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Depressão é o mal da nossa época. À medida que os anos vão passando, vou vendo e conhecendo mais histórias. E percebo que esse segredo que alguns guardam, é um segredo coletivo. Todo mundo tem uma irmã, um parente, um amigo que sofre ou já sofreu dessa doença.

E quem é mãe, não está imune. Muitas mulheres ficam deprimidas no pós parto ou ao longo dos primeiros anos de vida dos filhos. Hormônios em guerra com o cansaço físico, mental e emocional. A verdade é que a maternidade tira muitas de nós da zona de conforto. Uma coisa é ter uma carreira para cuidar. Outra é ter um ser humano, uma vida. Você sabe que não tem o controle, mas ao mesmo tempo é responsável. A maternidade também traz um amor maior e com ele o medo maior.

Não sou psicóloga, terapeuta, médica, nem tenho estudo algum para ficar aqui dissertando sobre a depressão. Mas ouvi uma frase da minha professora de Antroposofia e Terapia Artística, Cecília Staubli, que gostaria de dividir. Ela disse: As pessoas ouvem outra falar que está triste, que está super mal e falam: “Levanta a cabeça!” Que bobagem. Quando você está mal, muitas vezes é porque descobriu que não é infalível como imaginava. E vai levantar a cabeça para quê? Nessa hora é importante abaixar a cabeça, olhar um pouco para dentro de você, ter humildade para aprender a lição que a vida está dando e seguir em frente.

Por que temos tanto medo de ficar triste? E por que estando tristes, queremos esconder isso de todo mundo, até de nós mesmos? Já passei por esses momentos e sei que é muito melhor ir fundo até chegar lá embaixo. E lá no fundo do poço perceber que você está vivo. Perceber que a vida pode não ser o filme cor de rosa que desejava, mas é sua. Você é responsável por ela. Quando sair dessa lama vai apreciar como ninguém o espetáculo que o sol faz todos os dias. Vai agarrar a vida e as oportunidades como nunca. Porque entendeu (com lágrimas que é para não esquecer mais) que para viver é preciso coragem.

Você não é o emprego que tem. Você não é o salário que ganha. Você não é os filhos lindos que cria. Você não é aquela turma que frequenta.  Você não é a filha de fulano e neta de beltrano. Você é tudo isso junto somado com toda a sua coleção de afetos, mas é mais. Você é ainda o que escolher no caminho para frente. Entender isso te ajuda a deixar, como uma árvore, fazer cair as folhas que precisam cair, para nascer outras. Porque você não é as folhas, você é a árvore.

Se quiser ver mais sobre esse assunto, aqui tem um vídeo super bacana que vi esses dias. (Tem legenda em português.)

O desenho lá em cima é do João e ele fez para me agradecer pela festa de aniversário dele. Antes da festa, ele estava super triste porque disse sentir falta dos velhos amigos. Mas depois da festa me disse que este tinha sido o melhor aniversário da vida dele. Pontos altos da festa: o professor foi! o pai jogou futebol com ele e os novos amigos! o padrinho não foi, mas mandou uma super surpresa pelo correio! Viu? A vida é cheia de boas surpresas.

Por Cris Leão

2 pensamentos em “Depressão pós parto e até quando

  1. oi , Cris ! Seus textos têm me emocionado todos os dias . Este em especial pois passei por isso e aprendi que sou ,sim , como a árvore e que ,como ela, também tenho meus outonos e invernos. Saudades. Bjos a todos .

    • Oi Mônica! Saudades tb. Estou querendo te escrever já faz quase um mês. Vou escrever um email agora! Fico muito contente de saber que está gostando dos textos. Volte sempre.
      Beijo grande!

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