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Essa bonitona aí da foto é uma pessoa que apareceu na minha vida (amiga de amigos) e sempre tive muita simpatia por ela. O famoso “gostei de cara”. Mas também, como não gostar dessa carinha? Fala verdade. Mas claro que não me encantei só com isso.

Outro dia ela me escreveu, conversamos por Skype e achei que a experiência dela como grávida em Paris valia a pena ser dividida aqui com vocês. Essa moça linda chama Karen Goldman e tem um blog lindíssimo com receitas delícia e sem muita complicação, fotos babantes (literalmente) no site e no Instagram – eucomosim. No fim da entrevista, ela deu de presente uma receita fácil de fazer com crianças. E eu acho que é uma ótima pedida para uma sexta-feira. Aproveite e bon appétit!

Como é ficar grávida fora do Brasil?

No começo assusta pois você só pensa no fato de que estará longe da família e dos amigos. Mas daí, eu penso também que vai ser uma boa ter um filho bilíngue, penso na possibilidade de fazer novos amigos nessa mesma vibe e também no desafio que vai ser. No fundo tô achando legal.

A diferença com relação a medicina é enorme. Antes de engravidar eu ia no ginecologista uma vez por ano, quando ia para o Brasil. Eu tinha um ginecologista muito querido, delicado, atencioso e excelente profissional. O meu ginecologista daqui é frio, pragmático, estritamente profissional e apesar de me passar confiança não me sinto à vontade de perguntar nada para ele. Nenhuma consulta dura mais que 10 minutos.

As seções de pré natal são mensais mas as ecografias trimestrais (perto das 11, 22, 32 semanas) eu só fui descobrir o sexo do bebê com quase 6 meses de gravidez. Apesar de funcionarem bem e te darem todas as informações que você precisa, os equipamentos de pré natal aqui são bem mais antigos dos que no Brasil, nada de 3D da carinha do bebê.

Como vou ter meu filho em hospital público tenho que me inscrever na maternidade e reservar uma data a partir do 3º mês. As melhores maternidades enchem rapidamente, consegui um lugar na 3ª “melhor, notada” ela sendo a 50 minutos de metrô da minha casa, sorte que no dia pegarei um táxi!

A educação francesa e brasileira divergem em muitas coisas: por exemplo não é evidente para as francesas o fato da amamentação, muitas delas não querem amamentar por várias razões. Eu vou amamentar, é uma coisa muito enraizada em mim e acho que em todas as brasileiras. Mas a noção de antes de tudo ser uma mulher e não uma mãe e a vontade de se manter livre e ativa que elas encaram a maternidade me corresponde muito também. Espero misturar um pouco dessas duas culturas. O jeito que elas endurecem com as crianças e a educação severa que elas têm, ao mesmo tempo que me choca, me conquista. Acho que serei bem dura com eles sim… sem perder a ternura ; ) Mas bom, dizem que quando nasce uma criança nasce uma mãe né? Vamos ver como serei com os meus…

Como você está planejando o parto?

Estou planejando um parto natural humanizado. Apesar da grande maioria das mulheres aqui terem o parto natural 85%, delas pedem a peridural. Eu estou me preparando para um parto sem anestesia. Mas também sem radicalismos. Se estiver muito sofrido, não vou me culpar e vou aceitar a anestesia.

Qual o seu plano para os primeiros meses de vida do seu bebê?

Como não tem babá as mães saem com os bebês desde muito cedo para passear com eles. Durante os 6 primeiros meses ficaremos grudados, vou trabalhar de casa e levá-lo para cima e para baixo por onde eu for. Depois desses meses iniciais estou vendo um esquema de creche parental, quer dizer que você cuida dos filhos dos outros e outros cuidam do seu enquanto você está fora. Além disso, tenho um acordo com meu marido que ele vai trabalhar de casa uma vez por semana… Assim eu vou organizando meu tempo.

Como você acredita que é ter um bebê em Paris?

Nunca, em 3 anos e pouco de França fui tão bem tratada pelos franceses como agora que estou grávida, este país ama as mamães!  Eles até sorriem pra mim sem eu ter que sorrir primeiro!

Paris é uma cidade muito diurna. Há muitos espaços verdes, parques e praças gostosos para ficar e levar o bebê. Tem feiras livres e mercados orgânicos em todos os cantos da cidade isso também é legal. Nunca fui mas sei que tem vários lugares fechados que você pode levar seu bebê (a partir de 6 meses) e deixar ele brincando com outras crianças enquanto você troca experiências com os outros pais (não é para deixar e ir embora é apenas um lugar de encontro de pais e crianças) depois você contribui com o que puder.

Por outro lado percebi que grande maioria das estações de metro não te elevador, você tem que descer as muitas escadas carregando o carrinho (muita gente vai parar para te ajudar), os ônibus só aceitam 2 carrinhos de bebê por vez. E vários restaurantes não aceitam nem bebês nem crianças, principalmente a noite para não incomodar os clientes.

Para fechar, uma receita delícia para grávidas e não grávidas. 

Essa é uma receita simples e bem gostosa que você pode pedir crianças ajudarem a fazer, dificilmente dá errado!

Bolo PROVENÇAL

bolo provençal antes que eles crescam

 

– 200 g de farinha

– 4 ovos

– 10g de fermento

– 100ml de leite

– 50ml de azeite

– 12 tomates cereja picados

– 200 g de queijo tipo feta ou queijo branco (em picado)

– 20 folhas de manjericão picadas

– sal, pimenta

Aqueça o forno 180°C .

Misture a farinha, os ovos e o fermento. Junte o azeite e misture. Junte o tomate, o queijo, o manjericão e por último o leite.

Adicione sal e pimenta do reino a gosto e leve para assar por cerca de 45 minutos. Depois desligue o forno e deixe a porto entre-aberta por mais 5 minutos, com o bolo lá dentro. Desenforme e deixe esfriar mais uns 10 minutos. Sirva quente ou frio.

Gostou? Também está grávida fora do Brasil? Ou pensando em mudar e engravidar na gringa? Adoraria saber da sua história. E se quiser conhecer mais a Karen e ver outras receitas, não deixe de conhecer o blog dela: eucomosim.

Por Cris Leão

3 pensamentos em “Como é ser grávida fora do Brasil?

  1. Oi Cris, muito legal essa matéria, diz para a sua amiga Karen (não sei se ela ira ler os comentários), para ela ler o livro que em português é “crianças francesas não fazem manha”, eu adorei ler, é de uma americana que mora em Paris e também teve filhos lá, ela faz uma mesquita e explica como é a criação francesa. Isso se ela já não leu, né?! Beijos, e boa sorte para ela nessa nova jornada!!!!

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