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Este post vai em resposta aos leitores do “O que nós ganhamos quando a televisão saiu de cena” que pediram por dados científicos. O texto abaixo foi escrito pela Cris Rowan, Terapeuta Ocupacional Pediátrica e conta com vários resultados de pesquisas científicas feitas nos Estados Unidos e Canadá.

Aqui em casa vai continuar valendo o resultado da pesquisa: Com a tv eles ficam mais excitados, mais desobedientes, preguiçosos, sem a menor vontade de fazer outra coisa. Sem a tv eles correm, brincam, brigam, conversam, comem na mesa, pintam e criam suas próprias histórias. Independente do tamanho da necessidade do empurrãzinho que você precisa para tirar esses intrusos da sua família, as informações são de utilidade pública. Espero que aprecie minha tradução. ; )

Post publicado no Huffington Post no dia 06 de Março de 2014

10 razões pelas quais dispositivos portáteis devem ser proibidos para crianças com idade inferior a 12 anos.

A Academia Americana de Pediatria e a Sociedade Canadense de Pediatria atestam que bebês na idade entre 0 a 2 anos não devem ter qualquer exposição à tecnologia, crianças de 3-5 anos devem ter acesso restrito a uma hora por dia e crianças de 6-18 anos devem ter acesso restrito a 2 horas por dia (Fonte: AAP 2001/13 , o CPS 2010). Acontece que hoje as crianças e jovens usam a tecnologia em quantidade de 4 a 5 vezes maior do que esta recomendada, o que está resultando em consequências graves e ameaças vitais. (Fonte: Kaiser Foundation 2010 , Active Healthy Kids Canada 2012).

Os dispositivos portáteis (celulares, tablets, jogos eletrônicos) têm aumentado dramaticamente o acesso e uso à tecnologia, especialmente por crianças muito jovens (Fonte: Common Sense Media, 2013 ). Como terapeuta ocupacional pediátrica, estou convidando os pais, os professores e os governos a proibir o uso de todos os dispositivos portáteis para crianças com idade inferior a 12 anos.

A seguir estão 10 razões baseadas em pesquisa para essa proibição. Para ter acesso às referências da pesquisa, por favor visite zonein.ca para ver o Zone’in Fact Sheet.

1 . Crescimento rápido do cérebro           

Entre 0 e 2 anos, o cérebro da criança triplica de tamanho e continua em estado de rápido desenvolvimento até os 21 anos de idade (Fonte: Christakis de 2011). O desenvolvimento inicial do cérebro é determinado por estímulos ambientais ou pela falta dele. O estímulo a um desenvolvimento cerebral causado por exposição excessiva a tecnologias (celulares, internet, iPads, TV) foi mostrado afetar negativamente o funcionamento e causar déficit de atenção, atrasos cognitivos, aprendizagem deficiente, aumento da impulsividade e diminuição da capacidade de auto-regular, exemplo: birras (Fonte: Small 2008, Pagini 2010) .

2 . Atraso no desenvolvimento

O uso da tecnologia restringe o movimento, o que pode resultar em atraso de desenvolvimento. Uma em cada três crianças agora entram na escola com atraso de desenvolvimento, impactando negativamente a alfabetização e o desempenho acadêmico (Help EDI Maps 2013). O movimento aumenta a atenção e a capacidade de aprendizagem (Fonte: Ratey 2008). Com isso, o uso de tecnologia por crianças com idade inferior a 12 anos é prejudicial ao desenvolvimento da criança e da aprendizagem (Fonte: Rowan 2010).

3 . Epidemia de obesidade           

O uso de TV e vídeo game está correlacionado com o aumento da obesidade (Fonte: Tremblay, 2005). As crianças que possuem dispositivos eletrônicos em seus quartos têm 30% de aumento na incidência de obesidade (Fonte: Feng 2011). Um em cada quatro canadenses e uma em cada três crianças americanas são obesas (Fonte: Tremblay 2011). 30% das crianças com obesidade irão desenvolver diabetes e os indivíduos obesos têm maior risco de acidente vascular cerebral e ataque cardíaco precoce, encurtando gravemente a expectativa de vida (Fonte: Center for Disease Control and Prevention 2010). Em grande parte devido à obesidade, crianças do século 21 podem ser a primeira geração onde muitos não vão viver mais que seus pais (Fonte: Professor Andrew Prentice, BBC News, 2002).

4 . Privação do sono           

60% dos pais não supervisionam o uso de tecnologia de seus filhos e 75% das crianças estão autorizadas a ter tecnologia em seus quartos (Kaiser Fundation 2010). 75% das crianças com idade entre 9 e 10 anos são privados de sono e como consequência, suas notas na escola são negativamente impactadas (Boston College 2012).

5 . Doença Mental           

O uso excessivo de tecnologia está implicado como a principal causa das taxas crescentes de depressão infantil, ansiedade, transtorno de apego, déficit de atenção, autismo, transtorno bipolar, psicose e comportamento infantil problemático (Bristol University 2010, Mentzoni 2011, Shin 2011, Liberatore 2011, Robinson 2008). Uma em cada seis crianças canadenses têm uma doença mental diagnosticada, muitas das quais estão em uso de medicação psicotrópica perigosa (Waddell 2007).

6 . Agressão

Conteúdo de mídia violento pode causar agressividade infantil (Anderson, 2007). As crianças estão cada vez mais expostas à crescente incidência de violência física e sexual na mídia de hoje. “Grand Theft Auto V” retrata sexo explícito, assassinato, estupro, tortura e mutilação, como fazem muitos filmes e programas de TV. Os EUA classificou a violência na mídia como um risco à saúde pública devido ao impacto causal sobre a agressão infantil (Huesmann 2007). A imprensa registra aumento do uso de quartos de isolamento com crianças que apresentam agressividade descontrolada.

7 . Demência digital

Conteúdo de mídia de alta velocidade pode contribuir para o déficit de atenção, bem como a diminuição da concentração e da memória, devido ao cérebro eliminar trilhas neuronais no córtex frontal (Christakis 2004 Pequeno 2008). Crianças que não conseguem prestar atenção não podem aprender.

8 . Vícios           

Como os pais ficam cada vez mais presos à tecnologia, eles estão se desapegando de seus filhos. Na ausência de apego dos pais, as crianças separadas podem se conectar a dispositivos, o que pode resultar em dependência (Rowan 2010). Uma em cada 11 crianças com idades entre 8-18 anos são viciadas em tecnologia (Gentile 2009) .

9 . Emissão de radiação

Em maio de 2011, a Organização Mundial de Saúde classificou os telefones celulares (e outros dispositivos sem fio) como um risco categoria 2B (possível cancerígeno), devido à emissão de radiação (WHO 2011). James McNamee com a Health Canada, em outubro de 2011, emitiu um aviso de advertência dizendo: “As crianças são mais sensíveis do que os adultos a uma variedade de agentes – como seus cérebros e sistemas imunológicos ainda estão em desenvolvimento – então você não pode dizer que o risco seria igual para um jovem adulto quanto é para uma criança”. (Globe and Mail de 2011). Em dezembro de 2013 o Dr. Anthony Miller, da Universidade da Escola de Saúde Pública de Toronto recomendou que, com base em novas pesquisas, a exposição à radiofrequência deve ser reclassificado como 2A (provável cancerígeno) e não um 2B (possível cancerígeno) . A Academia Americana de Pediatria pediu revisão das emissões de radiação electromagnéticas dos dispositivos de tecnologia citando três razões quanto ao impacto sobre as crianças (AAP 2013 ) .

10 . Insustentável           

As maneiras pelas quais as crianças são criadas e educadas com a tecnologia já não são sustentáveis ​​(Rowan 2010). As crianças são o nosso futuro, mas não há futuro para as crianças com overdose de tecnologia. Cuidar disso é urgente, necessário e precisamos fazer em conjunto, a fim de reduzir o uso de tecnologia por crianças. Por favor, assista e compartilhe os vídeos sobre o uso excessivo de tecnologia por crianças. Em http://www.zonein.ca

Veja abaixo, o Guia de Uso de Tecnologia para crianças e jovens desenvolvido por Cris Rowan, terapeuta ocupacional pediátrica e autora do Virtual Child (Criança Virtual); Dr. Andrew Doan, neurocientista e autor de Hooked on Games e Dr. Hilarie Caixa, Diretor do reSTART Internet Addiction Recovery Program (Programa de Recuperação de Dependência à Internet) e autor de Video Games and Your Kids, com a contribuição da Academia Americana de Pediatria e a Sociedade Canadense de Pediatria, em um esforço para garantir um futuro sustentável para todas as crianças.

Guia de Uso da Tecnologia para Crianças e Jovens

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Para informações adicionais, entre em contato (em inglês) com Cris Rowan em info@zonein.ca.

Siga Cris Rowan no Twitter: www.twitter.com/zoneinprograms

E ai? Gostou? Que tal dar uma chance para os brinquedos do armário, para os amigos e, por que não, para o papel em branco? Aposto que vão sair histórias muito mais cheias de finais felizes.

Por Cris Leão

128 pensamentos em “10 razões para se proibir tecnologia para crianças

  1. Que bom que não estou sozinha. Ainda existem pessoas sensatas nesse mundo.
    Muita gente me rotula de careta, de antiquada, até já chegaram dizer que não tenho dinheiro por não querer comprar um tablet para minha filha de 2 anos.
    Eu pari filho para eu criar e eu dar atenção, e não para ele ser escravo de um desenho, um jogo, aplicativos.
    Moro em um condomínio de casas, e certo dia estava passando em frente a outra casa, e quando reparei na porta aberta vi que a “vizinha” havia colocado seu bebê que tem menos de um ano, com o carrinho bem em frente à tv e ela estava vendo coisas no tablet. Aquilo me causou uma revolta tão grande, pois desde que me entendo por gente e que minha “nona” era viva ela dizia:” – Menina, não é para assistir com a cara na tv, você vai ficar cega!”
    Absurdo total.

    • Eu sou analista de sistema e de vêz em quando sou acionado quando estou em casa. Digo para meu filho ver um pouco de tv ou jogar no notebook enquando eu resolvo o problema da empresa. Se você passasse em casa nesse momento veria meu filho grudado na TV enquanto eu usava o Tablet para trabalhar. Você também acharia que eu não dou atenção ao meu filho.

      O problema não é a tecnologia. O problema é a responsabilidade. Meu filho de 4 anos já sabe logar no notebook e assitir seus videos no Youtube melhor que minha esposa. Nem por isso ele troca o futebol pelo computador. Mas ás vezes eu chego tão cansado em casa depois de um dia de trabalho que dou graças a Deus por meu filho querer ficar vendo videos e jogando videogame.

      • Cada um sabe onde o calo aperta, acho que muita tecnocologia para um bebe e uma crianç ainda pequena não seja o ideal, mas existem casos e casos e dependendo é necessario o uso seja do tablet, computador ou TV. Hoje as crianças estao em nova era e como tal devem acompanhar, frizando que o bom ainda é os joguinhos em casa, com familia, mas se isso não é possivel, nao há muito o que se fazer. Viva o mundo moderno.

      • “ás vezes eu chego tão cansado em casa depois de um dia de trabalho que dou graças a Deus por meu filho querer ficar vendo videos e jogando videogame”

        Não acredito que estou lendo isso!

    • e verdade eu concordo com a sua revolta, eu tambem ficaria revoltado se meus filhos passasem tanto tempo com a cara colada na Tv

  2. Gente eu assisto TV desde que me conheço por gente e depois de uma certa idade sempre jogava videogame…nunca tive nada disso que foi citado nesse texto! Nossa eu acho um pouco de exagero sabe!? Lógico não devemos deixar nossos filhos escravos da tecnologia, viciados em jogos ou coisa parecida! Mas será mesmo que não podemos usar a nosso favor tudo isso, existem muitos aplicativos legais e que estimulam a coordenação e o raciocínio das crianças! Minha filha tem 1 ano e meio e sabe usar o tablet melhor do que eu,.. e nem por isso ela deixa de correr, de brincar no quintal, brincar com nossa cachorrinha, de pintar com giz de cera a casa toda, de brincar com água, de pegar jabuticaba no pé na casa dos avós…Vamos ser mais coerentes com os tempos atuais né…estamos em outra época e a realidade deles é essa, na nossa época eram outras coisas assim como na época dos nossos pais eram outras….

    • Bruna, existem muitas razões para o uso da tecnologia. Estas são as 10 razões para não usar. (ou usar de forma moderada como está no fim do texto.) Sua filha de 1 ano sabe usar o tablet porque é fácil usar o tablet. Ele foi pensado para ser fácil. Eu acredito que a função dos pais é ensinar e estimular o que é difícil. Pais não precisam ensinar a tomar sorvete, beber refrigerante. Mas se eles não ensinarem a comer frutas, verduras e beber água, vão formar adultos que não sabem se alimentar bem. Um grande abraço

      • Cris, resposta sensacional! Sou pai de duas filhas, uma de 10 anos e outra de 9 meses. Sem bem que nós, pais, não gostamos de ser questionados sobre nossos métodos de criação. Sempre achamos que estamos fazendo o melhor para nossos filhos, especialmente os pais da minha idade (na faixa de 30 anos e que estão inseridos na chamada geração Y). Mas nunca havia pensando nessa questão: “A função dos pais é ensinar e estimular o que é difícil”. O que é fácil as crianças aprendem sozinhas! Abraço

    • concordo com vc, Bruna, porém eu tenho visto dentro da escola na qual trabalho uma crescente onda de agressividade e preguiça,digo preguiça porque os alunos não querem mais ler,aprender através de jogos ou até mesmo de atividades que envolvem o pensar e até mesmo as mídias. estão cada vez mais agressivos, relatam que chegam em casa e vão para frente da TV,do computador e depois é que vão pra rua. se vc parar para calcular o número de assassinato,assaltos, atividades sádicas,planos malignos, palavras de baixo calão que eles aprendem ou absorvem em um mês diante da programação das TVs de canal aberto,você ficaria pasmada!Alguns pais dão muita liberdade aos filhos, alguns acham que é normal, porém devemos como pais dosar tudo o que a sociedade, a tecnologia e o progresso oferecem às nossas famílias. Você é uma das poucas mães que proporciona horas de real valor a sua filha:brincar no quintal (e não largada na rua),ter um bicho de estimação, valorizar a família, ter brincadeiras alternativas, é algo que os pais não priorizam hoje, infelizmente.

    • Me parece que você mesma já deu a resposta, Bruna. Ela usa o tablet, mas corre no quintal, sobe árvore, brinca com a cachorra, etc. Quantas crianças na cidade têm a oportunidade de subir em árvore? Muitos pais mantêm as crianças em casa mesmo, seja por falta de tempo a se dedicar, seja por medo do que pode acontecer, seja por comodismo… O excesso de mídias digitais (veja bem, excesso) pode ser prejudicial sim, de diversas formas, como apontado no texto e provavelmente de outras mesmo… O segredo é saber dosar.

    • Verdade, creio ser uma questão de disciplina; Pais que não sabem dosar o tempo de seus filhos, seria bom eles mesmos tirar de suas casas dispositivos eletrônicos.

    • Concordo. Sugerir que um adolescente fique apenas 2 horas por dia no celular é algo fora da realidade. Posso até concordar em que ele não leve o aparelho para a escola, ou para a igreja, mas limitá-lo a 2 horas por dia é irracional.

    • O que a Cris Leão falou é verdade. Um problema, porém, que vi no seu comentário, Bruna, é que você pegou o seu caso e aplicou ao geral. Em cada tópico os médicos e institutos de pesquisa não disseram que “6 a cada 6 crianças” tem uma certa deformação no aprendizado, vida social, etc. Mas sim que, por exemplo, “1 a cada 6 crianças”. Enfim, de toda forma, sua filhinha ainda tem 1 ano e meio, e os efeitos só serão mais claros depois, pois a personalidade da criança ainda não é formada. Outra coisa também, é que percebi que vários comentários usaram a mesma argumentação: “comigo não foi assim!”. Mas com muitos acontece isso. Os tempos atuais tem muitas coisas boas, mas nem tudo é bom e deve ser tudo com bastante medida. Muitos pais deixam os filhos na tv, celular, internet, mais por comodidade do que por interesse nos filhos. É mais fácil, as crianças choram menos, etc. Se o pai (ou a mãe),não educam, esse papel ficará pra quem? Pro celular, pra tv ? Bom, repito o que disse, “muitos” (e não todos), agem dessa forma porque é mais cômodo, mas não refletem se o mais cômodo é o melhor. De certa forma, é fugir do desafio, buscar em tudo o jeito mais fácil. Mas a consequência se vê depois, de fato muitas crianças (algo que há muitos anos não era tão comum) são mais depressivas, ficam com mais tédio (não tenho nada pra fazer), e, como “muitos” pais não dão a devida atenção, quando crescem tem dificuldade no relacionamento familiar.

      Não quis detalhar muito, poderia demorar muito tempo pra explicar cada ponto que falei. Mas em resumo, as pesquisas mostram mais dados científicos do que opiniões particulares. É sobre o corpo e o efeito que ele tem em contato com certas coisas. Se coloco algo muito quente no braço de alguém, queima; se coloco uma criança, sem moderação, exposta a todo tipo de tecnologia, acontecem muito provavelmente essas coisas. Não é opinião, é fato.

  3. Meu filho tem 4 anos, e sempre esteve exposto a tecnologia, sob supervisão sempre e por tempo limitado, é a época em que nasceu ele não nasceu nos anos 80… eu deixei de trabalhar fora pra poder cuidar dele, e sempre estou de olho! O segredo é nunca privar da tecnologia e sim dos excessos, inclusive de deixar sem a tecnologia até os 12 anos, o que eu acho um baita excesso!

  4. Primeiramente agradecer a Cris Leao pela traducao. Excelente! Sou avo’ de duas meninas de 4 e 6 anos e minha filha e eu sempre conversamos sobre o assunto.Procuramos controlar o uso, por elas, dos aparatos midiaticos que temos em profusao, ate’ mesmo como instrumento de trabalho. Nao e’ tarefa facil, mas nada que uma folha em branco e canetinhas coloridas nao resolvam, embora muitas vezes, sob protestos.

  5. Gostei muito do post, sou a totalmente a favor da não tecnologia acho que ela acaba destruindo um pouco da infância. Sei que no mundo que vivemos ela é necessárias mas quero esperar o tempo certo para meu filho aprender a conviver com ela, por enquanto a gente tem ainda muito pra viver e aprender com o que a vida tem de mais bela para nos oferecer..

  6. Tenho tres filhos de 14/11/8 , quando percebi que estavam ficando totalmente dependentes deste mundo virtual e até levando uma vida sedentária, porque não queriam praticar nenhum esporte, criei UMA vez na semana o dia sem tecnologia aqui em casa. Eliminamos até a tv. E isso inclui os adultos também, tão dependentes quanto as crianças. Só são permitidos jogos de tabuleiro , quebra cabeças’ bola e outras brincadeiras comuns.No inicio foi uma guerra! Fui tachada de a “pior” mãe do mundo! E a regra é bem clara até hoje, SEM ESPORTE , SEM TECNOLOGIA! Todos praticam pelo menos uma atividade fisica, tipo natação, judô, volei , futebol. No dia em que não vai, não joga video game, xbox,tablet… Ainda enfrento resistência, mas já viram que não tem jeito, e já estão até gostando de ir ao clube para outras atividades esportivas que antes eram ignoradas. Não é facil, mas já percebi resultados muito significativos. Continuo sendo a “capitã Nascimento” aqui em casa, mas nosso relacionamento pessoal está bem melhor, até conseguimos passar algumas horas batendo papo!!! (Rosi Veiga)

    • Muito legal sua ideia, acredito q seja uma boa mãe, tente convencer suas amigas e parentes a fazer algo parecido tbm (se eles não fazem) 🙂

  7. (Ainda têm os riscos de doenças oftalmológicas.)

    Mas concordo em parte com a Bruna: o mundo atual é esse e podemos usar toda essa tecnologia e conectividade a nosso favor. Lembro de uma animação do Discovery Kids em que os pais conversavam com os filhos e consultavam a Internet (o PC ficava na sala mesmo) qdo surgia alguma dúvida que pudesse ser sanada com pesquisa. Eu sou googlemaníaca e mostro pras minhas filhas a riqueza de conhecimento que existe na rede, assim como a imensa quantidade de lixo: olhar crítico é tudo na vida.

    O problema maior ao meu ver são os games e as redes sociais. São altamente viciantes e seu uso deve ter idade mínima sim.

    Um abração, obrigada pelas informações!

  8. Cresci Vendo TV , jogando vídeo-game, fuçando no computador e destruindo os brinquedos para ver como eram por dentro… e hoje estou um ano avançado no ensino além de não sofrer nenhum problema mental.Qual é a causa disto acontecer com as crianças de hoje?

    • Detruir brinquedos para ver como eram dentro é uma atividade que, imagino, muitas crianças não fazem mais. O texto aponta e mostra um link de pesquisas para a realidade que é crianças passando de 8 a 12 horas por dia na frente de algum dispositivo eletrônico. (muitos carrinhos de bebê vêm com porta Ipad) Sem contar que eles agora são mais “evoluídos”, as imagens são muito mais frenéticas. Somado à desconexão com os pais, a má alimentação (que é um problema geral) enfim, acho que o texto mostra bem como é a realidade e não é (acredito eu) como foi a sua no passado.

  9. Bom, acho que estou no caminho certo então, me preocupo muito com meus filhos (10 anos e 8 anos) nessa loucura de tecnologia, procuro ser coerente, combinamos apenas alguns dias da semana para mexer no pc e no máximo 2 horas mesmo, (ainda acho muito); nada de celular nessa idade, i isso i aquilo…vão brincar, correr, jogar bola, rolar com a cachorra….vivo preocupada com isso…..

  10. Excelente artigo,,, acho uma pena que muitos pais prefiram estar assistindo tv, ao estar com seus filhos. Não sou contra nada de tecnologia, mais tudo deve ser feito com responsábilidade e limite, Oque hoje em dia está faltando em muitos lares.

  11. Cris Leão, tenho um filho de 3,9 anos e, gostaria de pedir algumas dicas de livros, revistas, artigos, que possam me ajudar a lidar com a falta de obediência dele. A mãe acha tudo muito natural e que faz parte do desenvolvimento dele. Mas … não penso assim. Por tanto quero fazer a minha parte para não se arrepender depois. Nunca tive muita paciência com ele mas estou passando por um momento de profunda mudança de hábitos e atitudes. Eu particularmente achei muito boa a sua matéria e lhe dou os parabéns. Sou um pouco contra o excesso dessas “novas” tecnologias para crianças. Vejo que os pais utilizam estes mecanismos para se ausentar da responsabilidades de serem pais. Não todos os casos claro. Mas acredito que muita gente faz isto. Bem, se puder me ajudar quanto aos materiais para que eu possa estudá-los e chegar a algumas conclusões que me ajudem. Ótimo! Já te agradeço e, continue com seus textos rsrs acredito que é por aí. Abraço.

    • Oi Antônio Carlos, dê uma olhada em Educação da Criança do Rudolf Steiner. Pode dar uma pesquisada geral na bibliografia da Antroposofia e ver o assunto que te chama mais atenção no momento. Fica difícil eu acertar na mosca porque educação é um assunto muito amplo. Mas como eu gosto de simplificar e acho que a gente começando com pouco podemos sempre chegar longe, eu te sugiro fazer um calendário para ele. Criança adora sentir que existe um controle. Como ele já é grandinho, pode até pedir ajuda dele para fazer. Pegue um papel grande, escreva os dias da semana, escreva qual será a atividade em cada hora e peça a ajuda dele para deixar bonito. Podem cortar figuras de revistas, desenhar, criar à vontade. E depois, coloca em um lugar visível da casa. Isso ajuda na obediência porque estabelece regras básicas como horários de comer, tomar banho e dormir. A criança sente que existe um controle, existe uma hierarquia. E ajuda no stress da família. Experimente isso (com confiança) e depois me conta. Boa sorte!

  12. Para toda evolução existe resistência, tecnologia é algo maravilhoso nas mãos de todas de pessoas de todas as idades se souber usar, o problema são pais que não querem ou nao dispõem de tempo para cuidar da crianca e larga algum aparelho tecnológico nas mãos delas, os tablets, smartphones, computadores são ferramentas importantíssimas para o crescimento da criança, com uma infinidade de jogos educativos, informaçoes e desafios que são indispensáveis para o seculo XXI, porém exercitar so cerebro nao é o suficiente, tambem tem que exercitar o corpo.

    proibir tecnologia é impossível e indiscutível, além de ser uma sacanagem com a criança, pois tenho ctz que seu filho sem tecnologia na infância será um subordinado intelectualmente inferior das crianças que possuírem.

    • Oi Gabriel, com certeza restringir 100% é impossível. Só acho que vale o exercício de reflexão. E mais uma até: porque achamos que usar tecnologia faz da pessoa superior intelectualmente? Estudos científicos (que estão no artigo) provam o contrário. Mexer com as mãos, desenvolver os sentidos, usar a imaginação é o que faz uma pessoa ser superior no sentido de atingir todos os seus potenciais.

    • acabou de falar a maior idiotice que já li. nasci antes dessa era da internet rapaz, nunca vi isso de atraso intelectual muito pelo contrario as pessoas liam em livros ao inves de fazer consultas em wikipedia onde esta tudo resumido.

  13. Mais um ótimo texto! Precisamos mesmo de argumentos de peso… por que quem não quer expor seus filhos a excessos tecnológicos que tem que se explicar? Deveria ser o contrário (fico imaginando os pais constrangidos do lado de uma criança com iPad dizendo “ele acabou de pegar, só vai distrair um pouquinho enquanto eu dou uns telefonemas”. Já pensou?! rs…). Segue o link de um texto no meu blog que traz uma referência bem bacana, um livro que me clareou muita coisa!
    http://ofilhodoaralume.blogspot.com.br/2014/02/televisao-para-bebes-e-criancas-fuja.html

  14. Ola tenho uma filha de 3 meses, e acho que nos dia de hoje eh inevitavel tentar ficar sem tecnologia. alias ja dei um smartphote para ela e acho muito util. coloco musicas para ninar, consigo fazer baby video call, e outros app de entretenimento e jogos. A TV tbm eh inevitavel nao tem como vc assistir e deixar ela de costas olhando pra sua cara. moro em um apto pequeno, nao conheco meus vizinhos e tenho receio de sair na rua a noite. Boa sorte para quem mora no meio do mato entre os bichinhos da fazenda.

    • “Aprendi a não tentar convencer. O trabalho de convencer é uma falta de respeito, uma tentativa de colonização do outro.” José Saramago

    • Você disse: “A TV tbm eh inevitavel nao tem como vc assistir e deixar ela de costas olhando pra sua cara. moro em um apto pequeno, nao conheco meus vizinhos”

      Aí estão os teus problemas. Assista menos TV, e faça amizades com teus vizinhos.

  15. Olha, ainda nem li o post inteiro, mas já concordo com algumas coisas. Eu, como professor, já venho tentando mostrar aos meus alunos, há muito tempo, que o excesso (de qualquer coisa, na verdade) de tecnologia, gera muita ansiedade, etc. Porém, estes dispositivos viraram um tipo de babá, e facilita a vida dos pais que não tem tempo para os filhos, os filhos começam a se distanciar deles (e do mundo real) e tentam compensar isso como? Comprando mais eletrônicos… É um círculo vicioso.

  16. Concordo com o professor Raphael. E os pais precisam deixar de ” achismo” e passar a conhecer um pouco de Neurociência para saber lidar com seus filhos e isso não é nenhum absurdo, nem coisa de médico, cientista é assunto de quem quer aprender o melhor para seus filhos.Ler um pouco, se instruir faz muito bem.

  17. Parabéns pela exposição deste texto precisamos de mais contribuições como esta para alertar os pais sobre este assunto, entendo porque algumas péssoas discondam, é mais fácil aceitar que estamos fazendo certo à tentar mudar de atitude, é mais fácil deixar que nossos filhos sintam-se “felizes” e “satisfeitos” porque assim não precisamos dar a atenção que eles precisam, então compramos um monte de bugingangas tecnológicas para suprir a necessidade deles e para comprá-las precisamos trabalhar mais e ficar mais tempo longe, e por tanto arranjar masi coisas para compensá-los, isso é u circulo vicioso e nada saudável!

  18. É importante ressaltar que outras pesquisas, em outras áreas ou não, concluem outras coisas. Como essa aqui: http://www.bbc.co.uk/portuguese/noticias/2013/03/130326_tv_crianca_comportamento_mv.shtml
    Existem muitas coisas que estão para além da simples vontade de assistir tv por parte das crianças…. Muitas outras coisas compõem a subjetividade das crianças… E as crianças não são marionetes, elas são criativas por natureza, com ou sem TV! Aliás, a própria disposição ou desejo de assistir TV já indica isso… Por exemplo, ter uma TV em casa e a criança não querer assistir, demonstrar interesse por outras coisas, isso sim considero interessante… Tenho uma amiga que resolveu educar seu filho sem TV, e nem tem TV em casa, resultado: o menino foge de casa e vai assistir no vizinho… E isso não é exceção! As crianças também são resistência pura! Acho isso lindo! Por mais que a neurociência aí queira limitar sua criatividade e resistência e imputar todas essas patologias pelo simples fato de assistir TV, elas sempre vão resistir a isso! O problema não é a TV… Como a criança reage e interpreta ao que assisti depende de muitos outros fatores, e não podemos controlar todos eles, a não ser que coloquemos nossos filhos em redomas, idealizando uma infância perfeita e um(a) filho(a) perfeito… Não acho que demonizar as tecnologias resolve os problemas, assim como exagero também não… Existe um meio do caminho… É importante lembrar também que “ironicamente” as tecnologias tem ajudado crianças com algum tipo de deficiência… http://www.diariodepernambuco.com.br/app/noticia/ciencia-e-saude/2014/03/12/internas_cienciaesaude,493783/videogame-e-novo-metodo-para-trabalhar-com-criancas-autistas.shtml

  19. Eu to me coçando de vontade de refutar essa matéria, e refutei:
    Enjoy.

    1 . Crescimento rápido do cérebro

    A pesquisa mostrada na matéria fala sobre TV.

    2 . Atraso no desenvolvimento

    http://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/24400301
    http://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/20332536

    “O uso da tecnologia restringe o movimento, o que pode resultar em atraso de desenvolvimento. Uma em cada três crianças agora entram na escola com atraso de desenvolvimento, impactando negativamente a alfabetização e o desempenho acadêmico.”

    Só digo 2 palavras, Stephen Hawkings.

    3. Epidemia de obesidade

    “O uso de TV e vídeo game está correlacionado com o aumento da obesidade (Fonte: Tremblay, 2005).”

    A culpa não é dos video games, e sim dos pais que não dão atenção pra alimentação das crianças.

    4 . Privação do sono

    “60% dos pais não supervisionam o uso de tecnologia de seus filhos e 75% das crianças estão autorizadas a ter tecnologia em seus quartos (Kaiser Fundation 2010).”

    A culpa disso continua sendo dos pais que não supervisionam os filhos, o fato de 75% ter ou não tecnologia nos quartos não justifica NADA.

    5 . Doença Mental

    “O uso excessivo de tecnologia está implicado como a principal causa das taxas crescentes de depressão infantil, ansiedade, transtorno de apego, déficit de atenção, autismo, transtorno bipolar, psicose e comportamento infantil problemático (Bristol University 2010, Mentzoni 2011, Shin 2011, Liberatore 2011, Robinson 2008).”

    Se os pais não praticam nenhuma atividade com os filhos elas tentaram se divertir sozinhas, a depressão não foi gerada pelos video games e SIM por pais ausentes. Ou seja, novamente, A CULPA É DOS PAIS.

    6 . Agressão

    “As crianças estão cada vez mais expostas à crescente incidência de violência física e sexual na mídia de hoje. “Grand Theft Auto V” retrata sexo explícito, assassinato, estupro, tortura e mutilação, como fazem muitos filmes e programas de TV.”

    GTA é um jogo com a classificação de +18. A criança não vai comprar sozinha o jogo, os pais compram mesmo lendo na embalagem do jogo que é para maior de 18.
    Preciso dizer novamente que a culpa é dos pais? Uma criança deve jogar jogos que influenciem nas capacidades lógicas e cognitivas, não GTA.

    7 . Demência digital
    “Conteúdo de mídia de alta velocidade pode contribuir para o déficit de atenção, bem como a diminuição da concentração e da memória, devido ao cérebro eliminar trilhas neuronais no córtex frontal (Christakis 2004 Pequeno 2008). ”

    Novamente, essas pesquisas são sobre televisão.
    Essa é sobre video games.
    http://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/24553464

    8. Vicios

    “Como os pais ficam cada vez mais presos à tecnologia, eles estão se desapegando de seus filhos.”

    Não preciso dizer mais nada sobre de quem é a culpa.

    9 . Emissão de radiação
    “Em maio de 2011, a Organização Mundial de Saúde classificou os telefones celulares (e outros dispositivos sem fio) como um risco categoria 2B (possível cancerígeno),”

    Ok, mas pra que dar um celular pra uma criança?

    10 . Insustentável

    “As maneiras pelas quais as crianças são criadas e educadas com a tecnologia já não são sustentáveis (Rowan 2010). ”

    Ok, e esse texto também é insustentavel.
    Criar uma criança quase totalmente afastada da tecnologia também não é correto, atualmente existem muitos jogos que ajudam no aprendizado muito mais do que uma escola, nossa geração mesmo bem sabe, muita gente aprendeu mais inglês no video game do que na escola.
    De acordo com essa matéria imbecil as crianças só devem jogar jogos de não violência dos 13 aos 18 anos, ISSO É MUITA IGNORÂNCIA.
    Introduzir TV mais cedo do que jogos é o cumulo do absurdo.

    http://www.gentequecooperacresce.com.br/site/post.php?t=criancas-aprendem-linguagem-de-programacao-em-app-colaborativo&id=1892
    http://www.jornaldaciencia.org.br/Detalhe.php?id=91662

    • Concordo com você Evilyn. Acho que a Tecnologia pode ser ruim se os ENSINAMENTOS E EXEMPLOS DOS PAIS foram ruins. Cresci com tecnologia, meus pais trabalhavam com isso. Eles NUNCA restringiram meu acesso à tecnologia, mas me incentivavam a fazer coisas que não envolvessem aparelhos, me incentivavam a fazer atividades físicas, me ensinaram a ser pacífico e não brigar com outras crianças, mas eu jogava muitos jogos violentos desde pequeno tb…resultado disso: de acordo com todos, eu era um pequeno Budha! Mais calmo impossível, eu não brigava ou batia nas outras crianças, eu parava brigas….eu não era preguiçoso, eu passei a gostar mto de esportes..eu não fiquei burro, eu aprendi a raciocinar MTO melhor com os jogos para pessoas mais velhas desde cedo(violentos ou não) e acho q por causa disso sempre fui o aluno com melhores notas quase sempre. Só como comparação, minha esposa cresceu sem mto acesso à tecnologia, mas tem a mesma preguiça q mta gente por aí e uma falta de coordenação motora e de foco tão grande(pra um adulto, claro) que um bom jogo que desse um desafio quando criança ia corrigir isso: nada como por exemplo jogar Zelda no super Nintendo e ter a frustação de morrer ou ficar preso numa fase…vc passa a GANHAR atenção e foco, a PENSAR em como resolver o puzzle e a ter reflexos nos controles! O videogame não deixa a criança com falta de atenção, ela deixa a criança mais atenta pois os jogos ensinam a ter um objetivo e se vc não prestar atenção vai perder e não vai ganhar do jogo. Eu não sou contra ou a favor do uso de tecnologia…eu sou à favor dos PAIS ensinarem o filho a não ser preguiçoso, fazer exercícios, a prestar atenção na escola e à usar bem essa tecnologia quando vc tem em casa.

  20. Cris, parabéns pela revisão. Já havia esbarrado em seus posts anteriormente e agora volto como fã e follower. Republiquei este post em minha página do WordPress, pois acho importante replicar este maravilhoso texto.
    Sou pediatra, mãe de três meninos, incluindo gêmeos, e fotógrafa nos momentos livres. Não tenho babá e eu e meu marido nos viramos em mil nos cuidados da turminha.
    Meu primeiro filho não assistiu TV durante o primeiro ano de vida, porém com a chegada dos gêmeos ela acabou por entrar em cena, ajudando a gente a distrair a galerinha. Porém me incomoda tremendamente ter que ligar a TV para distrair o povo, acho que é necessário oferecer estímulos mais saudáveis a eles.
    Estamos projetando um quarto e uma sala com inspiração montessoriana. Eles terão acesso livre aos dois ambientes. Dormirão os três no mesmo quarto. A TV sairá de cena. Será liberada aos poucos, em uma sala fechada, que eles só tem acesso com nossa presença;
    Beijo no coração.

    PS: se tiver interesse em conhecer meu blog, é
    ritapediatra.wordpress.com

  21. E agora, que estamos em pleno SÉCULO XXI vem a pessoa e me diz que devemos privar as crianças da tecnologia… SÉCULO XXI, SEM TECNOLOGIA. Alguém bebeu, fumou? Pelo amor de Deus. Nossas crianças também são estimuladas pela tecnologia. Eu assisto TV desde que era bebê, comecei a usar o computador com 6 anos e ganhei meu primeiro Iphone com 10 anos. E eu sempre fui responsável e aluna de nota 90, 100… A tecnologia está em tudo que temos em nossa volta.

    A criança pode sim ficar obesa, mas a culpa é dos aparelhos tecnológicos? NÃO! A culpa é de você, mamãe, que enquanto seu filho assiste a temerosa “televisão”, você está aonde? Em um blog falando que tudo está certíssimo. As crianças daqui a pouco vão ter uma ESCOLA com tecnologia (já que essas pararam no jeito do Século XVIII), onde cadernos passarão a ser notebooks ou tablets, agendas virarão celulares. Por que você (a mãe super-ocupada-cozinheira-dona-de-casa-que-dedica-tudo-ao-seu-filhinho-queriduducoraçãozinhudamamãe) não dá o celular pro seu filho e fala: “olha o que a sua mãe te deu. E é pra você usar do jeito que você quiser, sem horas e restrições. Com moderação” (o que foi exatamente o que a minha mãe fez) dá o aparelho CARO e diz: “vai usar só por duas horas e não pode levar pra escola” (leia isso com uma voz afetada)? Você não acha que isso o daria autonomia? E por que você não bota seus filhos em aulas de natação, futebol, balé, nado sincronizado(?) ao invés de reclamar que ele só mexe no celular? MELHOR AINDA, por que você não tira uma hora do seu tempo pra ir caminhar com seu filho, na praia, parque, etc? Talvez porque VOCÊ, não tem esse costume… Porque VOCÊ “não tem tempo” (o que é a maior mentira de TO-DOS OS TEM-POS) afinal de contas você tem todo o tempo do mundo… Só não tem suas prioridades, e uma prioridade da minha mãe é: acordar todo sábado com a minha filha para ir correr na Lagoa. Se você não dá esse costume pra suas crianças elas nunca vão ter ele, exatamente como, provavelmente, você não teve. Pra que não dar o celular, agora todo mundo tem um, é até importante… Se seu filho usa Iphones, Ipads (Ipim, Ibláblá, Itchudio) e fica com problemas na atenção, deve ter alguma coisa errada aí (sem querer julgar, POR FAVOR). Isso o faria feliz, e é isso que os pais querem não é (pelo menos o que a minha mãe quer)?

    Parem de ser pais “linha dura”. Por que não ser “cabeça aberta”? Mudar um pouco o modo de pensar, agir, falar com seus filhos. Por que não dizer mais sim e menos não? Os seus filhos merecem isso.

    (Só não aceitem que seus filhos ouçam funk. Isso não é aceitável)

    • Marina, para ter ganhado um Iphone com 10 anos imagino que você ainda seja bem jovem. Quando eu tinha 10 anos não existia nem celular. Deixa eu te contar duas coisas: Primeiro, tem sim muita gente bebendo e fumando. Por incrível que pareça! Mesmo sendo avisados por todos os meios possíveis dos riscos que esse hábito tem para a saúde. Mas sei lá, acho que alguns pensam que são “espertos” fazendo o que a ciência prova ser nocivo. E sabe o quê, Marina? Pesquisas provam que presidentes de importantes empresas americanas são atletas. Acordam antes de todo mundo e vão correr. (tem alguém levando a sério a ciência) Segunda coisa, eu dei aulas em uma faculdade super qualificada em São Paulo. E te digo, meus alunos não tinham a menor dificuldade em saber mexer em seus aparatos tecnológicos. (aliás, é muito simples mesmo) Mas sabe qual dificuldade tinham? Lidar com um papel em branco. Criar, escrever, pensar. E sabe o quê, Marina? No fim, se mirar no sucesso, (seja em empresas ou no empreendedorismo) só vai ver gente que sabe pensar. Agora desde quando é preciso saber pensar para usar um celular e um tablet? Em uma coisa a gente concorda: criança precisa de pai e mãe.

      • Sei de muitas pessoas do meu colégio que já são pra lá de doidinhas… Eu sou realmente nova. Tenho apenas 13 anos com o meu celular, computador, televisão. Mas tenho também agulhas de tricô, crochê e bordado. Argila, tela branca e tinta e (apesar de não serem muito boas) faço redações e poesias.
        E sobre a escola de Los Altos, (tirando a parte do tricô e argila) a maioria das escolas não tem nenhum computador à vista, e se tem, não são para os alunos, e se são, servem apenas para pesquisas (o que não deixa de ser um computador, mas nessas ocasiões, para estudo). As escolas pararam no tempo e, sabe por que as crianças odeiam escola? Porque elas são antiquadas e monótonas. Não tem nada do “nosso universo”. Não existe atrativo algum. E se nossas mães não deixam a gente sequer usar nossos aparelhos eletrônicos, por que deixariam a escola usar?
        Mas o que eu estou falando pode ser uma besteira pra você, afinal, o que uma menina de 13 anos vai se meter na conversa de uma mulher formada, com filhos e marido (ou ex-marido. Sei lá né…). Você viveu mais que eu, tem mais experiência, mas eu falo isso por tudo o que minha mãe educou, (o que você não pode dar muita confiança porque ela é meio maluquinha. Tipo “mãe posso faltar aula?” “Pode” mas acabou que deu certo) é um jeito “diferente” de educação. Não desse jeito “etiqueta”, mãe-do-século-passado. Tipo o jeito TOTALMENTE CONTRÁRIO do que está dizendo, por exemplo, no seu texto. Totalmente contrário. Eu li pra ela esse texto e ela disse: “Essas mães de hoje em dia querem criar um “filho do século XIX” no século XXI, francamente” e depois li o meu comentário, e juro que estava com medo de ter parecido grossa, coisa e tal (se fui, me desculpe não era intenção) e ela olhou pra mim e falou: “Você se defender melhor que muito adulto nesse mundo. Estou orgulhosa de você” e agora estava pensando comigo mesma e cheguei a uma conclusão:

        Isso pode ter uma explicação científica, mas, não passa também de mais uma desculpa de mãe, para não dar o aparelho para a criança.

    • Para quem está achando um absurdo a sugestão de não dar tecnologia para uma criança, leiam esse artigo que saiu no New York Times e depois foi traduzido na Folha de São Paulo:
      “O vice-presidente de tecnologia do eBay matriculou seus filhos em uma pequena escola de Los Altos. O mesmo fizeram funcionários de gigantes do Vale do Silício como Google, Apple, Yahoo! e Hewlett-Packard.
      Mas as principais ferramentas de ensino da escola nada têm de tecnológico: caneta e papel, agulhas de tricô e, ocasionalmente, argila. Nenhum computador à vista. Nenhuma tela.” http://www1.folha.uol.com.br/fsp/mercado/me2910201121.htm

      • P.S.: gostei da indireta. “Para quem está achando um absurdo a sugestão de não dar tecnologia para uma criança”

      • Temos que parar de ficar achando que exemplos lá de fora podem ser aplicados aqui no Brasil. A realidade é outra. Será que só porque Bill Gates e Steve Jobs conversavam entre si através de cartas enviadas pelo correio devemos concluir que é melhor não usar e-mail?

  22. Olá Cris Leão…gostei muito da tradução e gostaria de colocar o link do seu blog, desse artigo, no meu blog…q recentemente escrevi um texto relacionado a esse tema….ligado a leitura!
    http://www.umagringanobrasil.blogspot.com.br/2014/03/ler-pra-que.html

    Podemos viver nesses tempos modernos cheios de tecnologia, mas nosso cérebro ainda é o mesmo dos tempos antigos….aprendemos por etapas e não podemos pular nenhuma. O problema, ao meu ver, é a dosagem. Rede social vicia…rsrsrs…eu sei de q estou falando! A tecnologia tem q ser usada com certo cuidado…as redes sociais não são um parque de passeio. Tem q ter maturidade para saber usar e criança com menos de 12 anos não tem muita maturidade na sua grande maioria….embora achei q a Marina é bastante ponderada nas suas colocações e só tem 13 anos…mas sabe, eu acho q isso tem a ver com a educação mais livre e cheio de diálogo com a mãe do q com o uso de computadores 🙂

  23. Concordo com muito do que foi no texto acima, porém, o uso da tecnologia em pleno século XXI, tem se tornado um mal necessário. É preciso colocar um freio em muitas coisas que são proporcionadas para nossos filhos. Dar limites do que eles devem assistir e o mais importante, horários. Hoje, precisamos da tecnologia para pesquisas, redes sociais e um mundo de vantagens. O que está errado é o mal uso que fazemos. É importante que eles usem seu tempo de forma que aproveitem um pouco de tudo, devemos mostrar que podem assistir, usar o computador, oferecer papel A4 e lápis para os mesmos expressarem sua criatividade, e também brincar com seus brinquedos e coleguinhas. Penso que precisamos conciliar as coisas pensando num futuro melhor, afinal, como vamos proibi-los das coisas que são oferecidas com a tecnologia que cada vez mais tende a aumentar?

  24. A verdade eh q eh MT difícil privar os pequenos da tecnologia, e MT FÁCIL cair na tentação… Minha filha de 18 meses aprendeu a usar o iPad sozinha pois ele sempre esta pelos cantos na casa, nao me orgulho disso, em fato, sinto um alivio qdo preciso fazer algo e ela esta entretida com o iPad na mesma proporção q me sinto culpada e irresponsável por deixa-lá usar…. Vou tentar diminuir o uso, pois parece msm um viciozinho (ela brinca claro vai ao parque eh uma criança normal) menovele lembrar que nos nao tínhamos toda essa tecnologia qdo bebes entao melhor nao submetermos nossos pequenos q eh a primeira geração tao exposta a isso, acho importante limitar e evitar sim! Após ler esse texto tentarei ser mais rigorosa a isso!

  25. Bom, acabo de ler os comentários acima e vejo q já existe uma geração (crianças e pre adolescentes) q já estão crescendo nesse mundo “diferentoso”…. De repente me deu uma saudade das cirandas e queimadas na rua de casa e ao msm tempo um aperto no peito de saber q minha filha fará parte desta geração…. Acho q a minha geração (30’s) foi mt sortuda em nao ter celulares e computadores com 10, 13 anos…

    • Penso assim também, Van. Somos a geração ponte, que viu e viveu os dois lados. E só ganhamos com isso. Um abraço e a continuação de um caminho feliz para você e sua família aí em Dubai. (acabei de ler o seu outro comentário) : )

  26. Acredito que temos que ter EQUILÍBRIO em tudo que fazemos. O mundo está vivendo na era da tecnologia, mas também sabemos que o uso excessivo desses aparelhos não só para as crianças mas também para adultos acaba sendo prejudicial. A melhor maneira de estudo e aprendizagem continua sendo através de livros, caneta e escrita. É a maneira como um cérebro mais vai absorver uma informação. Para crianças menores a melhor maneira de trabalhar com coordenação continua sendo materiais simples como massa de modelar, cola, tesoura e papel. A vida em meio à natureza, através de coisas simples como brincar na terra, plantar uma planta e vê-la germinar, trarão na prática e na vida real mais noção do que ver um vídeo. Este até pode ser utilizado depois com Equilíbrio. A tecnologia deve apenas ser um recurso incluído e não um início, meio e fim do aprendizado. Afinal estamos cada vez mais convivendo com isso, mas não deve ser o principal. Colocar uma criança no mundo virtual tão cedo e sem mostrar a vida na real, pode sim ser uma grande ameaça para seu crescimento. Tudo deve ter o seu momento certo. Prudência, equilíbrio, e atenção dos pais ainda continua sendo a melhor solução. Indico livros para leitura educativa – Orientação da Criança – Ellen G. White e o livro Educação, também da mesma autora.

  27. Eu concordo com vários posts que falam que equilibrio é o melhor remédio! agora um comentário importante o Brasil é um dos poucos países em desenvolvimento que não controla a quantidade de comerciais exibidos, ou seja, além de tudo o que foi citado nossos filhos são constantemente expostos à mensagens subliminares em quantidade excessiva através dos comerciais!
    Vejam pesquisa no site do instituto Alana
    http://defesa.alana.org.br/post/61776511682/autorregulacao-publicidade-no-brasil-insuficiente

  28. Tenho três filhos, 11, 5 e 4 anos, e lendo esta matéria agora percebi que estou no caminho certo. Não acho correto as crianças ficarem escravas da tecnologia, claro que é muito cômodo para os pais não ter que ocupar seu precioso tempo cuidando dos filhos, a tecnologia se encarrega disso. Mas aqui em casa é bem diferente, eles não têm tablet, i-pad, Smartphone ou qualquer coisa do gênero. Às vezes liberamos os nossos equipamentos (meu e do meu esposo) para que possam ter um pouco de contato, mas não faz parte da rotina diária!

  29. TODOS TEMOS QUE TER CUIDADO AO USAR A TECNOLOGIA. EU SOU APOSENTADA E SOU QUASE DEPENDENTE DELA, DEIXEI LIVROS DE LADO, FICO SEM ANIMO PARA ESTUDAR, PRINCIPALMENTE A INTERNET ME ABSORVE TOTALMENTE, ESTOU ME DESLIGANDO, MAS TA DIFICIL. IMAGINEMOS COMO SE SENTEM AS CRIANCAS DIANTE DAS NOVIDADES TECNOLOGICAS… TUDO AO ALCANCE DE UM CLIK, TUDO MAGICO, FACIL. NÃO TEM COMO NÃO SE DESCANSAREM, ACOMODAREM. UM CEREBRO EM FORMACAO ABSORVE TUDO COM UMA AVIDEZ LOUCA, E GUARDAM PARA SEMPRE. OS PAI PRECISAM MODIFICAR A PERMISSAO DO USO DA TECNOLOGIA EM SEUS FILHOS. SE ADULTO TEM DIFICULDADE, ASSIM COMO EU, EM SE LIVRAR DESTE VICIO, IMAGINEM UMA CRIANCA…

  30. Concordo com tudo que vc disse, exceto quando convida os governos a proibir o uso de dispositivos portáteis por crianças. Acho que isso é uma decisão que cabe aos pais e a ninguém mais. Aos professores, cabe respeitar a decisão dos pais. De resto, parabéns pelo texto e pela iniciativa! 🙂

  31. Gostei do texto, na minha casa não temos tv por causa de meus dois filhos, vejo uma grande influência negativa da tv para as crianças, nem tv a cabo pois a programação infantil para criança é muito violenta e tem muitas palavras agressivas dos desenhos também que a criança acaba ultilizando com seus pais e com todos que a cercam.
    Eu deixo meus filhos ver filmes, desenhos que passam valores, seleciono e deixo ver no computador, também doso o tempo.

  32. Pingback: Razões para proibir dispositivos portáteis a crianças | EFT Brasil - psicologia energética

  33. Eu sou universitário, e já faz algum tempo que venho percebendo uma série de problemas devido a minha alta exposição a tecnologia. Já vinha me questionando por que eu não tinha bom desempenho nos estudos, e depois de fazer o curso do Padre Paulo Ricardo (Cura das doenças espirituais), comecei a rever muita das minhas atitudes, em especial a atitude que eu tinha diante ao uso da tecnologia. Eu acrescento que não é apenas a exposição a tecnologia que prejudica, mas, também, o mal uso dela.

  34. Isso não me ajudou porcaria nenhuma continuo assistindo tv o dia inteiro…E para quem não tem oke fazer como eu fica o dia inteiro na tv eu sou rica não preciso trabalhar 😛 seu nojentos kkmkkkkk

  35. Pingback: TI Especialistas Uso excessivo, compulsivo ou patológico da internet. Como evitar esse problema contemporâneo?

  36. Concordo plenamente, meu filho de 12 anos estã totalmente viciado em jogos de computador e tem todos esses sintomas. Cuide dos seus filhos antes que aconteça o que aconteceu comigo, os jogos são uma terrível fonte de vicio e depois é muito difícil ajudá-los. Se possível não deixe entrar nesse mundo!

  37. Tudo isso é relativo.

    Estão pegando maus exemplos, em boa quantidade e generalizando.

    Eu odeio TV pelo conteúdo aberto, mas sei o que assistir.

    Tablet, notebook e smartphone é porta de acesso para qualquer conteúdo. Eu sei o que devo e o que preciso acessar.

    Adoro jogos de vários tipos, mas sei como devo joga-los e nunca pintei a cara e saí na rua armado pensando que era um soldado do battlefield.

    Minha filha tem 2 anos, sabe desbloquear o tablet ou celular, entrar no netflix ou youtube e assistir os vídeos que quer, ela faz isso sobre controle, 95% do tempo é de noite, antes de dormir, assim como os adultos fazem com o fantástico no domingo ou a novela das 21h.

    Ela não tem nenhuma área além do normal na vida dela.
    O problema parece que quem reclama da tecnologia para as crianças só sabem olhar para quem abandona os filhos na frente da TV / celular / tablet e sai pra balada.

    O problema não esta na tecnologia, mas esta no conteúdo e nos pais sem sem equilíbrio.

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