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Apareceu uma oportunidade de morar fora do país e você está mais empolgado do que criança comendo sorvete?

Por algum motivo, um grande número de brasileiros têm a ilusão de que sair do país é o melhor caminho. Alguns mais otimistas acham inclusive que todos os problemas da vida vão desaparecer. Aqueles quilinhos a mais que carrega desde os 7 anos de idade, aqueles problemas no casamento, aquele mau comportamento do filho. Tudo vai acabar! Afinal é uma vida nova. Então é tudo novo! Bem, não é bem assim. Por isso separei uma lista que pode te ajudar nessa nova fase:

–       “Ai, não aguento mais esse trânsito, preciso mudar daqui!” Pois é, brasileiro tem a auto confiança tão baixa, ou tão alta, que acha que problema e trânsito só têm no Brasil. Preciso dizer o contrário. Em NY, apenas 1/3 da população tem carro porque é simplesmente impossível andar de carro em Manhattan. Sabe aquela sensação que você tem de que se fosse a pé chegaria mais rápido? Pois é, lá as pessoas não pensam isso, elas vão a pé mesmo. Existem outras razões para as pessoas não terem carro lá, claro. É porque a maioria dos prédios não tem estacionamento e pagar um estacionamento para o carro por mês é mais caro do que andar de transporte público. Ah, mas pelo menos têm um transporte público que funciona. Sim, funciona. Mas não pense que é vazio, limpinho, cheiroso e que se você estiver grávida vão até te dar um lugar no banco. Não, cidade grande, com milhões de pessoas, transporte público não é resort. Isso só para ilustrar que os problemas que você vive agora, podem acontecer “lá” também. Seja onde for o “lá”. Aqui mesmo em Miami, eu passo 3 horas no carro só para levar e buscar as crianças na escola. E olha que o bairro onde moro é perto da escola. Sem trânsito seriam 15 minutos por trajeto. Por isso minha primeira dica é: abaixe suas expectativas. Paraíso é o que você vive quando está de férias, vida real tem sempre seus problemas. Então é melhor já sondar no caso quais serão. Para não ficar com cara de taxo e estragar a experiência que é morar fora.

–       A maioria das pessoas que conheço que saíram do Brasil acabaram voltando. Não é verdade? Por um motivo ou outro, voltar é o caminho mais certo. Então aproveita! Você é turista. Não precisa ficar reclamando que onde foi morar não tem coxinha, nem o feijão gostoso que sua mãe faz. Aproveite as diferenças e garanto que um dia vai sentir muita falta.

–       Tanto nos 2 anos que morei em NY, quanto agora em Miami, conheço pessoas que vêm de todo o mundo, mas os brasileiros são os únicos (não todos, claro) que falam inglês com os filhos. Por que isso, meu povo? Se você mora nos Estados Unidos com seu filho, não é vantagem nenhuma que seu filho fale inglês. É óbvio que ele fale inglês. Conheço pais aqui que a mãe é da Holanda, o pai de Porto Rico e as crianças então falam 3 línguas. Maravilha! Crianças têm a maior facilidade com línguas. Então aproveite.

–       Em outro país, tudo é diferente, então não se cobre saber de tudo, mas ao mesmo tempo, corra atrás de saber o necessário. Como? Converse com as pessoas. Todas que puder. Tem brasileiros que quando vão morar fora acham que não podem se relacionar com outros brasileiros para a vida se tornar autêntica, para virar um “local”. Mas calma, antes de virar um local, você precisa saber onde é bom para comprar verduras, o que fazer quando o alarme de incêndio dispara, como funciona o sistema de lixo, onde tem um bom médico e porque não, onde tem feijoada. E os brasileiros que moram ali, claro que não precisam ser as únicas pessoas a te ajudar na longa lista de perguntas, mas normalmente são as pessoas que você já conhece, ou pode conhecer porque é um amigo da prima do vizinho. Então vai lá, sem vergonha mesmo e sem medo de que se aproximar. Depois de passada a euforia de “ai, tô mudando!” e você aterriza, percebe que não caiu no paraíso (ainda bem, espero que demore até chegar lá) e nessa hora vai sentir o cansaço da mudança, misturado com um cansaço de ter que aprender tanta coisa, que é natural você se isolar e só aparecer nas fotos, sempre com um sorriso no rosto. Não caia nessa armadilha. Converse com as pessoas, exponha seus problemas. Só assim você vai sair deles.

–       Já mudei de país sem filhos, sem marido, sem emprego, sem família (Meus 4 anos de Lisboa) e foi uma história bem diferente do que é mudar com crianças. Elas precisam ficar bem para você ficar bem. E você precisa ficar bem para que elas fiquem bem. Então depois de passar pelos passos acima, para ajudar as crianças a se sentirem em casa, encontrei este livro “Where is Home, Little Pip?” e amei. Li para os meus filhos logo depois de passado as primeiras semanas aqui e eles estavam com a sensação de “tá bom, aqui é legal, mas agora podemos voltar pra casa?”. Então encontrei essa historinha e ajudou muito! Vou resumir para você e se interessar, pode encontrar nas livrarias e ou na internet.

Um pinguim se perde dos pais e começa a andar procurando sua casa. No caminho encontra diferentes tipos de animais. Então pergunta para cada um deles: Onde está a casa? E cada um dá uma resposta diferente. Para a baleia, “casa está no fundo do oceano, perto dos corais onde as carpas dormem, onde os peixes estão nas escolas e onde os meus bebês e eu nadamos e saltamos”. Depois o pequeno pinguim encontra um pássaro que responde que “a casa está em um modesto ninho, com o mar ao oriente e a terra ao ocidente, em uma gruta acolhedora onde o descanso é melhor, a casa está onde meus bebês descansam”. E assim ele segue perguntando a cada animal na esperança de alguém saber onde está a casa dele.

Até que finalmente, ele consegue encontrar os seus pais. Eles se abraçam e a mãe pinguim fala que ele deve estar exausto, “então vamos dormir”. E o Pip (o Pinguim) fala: Mas não vamos para a casa?

Então o pai e a mãe de Pip beijam a sua cabeça e falam: Onde está a casa, pequeno Pip? E cantam a música:

“Where is home? Is it far ou near?

Is a pebbly nest what we all hold dear?

No, home is where there´s nothing to fear.

Since we´re together, home is right here!”

(Onde está a casa? Longe ou perto? É um ninho de pedrinhas que nos aconhega? Não, a casa é onde não existe nada a temer. Já que estamos juntos, a casa é exatamente aqui.)

“E então o pequeno Pip dormiu, em fim em casa.”

Não é lindo? Nada como uma boa história para conseguir chegar até o mais profundo sentimento dos pequenos e transformá-lo.

Por Cris Leão

67 pensamentos em “Morar fora do país com crianças

  1. Republicou isso em Mais Que Mãese comentado:
    Um post lindo e útil por Cris Leão sobre morar fora com os filhos. Já morei fora sem filhos, na infância, na adolescência e na vida adulta, mas nunca com filhos. Tenho vontade de morar fora com a Alis (e com o/a próximo/a filho/a?) porque nas duas primeiras vezes que morei fora, morei com a minha mãe e foi… ah, foi massa demais.
    Boa leitura!

  2. Muito bom! Pensava exatamente assim antes de morar fora por 9 anos, minha filha nasceu por lá. Que todos os problemas iam acabar, o trânsito, a violência… Agora eu dou muito valor aos amigos de infância que encontro por acaso no meio da rua, a alegria das pessoas, o carinho que demonstram com as crianças…

  3. Olá Cris, eu tenho uma experiência muito boa morando com minha filha fora do Brasil. Moro em Londres em um bairro tranquilo, a escola fica perto de casa, vou a pé, o transporte público é bom e a maioria dass pessoas com quem convivemos são bem educadas. Não temos estresse de segurança nem de trânsito infernal. Outros amigos que moram aqui ou em outras cidades da Europa também se sentem da mesma forma. O problema é realmente a saudade da família, amigos, nossa terrinha, a praia etc. Porém, sem dúvida, nossa qualidade de vida aqui é bem superior.

    • Olá Denise, que bom que mora em Londres e não tem nenhum problema de violência. Conheço uma família que está mudando daí agora porque foram vítimas de uma grande violência. Esse é o ponto do meu texto. Nos meus 7 anos morando fora e conhecendo gente que mora em vários países acho complicado ter a expectativa de que “lá” é perfeito. Não existe lugar perfeito. Mas por outro lado, a nossa casa, o nosso lar é a nossa família. E isso é mais importante. Sinto que muitas pessoas colocam expectativa demais do lado de fora, quando a felicidade é sempre dentro. Abraço e boa sorte na sua jornada!

    • Nossa morei em londres 11 anos e ja penso diferente meu amigo foi assaltado a Luz do dia e como ele não tinha dinheiro deram uma surra nele ficou desfigurado e ate hoje não encontraram o criminoso…

    • Denise tenho vontade de morar na Europa, mas não falo inglês e tenho uma filha de 10 anos . Tenho medo q ela sofra com isso mas seria uma experiência nova para ambas o q vc acha já q morou fora

  4. Amei! “A casa é onde não existe nada a temer. Já que estamos juntos, a casa é exatamente aqui…”

  5. Concordo com as suas colocações, morei 2 anos em Ohio e ainda na tinha a minha filha…..voltamos para o Brasil… ficamos 10 anos e em 2012 tivemos uma outra oportunidade de morar na Suíça com a minha filhinha de apenas 2 aninhos, agora estamos morando em Michigan e me identifiquei muito quando você fala que as pessoas colocam expectativa demais do lado de fora, quando a felicidadeeh sempre dentro. PERFEITO!!!!

  6. Moro há dez anos em Atlanta e concordo em tudo com você! Cada lugar tem seus desafios e vantagens, e nós é quem temos que aprender a ser feliz aonde estamos! Meus três filhos nasceram aqui nos EUA e fazemos questão de falar somente português em casa. Não sabemos do futuro, podemos retornar um dia…e mesmo se nunca retornarmos a morar no Brasil, falar mais de um idioma é sempre uma vantagem!

  7. Cris,
    Estou justamente no processo de ir morar fora. Nao sei se estou alienado ou traumatizado. Mas pra mim a coisa é estatistica. Faço Triatlon, 2 anos atras estava pedalando com mais 2 amigos. Sempre pedalamos em estradas junto com escolta. Contratavamos um policial de folga para ir dirigindo o carro que servia de apoio e principalmente para garantir nossa segurança. Fomos assaltados, um amigo foi baleado. Ficou 90 dias em coma, ate hoje nao consegue viver normalmente. Ele perdeu um rim e o basso.
    A minha irma mora em SP, “ela é louca”… porque escolheu morar numa casa em Perdizes, Um dia entraram na casa casa 4 homens armados, fizeram ate “roleta russa” com ela. O meu irmao teve o carro assaltado aqui em Ribeirao Preto 6 meses atras.
    Eu perdi o tesao de pedalar na estrada ou na rua. Quando eu corro fico em estado de alerta tempo todo vigiando se vou ser assaltado ou nao.
    Isso sem falar nos problemas socias, de infra estrutura, da carga tributaria, dos fiscais que pedem propina (trabalho com importacao), da corrupcao generalizada do Brasil.
    Tenho 2 filhos. Eu e a minha esposa decidimos nao ter empregada em casa, nem baba para cuidar dos filhos. Nao concordo em pagar um salario para uma moça que trabalha em casa, gasta 2 horas de onibus, nao tem acesso nenhum a lazer, muito menos educação. Eu tenho um apelido pra empregada no Brasil: “Personal Slave”. Na verdade é uma escrava disfarçada que ganha um trocado que nao lhe da condição nenhuma de ter uma vida digna.
    Cansei de ser olhado com desprezo nas festas de criancas (que sao mega-produçoes do entretenimento infantil) porque fico com meus filhos no meio do exercito de babas de branco. Ficam os Homens tomando cerveja falando dos seus cargos, das viagens, do carro novo que comprou… e as mulheres competindo que tem mais bolsa da channel, sapato laboutin, etc.

    Com certeza nao existe paraiso. Mas os meus valores nao me permitem me sentir a vontade morando aqui.
    Todo mundo que conheco acha chique andar a pé ou de metro em NYC. Mas aqui no Brasil é coisa de pobre e/ou de louco.

    Eu queria poder explicar pra minha filha de 4 anos:
    Filha, eu to querendo te levar pra morar na Australia longe de tudo o que vc ta acostumada pelas razoes a seguir:
    A cada R$100,00 que o Papai fatura na empresa dele, R$49,30 é imposto. Eu represento algumas marcas famosas de caixas acusticas aqui no Brasil, sou supostamente o importador e distribuidor exclusivo. Mas muitos consumidores compram via paraguay ou em Miami para trazer o produto com eles no aviao. Eles nao ligam que o produto chegou aqui via contrabando, ou sei la de qual forma. O Brasileiro gosta de levar vantagem em tudo… entao se for pra pagar mais barato, e ainda nao gerar imposto para os politicos corruptos melhor ainda. O seu Pai nao gosta de vender sem Nota Fiscal, ele tem medo de ser fiscalizado, autuado e ate preso se fizer isso. Mas com isso a empresa dele nao é competitiva com o mercado paralelo.
    Alem disso seu Pai adora fazer esporte: sentir o suor no rosto, o sol, o vento na cara… é uma das coisas que me deixa mais feliz. Mas desde aquele dia que o Tio Sergio levou um tiro eu deixei aos poucos de fazer isso que tanto gosto.
    Mesmo com todo o imposto que a minha empresa paga eu ainda pago por sua educacao é um plano de saude. A gente sustenta uma maquina corrupta que possibilita, por exemplo, o governador do RJ a usar o Helicoptero do Estado do RJ para ir levar a manicure da esposa dele ate a casa em Angra so pra fazer a unha dela. Alem disso aqui tem um monte de problema mas o governo achou melhor fazer um monte de estadio de futebol que nunca mais vao ser utilizados. Alem disso todas as decisoes do governo sao populistas visando perpetuar o seu partido no poder.
    Eu sei que voce adora seus amiguinhos da escola, a convivencia com seus primos, avós e avôs. Mas eu sinto que existe uma chance muito grande da vida tratar a gente melhor em outro lugar.
    Espero que isso te possibilite no futuro saber que precisamos ir atras das coisas que achamos certo e viver com mais tranquilidade.

    • Oi Marcos, me identifico muito com você. E te entendo bem por isso. Poderia ficar escrevendo por uma hora sobre tudo o que disse. Mas vou concentrar em algumas partes. (o jantar não está pronto ; )
      Também perdi um grande amigo em um acidente em Belo Horizonte (porque o carro veio em cima dele avançando o sinal vermelho) e depois disso me deu uma tristeza tão grande que precisava sair dali.
      Como eu disse no texto, existem problemas nos outros países também. Injustiça social, inclusive. Aqui em Miami só hoje passei por uns 8 mendigos no semáforo. Muitos deles são veteranos de guerra. Que vão para a guerra com a promessa de fazer uma carreira profissional e voltam com sérias sequelas físicas e psicológicas. E para a minha surpresa o governo deixa eles nas ruas pedindo esmola. Uma das pessoas que vi não tinha um nariz. Muito triste. Triste também é o racismo que existe por aqui. Um dia desses uma adolescente negra sofreu um acidente de carro, foi pedir ajuda em uma casa e a pessoa achou que era assalto, atirou e matou ela na hora. Não existe justiça nesses casos porque o governo estadual admite que você pode atirar e matar quando se sente ameaçado na sua casa. Triste é observar que todos os casos onde o “perigo” era uma pessoa negra, o júri concorda que o proprietário estava se sentindo ameaçado, mesmo sem nenhuma arma ou indício de violência por parte da vítima. O caso dela é só um entre vários…
      Enfim, a humanidade ainda precisa evoluir muito. Se saírem do Brasil sua filha com certeza vai ganhar muito e perder muito também. Acho que a grande sorte que damos na vida são as pessoas que encontramos pelo caminho. Talvez seja a hora de vocês encontrarem novas. Enfim, desejo que aconteça o que for o melhor para vocês. Ah, também adoro andar de bicicleta. Tente voltar!

    • Oi Marcos. Eu me identifiquei muito com o seu desabafo. Como você disse não dá para ir contra as estatísticas. Eu moro em Londres há 11 anos e nunca vi um assalto e não conheço ninguém que tenha sido assaltado. Claro que violência pode existir em qualquer lugar do mundo, porém aqui a probabilidade é MUITO MENOR que nas grandes cidades do Brasil (incluindo minha cidade) e ocorre basicamente em áreas de periferia. Adoro as coisas boas do Brasil, minha família e meus amigos. Porém, vivo muito bem aqui sem carrao, sem festa megalomaniaca de crianças, sem empregadas e sem bolsas Louis Vuitton. Tento dar a minha filha outros valores. Os meus amigos tb não ligam para isso. A maioria dos políticos aqui são honestos e se roubam a imprensa cai em cima e o cara é julgado e punido. O imposto que pagamos financia um transporte público decente, uma boa infra-estrutura, escolas e saúde pública que tem me atendido bem. Infelizmente isso faz com que muitos brasileiros indignados com a nossa situação escolham um caminho como o nosso.

    • Caro Marcos: cheguei a me emocionar ao ler seu comentário. Tenho 42 anos, casado e com dois filhos sendo um de nove e uma de três aninhos. Também não nosidentificamos com os valores cultivados ultimamente em nosso lindo país. Aqui no sul, em minhas viagens a trabalho, tenho acompanhado o rápido empobrecimento das cidades devido a falta de retorno dos impostos cobrados. Também geral, tem-se vergonha de utilizar essas ‘bolsas’ que o governo dá, o que não percebo em alguns estados de fora da nossa região. Então uma grande e injusta transferência de renda está sendo feita. Enfim, não vejo a curto, médio e longo prazo, melhoras. Chegou a pesquisar outros países? Se desejar posso compartilhar algumas matérias sobre o assunto e pediria o mesmo, caso tenha. Meu nome é Andre e meu e-mail vialich@yahoo.com.br. Abraço!!

      • Oi André, moro fora há mais de 6 anos, na Itália. Morro mesmo de saudade da minha família e às vezes me pergunto se é justo com a minha filha de 1 aninho ser criada longe de tantos afetos. Mas é incrível como TODO MUNDO diz para não voltarmos. Inclusive meus pais, que me amam e morrem de saudades da gente. Nossa vvida não é fácil, mas nos sentimos seguros. Eu acordo cada dia e me pergunto se devo continuar aqui. Já tive uns ataques de querer ir embora. A última vez que fomos para o Brasil, para o último Natal, tivemos certeza que o melhor para nós era estarmos lá. Mas depois que voltamos pra Milão e começamos a analisar novamente, não deu de novo o clique, parece que não está na hora. A qualidade de vida é realmente superior. Mas tudo está sempre sendo analisado, tudo na balança. É difícil no entanto ver que não estou acompanhando a vida das pessoas queridas, perdi casamentos, perdi momentos importantes, formaturas, nascimentos, sem contar o dia a dia de cada um, tão cheio de coisas legais. Mas, quer saber? Pra saber se você vai ou não sentir isso que estou contando, você tem que experimentar. Go for it! Um abraço, Juliana.

  8. Marcos, vc escreveu tudo aquilo que eu sinto, ontem mesmo discuti feio ao telefone com a minha mãe por ela me chamar de egoísta em querer me mudar ano que vem! Tenho um filho de quase 3 anos e não me vejo vivendo nesse mar de impunidade e sacanagem que é o Brasil, amo meus familiares, mas amo mais ainda a sensação de poder dar ao meu filho melhor condições e valores, não materiais. Hoje é um dia que particularmente estou sofrendo muito, o marido diz que vai junto, mas tem feito corpo mole em relação ao processo de imigração, e eu cada dia mais “desesperada” pra sair. Morei em NY e em Toronto e me lembro dos problemas, mas nenhum se comparar ao descaramento político e aos impostos absurdos que pagamos em vão!

  9. Fico com o coração apertado ao ler esses comentários… Tenho dois filhos e compartilho e concordo com o pensamento de todos vocês. Me culpo por querer deixar minha família, meus amigos, minha terra, mas vejo a realidade do nosso país e tenho cada vez mais certeza de que quero morar fora. Porém em instantes vejo esse sonho se diluir… pois sou funcionária pública concursada e meu marido vendedor de produtos “específicos” da nossa região, com esse currículo não teríamos condições de conseguir um bom emprego em outro país. Leio os comentários e parece que todos foram apresentados às oportunidades, foram convidados a morar fora, vejo que são poucas, ou nenhuma, as possibilidades de concretizar meu desejo… Se alguém puder me dar informações e indicações agradeço…

    • Oi Tábita, eu também me sinto culpada por estar criando minha filhinha fora do Brasil, sabe? É dureza, mas o Brasil nos transmite uma insegurança tão grande que ficamos com medo de voltar 😦

  10. Tabita,

    Eu entendo a sua frustração. No meu caso eu nao tenho proposta, tambem nao tenho curriculo. Economizei bastante nos ultimos 10 anos, vou fazer um MBA fora com a minha familia. Eu tenho certeza que estou fazendo uma coisa arriscada: o normal seria continuar trabalhando na minha empresa aqui, tenho uma vida confortavel. Mas acho que vale a pena tentar (no meu caso). No fundo vou trocar uma vida que batalhei muito pra conseguir e chegar no patamar que estou hoje, por uma tentativa de mudar de vida.

    Eu sempre trabalhei em contato com empresas de outros países que represento aqui, tenho fluencia total em Ingles, ja morei por 1 ano nos EUA.

    Uma coisa é aquela coisa de jovem ir para outro País trabalhar de garçom, dividir aluguel com outros amigos… No nosso caso temos que pensar muito bem, e analisar realmente todos os aspectos. Eu tambem sou casado, tenho 2 filhos. A coisa nao é tão simples. Pense muito bem o quanto voce e seu marido estao dispostos a fazer e qual seria a real chance de se estabelecer num outro mercado de trabalho, num outro País.

      • Paulo,

        Consegui vender o restante que tinha de participação na empresa que era socio. Tenho que ficar aqui até o final de 2016. Nao consegui convencer minha esposa de ir para Australia; mas o destino sera a California…. muito provavelmente a cidade de Carpinteria, CA.

        Passamos 20 dias la em Dez/15. Voltei pra la agora em Agosto, conheci escolas, visitei os bairros que podemos pagar o valor de aluguel.

        Tenho cidadania italiana (minha esposa e filhos tambem). O processo de visto para abrir uma empresa la como italiano é mais simples. Vou abrir uma empresa de distribuição de cafés especiais. Vou vender café em grãos para cafeterias e pequenos torrefadores que buscam cafés de melhor qualidade.

        Vamos ficar aqui ate o final do primeiro semestre de 2017. Devo mudar em Julho.

        Abraco!

        Marcos Borges

  11. Super concordo com vários pontos, e como diz o ditado “home is where the heart is”
    O problema eh q no brasil ta cada vez mais difícil e menos seguro, e qdo se tem filhos principalmente, segurança pesa mt! Eu moro em Dubai há 6 anos, eu enfrento calor de 50 graus aqui no verão e ainda acho o lugar perfeito p morar no momento pois o nível de segurança eh ridículo, mt tranquilo! Faço questão de levar minha filha p encontros com varias amigas brasileiras e seus filhos, brincam, contam estórias e assistem vídeos infantis em Portugues, e dentro de casa soh falamos Portugues obviamente, o inglês e qqr outro idioma q ela vai aprender eventualmente vira c o tempo, sem pressa nem pressão.
    Da dor no peito qdo penso nos avos e tios q soh encontramos uma ou duas vezes ao ano, mas td tem o lado bom e ruim, como eu mencionei, segurança eh minha prioridade entao tentamos nosso melhor p viver bem aqui! Sinceramente, eu adoro e nao posso reclamar.

    • Oi Van, que bom ler seu comentário. Moro há 6 anos em Milão e tivemos uma filha, que agora está com 1 ano e 2 meses. Me pergunto sempre se é justo crescer minha pequena longe dos afetos, mas realmente a situação do Brasil não anima, né?

      • Juliana, sou esposa de politico aqui no Brasil e com a derrota dele estando no poder na ultima eleição fez com que eu acelerasse o meu desejo de sair de foco. E já chegando as novas eleições ele fala em se candidatar novamente e mesmo o amando não quero essa vida para mim e meus filhos.
        A felicidade tem outro cheiro e sabor para mim…sossego, liberdade, amor, amizade. Tudo o que não tinha na politica.
        E agora com a certeza da disputa dele nas eleiçoes quero mais do que tudo ir embora do país com meus filhos.
        Tenhos amigos de infancia nos EUA e na Italia, sem que a vida na Europa não tá facil por causa da crise, mas como todo ano vou a Italia e amo o país, estou tendenciosa a passar um tempo por ai.
        Resta uma duvida. Como ficariam meus filhos com o estudo? tenho uma condição financeira relativamente boa, nada de super super, mas para os padroes Brasil sou classe média alta. Consigo matricular meus filhos na escola, estando eu estudando alguma coisa? Ou aplicando alguma coisa no pais? Pq nos EUA qdo se tem uma empresa ou aplicação no pais e estudando vc não é liegal, apesar de não ser cidadão.
        E aí, como seria minha ida com meus filhos para a Italia? Como o governo trataria a minha familia?

  12. Boa dia a todos,tambem estou nessa mesma situaçao,nao sei o que fazer ir para fora do pais e tentar viver mais dignamente com minha familia ,tenho uma filha de 2 anos,ou viver aqui com familia,amigos etc…Morei 7 anos na italia,faz 3 anos q voltei para o Brasil,ainda nao consigui me reabitar aqui,sou do Rj.
    Estamos tendo uma oportunidade de morar na Suiça,sei que a la è um pais muito bom,porem tbm è um pais muito nostalgico,poucas pessoas na rua,negocios fecham as 18hs,domingo nao abre nada.bemm diferente do Brasil,essa parte queme deixa um pouco triste tbm,nao ver gente na rua,tudo tao deprimente,tudo tem suas vantagens e desvantagens,com tudo isso ,com certeza vale a pena viver la.Mais minha duvida è como minha filha vai ficar qnd chegar la,me dar um aperto no coraçao em pensar nela ,me pedindo para voltar para casa,para ver a vovò,para ver as primas ,a dinda…sei que depois passa essa fase afinal nòs estaremos ali com ela…qual quiser entrar em contato ,para desabafar ,tirar alguma duvida,trocar ideias,deixo meu Email helenchiara@hotmail.com

    abçs

    • Oi Patrícia, tudo bem?? Moro na Itália há 6 anos e morro de dó de ver que minha filha está crescendo sem a família. Mas por enquanto não me anima muito não voltar ao Brasil, todo mundo me conta histórias terríveis, até meus pais dizem que é melhor não voltarmos. Onde você morou na Itália? Neste último Natal que fomos pro Brasil tínhamos decidido voltar logo pro Brasil mas ao chegarmos de novo em Milão demos pra trás, ainda não tivemos um click, sabe? Me conta se puder como foi sua volta ao Brasil? Obrigada! julpes@gmail.com

    • Olha Patricia, espero te ajudar um pouco com minha experiencia, faz dois anos que deixei o país com meu marido e dois filhos, uma de 10 anos e outro de 7. No começo foi bem dificil com o idioma, mas hoje estao bastante felizes e adaptados, entretanto sempre falam voltar para o Brasil por causa dos primos. Hoje posso te dizer que vale a pena conhecer outro país, meu coraçao ainda nao pede para voltar, pois infelizmente a seguraçao que temos aqui esta pesando muito para nosso retorno.
      Eu tenho uma irmã que vive na Suiça com 3 filhos e ela fala que nao volta mais para o Brasil, até minha sobrinha Mai’s velha que nao queria ir, hoje fala que nao quer voltar mais.
      O importante é tenta ser feliz e buscar a felicidade onde vc for, tenho amigas no Brasil de longa data que no’s falamos sempre e aqui tenho amigas da India, Portugal, Brasil e Canada, por que estou aberta as coisas novas e sem preconceito. Acredito que Deus cuida do meu caminho. Bjs e que Deus ilumine suas decisoes

  13. Boa Noite a todos que estão na mesma situação que eu e meu marido. Acho que agora nem é mais por nós só, quero um futuro melhor para minha filha. Tudo neste pais me deixa assustada. Estou tentando tirar minha dupla cidadania portuguesa e ir para Austrália, este no momento é meu sonho e vivo a pesquisar… Se algum amigo aqui puder falar mais sobre viver com criança lá, vai estar me ajudando muito. Boa sorte a todos! A saída com certeza é pelo aeroporto!

    • Andrea,
      Pelo que pesquisei com advogados que prestam serviços de vistos de trabalho e cidadania para a Australia ter cidadania Brasileira, ou Italiana nao muda nada no processo para conseguir o visto de permanencia na Australia.
      Vc tem alguma outra informação? O visto portugues te possibilita alguma facilidade no processo?

      Marcos
      mborges@mediagear.com.br

      • Marcos, estava lendo esse texto e assim como eu, muitos brasileiros pensam em morar fora do Brasil. Meu esposo tem cidadania italiana, eu estou tirando a minha e da nossa filha (2anos). Estamos muito querendo sair do país. A principio pensamos em Portugal, mas acho que o emprego la também não esta essas coisas.. Vi você falando da Califórnia e me abriu os olhos. Acho que a Califórnia deve ser tb um lugar bom pra morar. a grande preocupação do meu marido é largar a estabilidade no emprego (há mais de 10 anos na mesma empresa) e não conseguir um trabalho legal fora daqui. Nosso dilema é esse.. Pq vai trabalhar com café? Já travalhou antes com isso? obrigada

  14. Pessoal, uma dúvida….temos 2 filhos pequenos (5 e 3). Como seria a questão de exército? Eles serão obrigados a servir nos EUA?

    • Oi Priscila, nos EUA não é obrigatório servir o exército. É profissional. Vc escolhe como profissão. Abs

  15. Olá, adorei essa matéria, me fez pensar em questões ainda não imaginadas. Estou grávida da minha primeira filha, valentina e, desde sempre eu e meu marido tinhamos em mente criar os filhos fora do Brasil, ao menos nos primeiros anos de vida, nao por conta da violência ou se sentir ameaçada, mas por conta de valores, educação moral e liberdade de expressão. Acredito que aqui limita-se muito a criança por medos.Morei 2 anos no Japão para estudar musica e cursar a escola fundamental, apesar de furacões, terremotos, tsunamis e nevascas, aqueles foram os melhores anos da minha vida.

  16. Boa noite à todos, me identifiquei com a matéria e com os comentários. Meu marido planeja fazer o seu doutorado na Espanha no próximo ano, e minha filha de 3 anos e eu vamos acompanha-lo. Vejo isso como uma grande oportunidade e até mesmo a realização de um sonho, mas temo pelas dificuldades de adaptação e possível discriminação que minha filha venha a sofrer por ser de fora, apesar de termos cidadania italiana. Como amenizar este sentimento de culpa por estar tirando ela de tudo que ela conhece e ama? Uma criança não consegue ainda entender as explicações racionais dos pais.
    Agradeço qualquer ajuda,

    • Oi Maria Alice, sua filha de 3 anos é muito pequena ainda. Nessa idade o que as crianças sentem é o reflexo do que os pais estão sentindo. Ou seja, se vc estiver tranquila e segura, pronta para admirar e viver o lado bom dessa experiência, é isso que ela vai sentir. Espanha é um país lindo, cheio de qualidade de vida. Ótimo clima, ótima comida. (apesar de estarem agora passando por um momento de crise econômica muito sério, com a maior taxa de desemprego da história deles) Mas o doutorado tem data para acabar, né? Então o importante é acolher a experiência e vivê-la de maneira leve e tranquila. Aproveitem muito! Viagem bastante. Eu morei 4 anos em Lisboa e viajava todo mês para a Espanha. Tem centenas de lugares incríveis para conhecer. Boa sorte!

  17. Gente, cai aqui por acaso, ou seja nada é por acaso, não é mesmo!? Quero parabenizar todos pelos comentários, pois de certeza é sempre bom dividir opiniões. Conheço outros países mas com todos os problemas que existem por aqui (são muitos), quero continuar morando aqui mesmo, lembro-me de uma frase que a minha mãe diz sempre, o jardim do vizinho é sempre mais bonito que o nosso, o que será que o vizinho faz para ter esse jardim?
    As decisões que tomarmos vão refletir na vida dos nossos filhos, portanto temos que pensar muiiiiiiiiiito.
    Beijo e boa sorte pra todos.

  18. Cara Cris leão
    Minha esposa vai fazer pos-doutorado em NYC em meus filhos de 7 anos vão juntos, devo ficar os primeiro 30 dias com eles, depois irei de 40 em 40 dias. Ficaram pelo menos 1 ano. Estamos com muitas dúvidas, a primeira e Escola para eles? Vc pode nos ajudar. Belo texto, parabéns por sua compreensão do lar é as pessoas amadas
    André

    • Oi André, seus filhos são gêmeos? Estou perguntando porque 7 anos é uma idade complicada para mudar de país… Eles já falam inglês? Porque nas escolas, crianças de 7 anos já lêem, já escrevem e inglês é uma língua bem difícil para quem ainda está no processo de aprendizado do português (escrever) e nem sabe nada de inglês. Meu filho demorou 8 meses para se acostumar com a língua aqui. E já tínhamos morado em NY, então ele já sabia um pouco de inglês. Então se forem ficar só um ano ou pouco mais do que isso, é preciso levar em conta que eles vão ficar quase todo o tempo só se adaptando. Bom, já que pediu minha opinião, acho que deviam não levar muito a sério esse ano escolar deles lá. Se forem ficar mesmo tão pouco tempo. Porque o que vão aprender (com sofrimento) não vão precisar usar depois. E na volta ao Brasil vão sofrer outra adaptação com outra língua. Não é simples mudar de país com crianças… Enfim, acho que o cenário ideal para eles seria um homeschooling em inglês ou em português mesmo. Ou quem sabe tentar uma escola latina (em espanhol) As escolas tradicionais (padrão) americanas são muito puxadas. Têm um monte de lição de casa todos os dias, muita regra e é tudo bem diferente do Brasil. Uma adaptação e tanto. Mas se conseguirem optar por algo mais alternativo, acho que pode ficar mais leve. E aí curtirem mais essa temporada. Existem algumas escolas Waldorf por lá e outros modelos alternativos. Mas é preciso olhar com antecedência. Quando eu morava lá, tive que ir em 18 escolas para conseguir vaga em uma. A escola Waldorf que visitei tinha 2 anos de fila de espera para entrar no jardim. Boa sorte! E desculpa se minha dica não foi daquelas “resolveu o problema” mas espero ter dado pelo menos um luz pro caminho de vcs. Abraço!

    • Olá Andre, gostaria de saber se sua esposa já foi e como as crianças se adaptaram. Estou perguntando, porque a situação de vocês é a mesma que a nossa. Vou estudar (ingles) nos Estados Unidos (não decidimos estado/cidade), vou levar filhos de 3 e 9 anos, meu marido vai ficar e nos visitar de 40 em 40 dias. Vc é a primeira pessoa que encontro na mesma situação. Se possível me envia um email contando como foi.

      Abraços,
      regianecms@yahoo.com.br

  19. ” a felicidade é uma escolha, uma simples decisão. Muitos dos problemas enfrentados nos relatos aqui, podem tornar-nos em pessoas melhores, mais fortes, e preparadas para ajudar nossos próximos. Por maior que seja o trauma, a dor ou a dificuldade encontrada em nossa cidade, país ou simplesmente lar, todos estes podem afinal contribuir para um bem maior. Concordo com tudo com a autora Cris, por maior seguro que um país possa parecer, não estareis vulnerável de um triste incidente. Isto chama-se vida, composta por homens. Infelizmente, temos a tendência de sempre achar que a felicidade está lá. O ser feliz sempre estará aqui, dentro de cada um . Olhemos com maior atenção

  20. Adoro seus textos Cris! Obrigada por tocar fundo no coração da gente.
    Eu me lembro de ter lido sobre uma conversa no Skype amanhã, mas agora não estou achando…
    Vai ter mesmo? As 10 horário de Brasília? Pode me adicionar, rosegm9. Super obrigada!

    • Obrigada, Rose. E sim! Te adicionei. Acabei de te mandar um convite por Skype. Nos falamos amanhã as 10h da manhã, horário de Brasília. Bjs

  21. Olá Cris, achei muito legal o seu post. Queria ver se você pode me tirar uma dúvida. Tenho proposta de emprego para deixar o Brasil, mas tenho medo da questão da educação da minha filha. Como é para uma criança de 4 anos ir para uma escola onde todo mundo fala outra lingua? Ela vai conseguir interagir e aprender? Essas perguntas me deixam com muito medo de ir pra fora e causar um impacto negativo na vida dela. Você já passou por essa experiência com seus filhos?

    • Oi Rodolfo! Claro que ela vai conseguir. Só é preciso ter paciência e saber que vai levar um tempo. Para os meus filhos essa adaptação mais dura durou 6 meses. Pensando no plano ideal (se for possível) seria chegar no verão e colocar sua filha em um programa bacana de summer camp. Porque aí é mais diversão, brincadeira e tem menos o peso da escola. Como o verão é longo, (quase 3 meses) quando a escola começar ela já não vai estar tão perdida. Meu filhos começaram em Março e foram sofrendo muito até o final de Maio. (quando terminou o ano letivo) Então fizeram summer camp e em Setembro começaram na escola. Foi difícil assim mesmo, é difícil até para adulto, imagina para eles? Mas em muitas cidades as pessoas falam espanhol e isso ajuda um pouco. Meu filhos depois de 8 meses estavam falando fluentemente. Boa sorte!

  22. Para mim está insuportável viver aqui.
    Não aguento mais pagar impostos altíssimos, ensino público horroroso, comida está quase virando artigo de luxo.
    Ando depressiva, quero ir embora.
    Não estou dizendo que em outro País será perfeito, que vou enriquecer, nada disso.
    Mas quero viver com dignidade, ver retorno do meu trabalho e impostos!

    Só que tenho 31 anos e três filhos (12,10 e 2 anos).
    Penso em me organizar, aprender inglês e em 3 anos aproximadamente, tentar a vida na Europa. Tenho pensado na Irlanda.

    Talvez ir na frente e buscar as crianças depois (O wie seria muito doloroso pra mim).

    Peço conselhos, dicas…
    Estou cansada demais do nosso País!

    Skype: Carolina Cerqueira.84
    Email: carolinacerqueira13@gmail.com

    Obrigada a todos!
    Deus os Abençoe!

    • Oi Carolina, acabo de chegar de viagem de férias com as crianças. A casa está toda para o ar. Não consigo parar para te ajudar agora. Mas foque no que você quer e corra nessa direção. Não adianta reclamar, é preciso fazer os passos necessários para alcançar onde você quer chegar. Boa sorte! Beijo grande!

  23. Oi pessoal gostei muito de ter lido o texto e os comentarios,preciso de ajuda ja estou morando em Newport rhode Island ja fazem 13 anos , vim muito nova com a minha mae tinha 16 anos , acabei me casando e tenho um filho de 3, gosto daqui mais acho que so me acostumei sabe , so que sou ilegal ainda o meu processo se quiser ficar legalmente leva mais 6 a 8 anos, nao aguento mais nao ter liberdade para viajar pra fora do pais, meu sonho e ter um natal com a familia completa .Entao me ajudem eu estou pensando em mudar pra Europa tenho cidadania espanhola , alguem tem algum conselho qual seria o melhor parte da europa pra se mudar com uma criança?

  24. Ola tudo bem? Tenho 16 anos e faz pouco tempo que meus pais me informaram que estao querendo mudar para europa( italia ou espanha) por motivos de seguranca educacao e uma melhor qualidade de vida. Eles falaram que para nos ( eu e meus irmao, um de 16 e outra de 19) talvez seja uma grande oportunidade e que só pensam em mudar quando terminarmos o colegial , no meu caso e do meu irmão e a faculdade no caso da minha irma. Queria saber sua opiniao sobre como voce acha que seria essa adaptacao para nos e se voce sabe de um pouco de como seria em relacao aos nossos estudos e faculdade, que no caso prestaríamos la. Ate agora essa informacao é muito recente e nao sei bem oq pensar sobre isso, se sera um erro deixar toda a minha vida aqui ou uma oportunidade que devo considerar. Obrigado desde ja, Lucas

    • Oi Lucas, podia escrever uma resposta enorme aqui cheia de palpites, mas no fundo a vida é cheia de surpresas e não controlamos tudo. Então é assim, recebemos uma bandeja com várias experiências. E a gente não escolhe, elas acontecem. (A gente até acha que está escolhendo mas a vida mostra que não) A única coisa que a gente escolhe é o que vai fazer com essas experiências. Entende? Você pode ir e ficar triste, cheio de saudades, pensando em tudo o que tem no Brasil. Ou você pode ir e tentar viver essa experiência e fazer dela a melhor possível para você. Depois que terminar a faculdade, pode voltar para o Brasil se quiser. E enquanto estiver lá, pode continuar com as amizades pelo Facebook e tantos outros meios. Eu acho que você está recebendo uma chance de ter uma experiência a mais. É assim que eu me sinto toda vez que “acontece” de eu precisar mudar. Eu penso, tá bom, vou receber o novo e mesmo com tantos problemas que enfrento, fico com a sensação de que sai ganhando. Pelo menos, experiência. E vc é tão novo, vai te fazer bem!

    • Lucas, eu to de intrometido aqui…. fiz um comentario nesta postagem e sempre recebo quando alguem comenta tambem.
      Concordo com a resposta da Cris Leao. Eu tenho 36 anos, quando tinha 16 fiz aqueles intercambios de morar em casa de familia nos EUA por 10 meses.
      É muito complicado pra voce porque tudo o que deve pensar é: Nunca mais vou ver meus amigos, gosto da minha vida aqui.
      Com certeza se fosse por um periodo curto, com data de validade (como no meu caso) é muito mais fácil de aceitar.
      Mas… pensa nos amigos novos, em conhecer uma maneira diferente de viver, de se relacionar com o meio ambiente da outra cultura que voce vai ter contato. Pode ter certeza que isso vai ser fantastico para sua vida. Abrir os horizontes!!!
      Tem WhatsApp, tem skype, facebook… os parceiros de verdade vao continuar sendo amigos. Voce so vai adicionar outros novos!

  25. Nossa gente eu achei essa matéria numa pesquisa do google, estou tão angustiada pq surgiu uma oportunidade pro meu marido nos EUA, para irmos legalmente para lá, mas me sinto muito mal, tenho pena da minha família que vai ficar, temos um trabalho estável e um filho de 9 anos…tenho medo de meu filho não se adaptar, nem sei como falar com a minha família…estou muito angustiada….

  26. Para a autora do post: você está louca menina! Sério, comparar os problemas daí com as coisas que estão acontecendo aqui é sandice. Volta pra cá então pra sentir na pele e ver se não troca qualquer amiga querida para viver sem perigo de ser torturada é assinada a cada momento. Pros demais, se puderem:fujam para as montanhas!!!!

  27. Tenho 22 anos, uma filha de 2 anos e estou juntando dinheiro pra ir embora, ainda não sei pra onde, qualquer país com condições melhores dq a nossa!!!!! Estou separada do pai da minha filha, mas ele tem direito a visita e jamais assinaria pra gente ir embora, só q ele tem até me ameaçado de morte!!!! Não tenho um bom currículo, nem fluência em outra língua. Sou muito apegada na minha filha, e não penso em deixa – lá em nenhuma hipótese.
    Minhas dúvidas são: como consigo ir embora legalmente com a minha filha???? Como esteticista, consigo uma vida confortável em outro país???? Quanto gasto em média pra ir embora???? Primeiro preciso tirar a visita do pai da minha filha (eu consigo pq ele é usuário de drogas e mto agressivo).????
    Sei q o melhor pra gente é ir embora, estou decidida a ir….. só quero saber como fazer!!!!
    O pai dela não assina pra gente ir embora, mas o juiz assina????
    Preciso de respostas urgente. Desde já obrigada.

    • Oi Camila, algumas perguntas eu não sei responder. Sobre salário é muito relativo. Como é no Brasil também. Profissionais de serviços ganham valores muito variados. Dependendo do local onde trabalham, da experiência, diferencial, etc. Por outro lado arrumar emprego sem ter fluência na língua é praticamente impossível. E nos Estados Unidos ninguém emprega uma pessoa sem visto de trabalho, mas para ter visto de trabalho você precisa arrumar o emprego a partir do Brasil. Claro que existem as pessoas que trabalham ilegalmente mas não sugiro isso para você. Ainda mais se for para morar nos Estados Unidos, onde não existe saúde pública e o custo de vida é muito alto. Outra coisa, sozinha com uma filha de 2 anos, como você vai trabalhar? E sobre ela, uma coisa posso te falar com certeza: você não consegue sair do Brasil sem a autorização do pai. Isso não existe. Mas sinto muito sua aflição e por isso sugiro que mude de cidade, de estado, de repente. O Brasil é tão grande, com certeza tem algum lugar onde possa encontrar mais tranquilidade para criar sua filha. Um abraço, boa sorte e muita luz no seu caminho!

  28. Muito bom! E adorei a dica do livro. Vou comprar para minha filha. Estamos nos mudando do Brasil em Janeiro.

  29. Olá! Muito bom este post e discussão. Gostaria de perguntar sobre a adaptação dos filhos. Vou me mudar para a Europa com meu filho de 2 anos. Precisarei deixa-lo logo numa creche ou escola para estudar e conseguir um emprego. Como se dá esse processo? Como deixá-lo em um lugar que não conhece ninguém e não fala a lingua? Penso em tentar adapta-lo pelo menos por um ou dois meses antes de começar a estudar.

    • Oi Denise, não tenho nada com isso, mas já que está perguntado, eu volto a pergunta. Você precisa mesmo trabalhar logo de cara? Porque seu filho com 2 anos é um bebê. Não vai ser nada fácil para ele de uma hora para outra ficar várias horas em um lugar diferente onde nem entende a língua. E se você estiver meio que caindo de para quedas nessa cidade, também pode ser que não encontre o lugar perfeito de cara. Vai escolher a escola/creche julgando o livro pela capa. Não sei para qual país você vai, mas normalmente na Europa os salários são todos parecidos, ou seja, o que ganhar trabalhando vai ser o que vai pagar na escola. (penso eu) Enfim, com idade escolar seu filho pode ir para uma escola pública e estar mais preparado para enfrentar esse desafio. Acho que esses um ou dois meses que você falou é o tempo que precisam para se adaptar ao básico mesmo. Clima, alimentação, supermercado, encontrar um pediatra, etc. E até um lugar onde ele possa passar poucas horas para você ter um tempo para você. Em Paris, por exemplo, eu sei que existem creches co-parenting onde os pais olham os filhos de outras pessoas e assim o preço fica mais acessível. Boa sorte! O importante é conhecer o maior número de locais possíveis. E como diz o ditado: Em Roma, viva como os romanos. De fato cada lugar tem sua cultura e seu modo de vida e com o tempo a gente entende que sempre existe uma razão econômica, social e até de clima para isso. Ou seja, não tem como (ou é muito difícil) viver diferente do que é o costume de um lugar. Um abraço

  30. Oi Cris, acabei de ler seus textos que me desanimaram um pouco, rsrsrsr, porque eu estava exatamente montando aquela iliusão maravilhosa que gostamos de fazer : vida perfeita~cidade limpa- pessoas educadas- escolas públicas de boa qualidade…. Como muitos aqui, eu estou tambem farta do Brasil, em todos os sentidos !!! Estivémos aí de férias em janeiro deste ano e ver as ruas limpas, ninguem falando alto na rua ou te encarando,,, nossa , achei todo mundo super educado…. Voltando ao Brasil, lamentável realidade de ignorância , despreparo e falta de educação das pessoas, e o atual panorama político nos alertou para essa possibilidade de viver nos EUA … Estou justamente procurando ,no momento, escolas e bairros nos EUA para imigrar…. Sou casada há 9 anos com um argentino americano, ( nasceu nos EUA e saiu com 2 anos de idade)e temos um filho de 4. Pensamos que agora seria o melhor momento de sair do Brasil e começar a escolarizar nosso filho em inglês… Podemos escolher qq lugar nos EUA na verdade, mas estamos pendendo mais para Miami , onde encontrei pela internet uma escola que abriu curriculum em português para algumas matérias .. Downtown Elementary Charter school in Doral, ouviu falar ?! Vc acha que as Charters schools são tambem puxadas assim como descreveu ?! Estou na maior dúvida agora… Onde vc moraria nos EUA se pudesse escolher ? E, já ouviu falar em algum estado que tenha uma política de ensino menos rígida e escolas públicas mais interativas ? Estamos pensando tambem em Chicago, Denver ou San Diego….
    Obrigada pela atenção !!
    Abraço
    Luciana

    • Oi Luciana, tenho recebido muitas perguntas sobre esse assunto. Acabo de me mudar e nem mesa direito eu tenho rsrsrss mas assim que estiver tudo um pouco mais tranquilo, eu vou escrever um post falando tudo o que eu sei sobre o assunto. Mas claro que não sou a dona da verdade nem tenho nenhuma pretensão em ser – ainda mais no que se refere a esse assunto. Uma vez que os EU é um país muito grande. Claro que existe de tudo ali. Mas vou dividir com mais detalhes minha experiência e tudo que aprendi. Um abraço! Cris

  31. Olá pessoal. Eu estou indo para os Estados Unidos definitivamente, sempre foi meu sonho, agora irei realizar. Vou para Atlanta e gostaria de saber se alguém aqui mora la e tem filhos. Minha filha tem 9 anos e eu gostaria de compartilhar experiências com quem mora ou já morou em Atlanta. meu e:mail: elisangelastoccousa@gmail.com.
    Grata desde já.

  32. gente sabe acho tao dificil pra mim ,,queria muito e para fora do pais,mais tenho 2 filhos tenho medo…eu preciso ter coragem quero muito estudar e ter uma vida melhor pra minha familia……

  33. Achei o post sensacional !!! Infelizmente a frustração de viver no Brasil cresce a cada dia.
    Meu marido e filhos tem cidadania italiana. Eu posso tirar meu visto de esposa,t emos tios que moram em Londres, isso nos “facilitaria” a imigração para a Europa. Porém ao procurar no Google, 99% do que se encontra está relacionado a Londres.obviamente é uma cidade encantadora,potem com custos caros,por isso gostaria de saber outros lugares para se morar na Europa ,mas penso mais em cidades menores ! Se alguém tiver alguma informação sobre isso agradeceriam muito !!!

  34. Adorei os posts. Sempre tive um “travelling bug” vivendo em mim e desde cedo perambulei muito pelo mundo. Viajei uns 4 anos pelos EUA, Europa e Ásia e fiz pequenos trabalhos, mas nunca cheguei verdadeiramente a morar fora. Hoje Sou funcionária pública e nunca consegui tirar férias. Acabei acumulando varios períodos e em 2017 vou ter pelo menos 8 meses para tirar. Gostaria muito de passar um tempo fora com minha família. Tenho duas filhas, de 1 e 3 anos e reserva financeira para passar esse tempo sem trabalhar. Eu e meu marido pensamos em estudar, mas nem sei ao certo o que. Minha maior vontade é oferecer às minhas filhas experiências culturais e valores diferentes e a possibilidade de aprender um novo idioma, preferencial (mas não necessariamente) inglês. Será que é muito cedo para isso? Será que seria melhor escolher um lugar para passar todo o tempo ou passar por vários? Será que as crianças poderiam frequentar escolas locais? Vou ser muuuuuuito grata se alguém puder contribuir com dicas ou relatos de experiências pessoais.

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