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Desde que entramos em uma escola Waldorf, fomos alertados sobre os muitos efeitos negativos que a televisão causa nas crianças. Hiperatividade, incentivo ao consumo, informações precoces, enfim, eu comecei a dosar a quantidade de televisão em casa. Mas quando entramos na escola Waldorf aqui em Miami, a coisa foi um pouco diferente. Tivemos que assinar um contrato dizendo que nossos filhos não iriam assistir televisão. Com aquele gingado brasileiro, assinamos mas não estávamos pensando em levar aquilo assim tão ao pé da letra. Se é que você me entende.

Acontece que logo que conheci o professor do João, fiquei muito encantada com a seriedade e comprometimento dele. Ele veio em nossa casa nos conhecer antes do início das aulas. Como de cara não viu nenhuma televisão, demonstrou uma tranquilidade ao falar: Ah, vocês não têm televisão? E nós respondemos com o rabo entre as pernas: É… na verdade temos. Mas eles assistem pouco. E o professor falou: Eu peço para que o João assista apenas nos finais de semana. Porque o cérebro da criança precisa do sono para assimilar o aprendizado. Se durante o dia, houve o estímulo da televisão com suas cores, informações, sons, imagens e mensagens muito fortes, o cérebro vai usar a noite para assimilar isto, não o aprendizado da escola.

E isso para mim fez todo o sentido, me lembrei das várias vezes que o João acordou no meio da noite falando sobre o filme que tinha assistido, ou acordou com pesadelos relacionados às histórias dos filmes. Então essa frase do professor foi suficiente para eu não precisar ler as 3 páginas de estudos de Harvard que a escola distribuiu comprovando a relação direta entre excesso de televisão e Déficit de Atenção, dificuldade de aprendizado e descontroles emocionais e na visão, devido a exposição à telinha. Respirei fundo, e como regra você tem que falar uma vez só e seguir em frente, com muito medo de fracassar, disse com toda certeza: A partir de hoje, televisão só no final de semana.

Isso foi em Agosto, minha gente! Estamos há quase 6 meses sem televisão nos dias de semana. E de lá para cá, a vida mudou muito por aqui. Eu fiquei mais cansada, mas até aí tudo bem, afinal cuidar deles é meu trabalho agora. Mas eles ficaram mais calmos e agora têm tempo para brincar. Aqueles brinquedos no armário não são mais meras peças decorativas.

Incentivo que façam o mesmo. Estabeleçam uma rotina. De 2 às 4 brincar livre. (E eles que se virem para achar graça em alguma coisa, se for para ficar com tédio, fica. Que problema tem isso?) De 4 às 4:30, lanche. De 4:30 às 5:30 colorir, pintar, desenhar, fazer um cartão para a vovó, fazer biscoito, enfim trabalhar com as mãos. Depois é banho, jantar e história para dormir. (Sim, sem a tv, o sono chega mais cedo) E pode variar, claro. Segunda e quarta de 2 às 4 é dia de passeio. Pode ser com a babá ou avó, não importa. O que importa é a rotina. Criança adora sentir que não está “solta”. Lembra aquele paninho (cueiro) de enrolar bebê, que eles ficam super calminhos? Pois a rotina dá essa sensação para os grandinhos também.

E quando a televisão fica seletiva, você percebe como a maioria do que passa ali é inadequado para as crianças. Excesso de barulho, excesso de efeitos especiais, excesso de gírias, ironia, muitas vezes excesso de bullying e excesso de publicidade. Aliás, até os próprios filminhos incentivam o consumo. Um dia eu vi a Barbie falando: “Amigas, esse vestido está fabuloso, ou está muito “last week” (semana passada). Fala sério. Inclusive, no que sua filha vai sair ganhando em ter a Barbie como influência para o que quer que seja?

Acredite. Sua vida vai mudar muito quando a televisão deixar de ser a protagonista da história da sua casa. As crianças param de pedir o tempo inteiro para você comprar o que viram ali e a imaginação volta para o lugar onde precisa estar: dentro delas.

Leli arvore Antes que eles crescam

João, Leli e Pipo Antes que eles crescam

Craft Antes que eles crescam

João e Leli molhando as plantas Antes que eles crescam

Ah, e agora eles têm mais tempo para ajudar nas tarefas de casa. Molhar as plantas é uma delas. : )

Por Cris Leão

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128 pensamentos em “O que nós ganhamos quando a televisão saiu de cena

  1. Concordo plenamente, gostaria muito de aplicar isso aqui em casa. Mas tenho uma filha de 1 ano e 11 meses, e é impossivel que ela se concentre em uma atividade sozinha por mais de 5 minutos. Sou mae full time e ja é dificil conseguir tomar banho e fazer as tarefas domesticas com tv, imagino sem…so se for pra passar o dia na rua, pq em casa so se eu ficar brincando com ela, ai que nao consigo fazer nada mesmo.

  2. Nem sei como cheguei aqui! Mas gostei! Aqui em casa eu bani a televisão à noite. Eles assistem de manhã, antes de irem pra escola, e depois não mais. Penso em tirar totalmente, mas é difícil. Li seu post sobre parar de trabalhar e é aí que o bicho pega: a sensação de ser engolida pelos ponteiros do relógio? Tenho todo santo dia… Aí em alguns momentos sinto que a TV me salva… Mas sei que não deveria ser assim. Gostaria de conversar mais com vc, por email se puder. Um abração!

  3. Cris… Estou devorando seus textos, eu vivo em conflito com isso… Penso em sair tbm do Brasil, mas como abdicar do trabalho se ele é essencial na nossa sobrevivencia(digo no meu caso onde apenas a renda de meu esposo nao é suficiente para mantermos uma qualidade de vida mais ou menos em SP)….

    Gostaria muito de viver tudo isso desta forma… Sinto saudades do dia de ontem!

  4. Cris, amei seu texto e quero adotar a medida aqui em casa. Na verdade o problema não é a tv e sim os desenhos no computador. Tenho um filho de 2 anos e 2 meses, e tenho vários problemas de saúde, o que me impede de trabalhar fora de casa. Trabalho pela internet, o que influencia meu filho, vendo-me quase todo o dia na frente da telinha…
    Queria pedir sua ajuda , pois eu não consigo brincar muito tempo com ele, por causa da saúde…
    poderias me indicar quais brincadeiras seriam adequadas para menino com 2 anos e que mora em apartamento?(ele ainda não estuda)
    Obrigada!!!!

    • Oi Paula, obrigada pelo carinho. Respondendo a sua pergunta, eu acredito que na sua casa já deve ter coisas suficientes para distrair uma criança dessa idade. É só soltar a imaginação. (e deixar a bagunça rolar) Por exemplo: ajude ele a montar uma cabaninha na cama feita de lençol e dê para ele uma lanterna. Fora isso, existem vários brinquedos educativos legais. Eu sei que no Brasil eles são um pouco caros, mas talvez conheça alguém que vai viajar e possa pedir para trazer para você. Tem uma marca http://www.melissaanddoug.com/ que eu sou apaixonada. Mas fora isso, dê uma olhada nesse blog: http://www.estefimachado.com.br/ Ela faz vários brinquedos e ensina como fazer. Outra saída são simplesmente brinquedos antigos, ainda possíveis de serem encontrados e que as crianças amam! Exemplo: blocos, carrinhos de madeira, fazendinhas com animais. Agora o mais importante: uma criança de 2 anos e 2 meses ainda é um bebê. Não precisa de muita coisa para se distrair. E é muito importante ele conseguir se distrair sozinho. Porque se não conseguir fazer isso agora, depois vai ficando cada vez mais difícil. Dê para ele uns potinhos e pedras (por exemplo) e deixe ele inventar a brincadeira! Aliás, existem pedras lindas por ai (se não encontrar pelas ruas e parques, existem lojas que vendem) e as crianças amam! Tem alguma coisa mais bonita do que a natureza? (claro que como seu filho ainda é um bebê a pedra tem que ser um pouco grande para não correr o risco dele querer engolir) Boa sorte!

  5. Parabéns pelo seu texto, Cris. Depoimento mto importante para o mundo de hoje. Em nossa casa estamos totalmente sem televisão há mais de 3 anos. Não foi totalmente intencional, mas o fato é que já estávamos desacostumados com a TV, assistíamos pouquíssimo, e depois de mudarmos para uma casa, ficamos adiando as providências necessárias (antena, contato com operadoras, etc)… Então temos um aparelho que é utilizado ocasionalmente por nós e pelas crianças (duas, de 10 e de 8 anos) apenas para assistir a filmes em DVD. Esse tempo de afastamento me levou a desenvolver um olhar de estranhamento em relação à TV e sua linguagem, impressionantemente naturalizadas em nossa sociedade. Abraços!

  6. Adorei saber de sua experiência, eu não tenho filhos, mas já faz 3 anos que não vejo televisão, nunca, nem aos finais de semana. No começo era meio estranho, as pessoas me criticavam: nem o jornal? nem o jornal! Sinceramente não sinto falta nenhuma, até parece que ela não existe. Sinto a televisão como um portal, e é como se deixássemos aquela energia entrar na nossa casa, e sinceramente não há nada de positivo que a televisão possa nos proporcionar. Meu noivo foi criado daquele jeitinho que conhecemos, que quando a criança começa a dar trabalho, gruda ela no sofá e coloca qualquer coisa para que ela fique hipnotizada e fique quieta, pode estar o maior sol, um dia lindo, todas as crianças sentadinhas quietinhas, sem gastar 1 milimetro de energia, pois nem piscam, tem preguiça para tudo, enfim, aos poucos ele foi se acostumando e acostumando, moramos juntos há 3 anos, e no começo , como ele ainda tava viciado, ia pra casa da mãe ver tv, agora, nem liga. Quando tivermos filhos, eu já avisei, não vamos envenená-los, e ele concorda. =)
    É engraçado como muitos caminhos chegam ao mesmo lugar..
    Obrigada por compartilhar.

  7. Deixar assistir tv mas controlando, hora de brincar, hora de estudar e hora de comer…. ter disciplina sempre!!! Mas discordo cortar a tv totalmente!

  8. Adorei seu texto, concordo com tudo o que disse. Na minha casa há muito tempo a televisão deixou de ser prioridade. Tenho uma filha de 10 anos que nunca gostou de assistir a TV e meu rapaz já tem 27 anos e tb não gosta. Assistimos eventualmente alguma coisa, mas vejo que a cada dia a mesma será dispensável em minha casa. Indico para todo papai e mamãe que tire cada vez mais o hábito da tv em seus lares, verão que faz muita diferença.Beijos e continue com seus textos maravilhosos!!

  9. Faz mais de 5 anos que abolimos a televisão aqui em casa. Somos três (eu, minha esposa e minha filha de 11 anos) e não sentimos a minima falta. Minha filha assiste a filmes no Netflix (so aos finais de semana) e tratamos isso como especial (sessão de cinema com a família). Ela não sente falta e fica sabendo das noticias pela escola e quando conversamos em casa. Uso a internet para manter-me atualizado (assim como minha esposa) e acredito que nossa casa esta muito mais equilibrada. Conversamos muito mais e interagimos muito mais agora, sem televisão. As pessoas me olham estranho quando comento isso no trabalho, como se eu fosse um alienígena ou uma pessoa muito radical, mas os benefícios dessa nossa decisão são claros. Recomendo.

  10. Faz uma hora que eu comecei a ler as coisas que vc escreve e até agora não consegui parar! Mas sinto um aperto no peito, o que eu vou fazer com os erros que já cometi? Meu filho está no último ano da educação infantil, que fez toda em uma escola totalmente tradicional e de ensino religioso, mas eu sinto, lá no fundo do coração, uma vontade de mudá-lo agora para uma escola waldorf, já comentei com ele, que tem 5 anos, e ele me pediu para ficar com os amiguinhos e na escola que ele está. O que eu faço?
    Muito obrigada por compartilhar tudo!
    Fraternal abraço,
    Ramila

    • Ramila, escolher a escola dos filhos para mim foi uma das coisas mais difíceis da maternidade. Tente juntar o que sente seu coração com o que pensa a razão. E se pergunte o que está por trás desse seu desejo de mudá-lo de escola. Pensar sobre isso pode te ajudar a esclarecer. Perder os amiguinhos com 5 anos é o de menos. Muitas crianças acabam mudando mesmo de escola nessa fase. E vocês não vão mudar de cidade, podem continuar se encontrando. Tente olhar lá na frente e pensar qual vai ser o lugar que cada uma das escolhas vai te levar. Talvez fique mais fácil decidir. E visite uma escola Waldorf. Nada como ver com os próprios olhos e conversar para sentir se é o seu caminho ou não. Grande abraço e boa sorte!

      • Nossa Cris, muito obrigada, de coração, pela resposta! Adorei! Vou logo visitar a escola Waldorf que tem aqui em Floripa, chama-se Anabá, é um pouco longe da minha casa, mas eu realmente penso que o sacrifício vai valer a pena!!!! Bjs

    • Não entendi, Guilherme? O que uma situação financeira ajuda a ir na biblioteca, deixar os filhos dançar na chuva, desenhar, dobrar papéis e criar um leão com isso?

  11. minha filha estudou por 10 anos numa escola antroposófica no rio de janeiro. ela tem dificuldade de aprendizado e progride devagar; se tivesse televisão acho que nem sairia do lugar….
    agora existe uma tv na casa, doada pela minha irmã, daquelas velhas de 19″, e essa semana eu coloquei a net tv pela primeira vez.
    ela já tem 22 anos e está ne 6ª série, com uma mentalidade de ~15… e a tv nunca fez falta. como disse a cris, ela se virava para arranjar o que fazer e brincava e desenhava muito.
    hoje ela se destaca no curso de EJA – educação para jovens e adultos – justamente pela habilidade de desenhar e se expressar. sou muito grata a essa pedagogia que é realmente inclusiva – minha filha NUNCA sofreu qualquer tipo de bulling, mesmo estudando com crianças 5 ou 6 anos mais novas.

  12. Aqui tem já 7 anos sem TV , 3 filhos que eram viciados. Ninguém quer mais , ninguém pede. Quando vamos em consultórios onde tem TV voltamos contando ” Hoje vi TV”( sentindo-se un extra terrestre.). . A antena de sinal aberto não pega aqui e demorou 6 meses esperando para instalar. então fui enrolando… enrolando e eles pedindo que a Tv funcionasse . todos mudamos a rotina. E os 4 dividamos o tempo de um computador de mesa. o que foi ótimo que limitava o tempo de cada um . Hoje temos mais internet nos telefones e mais 2 computadores e estamos muito ligados a Jogos criança e eu facebook. tem vir a fase 2 e se livrar de todas as telas . Telefone eu não gosto .

  13. Adorei o texto e concordo plenamente. Assisto muito pouco TV, não acho graça e vejo que a maioria dos programas não oferecem nada de cultura ou coisas boas para o nosso aprendizado e principalmente das crianças. Os pais a maioria por não querer dar atenção e perder tempo com as crianças, ligam a TV em tempo integral para que elas fiquem quietas . Muito boa dica para os papais que querem educar seus filhos de forma saudável e tentar fazer o melhor por eles, bjs

  14. Aqui em casa ainda não consegui ser mais radical, mas quando mudamos de um apartamento pequeno para uma casa 3 vezes maior e com quintal a televisão passou a ser utilizada por +/- 1 hora por dia apenas e senti um ganho enorme nisso. Meus 2 filhos brincam muito juntos, a gente inventa muita coisa pra fazer, eles me ajudam nas tarefas, ficaram mais independentes e mais calmos também. Adorei! Quem sabe um dia eu consiga fazer isso que você fez. Só não consegui ainda porque eu marido adora TV!

  15. lembro.me de ao crescer os meus avós me dizerem uma frase fantástica que ficou: “nem tanto ao mar nem tanto à serra”

    uma vez que somos por definição seres sociais, de nada adiantará fazer o melhor por elas se o melhor significa não lhes dar interesses em comum com os restantes mortais que vão potenciar a sua capacidade de se inserir? ou será que alguém acredita que a televisão hoje em dia não é essencial neste aspecto?

    daqui a 10,15 anos onde elas estarão? certamente com todos aqueles amigos que não sabem o que televisão é, vulgo os pais,

    mas isso sou eu que não sei o que digo, pelo menos ainda menos do que os que dizem saber,

    mas uma coisa acredito é com diversidade que se prospera. é bom que existam pessoas assim porque quer eu esteja errado quer esteja certo haverá sempre na próxima geração indivíduos bem ajustados (obviamente que eu acredito no meu ponto de vista tal como tu acreditarás no teu)

  16. Gostei do seu texto! e é isso aí! Minha mãe é pedagoga e apesar de não ter estudado em escola waldorf, vivi sem televisão em casa. Sou a caçula de casa e a televisão quebrou quando meus irmãos eram pequenos. Minha mãe viu que era melhor sem a Tv e resolveu não consertar! Quando nasci a TV não fazia mais parte da casa. Nunca fomos proibidos de assistir TV na casa dos outros. Mas em casa não tinha. Minha mãe sempre leu muitas histórias antes de dormir ou durante a tarde mesmo. E na adolescência ,nos finais de semana, não era pela falta de TV que não íamos dormir tarde! Rolava baladinha na sala…uns lendo livros, outros revistas e outros conversando e algumas vezes dançando! O Rádio, o Jornal e revistas por assinatura sempre estiveram presentes em casa. Quando fiz 18 anos, minha mãe resolveu que queria comprar uma Tv! Ninguém queria, ninguém apoiou! Mas ela comprou! Foi uma sensação muito estranha no início, sensação de invasão de privacidade. Hoje em dia, sou casada e tenho televisão em casa. Mas raramente sou eu quem a liga!

  17. Interessante que essa escola eh bem dedicada em conhecer as crianças com suas famílias e conscientizar os pais.
    Eu moro com meu marido e filho de um ano e meio na California e ainda vou pra Universidade. Desde casados nunca tivemos cabo, sempre gostamos de filmes entao nossa TV so serve pra DVD ou conectar com internet uma ou duas vezes por mes. Com a chegada do meu filho eu consegui uns videos pra ajudarem com o Portugues ja que meu marido so fala inglês. Mas ele não assiste nem 30 min por dia. Achava que eu era radical e ate ja via o repovoamento de algumas pessoas por fazer isso. Mas desde ano passado escuto muitos dos meus professores universitários dizer que cortaram TV (cabo) total pros filhos e todos estão felizes com o resultado. Usam a internet e em menos freqüência, assim como eu. Agora lendo seu texto que uma escola tem um acordo (policy) em relação as crianças assistirem TV eu fico mais tranquila, me achando mais normal. =)

  18. Pingback: O que nós ganhamos quando a televisão saiu de cena - Indiretas Maternas

  19. Cris!!! Demorei para escrever mas hoje consegui um tempinho! Menina, quero te agradecer pelo seu texto maravilhoso sobre sua experiência. Perfeito! Me ajudou muito no processo aqui em casa. Tenho 2 meninos gêmeos de 7 anos e em janeiro nos mudamos para o Ecuador e para uma escola americana. No inicio foi muuuito complicado, muito dificil, até que li seu texto que salvou minha vida. Eu sempre soube da dificuldade de concentração dos meus filhos. Tirei a TV durante a semana e libero só aos sábados e domingos. Também tirei o tablet e jogos eletrônicos. No começo reclamaram um pouco, uma semana depois nem ligaram e hoje nem perguntam. Até nos finais de semana percebi que perderam um pouco o interesse pela TV. Eles mudaram muito, estão menos ansiosos, mais tranqüilos, melhorou a concentração e dedicação á escola. Nos momentos mais difíceis recorri ao seu texto e li tudo novamente para ganhar forças e confiança. Hoje está tudo indo muito bem, sucesso total aqui em casa. Estou muito contente com esta mudança e meu marido me apoiou 100%. Se quiser saber mais dê uma olhadinha no meu blog. Segue o link: BJS!!!

    http://maeecoisaetal.wordpress.com

    • Muito obrigada, querida! Adorei ler seu comentário. E adorei ler o seu texto também! Com certeza, o segredo é não desistir. E tá aí uma vantagem em mudar de país, se por um lado vc não tem aqueles amigos do passado e família, por outro lado vc está mais livre para fazer mudanças. Não é? E assim a vida pode ser um nascimento a cada dia. Ninguém vai te lembrar de como vc era. ; ) Boa sorte! Não desista. Não tenho a menor dúvida de que é o melhor para eles. Beijo grande!

  20. Excelente seu post. Estudo pedagogia e sou fascinada pelo desenvolvimento infantil. Espero que mais mães leiam e se informem mais não só por esse assunto e sim por varios outros que os ajudem a incentivar o desenvolvimento do seu filho de uma maneira saudavel. Tudo de bom pra voces. Que possa compartilhar outras experiencias conosco. 😉

  21. Cris adorei o seu texto e queria pedir a sua ajuda se possivel… Meu filho tem deficit de atençao e acredito que tenha sido pela tv… Se vc se interessar, me passa se email que eu te explico como esta minha situaçao.Mas desde ja obrigada por ter compartilhado sua experiencia….:)

  22. Olá Cris. Também sou adepta a esta concepção. Gostaria muito de ler o artigo que você citou, de estudos de Harvard que a escola distribuiu comprovando a relação direta entre excesso de televisão e Déficit de Atenção, dificuldade de aprendizado e descontroles emocionais e na visão, devido a exposição à telinha. Minha filha hoje tem 3 anos. Em casa, desde o nascimento dela eu proibí a televisão, mas na escola, eles acabam expondo a criança às telinhas. Gostaria de ter esta referência de Harvard em mãos para eu passar para a escola. Obrigada!! Você tem alguma referência Waldorf interessante?

  23. Minha neta estuda numa escola Waldorf, em Vilas do Atlântco, gosto muito e vejo a diferença das demais escolas. Ela vê televisão, usa o tablet, mas gosta muito de ler e brincar de tudo, com os adultos e crianças. Ela tem 7 anos.

  24. Eu tenho 22 anos, não tenho filhos, mas quando criança assistia muita TV, principalmente os filmes da Disney que até hoje assisto e amo, mas isso não atrapalhou em nada meu desenvolvimento. Eu praticava diversas atividades: comecei a fazer ballet aos 3 anos de idade, natação comecei aos 9 meses, entrei no curso de inglês aos 5 anos. E nos meus horários livres assistia muita TV. E nunca tive nenhum tipo de transtorno, déficit ou qualquer coisa do gênero. Acho que proibir as crianças é algo muito radical e pode causar efeitos piores no futuro. Falo isso porque quando era criança, meus pais só me deixavam tomar refrigerante nos finais de semana, e a partir do momento que comecei a ganhar mesada(um valor irrisório, 3 reais por semana) com 8 anos de idade, eu usava tudo para tomar refrigerante escondida e hoje eu sou viciada em Coca-Cola. A partir do momento que você proíbe algo dentro de casa, se as crianças quiserem elas vão fazer na rua, e sem a orientação dos pais.

    • Também não sei se é bem assim. Meus pais também não me davam refrigerante e até hoje eu não gosto. Sempre que bebo por falta de opção, dou um gole e acho muito doce. Coca-Cola é viciante mesmo. Seus pais pelo menos te salvaram de ter mais alguns anos de acúmulo de açúcar no sangue. Um copo de Coca-Cola pequeno (daqueles que se vende no cinema) tem 23 saches de açúcar. Veja nesse video: https://www.youtube.com/watch?v=ugFock3p2xE
      Como já disse aqui uma vez, pais não precisam ensinar o que é fácil. O que é fácil as crianças vão aprender. O papel dos pais é ensinar e incentivar o que é difícil.

  25. Olá, amei seu post, mas estou com algumas dúvidas ali em ksa meu marido assisti mto a futebol e noticiários, e penso q se for pra tirar a TV das crianças, seria hipocrisia nós assistirmos, qual sua orientação nesses casos? Obrigada!

    • Sim, Lygia com certeza. Mas aí precisamos lembrar também de outra regra importante da educação de crianças – elas precisam dormir cedo. Aqui em casa, eu e meu marido só assistimos tv depois que eles dormem. E independente de qualquer coisa, criança não deve assistir noticiário nunca. Os meus nunca assistiram ou estiveram em uma ambiente com o noticiário passando na tv. É muita tragédia para a sensibilidade deles. Boa sorte! O assunto sono é um tema frequente aqui no blog, mas no momento me lembrei desse post, pode te ajudar: https://antesqueelescrescam.com/2013/11/28/hora-de-dormir-amem-2/

  26. Já tinha lido esse texto, muito bom.Muito difícil quando não temos uma babá pra auxiliar, o pai e a mãe tem que trabalhar, sem vaga nas escolas públicas (nas públicas usam pouca televisão quase não usam , nas particulares elas estão colocando também pra passar o tempo, você paga pro filho ficar assistindo televisão na escola)…Quando paga alguém pra olhar a criança pra você trabalhar a pessoa põe na frente da tv em programas ainda piores , que quando está com você nem assiste, resumindo a Waldof é a solução seria muito bom se fosse pra todos…Adoro o método da escola.

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