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Quando eu trabalhava fora, na redação de uma revista de uma grande editora, e passava rapidinho pra deixar meu filho na escola antes de começar aquelas jornadas de 10 ou 12 horas (que se estendiam pra 16 ou até 18 nos fechamentos), tinha muita inveja (é, inveja mesmo) das mães que podiam ficar na porta da escolinha por mais um tempo, olhando seus pequenos brincar, batendo um papo com a professora para saber o que estava rolando e depois passavam na hora do almoço para buscá-los. E nas reuniões de pais contavam como é que eles chegavam da escola, todos sujos de terra, ou com uma flor na mão ou coisa assim. Talvez elas também tivessem inveja de mim, que em vez de estar de chinelinhos e um rabo de cavalo, ia de salto alto, maquiada, com uma bolsa bonita, direto pro trabalho. Ia para alguma reunião chata, sem muito sentido, que me mandavam para cobrir um chefe que estava ocupado. Também tinha inveja de quando elas contavam que na hora de dormir os filhos tinham falado isso ou aquilo, enquanto eu, de novo, estava revisando algum texto pela terceira vez ou correndo pra escolher uma foto para ilustrar tal matéria. Mas eu pensava: não tenho outra escolha, se eu não estivesse aqui, trabalhando loucamente, não poderia pagar a escola, o supermercado, a viagem de férias. E eu seguia em frente.

Sei que o trabalho realiza, sustenta e dá sentido à vida. E eu sempre tive orgulho do meu. Mas, naquela época, enquanto meu filho tinha 4 ou 5 anos, não conseguia achar que tinha algo mais importante do que passar mais tempo com ele, acompanhar o dever de casa, deixar ele me fazer de gato e sapato nas brincadeiras, almoçar junto. Precisava e queria trabalhar, mas não naquele ritmo. Mas, como a gente bem sabe, as empresas brasileiras estão se lixando para a importância de se exercer a maternidade como se deve. E meu chefe facilmente me chamava para uma reunião às seis da tarde, mesmo sabendo que meu filho ia pra cama às sete. Eu ia sem pensar muito, afinal, o sustento da casa dependia de mim e meu filho idem. E eu seguia em frente.

Até que um dia uma psicóloga me falou uma coisa radical. Pode até ter sido uma provocação de sessões de terapia, daquelas que se faz para ver a reação, para ver se cola. Mas dessa vez colou. Ela disse: seu filho não é prioridade nem na sua vida, nem na do pai dele. Ele não é prioridade pra ninguém. E criança tem que ser prioridade na vida de ao menos um adulto. Como assim, se eu trabalhava para dar o melhor pra ele? Como assim, se eu passava dias enfurnada em um prédio pra garantir o futuro dele? Enfim, desse dia em diante, não consegui mais seguir em frente.

Comecei, então, a pensar no que faria para ter mais tempo com o Antonio. Tentei acordos no trabalho, de entrar mais tarde pra passar a manhã livre. Mas sempre tinha um projeto importante para fechar e vira e mexe acabava indo mais cedo. Ou estava tão cansada que acordava mais tarde. Depois combinei de ter um dia por mês livre, após os fechamentos que se prolongavam pela madrugada, mas meu pequeno estava tão estressado porque tinha ficado uma semana sem me ver que esses dias eram os piores, com choros, birras e muitas emoções à flor da pele. Fui tentando, tentando, até que me senti tão cansada que tive uma crise de stress. Parei de trabalhar por um tempo e, quando voltei, já não havia mais lugar para mim. Na empresa. Porque o tempo que eu tinha passado com meu filho durante a licença mostrou que tinha um lugar imenso a ser preenchido lá em casa. Tive outros convites de trabalho, mas já não tinha energia pra isso. Como fazer, então, para continuar o papel que a vida me obrigou – ou suplicou – para que eu desempenhasse? Percebi que dava pra viver com menos. Menos cobranças, menos stress, menos viagens de férias caras, menos sorvetes de R$ 10 a bola. Passávamos férias no sítio de algum amigo ou na casa da vovó, o que pro meu filho é o lugar melhor do mundo. Como jornalista (e acho mesmo essa profissão maravilhosa porque te coloca em contato com muita gente), acionei meus contatos, passei a fazer frilas e dar consultorias, no início. Logo de cara, ganhava metade do meu salário anterior. Mas já não tinha necessidade daqueles presentes que a gente se dá, dizendo “eu mereço, já que trabalho tanto”. Aqueles jantares caros, aquele sapato lindo, aquele vinho bacana pra você relaxar quando chega em casa, cansado, do trabalho. O meu “eu mereço” passou a ser, naquele primeiro momento, passear na praça com o Antonio, dormir mais cedo pra acordar na boa quando o despertador tocasse às seis da manhã, fazer um almoço gostoso em família, poder trazer um cachorrinho pra casa e deixar meu filho mais alegre. Vi que dava pra viver com pouco mais da metade do que eu ganhava antes. E nunca tínhamos vivido tão bem.

Eu já não precisava mais de babá também. E por isso pude economizar uma boa grana. Passei a fazer parte do trabalho doméstico, com a ajuda do Antonio, que eu fui educando pra não bagunçar tanto. Minha mãe vinha pra me ajudar quando eu tinha reunião ou um trabalho grande pra entregar. Renegociei o valor da pensão com meu ex-marido, já que agora seria eu a babá. De alguma maneira, eu confiava em algo acima e mais poderoso que eu. E essa ajuda veio em diversas formas, em todos os momentos que precisei. Não me preocupava mais em juntar dinheiro para comprar algo novo, mas em viver o presente. E o futuro foi tão bem que nem eu acreditava. Minha relação com o meu filho (e todas as minhas outras relações) mudou completamente. Se ele antes já não contava comigo para colocar pra dormir à noite, agora esperava ansiosamente a historinha e a oração na cama. Precisava de mim para a lição de casa e me esperava na porta da escola. Meu filho passou a me ver mais forte e mais inteira. Era assim que eu me sentia e, no primeiro Dia das Mães desse novo momento, meu presente foi um desenho inesquecível. Uma mulher com os cabelos cacheados (eu!) enfrentando um dragão com uma espada. Sem titubear. “Eu te amo, mamãe”. Estava escrito lá. Nunca tinha recebido nada assim. E nem preciso dizer o quanto chorei ao perceber que meu filho viu, ao jeito dele, a minha força em fazer exatamente o que minha natureza me mandava fazer. Sem a pressão da carreira, do carro novo ou da prestação da casa, que não são ordens da minha natureza, mas da natureza esquisita da sociedade em que vivemos, onde status e poder de consumo importam mais do que cuidar de uma criança e onde as mães não podem contar com quase nada para ajudá-las nessa tarefa tão essencial em nossos dias.

Por Fabi Corrêa

PS. Em tempo: Cris Leão, minha companheira de blog, contou a história dela e o que ela ganhou quando parou de trabalhar fora no post abaixo. Inspire-se!

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227 pensamentos em “Como parei de trabalhar fora para ficar mais tempo com meu filho

  1. Muito emocionante sua história. E partiu meu coração pois sempre trabalhei meio turno e este ano irei trabalhar em turno integral. Meus filhos sempre foram prioridade em minha vida e sabemos o quanto é difícil passar o dia longe deles.

  2. Que interessante… Hoje conversava com meu filho de 18 anos falei justamente sobre isso. No ano de 1994 abri mão de uma carreira que poderia ser promissora para cuidar dos meus dois meninos. Entendi que era uma nova fase de minha vida e abri mão dos luxos e supérfluos da minha solteirice. Inventamos uma nova forma de viver, de fazer festinhas, de tentar ganhar uns trocos, de mochilar pelo Brasil e alguns países da América com duas crianças a tira colo. Durante esses 20 anos não arrependi da minha decisão e amei reinventar esse meu estilo meio alternativo de criá-los. Colhi bons frutos e por conta disso cultivo uma amizade muito intensa com os dois. Compartilho algumas das minhas experiências no meu site http://www.linolica.com.br. Forte Abraço – Lina Linólica

  3. Excelente texto, minha esposa parou de trabalhar quando deu a luz ao Guilherme, e foi a decisão certa. Ela está realizada e ele super bem cuidado e feliz! Sempre sorrindo e fazendo nossa família muito unida. Minha mãe sempre trabalhou fora e nossas babas cuidaram de mim e dos meus irmãos. Infelizmente, o resultado da nossa família é que somos bem sucedidos profissionalmente por conta de todo suporte dado pela nossa mãe, mas somos muito desunidos. Hoje minha mãe tem Alzheimer e não tem condições de cuidar da nossa família. Para mim, ter a mãe fora de casa 12h por dia não é saudável para família no longo prazo. Muito obrigado!

    • Carlos, que bom que é saber que alguns maridos e pais apóiam essa decisão. Queria que tivesse mais gente assim. Um abraço!

  4. ahhh! Que feliz eu fico quando leio depoimentos assim! Também fiz isso, não me arrependi em nenhum momento. Porque o trabalho realiza, mas a maternidade emociona. bjs Camila Vaz

  5. Ah…
    Como esse texto é divino.
    Sou formada em Enfermagem e Fisioterapia. Tenho um casal de filhos. Minha filha de 5 anos praticamente fez Universidade de Fisioterapia comigo, cheguei a levá-la comigo e assim q me formei esperei alguns meses para q a pós graduação iniciasse, neste período engravidei do me segundo filho q hoje tem 9 meses.
    Abdiquei de tudo pra ficar com eles, acompanho os estudos de minha filha e cuido pessoalmente do bb e de tudo. A tarefa não é nada fácil, tem dias que as forças faltam, pessoas próximas a mim tecem comentários como: Você estudou pra que, agora está aí dona de casa, cuidando de filho.ou literalmente. Esquentando a barriga no fogão e esfriando na pia….ah! Amo cozinhar. Fazer doces…etc
    Isso vem como uma lança, mas o Senhor Jesus vem com um bálsamo sobre meu coração e renova as minhas forças. Amo cuidar de meus filhos, proteger, ensinar a lição da escola. Trocar uma fralda…kkkk….é bom ter o controle e ter meu tempo dedicado a eles.
    É romper em fé a cada dia, sem nunca esquecer que essa fase padsa e tenho a chance de formar pessoas que façam a diferença nesta geração conturbada com a ausência de valores familiares. Amo tudo isso.
    Respeito ad opiniões de alguns pais, no entanto estão pendendo um tempo precioso.”ensina o teu filho no caminho que drve andar…”a babá está fazendo isso por vc?
    “A mulher sábia edifica a sua casa” …como está seu lar,será que ele inspira alguém a ter um lar como o seu?
    opinião pessoal.
    Bj e amei a sua escolha.

    • Muito lindo esses depoimentos!Obrigada,meninas!!
      Eu estava precisando ler cada um desses deles!!
      Deus falou grandemente ao meu coração,pois estou vivendo exatamente esse momento e muitas vezes me sinto na dúvida sem saber se foi o melhor. Bj grande!

  6. Eu li a maioria dos comentários aqui. me impressiona as mulheres contando: Eu tinha que correr deixar meu filho na escola, eu tinha que fazer isso e aquilo, aqui que larguei o trabalho. pergunto eu: cadê o pai da criança? Cadê o pai que tem 50% de seu material genético no filho. Cadê?? Muitas dizem que pararam mas que deram jeito de economizar dinheiro. Já pararam para pensar que nós mulheres tbem trabalhamos pq queremos? Pq é bom para nós? Se os pais (homens) dividissem como é feito em pais super desenvolvidos, isso seria bem diferente.
    No Brasil, a mulher ainda carrega a culpa ( culpa de tudo). O dois participando da educação,o pai leva hoje na escola, no outro a mãe. Um sai mais cedo hj, depois o outro. Dá muito bem para todo mundo ficar feliz.
    Mas, como a mulher conquistou o direito ( sim o direito) de trabalhar fora e o homem não assumiu a responsabilidade, não entrou dentro da própria casa para cuidar do próprio filho, a situação da mulher abrindo a mão vai perdurar.
    E muitos filhos percebem a frustração das mães, na maioria das vezes disfarçada até que seus filhos fiquem mais velhos.
    Eu moro fora, e aqui o pai sai mais cedo e/ou falta do trabalho para levar o filho ao médico. Tem licença paternidade longa. E os filhos são muito bem educados.
    Eu não acho lindo uma mãe abrir mão do trabalho por essa razão, eu acho triste. Principalmente para os filhos. Mas essa é minha opinião.

    • Oi Cristina, acho que esse movimento dos pais está começando. Mas acho que falta também o apoio do governo para que pais e mães possam ter essa liberdade. Um abraço e obrigada por ter escrito.

      • Oi Cristina e Fabi. Sou pai e fotógrafo. Com oito meses minha esposa voltou a trabalhar e já faz dez meses que cuido diariamente de nossa filha. Escolho os trabalhos que compensam muito ou que são fora do horário que fico sozinho com ela, então ela fica com a babá no máximo uma vez por mês. Até hoje escutei pouco apoio das mulheres e nenhum dos homens, esses inclusive muitos se afastaram considerando o meu um exemplo ruim (vai que a moda pega) .

      • Oi André, parabéns pela sua escolha. É uma pena que ainda não se reconheça que existe uma necessidade quase vital, ou realmente vital, de que o bebê tenha alguém dedicado a ele totalmente nos primeiros dois ou três anos. Não é só a antroposofia quem diz isso, mas veja alguns países que são mais esclarecidos nesse sentido e dão licença-paternidade também. E por um longo período. Não se preocupe pois, se você fosse mãe, também iria encontrar preconceito por ficar em casa. Vivemos em um mundo onde o valor é o trabalho que gera status. E o trabalho de criar um filho não gera. Mas posso te garantir que vai fazer uma sociedade melhor daqui em diante. Esse tempo passa rápido, logo você poderá ter mais tempo para outras coisas, e sua filha será beneficiada demais por sua dedicação.Abraço, Fabi

    • Aqui em casa meu marido não ajuda, ele ASSUME a responsabilidade pelo cuidado com a casa. Eu tento não atrapalhar.
      Ele é melhor que eu nisso. Eu não sou a poderosa. O respeito como chefe da casa, e ele é o dono-de-casa. Não se diminui em nada por isto.
      Minha carga de trabalho é muuito pesada, mas quando chego à noite só cuido do nosso filho: dou jantinha, brinco, jogo bola, danço meu-pintinho-amarelinho,boto de castigo, dou banho, canto, leio a historinha e boto pra dormir.
      Nosso filho vê o pai e a mãe juntos, cuidando dele.
      Ele é prioridade pros dois.
      Às vezes dá errado, brigamos, quero de um jeito e ele de outro. Mas agradeço todos os dias por que meu marido “bicho-do-mato” está anos à frente de americanos, europeus e outros moderninhos por aí.

  7. Também sou jornalista e vivi a mesma experiência, de parar de trabalhar para estar com meus filhos. Mas confesso que fui egoísta, pois não fiz isto só por eles, fiz por mim! Fiz porque queria estar ao lado deles quando falassem a primeira palavra, quando estivessem assustados e precisassem de um abraço! Fiz porque não existe maior realização do que saber que eles se sentem seguros e estão bem cuidados! E como você, percebi que não preciso de tanto pra viver, nãp preciso estar preocupada em impressionar os outros! Foi a melhor escolha que poderia ter feito!

    • Tathiana, acho que sempre fazemos por nós mesmos. É a gente quem sai ganhando mais nessa história, se realmente estamos dispostas a isso.

  8. Bonito o artigo, mas penso como a Cristina. Se os pais assumissem suas resposabilidades como pais q sao, as maes nao precisariam ‘sublimar’ suas vontades de, pq nao, ter uma bolsa mais cara, um vinho gostoso, so em prol de claro, poder estar mais atento às necessidades dos seus filhos… Se todos participassem, maes, pais e filhos (estes, inclusive, ajudando mais em casa tb!), a familia sairia ganhando…..

    • Eu tb deixei meu trabalho formal para estar mais tempo com meu bb e meu marido me apoia e estamos de acordo com todas as contas que são feitas…Em relação à economia de certas coisas “superficiais” acredito que mesmo o pai participando ativamento, com a saída de um dos 2 do emprego, a renda familiar tente a cair e é necessário um tempo para se restabelecer e existem muuuitas coisas melhores que trazem tanto prazer ou mais do que coisas caras…Sim, eu acredito e valorizo-as.

  9. Fabi, muito lindo… Chorei com seu texto, pois parece que estava escrevendo para mim… Como a Erinay também sou enfermeira, tenho 3 filhos, dois pequenos ainda, e embora meu esposo sempre tenha me ajudado, minha rotina era essa, deixava na escola correndo pois não dava tempo nem de descer do carro; reuniões e mais reuniões, atividades imprescindíveis… Apresentação do dia das mães e eu em curso… Pós-graduação e o bebê junto pois queria amamentar… Mas era preciso por conta de ganhar dinheiro e oferecer mais qualidade de vida aos filhos. Mas que qualidade? A babá sabia mais dos meus filhos que eu mesma… E quando tinha um tempinho era tanto estresse da carga profissional se acumulando cada dia mais e mais, que eu não tinha forças ou paciência. Eu optei por ter filhos e que mãe eu estava sendo? Em novembro tomei uma importante decisão. Pedi afastamento do trabalho, dispensei a funcionária de casa; recebi então, uma semana após uma proposta melhor, da instância municipal, fui chamada em um concurso estadual que há 4 anos aguardava, salário maior e muitas vantagens, além de ter que trabalhar em outra cidade, viver na estrada e viajar com frequência a trabalho. Eu disse não. Eu posso viver com trabalhos informais, esporádicos; com menos dinheiro para oferecer tantas roupas e calçados que muitas vezes eles nem tinham tantas opções para usá-las; viajar menos, gastar menos, mas convicta de que estou verdadeiramente contribuindo para a formação dos meus filhos, estar ao lado do meu marido, mais próxima dos meus pais, valores que não são remuneráveis. A minha presença faz a diferença e hoje somos muito mais felizes que há meses atrás… E assim continuaremos! Parabéns pela atitude e pela matéria. Abraço

  10. Abri mão de trabalhar fora por diversos motivos, entre eles para ter mais qualidade de vida p/ mim mesma e consequentemente para meu filho. Agora trabalho em meu negócio em casa e a pleno vapor, mas tb continuo me questionando e me chocando… como os homens pulam fora na hora de educar os filhos!!!! Por que não se sentem parte disso? Pq o mínimo que fazem já se sentem por satisfeitos? Pq é sempre a mãe q tem q abrir mão? Com equilíbrio daria para ser mãe sem ser tão pesado…

    • Olá Luciana. Tenho um menino de 2 meses e gostaria muito de ficar em casa com ele assim que terminarem os 4 meses de auxilio maternidade. Pensei mesmo em abrir algum negócio que poderia fazer em casa mesmo, só pra não ficar sem nenhuma renda, mas estou meio sem idéias. Vi que vc fez isso, trabalha em um negócio em casa. Se importaria de me dizer qual seria este negócio para quem sabe me dar uma luz?

      • Oi Lisnara, eu sou jornalista e consultora de imagem e estilo. Por isso, faço consultorias de comunicação e imagem para empresas e pessoas, além de trabalhar como colaboradora de revistas. Como eu disse, usei o que sabia e meus contatos para poder me sustentar de uma outra forma. Acho que é isso o que é importante analisar: se, de repente, você pode prestar serviços para a empresa em que trabalha ou para empresas semelhantes ou se pode usar o que já sabe fazer para ganhar dinheiro de outra maneira. Não sei se é possível, mas pense também se é possível negociar uma jornada de trabalho mais leve, de repente fazendo parte do trabalho a partir de casa… Mesmo que ganhe menos você não vai ter que pagar escolinha ou creche ou babá, então talvez possa te ajudar (se bem que, nessa tenra idade, é difícil trabalhar se não tiver pelo menos a ajuda do pai ou de um parente, pois sobra pouco tempo entre todas as demandas da criança. Como meu filho já tinha 7 anos quando parei, aproveito o tempo dele na escola ou quando ele está fazendo o dever para trabalhar mais intensamente). Boa sorte!

  11. Muito bom ler isso logo na segunda-feira de manhã! Talvez assim eu veja que realmente posso ser bem mais feliz como “Aline mãe” do que como “Aline arquiteta”. A minha geração sofre com essa pressão. Cresci ouvindo que não podia ficar em casa como minha mãe, e hoje vejo que talvez esse seja o lado certo da história. Amo meus momentos com meu filhote. Como sou autônoma, consigo articular meus horários, mas muitas vezes caímos na pressa e na pressão que os clientes nos impõem. E a partir de hoje, vou sempre lembrar do seu texto quando começar a perder o controle do MEU tempo! Felicidades!!! E Obrigada!

  12. Oi Fabi, tudo bom?

    Queria te agradecer e parabenizar pelo texto, é um relato poderoso com a capacidade de mexer muito com várias mulheres. Eu tenho um site de finanças para mulheres (www.financasfemininas.com.br) e queria saber se você nos autorizaria a republicar o seu post no nosso site, acredito que ele vai ter uma super ressonância com as nossas leitoras. O que acha? Um abraço!

  13. Aline disse tudo.
    Tenho uma empresa a 15 anos. Depois que engravidei descobri outra pessoa em mim. Até esse momento estava nas revistas e dava minha alma para a empresa. Depois que meu filho nasceu, percebi que estar prima dele é o mais importante. Acompanha-lo em cada etapa não tem dinheiro que pague. Trabalho de tarde e também ganho menos, meu marido da todo apoio e sustenta a casa. Então me sinto muito privilegiada. Não estou em evidência na minha profissão. Mas estou em cada descoberta do meu filho. É assim que me realizo. Abraços saúde e felicidade a todas.

  14. Só quem passa por essa situação sabe o quanto é difícil a decisão, mas nesse momento nada iria pagar a felicidade que sinto em vivenciar todos esses anos (já vão para 6 anos) acompanhando cada etapa de vida do meu filho. Sabemos que existem milhões de mulheres vivenciando e se culpando de alguma forma pelo que se vive ou deixa de viver,mas a coragem em achar graça na simplicidade tem que ser uma vivencia positiva sem culpas. Hoje coleciono momentos simples e felizes.

  15. Olá, Fabi, amei o seu texto e sua atitude. Li depois o texto de sua amiga Cris Leão, que também muito me inspirou: “As melhores coisas da vida você não precisa pagar por elas. Precisa ter tempo para vivê-las.” Eu trabalhava como Pedagoga em uma das melhores escolas do país e, junto com meu ápice profissional, eu realizava meu grande sonho: o de ser mãe. Vivi o dilema estressante de decidir por um dos dois, apesar de ter tentado diminuir a carga horária, o que não foi possível. Eu teria que estar fora 16h por dia, apesar de poder pagar a creche mais cara que havia, como bem sugeriu minha chefe. Mas nem a melhor e mais cara creche do mundo poderia fazer o que faço com minha filha. Pude e ainda posso acompanhar cada passo do seu desenvolvimento, suas primeiras gracinhas e cuidar dela da melhor maneira possível, com uma alimentação caprichada, estímulos cognitivos e afetivos. Não posso me queixar da presença do meu esposo, que me deu total apoio, que faltava o trabalho para ficar com a bebê (4 meses) no meu retorno ao trabalho. Ficava com ela no estacionamento do colégio para que eu viesse nos intervalos amamentá-la. Ele a trocava, ninava e disse que “gostaria de ter um peito…” rsrsrsrs. Optei pelo melhor, pois posso trabalhar a vida inteira, mas minha filha vai ser bebê e criança uma só vez. Toda base psíquica-emocional-nutricional é formada pelo menos até os cinco anos de idade. Colegas de trabalho me incentivaram dizendo que elas pararam um tempo para cuidar dos filhos (uma dois anos, outra cinco e uma até 15, voltando a trabalhar junto com a filha, na mesma escola). Também concordo que a gente tem mais tempo para perceber que dá para ser feliz com menos e que a nossa sociedade impõe falsas “necessidades”, o que faz de muitos pais trabalharem loucamente para dar o melhor para seus filhos, sendo que o melhor que podemos dar não está à venda em lugar nenhum. Tem uma historinha que um filho sempre reclamava da ausência do pai e que, quando o chamava para brincar, ele não o atendia por estar sempre ocupado com o trabalho. Um dia esse filho perguntou quanto o pai ganhava por hora de trabalho e o pai respondeu: “R$20,00”. Esse filho juntou suas moedinhas do seu cofrinho e depois de um tempo chegou para o pai com R$20,00 e o pai, assustado perguntou o porquê daquele dinheiro. O filho respondeu: “Papai, você não ganha R$20,00 por hora? Então, eu consegui esse valor para ter você comigo por uma hora.” Nem precisa dizer das lágrimas desse pai.

  16. Gostei muito do seu texto. É uma partilha muito enriquecedora para mim que vivi e vivo uma situação muito parecida. Escolhi despedir-me o ano passado de um emprego que adorava, porque sentia que o tempo passava demasiado depressa e os meus dias eram demasiado longos. A minha filha, que na altura tinha um ano de idade, passava o tempo a ser criada por outros. Vivo com menos mas também vivo com mais do que é o mais importante.
    Obrigada!

  17. Seu texto resumido significa ” Que a Felicidade está na simplicidade das coisas da vida !” ótimo texto

  18. Olá, amei o teu texto, É ISSO aí, filho em primeiro lugar. Também trabalho muito e sinto falta de ficar mais tempo co meu pequeno.. Aí compenso nos dias de folga, finais de semana e feriados. E durante a semana, quando chego podre do trabalho, largo tudo da casa p ficar c ele e quando ele dorme, eu cuido da casa! Mãe que ama seu filho faz sacrifícios,sejam eles quais forem.

  19. Eu fiz o mesmo e não me arrependo!!
    Quando vou dormir e penso que minha se foi aos 25 anos,em um desastre,sonho com todos os momentos felizes que tivemos quando abri mão do trabalho para cuidar dos meus filhos.
    Não tem preço!!!!

  20. Trabalho fora e tenho um filho pequeno, de 1 ano. Desde que engravidei sofro por me sentir culpada de trabalhar e não ficar com ele.

    Quando ele nasceu vivenciei no período da licença maternidade o que seria parar de trabalhar e ficar com ele. Amei (e amo) ficar com ele, mas parar de trabalhar (se fosse uma possibilidade financeira) implicaria em assumir outras responsabilidades em casa, que não me agradam muito. Alguém comentou acima que “ama trocar fraldas”, eu não consigo imaginar isso. Eu troco porque precisa, porque estou cuidando dele, porque não quero vê-lo assado, nem sujo, porque o amo, mas não porque eu gosto de trocar!

    Eu não fui preparada/educada/orientada para apenas cuidar dos filhos. Aprendi desde cedo com a minha mãe que a mulher deveria ser independente, que ter uma carreira faz bem e que abrir mão de qualquer coisa por alguém (principalmente alguém tão pequeno que não tem noção do que você está fazendo) não faz bem, para nenhum dos dois. E não aprendi isso porque minha mãe tinha sua carreira, mas porque cuidava de mim e dos meus irmãos e me sentia culpada pela frustração dela.

    Mas ter consciência das minhas decisões, dos meus motivos que me levaram a elas, não impedem o sentimento de culpa por não estar mais presente, por não buscar o meu filho para escola, por viajar a trabalho e deixá-lo só com o pai. Me sinto cobrada pela “sociedade” em diversas situações.

    Felizmente eu encontrei o cara certo para mim, que divide as responsabilidades e me apoia. Sem ele nada disso seria possível. E com isso, meu filho tem duas pessoas para abraçar quando sentir medo, tem duas pessoas para abraçar para dormir, para fazer bagunça, para tomar banho, para brincar e para cuidar e educar.

    Eu acho que isso é uma maneira de não ser egoísta, de dividir a pessoinha que você mais ama com a outra que você escolheu para amar. Não sou eterna nesta vida e não posso garantir que estarei sempre presente fisicamente, então acredito que meu filho precisa ter dois referenciais, dois portos seguros: um pai e uma mãe.

    • TF também eu detesto cuidar da casa, sou toda atrapalhada, meu marido é mais jeitoso e rápido. Dei sorte também de encontrar a pessoa certa, e nosso filho tem os pais mais descansados, leves e felizes para cuidar dele.

  21. Eu não podia parar de trabalhar, mas arrumei um jeito de ficar pertinho dos meus filhos (um de 4 e outro de 7 anos)
    o dia todo, sendo vendedora deixava eles no colégio as 6:45h da manhã e buscava-os as 19:00, muitas vezes estavam exaustos e dormiam no carro só acordando no outro dia, foi aí que resolvi fazer pedagogia, 1 semestre bastou para que eu conseguisse trabalhar no colégio que eles estudam, entro mais tarde saio mais cedo e ainda acompanho tudo que está acontecendo com eles lá dentro, como hora das refeições, brincadeiras e etc…, guanho 1/3 do que ganhava antes contando com as bolsas, mas pude transferir mais responsabilidades para o meu esposo e Deus tem sido tão bom nas nossas vidas que a renda dele dobrou, vivemos mais felizes e meus filhos tem se tornado cada dia mais amorosos e obedientes.

    • Pois é, Silvana, a gente sempre dá um jeito. O universo ajuda quando tentamos o que é mais caro pra nós. Beijão

  22. Poxa, fiquei muito aliviada em ler seu texto e encontrar parceria para meu modo de pensar. Ainda que trabalhe fora, acredito que minha filha é mais importante que tudo e não pretendo trabalhar em 3 turnos e deixar de conviver com ela. Obrigada pelo seu depoimento! Felicidades a todos!

  23. Bom dia! Este sonho eu ainda vou realizar…. o de poder curtir meus filhos quando estão em casa. Infelizmente, para que possamos continuar com os nossos filhos em uma escola Waldorf, não dá para parar de trabalhar. Um dia! Adoro ler estes depoimentos.
    Abraços a todos!

    • Pois é, Katy, mas tenho certeza que esse sacrifício será muito reconhecido por eles. Boa sorte em suas escolhas. Abraço!

  24. Fabi, fiz esta escolha há 10 anos e não me arrependo em nem um minuto !! Tenho 2 filhos em uma escola Waldorf e somos todos muito felizes !!
    eu sou aquela Mãe de chinelinhos e rabo de cavalo !! rsrsrs
    Abraços

  25. Olá Fabi! Também trabalhava em editora e estava na fase: achando que precisava do trabalho e querendo ter mais tempo com meu filho de 2 anos, no meu caso acabei sendo desligada…, mas estou animada com novas possibilidades e principalmente em ter mais tempo com ele, seu relato vem em um momento muito especial e é muito inspirador! obrigada! um abraço!

  26. SEMPRE QUIS FAZER ISSO,MAS NÃO TIVE CORAGEM. TINHA MEDO DO FUTURO,HJ PASSADOS 30 ANOS E 4 FILHOS,SINTO QUE DEVERIA TER FEITO…MAS…AGORA É TARDE ELES CRESCERAM E 2 JÁ CASARAM,JÁ SOU ATÉ VOVO DE UMA MENININHA LINDA E PROCURO AJUDAR MINHA NORA E MEU FILHO.

  27. Fantástico. Concordo em gênero, número e grau com você. O prazer de estarmos presentes no dia a dia de nossos filhos não tem preço!

  28. Parabéns pelo seu exemplo. É incrível, mas temos que lutar muito pelo direito de ser maes. Há uma inversao de valores, segundo a qual a mulher realizada é a que conquista poder e dinheiro. No entanto, o triunfo verdadeiro está na paz de nossa consciência. Posso dizer que sou uma pessoa plenamente realizada e feliz, Sou diplomata e deixei a carreira para cuidar de meus dois filhos, sobretudo da caçula, que é autista.Diplomatas há muitos, mas mae de meus filhos somente sou eu. Trabalho muito mais do que quando exercia a carreira, sem férias, descanso semanal. Nao tenho salário. No entanto, sou muito mais recompensada ao constatar diariamente o bem-estar de meus filhos, os fortes laços de afeto que nos unem, a harmonia de nossa família. Tudo de bom para você e seu filho!

    • Verdade, Simoni. Mãe dos nossos filhos só cada uma pode ser. Também posso dizer que nunca trabalhei tanto na vida. Às 9h estou exausta. Mas nunca fui tão plena. Tudo de bom e um beijo

  29. Muito lindo esses depoimentos!Obrigada,meninas!!
    Eu estava precisando ler cada um deles!!
    Deus falou grandemente ao meu coração, pois estou vivendo exatamente esse momento e muitas vezes me sinto na dúvida sem saber se foi o melhor. Tem sido uma experiência maravilhosa com a minha filhinha. Não tem preço. Obrigada Senhor. Bj grande!

  30. Não poderia deixar de comentar! me emocionei lendo esse texto incrível!! todas as mães de alguma forma se identificaram com esse texto!! incrível! como a gente que faz rumo da nossa vida! amei!!

    • Obrigada, Solange. Também acho que temos mais poder do que imaginamos, quando realmente queremos algo. bjos

  31. Parabéns pela tua coragem, me emocionei com o texto. Quando meus filhos nasceram parei de trabalhar até que completassem um ano para ir a creche. Agora eles têm 3 e 5 anos e estou tentando trabalhar apenas 1/2 turno, aproveitando o período em que estão na escola. Espero poder colocar todo o serviço em dia para me dar ao luxo de me dedicar meio período ao melhor trabalho do mundo: SER MÃE. Obrigada pelo texto, me senti fortalecida.

  32. Oi, Fabi! Seu texto é realmente inspirador! Também sou jornalista e estou por conta do meu filho, que deve ter mais ou menos a idade do seu. Porém não tenho conseguido trabalhar na área de comunicação, nem em casa e nem na cidade do interior onde resido. A área é bastante restrita, tenho experiência em assessoria de imprensa (trabalhei no setor por mais de cinco anos) e quando aparece alguma oportunidade fora, são empregos tradicionais, com horários nada alternativos, que nos roubam a possibilidade de ser mãe. Se por um lado estou feliz de estar com ele, participando de suas conquistas, por outro lado me sinto meio frustrada. Estou investindo em alguns cursos para aprimorar habilidades e em ideias para tentar trabalhar home office por conta, mas ainda não descobri o caminho para capitalizar e voltar a me senti uma profissional completa novamente. Ficarei feliz se puder dar algumas dicas. Parabéns pela coragem! E obrigada por compartilhar conosco sua história.

    • Oi Elisvania, tudo bem? Puxa, não é fácil mesmo. Olha, se você tem condições financeiras de ficar com ele nesse tempo, aproveite esse momento. O meu tem 9. Parei quando ele tinha 7,5 e só agora estou voltando a trabalhar por mais tempo. Até agora, era mais meio período…Mesmo porque chegou a hora de ganhar din din novamente! rs… Mas se isso te faz sentir muito frustrada e você sente falta de trabalhar, acho que deve investir sim. Buscar o que te faz bem também é um bom exemplo. Em uma cidade do interior o mercado é menor, mas também a oferta de serviços é pequena. Talvez você possa oferecer para fazer conteúdo de internet para empresas, para lojas, restaurantes etc. Alimentar um blog, páginas do Face, fazer uma revistinha para os clientes…Enfim, vá conversar com as pessoas e mostrar tudo o que você sabe fazer. Conte o que já fez e acredite pois o universo costuma ajudar as mães que querem ficar com seus filhos. Senti isso na pele e acreditei muito. Você pode também trabalhar à distância. Se você tem clientes em SP, por exemplo, e não mora muito longe daqui, não precisa dizer que está fora da cidade. Pode ser assessoria de imprensa, projetos de conteúdo, frilas etc. Mas eu repito, a gente sempre abre mão de alguma coisa. Quando decidi ficar mais tempo com meu filho, sabia que em um primeiro momento meus ganhos iriam cair muito em relação ao meu salário anterior. Mas compensei isso com economias possíveis e com uma nova divisão de despesas do meu filho com meu ex-marido. Mas só você pode ver como equilibrar isso. Muitas vezes me dava vontade de sair de casa arrumada pra ir trabalhar como antes, ver gente, conversar. Aí eu chamava um amigo para um café, marcava almoço com fontes antigas que acabaram me trazendo trabalho, levava meu lap top para um café e passava a tarde por lá…Enfim. Jeito sempre tem. Mas você tem que apostar em uma escolha sabendo que ela é temporária e pode mudar quando você decidir. Espero ter ajudado. Boa sorte!

  33. É tão bonito no seu texto como quando você decide se dedicar a ele o Antonio deixa de ser só “meu filho” e passa a ter um nome, uma identidade.
    Beijo

    • Juliana, você é filha do Guimarães Rosa? rs…Eu não tinha percebido isso. Mas que lindo. Obrigada. beijo

  34. É Fabi, também abri mão de minha carreira em informática para cuidar da casa e dos meus 3 filhos, acho que foi muito importante minha presença e participação direta nas vidas deles. Agora meus filhos gêmeos estão com 20 anos e minha filha com 16 e estou com vontade de voltar a trabalhar fora, não sei ainda com que atividade, mas como agora os meninos são universitários e a menina se preparando para o vestibular está me fazendo falta pensar um pouco em mim.

    • Rita também fui da área de informática por 6 anos, trabalhei na IBM! E abri mão de minha carreira (na verdade não foi tão difícil assim pois eu não gostava) pra cuidar do meu bebê. Ele tem 10 meses e trabalho com Mary Kay rsrs.. Se vc quiser me add no face!

  35. Também estou passando pela mesma situação. Sou professora e amava o meu trabalho, mas quando faltava 1 mês para meu primeiro filho nascer, meu marido foi transferido para outra unidade da empresa onde trabalhava e tive que abandonar o emprego e me mudar para outra cidade estranha sem conhecer ninguém de novo. Já se passaram 6 anos e meu segundo filhinho já tem 3 aninhos…e já estou na quinta cidade!!! Quero muito voltar a trabalhar, mas sempre ficam as perguntas: Quem vai ficar com meus filhos quando eles voltarem da escola, ou quando estiverem doentes? Nossos parentes moram em outra cidade muito longe de onde estamos. Penso em fazer outro curso e começar uma nova carreira, mas será que vale a pena? Amo meus filhos mais do que tudo nessa vida…mas será que ficando só por conta da casa e da educação deles estarei fazendo o melhor para eles e para mim? Todos os dias penso em alternativas…soluções que nunca saem dos pensamentos e ficam martelando na minha cabeça e ferindo meu coração. Por que tem que ser assim? Viver com essas dúvidas e culpas que aparentemente são tão simples ao olhar dos outros, mas que para nós que vivenciamos nos deixa tão frágeis e indecisas. Estou sempre em busca de uma resposta, mas infelizmente sei que só eu poderei decidir. Se alguém ler o meu post, por favor opine…quem sabe alguma energia positiva possa iluminar meu coração e me ajudar a resolver essa questão. Obrigada!!!

    • Oi Simone, que pergunta difícil…Acho que realmente só você pode avaliar as consequências de cada escolha e os ganhos que precisa desfrutar. Seus filhos são pequenos, mas depois dos 3 anos eles já têm mais capacidade de interagir com o mundo, passar mais tempo em uma escolinha e, assim, quem sabe, você pode trabalhar meio período, se realmente se decidir por isso. Só você vai poder sorrir e chorar no futuro, então o melhor é refletir, meditar, imaginar-se em cada um dos caminhos daqui a algum tempo e tentar descobrir em qual deles estaria mais realizada e satisfeita. Uma coisa eu tenho pra mim: parar de trabalhar para ficar com os filhos têm que ser uma vontade e uma necessidade da mãe também. Se fizermos isso como um grande sacrifício e achando que estamos vivendo o pior dos mundos, para as crianças também não será bom pois verão uma mãe frustrada e enfraquecida. Por outro lado, se você quiser retomar sua carreira e conseguir um trabalho que permita a você a vida equilibrada em família que você preza, seus filhos também irão admirá-la por ter ido atrás do que te faz bem. Não tem fórmula. Mas se tranquilize para ver se consegue chegar a uma decisão. E, seja qual for ela, sempre dá pra voltar atrás. Nada é pra sempre, né? Beijo e boa sorte.

    • Oi Simone! Eu sai da área de informática para cuidar do meu filho de 10 meses, e atuo com uma empresa de cosméticos chamada Mary Kay, não sei se vc conhece. É meu próprio negócio, pois faço de tudo, desde demonstração de produtos, acompanhamento de clientes, treino minha equipe.. Enfim, sou muito feliz fazendo isso e imagino que para você, que se muda bastante é uma excelente opção. Estou me formando diretora de vendas nesse mês, e tem uma diretora nacional com uma história muito parecida com a sua.. Ela mudava muito de cidade por causa da profissão do marido (oficial do exército), e pôde conciliar tudo trabalhando com a Mary Kay. É uma excelente forma de ter um trabalho, pois trabalhamos bem sim, mas de forma flexível. Quando preciso estou com meu bebê, cuidando dele, vendo ele crescer. É bom demais. Se vc quiser posso te dar umas dicas de como é, aqui vai meu email: gvisnardi@gmail.com. Estou no face tb, Giovanna Visnardi Rocha Pereira. Bjos e boa sorte!!

      • Oi Giovanna, aprovei seus posts pois vi que você tem uma história pra compartilhar e agradeço. Acho que outras leitoras também podem se beneficiar disso, mas só peço que evite fazer propaganda no blog. Imagino que você está grata por ter essa oportunidade, mas se quiser compartilhar mais detalhes de marcas pode pedir o email das leitoras, ok? Um beijo.

      • Oi Fabi, obrigada por aprovar. De fato não me atentei para a propaganda que fiz, peço desculpas.

  36. Meus filhos tem 6 e 4 anos. Consegui ficar pelo menos o primeiro ano de vida de cada um sem trabalhar, devido a licença maternidade e amamentação. Ao longo desses 6 anos de maternidade já folguei um turno por semana, um dia e meio, e atualmente consigo duas tardes em casa além de almoçar em casa outros dois dias (graças a um trabalho próximo de casa). Confesso que não parece o suficiente. Não me sinto bem ao delegar para outros algo do qual me considero tão responsável e tão meu … Tenho amadurecido em nos próximos meses deixar um dos meus trabalhos (sou profissional da Saúde) e assim terei o total de 2,5 dias livres para minha casa, para eles e para mim. Confesso que tem sido algo pensado há anos, mas achei que ainda não era o momento devido à questões financeiras. Agora, meu marido já tem um emprego estável e sinto-me um pouco mais segura. Contudo, ainda fico angustiada diante da escolha. Creio que cuidar dos meus filhos e trabalhar na construção do caráter deles é uma tarefa que acima de tudo, Deus me confiou. Acredito que com menos pressão, cansaço do trabalho e estresse, poderei ser mais feliz e acompanhar melhor meus filhos, mesmo com o preço de me adaptar a uma renda menor e obviamente, a um padrão de vida mais simples. Resta-me, de fato, agir.

  37. Ainda gostaria de acrescentar que também fiquei tocada com os depoimentos ! Obrigada Fabi Corrêa pela iniciativa e por todas que compartilharam a sua história. Ajuda muito saber que outras mães tiveram o mesmo dilema, mas conseguiram se decidir e avaliaram que valeu a pena, mesmo que voltem a trabalhar no momento que considerarem oportuno! Beijos e obrigada!

  38. …. e eu tb nem preciso dizer o quanto chorei quando li a parte do desenho que o Antônio fez… que dilema… e cada dia que passo nessa labuta meu coração aperta mais ainda… quem sabe daqui um tempo eu conte e testemunhe a mesma alegria de eu cuidar e ter mais tempo pro meu pequeno… Fabi lindaaa parabéns!!!

  39. Sensacional! Minha história é bem parecida e meu “Antônio” é o Vinicius. Troquei as multinacionais por mais amor e maternidade. Parabéns a todas as guerreiras!

  40. Pingback: Antes que eles cresçam….. “Como parei de trabalhar fora para ficar mais tempo com meu filho” | Mamãezinhas

  41. AMEI!!! Esse texto Fabi! Tive que deixar de trabalhar em um momento que é difícil mulheres conseguirem emprego na minha idade. Consegui um emprego perto da minha casa, a menos de 10 minutos a pé. e com um salário que me satisfazia. Estava muito feliz com o emprego quando, comecei a passar mal, principalmente à noite, antes de dormir, com o coração acelerado sem nenhum esforço físico, me sentido deprimida sem nada que me aborrecesse, e… muito desanimada, fazendo um esforço sobremaneira pra me alegrar, pois a vontade que tinha, era só de chorar. Aí pensei! Será que estou com alguma doença grave!? Foi quando em uma noite, passei mal e fui levada pelo meu esposo pra uma emergência, Relatei o que estava sentindo, fui medicada e encaminhada pra um cardiologista. Aproveitei e marquei um ginecologista, pois por acomodação minha, já não ia há uns 2 anos. Pedi um preventivo, e a Doutora fez algumas perguntas e me pediu um teste de gravidez! Confesso que fiquei muito chateada! como assim!? um preventivo!? Falei com ela: Tenho 46 anos, um casal de filhos com 24 e 22 anos! Creio q estou ficando na menopausa… e ela… “como vc não é ligada e não toma anticoncepcional, preciso q faça primeiro um teste”. Saí de lá muito chateada, mas fiz. Jamais imaginava que pudesse estar grávida novamente, puxa! depois de 22 anos? E pra meu espanto e medo! Deu positivo! Com quase 5 meses de gestação! Fiquei muito assustada!!! Fiz todos os exames e Graças ao Bom Deus! ocorreu tudo perfeitamente! Trabalhei a gravidez toda e pedi as contas! Minha vida mudou completamente! Financeiramente está muito difícil! Mas não me arrependo JAMAIS!!! Hj estou com 48 anos, meu bebê com 2 anos e meio, (e o amamento a noite ainda)… rsrsrs Mas certa que, esses momentos que tenho com ele, não trocaria e não daria a outra pessoa, pois com certeza… passa rápido! Muito rápido! Não existe pessoa alguma que não se arrependa depois, caso ela tenha alguma forma de mudar isso. Bjs

  42. Que lindo seu depoimento Raquel Nascimento! Que nova oportunidade maravilhosa Deus te deu para cuidar de sua cria! Parabéns por conseguir discernir e seguir o que seu coração te disse! Felicidades nessa jornada e que, no mais, Deus possa prover o que vc precisa, e ainda mais … Bjs

  43. Adoro ficar lendo essas historias, a minha bebe vai fazer um ano e quando engravidei voltei a morar com meus pais por convite da minha, mae pois o pai não quis nem saber… 6 meses depois da licença maternidade, estou infeliz…estou perdendo melhores momentos da vida da minha bebe, trabalho na empresa do meu irmão e poderia fazer o que faço de casa, mas não é assim que eles pensam….estava querendo trabalhar em algo que eu pudesse ficar mais tempo com minha filha….mais i dificil e que morando com meus pais, minha mae fica jogando na minha cara que tenho que dar um futuro digno para minha filha… e que não posso abandonar o trabalho…. e tambem quero ter nossa casa, nao coloquei filho no mundo para os outros ficarem criando. quando penso em alugar um ap minha mae fica jogando na cara que não vou ter como sustentar aluguel plano de saude….então fico com aquele sentimento de prisão e penso não é possivel…mesmo que eles queiram o melhor para mim e minha filha… não quero mais perder momentos com minha filha… não sei em que investir ou que fazer….abs a todos

  44. Linda história ! Estou de licença e tomar esta decisão é , para mim, muito difícil. Tenho um filho de dez anos e agora um de cinco meses ( uma graça! !!!!) Alegria da casa. Penso muito no futuro deles mas nada vai substituir meu colo para eles. Beijos !!!!!

  45. Adorei o texto mas, gostaria de saber se te mães que ganahm um pouco mais de mil reais por mes…pq aqui vi todas mães com ótimas profissões…que ganhavam pelo jeito em torno de 10 mil reais….e depois passaram a ganhar 5 mil…daí “caiu um pouco” a qualidade de vida….essas mulheres ainda tem a “sorte” de ter um marido que ganha tbm em torno de 15 a 20 mil reais…que ainda podem continuar pagando a escola particular tal…que não faz a minima diferença se ela vai trabalhar ou não pra ajudar em alguma coisa…pq o marido vai bancar…mas é diferente das histórias que vivo e conheço….que o marido ganha no maximo 2,500 reais….e a esposa mais 1,500….e sim…esses 1,500 farão falta demais…não pra pagar viagens caras, nem tomar vinho importado…muito menos bolsas de grifes….que muitas nem sabem o que são…mas fará falta pra ajudar nas contas basicas, como mercado, remédio, roupas e passeios no máximo num shopping…então, gostaria de ler historias de pessoas de gente como a gente…..não de conto defadas e nem de filmes americanos!!

    • Oi Valéria, obrigada pelo comentário. Entendo seu ponto de vista e sei muito bem que em alguns casos, não existe a opção da mãe não trabalhar. Mas estamos falando do caso de outras tantas milhares de mães, que muitas vezes trabalham para pagar contas caras (incluindo babá), mas podem sim viver sem elas. Isso parece um problema pequeno comparado ao de não ter comida na geladeira. Mas ter ou não comida na geladeira também é um problema pequeno quando você pensa na realidade de tantas milhares de mães que vivem com filhos doentes não sabendo ao certo se o filho estará vivo ou não amanhã. Ou seja, acho que tendo os filhos com saúde não precisamos entrar nesse papel de vítima. Ou entrar em uma forma de competição para ver qual mãe tem a vida mais “real” e qual tem a vida de contos de fadas. Quer sendo uma mãe que trabalha para pagar as contas, quer sendo uma mãe que tem uma carreira bem sucedida (fruto de trabalho e esforço) e em algum momento sente o chamado de estar mais perto dos filhos – o importante é tentarmos exercer esse papel da melhor maneira possível. Mãe, só tem uma. E é preciso ter muita coragem para exercer bem esse papel.

  46. Nossa! Com tantos depoimentos fico mais ainda decidida em larga tudo e ficar com meus filhos. Tenho 31 anos, tenho uma moça de 13anos e outra de 6 anos e agora Deus me deu mais uma bebê que ai da está sendo gerado. Terminei a faculdade neste ano de 2014, porém não tive tempo de prosseguir com os meus objetivos devido a carga horária de trabalho que é de 8hs por dia. Com tudo isso veio a nova gravidez, não estou triste de forma alguma, acho, aliais certeza que Deus não faz nada em vão, porém a empresa que trabalho não vale a pena e muito menos o salário, sinto muito em deixar minhas filhas só, e mas ainda pela minha mais e
    velha ela não merece tantas responsabilidades. Creio que o melhor é apoia lás, pois precisam muito de mim. Me ajudem a tomar essa decisão, pois penso em fxer a carta demissional abrindo mão da minha estabilidade na gravidez.

    • Oi Kátia, fique tranquila. Não tome nenhuma decisão precipitada. Que alegria ter 3 filhos e ainda ser tão nova! Eu realmente acredito que os filhos precisam da presença dos pais, principalmente da mãe, mas também acredito que não devemos nos agredir muito. Se você fez faculdade trabalhando e deu conta (mal ou bem) porque sair agora do trabalho e como vc mesma disse, “abrir mão da estabilidade na gravidez”. A sua situação só você conhece de verdade, mas lendo o que você escreveu aqui, não acho que devia pedir demissão agora. Já sua filha mais velha, ela já tem 13 anos. Pode até reclamar, mas é muito bom para ela ter responsabilidades. As vezes a gente precisa se vitimizar menos, sabe? E passar isso para os nossos filhos. Se o emprego não é tão bom, arruma outro agora que terminou a faculdade, se entender que seus filhos precisam de você, dê um tempo do lado profissional, mas tente “organizar a casa” para que isso seja leve também. Suas duas filhas mais velhas ainda precisam muito de você e o que elas mais precisam que você dê para elas, é um exemplo do que é ser uma mulher forte, sem abrir mão demais de si mesma. Como diz uma grande amiga terapeuta, mãe boa é mãe feliz. Escolha aquilo que vai deixar seu coração feliz. Boa sorte!

  47. texto maravilhoso, onde mostra q o desapego, se faz presente em tds os nossos atos..e com facilidade nos adaptamos a tudo.

  48. bom eu também senti a angústia de ter que deixar o filho para trabalhar fora e agora estou a um mês em casa pedi demissão o meu filho já tem 13 anos demorei pra tomar essa atitude porque n podia antes ,ai muitos me dizem mais ele já é grandinho pode ficar sozinho em casa .mais que sentido tem em ser mãe e n poder ficar junto com seu filho ver acordar poder tomar café da manhã ,almoçar juntos fiquei 4 anos almoçando sozinha e isso com certeza foi me desmotivando até que pedi a demissão.
    estou amando ficar juntinho dele levar e buscar na escola e n vejo a hora da reunião de pais essa vou participar tranquila sem ter que sair no meio porque está atrasada
    Mais por outro lado é dificil nos acostumarmos com todo este tempo disponivel sem estar com o relógio o tempo todo no controle
    tem um que de culpa de estarmos em casa muitos acham frescura que n deveria largar o emprego ,Mais dinheiro n é tudo é muto fácil encher os filhos de coisas materias e sempre fiz isso como forma de compensar a minha ausência .enfim só uma Mãe que tem que ficar longe dos filhos o dia todo entende esses depoimentos

  49. Amei o texto, estou passando por isso atualmente meu filho acabou de fazer 3 anos e foi pra escolinha com 1, esse ano tirei ele da escola sai do serviço e tenho vivido os melhores dias da minha vida. Hj vivo experiências q salario nenhum me iria proporcionar. Tenho sido criticada por muitas pessoas que acham q mulher tem q ter sua independência financeira, tem que sair de casa pra ser valorizada por seus parceiros e etc. Mas eu sei q não tem nada q me valoriza mais q alguém q é realmente “parceiro” ao me apoiar nessa decisão ao me encorajar a largar tudo pra ser mãe em tempo integral, e ao receber um eu te amo mamãe a qualquer momento do dia, ou correr pro terreiro e brincar de guerra de balão de agua as 10:00 da manhã e escutar: Vc é a minha melhor mãe! Rsrsrsr

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