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Sandra Mara, nossa colunista de alimentação saudável, mostra como podemos trazer um pouco mais de serenidade e saúde para nossas mesas. 

De uns tempos para cá, meio ambiente deixou de ser assunto só  do Greenpeace, todo mundo sabe o quanto é bacana reciclar lixo e muitas mães adotaram o home office como a solução para cuidar dos filhos de perto. Um monte de gente já se deu conta que gastar uma fortuna pra trocar o carro pelo modelo do ano é menos prazeroso do que investir em uma viagem calma com a família. Acho mesmo que, apesar das más notícias nos jornais, o mundo está se humanizando. Estamos mais despertos.

E, se temos observado melhor nossas necessidades, o que dizer sobre nossa alimentação? É a hora de avaliarmos nossa mesa.

Comida embrulhada e de mentira pode nos dar a sensação de satisfação e acabar com a fome, mas como ficam nosso corpo e nossa saúde nessa história?

A alimentação também contribui para desembotarmos a mente e despertar nossas verdadeiras necessidades. Nem de longe o segredo está nas prateleiras de supermercados, com embalagem brilhante ou bichinhos promocionais. Nossa cura para a fome que sentimos, nosso encontro com nós mesmos, está na terra. A quitanda, a horta do interior, a feira livre e a bancas de hortifrúti dos mesmos supermercados têm ótimos remédios. É no alimento in natura que está tudo o que precisamos para estabelecer uma saúda plena e a capacidade de perceber a relação entre nós e o ambiente.


Se os orgânicos pesam no bolso, experimente as hortas comunitárias, as feirinhas orgânicas (como as que acontecem no parque da Água Branca ou no Ibirapuera, em São Paulo. Veja a lista com outras aqui)

Para refeições mais naturais, aqui vão mais algumas receitas bem simples, completas e super coloridas. Capriche e deguste com calma.

Couve flor cor de rosa

Ingredientes:

1 maço de couve flor

2 beterrabas pequenas

sal marinho a gosto

2 xícaras de iogurte

½ xícara de parmesão ralado

Como fazer:

Corte os buquês da couve flor (guarde os talos em um saquinho, depois de pré-cozidos, no congelador, para uma outra receita. Ficam ótimos com cenoura ralada, misturados a folhas picadas e um bom molho de mostarda). Acomode os buquês em uma travessa funda. Bata as beterrabas com o iogurte e salgue. Ficará um molho rosa lindo. Jogue a mistura até cobrir toda a couve flor. Salpique queijo ralado e leve ao forno até ferver. Pronto, as crianças vão adorar.

TrIgo em grão com ervilha e abobrinha (este e outros cereais integrais você encontra como fazer no meu post anterior):

Ingredientes:

1 xícara (chá) de trigo em grão

2 litros de água

1 cebola picada

1 colher (sobremesa) de gordura de palma ou azeite extra virgem ou óleo de girassol

1 xícara (chá) ervilha fresca

1 abobrinha cortada em cubinhos

Sal marinho a gosto

Modo de fazer:

Deixe o trigo de molho na água por no mínimo ½ hora, só porque ele é mais durinho que os outros cereais. Numa panela grande cozinhe o trigo, sempre colocando mais água fervente até ficar al dente. Escorra e reserve.

Numa panela média, refogue a cebola na gordura que você escolher até começar a ficar transparente (lembre-se, não deixe o alho torrar, pois, perderá suas propriedades antibióticas e antiinflamatórias). Acrescente e ervilha, a abobrinha e o trigo e refogue por 5 minutos. Tempere com sal.

Purê de abóbora hokaido

 Ingredientes:

1 abóbora hokaido pequena, sem casca e sem sementes

1 colher (sopa) de gengibre ralado

80 ml de leite de coco (que pode ser feito em casa, é bem simples)

sal marinho a gosto

Modo de fazer:

Cozinhe a abóbora e o gengibre em 1 litro de água por 30 minutos ou até ficarem macios. Escorra e passe a abóbora no processador com o leite de coco e sal até obter uma pasta lisa. Se precisar, aqueça novamente. Salpique sua erva preferida. Fica delicioso com orégano fresco, salsinha ou manjericão

5 pensamentos em “Vamos mudar o mundo, um prato por vez.

  1. Ultimamente sinto muita alegria quando vejo o carrinho de supermercado da minha família e nele não tem aqueles biscoitos mega artificiais muito fedidos! Não tem quase nada de alimentos artificiais! Tudo bem, tivemos a alergia alimentar que nos determinou mudanças drásticas, mas posso dizer que ganhamos muito nestes tempos!

  2. Só de nos esforçarmos para evitar comida industrializada, de pacote, congelados, refrigerantes, observar se o produto tem ou não gordura trans, já tira um pouco a nossa consciência pesada ( pelo menos um pouquinho…).

    Mas gostaria mesmo é de parabenizá-las por este blog que me identifiquei tanto, pois tenho um casal de pequenos que me dão tantas alegrias e angústias, que lendo vocês sei que sou “normal”.
    Nilva

  3. Flávia, é um caminho longo e mesmo sendo a alergia (responsável por muito dos incômodos que a gente nem imagina que são causados pelos indrustilaizados), o condutor dessa nova postura, deixo aqui meus parabéns.

  4. Nilva, obrigada. Retirando da mesa todas essas “coisas” que você citou, seus pequenos serão gratos pelo seu amor e cuidado. Que sorte eles tem.

  5. Muito bom! Também tenho me esforçado aqui em casa. É uma questão de hábito e força de vontade também, porque é mais fácil recorrer aos industrializados. Vamos que vamos. Devagar a gente chega lá. bjs Camila Vaz

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