESSAS COISAS!!!!!!!! Não gosto de ser inútil e meu maior prazer é fazer as pessoas ao meu redor felizes,as ESSAS COISAS me deixam tao infeliz que eu acabo derramando meu desgosto em quem estiver perto. SOCORROOOO, eu digo, NÃO AGUENTO MAIS VIVER NESTA CASAAAA!!!!!

    • Oi Amanda, como você mesma disse, infelizmente eu não posso fazer nada para ajudar. Mas desejo que as coisas melhorem. Sabe o que você pode fazer? Tentar ver o lado bom disso, coloque essa energia e até essa raiva nos seus estudos para que mais cedo do que você pensa, você consiga ser independente. Porque uma coisa eles estão te ensinando, quem entende o que a gente quer de verdade, é a gente mesmo. Por isso é tão bom trabalhar. Beijo e boa sorte!

  36. Só complementando Cris… será que a Amanda já tentou expor isso verdadeiramente a eles? As vezes guardamos muito pra gente e quando os pais vão saber se assustam de como os enxergamos ou o “mal” que eles podem estar fazendo… Acho que um diálogo franco, aberto e de coração pode resolver muita coisa… Se forem sensíveis entenderão o apelo..Beijos

  37. Quanto ao texto Cris, achei maravilhoso, concordo com um monte de comentários também. Acho que tudo é mesmo limite. Sejam as familias podendo oferecer certas coisas ou não.. Mas acho mesmo que anda faltando simplicidade de vida, valorização do que realmente é importante. As crianças vem achando tudo muito facil pra elas e não valorizam o que de fato é importante.
    Tenho uma menina de 7 anos e nós (eu e marido) pensamos todos os dias sobre tudo isso citado no texto…

    Vendo você falando da simplicidade da sua infância me lembrei da minha que sempre cito e recordo com nostalgia. Meu quintal (que hoje minha filha não tem), as bolhinhas de sabao com canudo de mamão que pai cortava na hora pra gente, as canas também do quintal que descascavam pra gente e que era uma delicia!!! Hoje minha menina nem conhece a cana…

    A única coisa que fico triste de não poder dar a ela e já se passaram 7 anos, é uma casa com quintal. Pra ela pisar bastante na terra, e comer fruta do pé. Coisa que ela não conhece e nem faz por não ter aprendido..

    Sim.. acho que a simplicidade é tudo na vida.. da criança, do jovem, do adulto.. pra que querer tanto.. tudo é muito simples… e fica tudo mais fácil quando vivemos assim..

    Um beijo e felizes inspirações por aqui!

  38. Oi Cris! Sou avó, mãe de 3 e criei um blog com a minha filha. Eu posso compartilhar seu texto? E que texto!! Claro que dou todos os créditos. Beijos!

  39. Oi Cris, maravilhosos seus textos. Parabéns!
    Você tem um forma simples e clara de abordar os assuntos e muito tem me ajudado a refletir sobre o meu papel de mãe.
    Obrigada

  40. Texto maravilhoso, pois mesmo que a grande maioria dos pais e avós agem como ela descreveu, ou seja, incentivando o consumismo irresponsável e não colocando autoridade com responsabilidade, com medo de ser considerado jurássico, é por essa razão que temos na sociedade, não só adolescentes mas sim pré-adolescentes e crianças desajustadas, e agindo da maneira a que tudo podem, tudo querem e a tudo para agora. Cris quase são as minhas palavras, as quais diariamente converso com a minha amada esposa. Morei e estudei nos USA, e sempre acheia Disney, Studios Universal e outros parques o maior cenário de horrores do mundo, pois cansativo, desgastante, caro e incompatível para menores dos 15 anos! Parabéns! Raul Parada

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