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Outro dia fiquei pensando, nunca contei aqui nenhum episódio vivido na escola dos meus filhos. Alguma coisa que justifique porque escolher uma escola no subúrbio, uma escola pequena, uma escola particular em uma cidade com boas escolas públicas, uma escola onde não se pode ver televisão e nem comentar sobre filmes. Pois quero contar um pouquinho do que é essa escola.

Talvez você conheça, já tenha ouvido falar ou possa imaginar como é Miami. O que talvez não saiba é que aqui – na escola:

–       Existem pessoas que criam galinhas no quintal do bairro nobre de Coral Gables só para que as crianças possam comer ovos sem hormônios.

–       Existem pais que acham tempo na sua rotina corrida para promover (do próprio bolso e esforço) café da manhã com delícias feitas em casa (naturais, sem glúten) só para ter um tempo para conversar com os outros pais da escola.

–       As pessoas fazem festa de aniversário em parques ou em casa, sem exceção. (e sem refrigerante ou sucos industrializados)

–       No Halloween não existe nenhum só personagem da Disney, todas as fantasias são lindamente feitas em casa ou com tecidos de verdade, nada de plástico, nada de marcas. Tudo muito rico de imaginação.

–       As crianças levam alimentos de casa e isso não inclue doces, bolachas ou sucos industrializados. Elas bebem água.

–       As crianças parecem crianças, se sujam, correm e sobem em árvore. Conseguem passar uma tarde inteira em um parque sem brinquedos, só brincando.

–       Crianças de 12 anos ainda são crianças. Nada de salto alto ou mini adultos.

–       Pais não tratam os filhos como um plano de previdência para o futuro. Ou seja, os pais não estão preocupados com a carreira dos filhos enquanto eles são crianças.

–       Pais investem o dinheiro que têm colocando os filhos nessa escola só para que a infância deles seja preservada;

Em uma cidade (Miami) onde é comum crianças menores de 6 anos indo ao cinema ver filmes como Homem de Ferro, festas de crianças em spa com direito a passeio de limousine com as amigas todas maquiadas – as amigas de 6 anos. Cidade onde é comum você ver uma criança de 5 anos e uma mãe de 46 anos vestidas do mesmo jeito – como se fossem adolescentes. Tudo isso aí em cima tem um valor muito grande. E só acontece porque essas pessoas estão muito dispostas e por isso nadam contra a corrente.

Contando um episódio que vivi dentro de sala de aula, foi aniversário da Maria Teresa. Quando entrei na sala, as crianças estavam todas sentadas nas cadeiras divididas em duas filas formando um corredor no meio. Nesse corredor, uma seda extendida onde estava pintado um arco-iris. Maria Teresa sentou comigo na ponta desse arco íris. No extremo oposto, sentou a professora. Ela começou a falar a história da vida da Maria Teresa (que eu tinha dado a ela, mas ela contava lendo de um livro). As crianças estavam todas em silêncio e ao mesmo tempo completamente envolvidas com o que ouviam. Maria Teresa estava encantada. A professora falava tudo com muita doçura e calma. A cada ano da vida dela que passava, a professora ascendia uma vela até chegar a cinco. Ao fim da história, Maria Teresa andou pelo arco iris e recebeu uma coroa da professora. (De feltro com detalhes bordados à mão) Depois seguimos para a sala de refeições onde sentamos todos nas cadeiras. Nesse momento, recebemos cada um, um cupcake feito no dia anterior pela professora. Ela perguntou se alguém tinha algum desejo a fazer à Maria Teresa.

–       Quero que nessa noite a cama dela se transforme em um avião e ela possa ir até a casa da Ariana (a melhor amiga) para elas brincarem a noite inteira.

–       Quero que ela tenha sempre muito bichinhos de estimação. (porque na história dela, o amor pelos bichinhos era frequente)

–       Quero que um arco íris traga para ela um monte de desejos.

Imagina isso vindo de crianças com 5 anos de idade. Essas são só 3 frases, foram muitas e no meio de excitação que eles anunciavam os seus desejos, eu só podia ouvir uma coisa: pureza. Sai de lá com o coração cheio.

Apesar desse episódio e de tantos outros. E de tantos trabalhos lindos das crianças, nunca tentei convencer ninguém a ir para uma escola Waldorf. O blog surgiu da necessidade de dividir sim, muitos aprendizados ricos dessa pedagogia. O João entrou aos 4 anos. (Estamos quase completando 5 anos de escola Waldorf.) Olha as belezuras que já encontrei na sala de aula aqui:

arvore antes que eles crescam

caderno antes que eles crescam

lousa antes que eles crescam

lousa antes que eles crescam

lousa antes que eles crescam

lousa antes que eles crescam

Mas sempre que alguém me pergunta se essas escolas são um paraíso, eu digo que o meu testemunho é de que não, elas não são. Não vou comentar das 2 escolas que passei em São Paulo. Trago ótimas e assim não tão boas lembranças de cada uma delas. Mas vou falar sobre um episódio vivido na minha atual escola, em Miami. Um desabafo para ajudar você a encontrar a sua verdade.

Há uma semana atrás fomos convidados para uma festa de aniversário. Minha filha foi muito saltitante encontrar seus amigos na festinha. Chegando lá, uma festinha típica de crianças Waldorf: feita no quintal, todo mundo à vontade sentado na grama, comida natural (frutas e várias saladas), suco natural e água para beber. Tudo lindo, feito com muito capricho. A aniversariante vem nos receber e a primeira frase que diz para a minha filha é: “A Ariana (melhor amiga da minha filha) não foi convidada. Minha mãe falou que não conhece a mãe dela e que nem quer conhecer.”

Minha filha é uma criança doce, que acredita na bondade das pessoas. E é por isso que eu gosto que ela fique em uma escola que valoriza as qualidades do coração e não só as qualidades do intelecto. Mas mesmo lá, mesmo a mãe que cria galinhas no terreiro em uma cidade que valoriza o luxo e o superficial como Miami. Mesmo com tudo isso, uma mãe consegue não convidar duas crianças (também o melhor amigo menino da Maria Teresa não foi convidado) em uma turma de 10 alunos. (o ano letivo aqui está acabando só para deixar bem claro o cenário) Minha filha ficou completamente decepcionada. Ficou sem graça, ficou triste. Ela sabia que a amiga estava louca para ir nessa festa. E estava contando que ia receber o convite.

Talvez você esteja lendo isso e pensando “nossa, mas isso é tão comum, acontece sempre”. Eu sei. Já aconteceu nas outras escolas Waldorf que passei em São Paulo também. Mas isso foi um começo de vários acontecimentos que surgiram na semana seguinte (mas você não precisa saber de tudo) um exemplo é suficiente para dizer (e de novo aqui no blog) não julgue pela capa. Por trás do discurso de uma escola Waldorf ou de um pai Waldorf pode existir apenas o ego de querer ser “superior” ser “melhor” e isso, meu caro, eu tenho nojo.

Não estou dizendo aqui que vou sair da escola amanhã (apesar de ter pensado muito seriamente nisso). O que quero dizer, e é uma mensagem muito positiva, é que precisamos procurar a verdade dentro da gente. E como disse uma vez o pediatra das crianças de São Paulo (de quem sinto muita falta), Dr Cesar Deveza – homeopata ayurveda – quando eu falava com ele que estava muito difícil sair de Alto de Pinheiros para ir para Vila Olímpia (uns 40 minutos – com sorte – por trajeto) para levar meus filhos na escola e ele me disse: “Pra quê você se preocupa tanto com a escola? A educação quem dá são os pais. Principalmente a educação moral e espiritual. Eu tenho 4 filhos, (o mais novo com 12 anos na época) toda sexta feira à noite temos nossa rotina espiritual (fazem yoga e meditação), alimentamos bem, temos regras, temos valores e isso eles não precisaram aprender na escola.” Eu não vou tatuar essa fala no meu braço, porque eu não vou conseguir esquecer mais.

E depois de passar os últimos dias questionando, pesquisando outras escolas, conversando com algumas mães, me queimando por dentro (só entende quem esforçou tempo e dinheiro acreditando em alguma coisa e depois viu isso ser partido), acordei hoje, e depois de ler o trecho abaixo, do livro Awakening to Your Life´s Purpose, entendi de uma vez por todas. Ele cita uma frase do Budismo “dedos apontados para a lua não é a lua”. Fazer discurso, decoração, é fácil. Mas e a prática e o dia a dia? E mais importante do que isso – e dentro de você?

E ele finaliza o raciocínio sobre a “verdade” com o pensamento de Santo Agostinho:

Ame e faça o que quiser. Se calares, calarás com amor; se gritares, gritarás com amor; se corrigires, corrigirás com amor; se perdoares, perdoarás com amor. Se tiveres o amor enraizado em ti, nenhuma coisa senão o amor serão os teus frutos.

Essa vai ser minha resposta agora, quando alguém me perguntar sobre escola.

E não, não vou sair da escola. Vou é procurar fazer com que cada dia mais, o que eu acredito e está na pedagogia Waldorf e na Antroposofia estejam cada vez mais, dentro de mim e da minha casa. Para que eu não precise encontrar a verdade em lugar nenhum.

Ps: Este livro que citei é mais uma das preciosidades que minha terapeuta artística antroposófica colocou na minha vida. (Você é o meu anjo, Ceci Staubli) E hoje tive a agradável surpresa de saber que existe também a versão em português e o pdf aqui. Recomendo fortemente.

Não entendeu? Ficou com dúvida? Ficou cheio de certeza? Leia o adendo deste texto.

Cris Leão

87 pensamentos em “A verdade de uma escola Waldorf

  1. Olá Cris! Adoro seu blog e já estou cadastrada para receber os new posts! Sobre a escola Waldorf e o seu desapontamento, pense que em QUALQUER lugar, por melhor que seja, vc sempre poderá encontrar essa maldade ou esse tipo de coisa porque os lugares são feitos de GENTE e gente tem ego, ciúmes, raiva… Somos todos imperfeitos e uns mais do que os outros, menos evoluídos. Mesmo tendo adotado ( presume-se que sim) essa filosofia de vida, essa mãe continua sendo uma pessoa com defeitos e sentimentos que se mostraram mais fortes neste momento onde ela estava no controle (festa da filha). Portanto, será que vc deve colocar em xeque o seu julgamento e escolha pela escola por causa dela? Ela nao faz , não É a escola, mas faz PARTE disso. Ela não representa tdo que vc acredita. Infelizmente, até nos melhores lugares encontraremos pessoas assim. Pense que também é um bom aprendizado para sua filha de como o mundo pode ser cruel e rude, às vezes, que nem sempre controlaremos e saberemos o que os outros pensam e como são, mas nem por isso deixaremos de ser e acreditar no que queremos! Uma dose de realidade ( triste) tambem não faz mal.
    E acho que a conclusão que vc teve foi genial, lembrando que as coisas podem estar dentro da gente, desde que a gente as leve onde quisermos e do jeito que quisermos. Não é preciso se afastar de toda maldade, e é impossível, mas não se deixar afetar por ela pode ser uma escolha e modo de vida!!! Bjos

    • Sem dúvida, Renata. Mas como disse no texto, o questionamento não foi só por esse episódio. Ele foi só um exemplo, algo que me senti confortável em dividir aqui.
      Fico muito feliz que goste do blog! Um grande beijo!

  2. Tenho filhos em escola Waldorf à 6 anos e digo os seres humanos são assim não existe perfeição, mas sim conflitos que é normal para a autoeducação, o estudo da Antroposofia trará boas meditações.

  3. Cris, meus filhos não estudam em escolas do tipo da dos seus, mas presamos o simples, o natural e o sincero. E depois de muitos episódios de exclusão na creche/escola que os recebeu bebês, mudamos de instituição e estamos conseguindo nos fazer ouvir. Eles são alérgicos alimentares e no fim das contas temos uma vida muito diferente por conta da comida. Infelizmente abrir caixas, latas e sacos de comida pronta para alguns é sinal de poder econômico! Mas o que quero te dizer é que concordo com você: foca em fazer o melhor e o melhor possível acontece. Mas mesmo numa escola como a dos seus, você vai encontrar mães e crianças que cometem a crueldade de excluir pequenos de uma festa por este ou aquele motivo.O importante é que sua filhota entende que não deve excluir ninguém! Ah e se isso servir de conforto sou daquelas mães que algumas outras acham meio maluca porque se aventura a comemorar aniversário de filho em parque público, com muita fruta, muito suco natural e muita água! Mas isso me dá a sensação de que estou treinando para o mundo pessoas melhores, cidadãos plenos! Obrigada por dividir seus pensamentos e suas experiências.

    • Obrigada pelo comentário tão gentil, Flávia. E obrigada por treinar pessoas melhores. Estamos todos precisando. : )

  4. Cris, vc é uma alma linda e genial… essa mãe e essa criança que fez aniversário precisam ser mais amadas… que pena que sua “pequenucha” não encontrou a melhor amiguinha dela na festa… o que sentimos como mães é isso… o que eu consegui sentir foi como uma adulta pode podar … tanta ternura, pureza, alegria e amor que é natural e divino nas crianças… nossa… temos muito que aprender com eles (crianças)… e Santo Agostinho… sou fã número um dele e a última frase quando li pensei em você: ” nenhuma coisa senão o amor serão os teus frutos”… só consigo te ver assim Cris, SOMENTE O AMOR SERÃO SEUS FRUTOS, Parabéns pelo seu texto, Ameiiiiiiiiiiiiiiiiii bjus

  5. Nossa Cris, que forte! Tudo relacionado a antroposofia tem entrado na minha vida no momento certo como um quebra cabeça. E tenho me questionado atualmente exatamente sobre a essência desse seu texto: o relacionamento humano. Como fui uma mãe nova e minha filha teve sua primeira filha aos 18 anos, fui avó muito cedo, de uma criança incrível, atualmente com 6 anos, a Sophia. Um açúcar no meu coração. Minha filha e o marido, fugindo da loucura do Rio de Janeiro e do alto custo de vida, se mudaram para Juiz de Fora, MG (pertininho do Rio). E nesta pacata cidade minha neta pode ter a oportunidade de iniciar seus estudos numa escola Waldorf. Eu fiquei simplesmente en-lou-que-ci-da!!! Com tudo: a questão da televisão, a aula de tricôt com a lã pura da ovelha, e finalmente com a Antroposofia. E tudo isso num momento em que eu não parava de me questionar sobre o quanto minha vida precisava mudar, eu queria desacelerar o meu rítimo de trabalho, tomar mais banho de cachoeira, aposentar o micro ondas, voltar a me exercitar etc e tal. E, principalmente, curtir esse serzinho que veio do céu p me fazer feliz. Então comecei a ler, a estudar sobre essa pedagogia waldorf, fiz um curso introdutório na própria escola da Sophia. Parece um modelo de vida perfeito. Mas eu sei que os seres humanos estão longe de serem perfeitos e enquanto uns buscam ferramentas para seguirem suas vidas com mais amor e serem felizes, a “velha criatura” ainda se manifesta. Foi na igreja, na meditação, num templo na Espanha… Que mais me surpreendi com manifestações desamorosas… E o meu marido mesmo fala que eu sofro pq eu quero que todo mundo me ame, e isso é impossível, diz ele… Quero mesmo! Fico triste, por exemplo, quando me sinto excluída de um grupo de leitura de textos antroposoficos, por uma amiga que eu tinha muito carinho… Mesmo acreditando que todas as coisas contribuem para o bem daqueles que amam a Deus, eu fico triste. Então pra não alimentar aqueles sentimentos que se enrraizam no nosso coração, fiz uma lista de todas as pessoas que tem me decepcionado atualmente e oro por isso, na madrugada, sozinha, por uns 20 minutos, e também peço para que eu, naquele dia, não decepcione ninguém. Seu blog tem sido muito bom p minha vida. Fique em paz, com amor, Monica Taulois .

    • Monica, obrigada pelo comentário. A Antroposofia entrou na minha vida de um jeito parecido com na sua. Como um encanto. E vai me encantando cada vez mais. Muita paz no seu caminho, querida. Um grande abraço, Cris

  6. Fui aluna waldorf a vida inteira e agora sou professora. Então posso te deizer que entendo o que vc passou, pois também passo sempre por esses conflitos e desilusões, mas quero que saiba que pra mim esse título não faz o menor sentido e inclusive é maldoso. Da mesma forma que vc não gostou de ouvir a mãe dizendo que não convidou a criança por não gostar da mãe dela, não acho nada legal vc dizer pra quem quiser ver que a “verdade” da escola waldorf não é o que pensamos ser. Pois te digo e afirmo: a pedagogia waldorf, a escola waldorf são maravilhosas e perfeitas sim e essa é a verdade! Agora, também é verdade que o ser humano está num processo de evolução muito lento e encontramos pessoas que não interiorizam o que almejam, e assim surgem conflitos mesmo dentro dessa maravilha. Mas não é pela escola, são por certas pessoas. Então por favor não se iguale a elas induzindo as pessoas a acharem que a proposta da escola waldorf é uma inverdade só pq vc teve o azar de estar em contato com pessoas contraditórias.
    Faça e busque o bom, o belo e o verdadeiro. Eles voltarão pra vc, pode ter certeza!

    • Olá Mariana, você tem todo o direito de discordar. Mas preciso dizer que o que sinto é que sua interpretação do texto está equivocada. Primeiro, “A verdade de UMA escola Waldorf” é o título. Segundo, se eu não gostasse da pedagogia não estaria escrevendo esse blog. Se você ler na home, vai ver que divulgar a pedagogia Waldorf e a Antroposofia é um dos nossos principais objetivos. Duas pessoas que têm como trabalho escrever e estão aqui escrevendo há quase um ano, de graça, para divulgar aquilo que acreditamos. De uma forma boa, bela e verdadeira. Abraço

      • Cris, eu que discordo da Mariana, também estou no meu direito! Pois nunca tinha ouvido falar em Escola Waldorf, e conheci pelo seu blog, e tudo que você tem repassado até agora foram grandes qualidade deste novo ensino, se existiu uma mãe ou outras pequenas coisas pontuais que aconteceram que lhe desgostaram isso só nos faz pensar que nenhuma teoria ou técnica inventada pelo homem esteja livre das nossas imperfeições. NADA É PERFEITO SENÃO O AMOR QUE DEUS TEM POR NÓS. Obrigada, por difundir a REALIDADE e não uma historinha de conto de fadas.

    • Oi Mariana, como “mãe Waldorf” (embora eu não me defina assim para ninguém) há 7 anos, estudiosa do assunto e co-autora do blog, também quero entrar na discussão. O ideal Waldorf pode até ser perfeito para muitas crianças e para vários pais. Para mim, é o que mais serviu, o que mais protege a infância, o que ensina com mais amor, proteção e beleza. Mas as escolas, as professoras e, claro, os pais, não são perfeitos. Se encararmos assim não dá nem pra criticar, e eu tenho críticas à pedagogia Waldorf, apesar de todo esforço que faço para que meu filho continue nela até o fim do ensino médio. Ou ao menos tenho críticas à maneira como algumas coisas acontecem e que talvez estejam longe do ideal pensado por Steiner há quase 100 anos…Por outro lado, algo que foi criado há 100 anos também precisa se adaptar em vários pontos e vejo muitas professoras que têm dificuldade em aceitar as crianças reais e não aquelas crianças que são descritas nos livros de Steiner, de 1923. Aí haja extra-lesson, euritmia curativa, massagem rítmica etc etc. Fico feliz que existam esses recursos e que possamos usá-los, mas vejo em diversas escolas e professores diferentes um excesso de recomendações, como se houvesse uma certa dificuldade em aceitar algumas crianças simplesmente como são, com seus dons e dificuldades. Escolas Waldorf, digo, pois interajo com várias mães. Enfim, acho lindo que você seja encantada e defensora ferrenha da pedagogia, mas esse olhar de perfeição pode impedir que vejamos o que pode ser melhorado. Um grande abraço, Fabiana

  7. Cris, que depoimento lindo, sincero e leve! Espero que sempre encontre pessoas sensíveis como vc no seu caminho e que saiba sempre ver o lado bom, de crescimento, mesmo nestes momentos mais difíceis, decepcionantes…me identifico muito com vc, com seu modo de pensar e aprendo muito com seu blog! Tenho minhas meninas em escola waldorfs também no Brasil e sinto tristeza ao me deparar com atos como este que citou…muitas alegrias e anjos de luz no seu caminho! Bjs.

  8. Cris, moro no Ecuador e meus filhos não estudam em uma escola Waldorf, mas meus princípios se parecem muito com este método. Lembra do texto que postei sobre a televisão? Pois é sexta feira próxima os dois vão receber um prêmio na escola de Library Reader of the Month do mês de Maio. Estão devorando os livros! Feliz, feliz, feliz!

  9. Mariana professora da Waldorf?!?!?!?!?! meu filho também estuda na Waldorf… acho a professora dele e escola fantástica mas a escola não é perfeita, isso é fato…a escola é feita por pessoas e estamos todos em construção em evolução… e não perfeitos…Shalom, Shalom, Shalom!!!!

  10. Você foi muito sincera em suas palavras, dá pra sentir isso ao ler o texto. Meus filhos estudam em uma escola nada a ver com esta, mas me identifico muito com vários princípios q foram ditos e procuro passar p eles, muitas vezes consigo, porque a educação em casa é muito importante. Já pensei n vezes em mudar de escola, mas no final todos os grupos sociais são heterogêneos e assim teremos sempre intercorrencias. Enfim, já passei por problemas, mas no final e,és fazem parte também do aprendizado como já disseram acima. Perfeição, infelizmente não existe. Mas adorei ler que não estamos sozinhos, e isso nos dá forças, obrigada parabéns!

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  12. Meus filhos estudaram numa escola Waldorf em São Paulo (minha filha dos 11 aos 18 anos, meu filho dos 5 aos 15 anos). Também tenho ótimas lembranças ou outras nem um pouco boas. Convivi com pessoas muito boas e vivemos situações muito belas. Mas também havia fanatismo, hipocrisia, autoritarismo, falta de canais adequados de comunicação. Adorei sua coragem (minha filha disse que seu texto é a minha cara). Não me arrependo de ter colocado meus filhos na Waldorf: eles são adultos conscientes, responsâveis, com várias capacidades desenvolvidas a partir do que ali vivenciaram. Foi mais do que a menos ruim das opções: foi aquela que, na essência, proporcionou aos meus filhos as fantasias e as emoções que eles mereciam viver. Parabéns e boa sorte! (Estou morando há dois anos em Virginia – imagino como deve ser difícil ser mãe Waldorf em Miami!)

  13. Cris,
    Vc foi a primeira pessoa que conseguiu colocar em palavras absolutamente tudo o que eu penso sobre a minha experiência – so far – com a escola Waldorf. O lado bom e o lado ruim. Esse lance do aniversário acontece direto. Eh um traço Waldorf. Nao sei porque. Minha filha vai na Rudolph Steiner aqui de Nova York e eu fiquei chocada porque acontece extamente assim. Talvez nao desse jeito “nao quero conhecer quem nao me interessa”, mas de um jeito que nao consigo entender. Acham que vai ser mto barulhento, que o aniversariante nao vai se divertir ou que vai custar muito caro. Enfim, sinto também um sentimento de “superioriade” entre as linhas. Como alguém disse ai em cima, nenhum lugar é perfeito, mas achei legal o seu texto dismistificando o que alguns acham ser perfeito. bjos

    • minha filha frequentou um jardim Waldorf precioso! Eu também trabalhei em uma escola Waldorf e gostava muito do ambiente de trabalho. Hoje trabalho em uma escola super “tradicional”, onde minha filha também estuda. Internamente eu torcia o nariz para meu novo local de trabalho e tenho certeza que muitas mães das escolas Waldorf por onde passei também devem achar um absurdo eu estar no colégio X, cheio de uniformes, hinos, computadores. Sabe de uma coisa? quebrei a cara e me impressionei positivamente com um colégio gostoso de trabalhar, com um projeto pedagógico fantástico e que é um meio termo legal. Descobri que pais bons e ruins tem em qualquer lugar: na Waldorf conheci pessoas maravilhosas e outras que eram o que chamo de “Waldorf ostentação”: enche a boca pra falar mal de quem toma coca cola – ou simplesmente evita essas pessoas porque elas não são boas companhias -, esfrega a pasta de dente weleda na cara da sociedade, mas o filho é um reprimido que não vê a hora de encher o caderno Waldorf de desenhos de pokemons e outros mil personagens de videogame ( que ele joga todo dia) quando a professora nova vira as costas. Concordo com as palavras do seu médico: a educação faz se em casa, mas o colégio pode colaborar. Eu acho que o colégio não colaborou em nada nessa história. Sou a favor de pelo menos até os 9 anos vc distribuir convites para sala toda. A Educação infantil e o Ensino Fundamental tem como “fator de aprendizagem” forte a socialização. E as crianças vão convidar todos sim nem tamto pelo motivo da frustração, mas também por exercitar acapacidade de conviver com o diferente. Se os pais não conseguem passar e conviver com o diferente, não precisam punir os filhos com isso “não convidando” os outros. Meu filho vai ter que aprender com quem toma coca cola e com quem faz dieta vegana sim. Vive la difference!

  14. Eu também não entendi o titulo do post. O episódio aconteceu fora da escola, em uma situação que não envolve a pedagogia. Esse tipo de acontecimento pode acontecer em qualquer lugar onde exista pessoas. Insinuar que a pedagogia Waldorf esconde “verdades” em função de atitudes das pessoas é, por exemplo, o mesmo que julgar uma religião, não pelo seu profeta e seus ensinamentos, e sim pelos seus seguidores e seus atos. Temerário.

  15. Concordo com o Fernando; e mesmo que dentro da escola aconteça algo assim, a pedagogia esta acima das pessoas e o que as crianças adquirem lá, não tem preço, soma-se ao que damos em casa. O lar será sempre a primeira e mais importante escola, no entanto a escola é o complemento dela e quanto mais próxima dessa realidade, melhor. Enfrentar os conflitos da convivência com ideias e valores diferentes nos ajudam a enfrentar o mundo real. O importante é que nossos filhos saibam o que é o melhor e aprendam a respeitar e a compreender aqueles que pensam e fazem diferente e até mesmo o “mal”.

  16. Bem compreensível seu texto, quando se tem uma filosofia ou religião, tem uma doutrina a seguir, ter exemplos pelo menos com o mais próximo. Sim, o que você vivencia e representa faz parte do seu aprendizado independente do local de atuação.

  17. não tenho filhos (humanos), mas gostei demais do que escreveu. obrigada!
    ah, e por compartilhar o livro tb ;D
    bjs!!!!

  18. Moramos há 3 anos na Alemanha e a pre-escola da minha filha é bem parecida com o q vc descreve da Waldorf…inclusive o episódio do anoversário aqui na Alemanha nao surpreende…eles sao capazes de convidar 11 criancas de um grupo de 12 ( deixando 1 de fora) e as criancas estao autorizadíssimas a dizerem “eu nao quero brincar com vc” … No Brasil trabalhei em escolas e nunca vi um educador com esse discurso. Sim, você tem o direito de querer ficar sozinho mas nao de excluir ou magoar os outros…acho q é uma questao cultural, pois muitos outros aspectos positivos eu também vejo diariamente que vão além da alimentacao saudável. Vale a pena entender esses acontecimentos q incomodam, e por q nao, comunicar o desconforto com o intuito de q haja crescimento para todos. Adorei o texto!

    • Oi Helena, a Antroposofia nasceu na Alemanha e por isso sim, traz muito da cultura dessa país. Qualquer escola na Alemanha (quem me fala isso são alemães) é muito parecida com as escolas Waldorf. Um beijo e obrigada!

    • Oi Natalia, a escola é meio longe de Aventura. Fica em Kendall. Chama Sunrise Waldorf School. Mas se quiser mais informações, eu te falo. beijos

      • Obrigada pela resposta cris! Será que vc pode perguntar na escola da sua filha, qual é a escola Waldorf mais próxima de mim? Obrigada! Bjs!

      • Boca Raton é perto de vc? Porque aqui só tem Waldorf em Boca Raton, Homestead e Kendall. Beijo e boa sorte!

  19. Olá Cris!
    Estou encantada com o blog! Tive problemas com uma escola waldorf aqui em sp e optei por tirar meu filho, que ainda estava no berçário. Fiquei muito triste porque foi um descuido grave relacionado a higiene que eu nunca imaginei que pudesse acontecer numa escola dessas. E fiquei mais surpresa ainda com a inversão de responsabilidade que foi exposta numa reunião para tratar do assunto. Cheguei a ouvir que eu é que precisava me superar e agradecer pelo ocorrido. Continuo acreditando que a educação waldorf é o melhor caminho para o meu pequeno e decidi cuidar dele em casa neste ano até conseguir vaga em outra waldorf. Entendi o episódio absurdo como uma falha e incompetência daquela escola especificamente.

  20. Obrigada por seu sincero depoimento! Quem viveu é quem sabe! A Pedagogia Waldorf e mais ainda, o pensamento antroposófico são para serem compartilhados e vivenciados no mundo…não para ficarem restritos a 4 paredes!!! Alma da Consciência. Um viva à Rudolf Steiner!

  21. Oi Cris, amei seu texto franco! Gostaria de seu contato para te pedir umas dicas, se for possível , bjos

  22. Encontrei seu blog procurando críticas às escolas Waldorf e seu texto foi uma grata surpresa. Meu filho está numa escola tradicional e devido às minhas discordâncias com a pedagogia da escola estou pensando numa opção Waldorf.

    Não que eu seja contra o método mas como você mesmo coloca não existe sistema perfeito e entender suas limitações é algo importante.

    Nesse aspecto, mesmo sendo uma crítica considero o seu texto favorável ao método. Obrigado por me ajudar a tomar uma decisão importante e ressaltar as limitações dessa decisão que tanto aflige a nós pais.

    • As duas escolas Waldorf de Miami (dentro da cidade) são a Sunrise Waldorf School of Miami e a Waldorf International. Esta segunda é uma escola muito pequena. (mesmo que na entrevista eles te digam o contrário) Cada classe tem de 1 a 3 alunos. Boa sorte!

  23. Olá Cris!

    Eu e minha esposa adoramos seu blog.

    Após pesquisarmos várias pedagogias e escolas, acabamos matriculando nossa pequena num jardim de Infância Waldorf aqui em SP.

    Foi uma das melhores decisões que tomamos em nossas vidas.

    Nossa pequena está com seis anos atualmente, e nenhum de seus dentes caiu ainda. Além disso, parece que a energia para brincar dela dura 25 horas!!!! rsss

    Apesar de não ter sido educado numa dessas escolas – e obviamente ter uma dificuldade para entender algumas regras – uma das lições que tirei nesse nosso breve contato (03 anos) é que há sempre uma atividade “feita sob medida” para os pais. Você acha isso também?

    Abraços!

    • Olá Antônio! Que legal que gostam do blog. Fico feliz de saber. Eu acredito que sim, existe um cuidado na relação com os pais e com os alunos, de forma individualizada. Mesmo que alguns não sentem assim, quando mudarem para outro tipo de escola, com certeza vão sentir. ; ) Abraço!

  24. Olá Cris, que bonito uma mãe tão jovem e com tanta consciência do BEM COMUM.
    Eu também não teria coragem de tirar meu filho por uma atitude tão infeliz. Pense: essa mamãe um dia vai crescer no AMOR AGÁPE. VEJA: Faço especialização na Escola de Valores Humanos de Sathya Sai Baba, EM São Paulo, onde tudo é “gratuito”, não pago nada pelo curso, como outros também,. você vai me perguntar: “Quem paga a conta”? resp. todos nós, através da consciência do BEM, as despesas são partilhadas. E venho estudando a muitos anos como pedagoga e voluntária em hospital de câncer infantil,e outras instituições de crianças em alto risco social, o quanto ter essa consciência´é bom, primeiro para vc ser “livre” de julgamentos de si próprio e dos outros e também para vc não julgar e sim perdoar a forma “ignorante e custosa”, dos outros que não compartilham dessa idéia, de ver o outro lado sadio da vida .Fui lendo seu depoimento e enchergando a cena literalmente. Infelizmente, “somos humanos em evolução”, somente admitindo isso, vamos nos aceitar e enchergar com os olhos dos outros. ‘Todos estamos em evolução, mas antes de tudo, fazer tudo com amor agápe. Lendo e com o coração apertado que estou passando neste momento.Ganhei uma passagem p. julho p. Miami por 30 dias, para aprimorar a lingua inglesa, que amo tanto não sei porquÊ? venho contatando brasileiros que moram aí, associações de brasileiros, igrejas religiosas, enfim…. A única respost a, veio das empresas que anunciam seus valores em dolares agora muito, mas muiitto, valorizado, em detrimento do Real. Indicações de familias daqui, e que estou contatando respondem: “pode deixar vou ver isso para você”, e então envio e-mail elegante educado, cobando posicionamento e não mais recebo qualquer comunicação. Isso porque não falei em gratuidade, nada disso. Mas ao pensar na realidade, chego a conclusão que será que cada um de nós está sozinho? será que não consegui atingir o raciociocinio e o coração de ninguém. Será que minha comunicação é surda? Coloquei-me a disposição de referência dos lugares que faço voluntáriado e trabalho humanitário, e mesmo assim, tudo calado.
    Será que esse meu assunto tem algum semelhança ao seu artigo, pois o dia está passando, eu aqui me angustiando por falta de feedback, e me questionando: Meu Deus que mundo é esse? ninguém está falando de mendingancia, doação, nada disso, mas a resposta que me veio em todos os contatos, são INDIFERENÇA E DESPREZO, principalmente dos que já estão aí, pois que de certa forma deu certo!, não é? .Então Cris para concluir, fiquei pensando no seu susto, pois que na cabeça de uma mãe Waldorf, as coisas seriam conscientes, amorosas com o bem comum idealizado por R.Steiner, mas que pena! . Se existir interesse por favor envie-me seu parecer ficaria honrada com isso.

  25. Li o seu desabafo Cris, e dei como exemplo o meu. Você ficou assustada, ou inconformada com o que ouviu de uma mãe Waldorf, e discorreu um desabafo; eu li sua matéria e fiz uma comparação e um desabafo com o que estou ouvindo como resposta de hostfamily de brasileiros que estão vivendo aí nos EUA.,No meu caso contei minha história da dificuldade de entender que se eu estivesse do outro lado, e se fosse procurada, agiria diferente. é isso!, Parabéns pelas suas matérias. continue!

  26. bom dia! sou mae de 6 criancas na escola waldorf paineira em jf, tyto 5 anos no jardim, maya 8 anos segundo ano, davy 10 anos , yury 12 anos , yana 14 anos e judy 15 anos, e minha filha mais velha judy, esta concluindo o ensino fundamental, e eu sai a procura de uma escola aonde pudesse matricula-la pois aqui a nossa escola nao tem o ensino medio, , e fiquei decepcionada com todas as escolas que visitei “escolas tradicionais ” , diante disto estou a procura de escola waldorf nos eua ou europa que tenha intercambio aonde minha filha pudesse continuar seus estudos dentro do ambiente unico das escolas waldorfs e tambem aprender a lingua inglesa, se vc souber me diga por favor . agradeco desde ja fernanda ruffolo

    • Oi Fernanda, infelizmente não sei te informar. Mas você consegue pesquisar escolhas pela internet. Existem muitas na Califórnia e na Europa também. O ideal é você mesma fazer essa pesquisa e entrar em contato com as escolas. Tenho certeza de que serão receptivas.

  27. Vejo que seu post tem mais de um ano, mas visto que ainda gera muitos comentários, vou adicionar o meu. Tenho uma filha de 3 anos em uma escola Waldorf e ainda penso seriamente se a manterei por este caminho no ensino fundamental. Gosto da proposta, mas me preocupa o antagonismo que vejo com a elitização da pedagogia. O preço de uma escola Waldorf é caro demais e inacessível à maioria. Infelizmente é muito comum a presença de pais que deixam seus filhos na escola para que eles brinquem e se sujem naquele breve meio-período com a condição de serem entregues limpinhos e cheirosos no final do dia para que possam, acompanhados de suas babás, passear em seus shoppings preferidos. Ter um filho em escola Waldorf está virando símbolo de status e isso é uma ameaça à proposta pedagógica.

    • Oi Michel, já que coincidências não existem vou comentar seu comentário porque estava pensando nesse assunto exatamente agora. Já faz 2 anos que meus filhos não estão mais em Escola Waldorf e eu sinto falta demais. Sim, tem um monte de questões. Um monte. Mas que outra escola as crianças entram na classe fazendo uma oração? Que outra escola as crianças têm sua infância preservada? Que outra escola as crianças têm como material didático a mitologia grega, violino, marcenaria… Sempre achei que essas coisas fazem mais falta na educação do que decorar dados, do que pressão de notas e provas. Hoje eu tenho certeza. Sua filha tem 3 anos, ela está ganhando muito nessa escola. A vida tem contradição? Injustiça? Gente que não tá com nada? Tem também. Mas o que essa pedagogia dá às crianças é um enorme presente para viver nesse mundo. Um abraço

  28. Querida Cris, que textos inspiradores, conheci seu blog agora e tem se tornado uma leitura diária muito prazerosa!Quantas palavras delicadas num mundo com tanta pressa…pressa até hoje que não sabemos de quê!Desacelerar…amar e sentir cada minuto de amor ao lado dos nossos pequenos e nem tão pequenos filhos esta sim deveria ser a nossa busca, sem pressa, afinal o melhor de tudo deve ser sempre bem aproveitado. Frases simples que você fala e ecoam com tanta profundidade…Santo Agostinho que sábio!!Obrigada por dividir suas experiências!!

  29. Olá Cristo,
    Gostaria de entender um ponto ddessa pedagogia:
    Você saberia explicar pq as escolas waldorf do Brasil não conseguiram adaptar (ou não viram necessidade) as festas /rituais de mudanca de estação por algo mais coerente com a nossa realidade climática? Ou pq coaturam bonecos com roupas típicas alemãs ?
    Pequenas coisas que são coerentes em outra ccultura e país, mas que não são condizentes com as vivências no nosso país.

    • Oi Carolina, não entendi sua pergunta. Eu passei por 2 escolas Waldorf em São Paulo e as festas sempre foram coerentes com as estações. Exemplo: festa da primavera, festa de São João, festa da lanterna no outono/inverno e nunca vi bonecos com roupas típicas alemãs. Alías, a importância das bonecas de pano não tem nada a ver com a roupa que elas usam. Talvez você esteja generalizando algo que viveu, mas sinceramente não sei do que se trata. Nunca vi isso.

  30. Minha filha estudou do jardim ate o 7 ano na escola waldorf anaba fpolis
    Saiu de lá após ter um dedo arrancado em uma coluna de ferro da quadra de esportes.
    Na ocasião pedi a escola apenas 3 coisas; proteger a estrutura para que outra criança não se machuca-se; pedissem desculpas a familia e, indenizassem a menina depositando o valor em sua conta.
    Nafa disso foi feito!! Foram indelicados, Insensíveis e crueis.Amputaram novamente a criança negando a ela o direito a inocência e a ilusão de que as pessoas sao boas. Essa é uma face da antroposofia que fica na sombra. Qdo vc relata que crianças não foram convidadas, acho isso bem normal na pseudo-antroposofia. O que Rudolph Steiner pensaria sobre tudo isso?

  31. Antes que eles cresçam?
    A escola,ou as crianças?
    Oi, Cris
    Por acaso encontrei seu blog, e gostei muito, identifiquei.
    Também tenho receio em alguns conceitos da escola,
    Contra a minha vontade, meu filho estuda em uma escola Waldorf, já vi e presenciei coisas não compatível com o que eles pregão…..
    Primeiro e este terrorismo com a alimentação,
    As crianças são obcecadas por coisas que “” não pode”” criei meu filho alimentando com o melhor que eu podia fazer, nunca comeu biscoito recheado, por isso ele não gosta, tomou refrigerante bem tarde e não gostou, assim fui seguindo hoje não proíbo mas como ele não consumiu tbem não come.
    Vejo que as mães são forçadas a ser assim,
    Para mostrar uma realidade que não vive
    As crianças são assim na escola mas na primeira oportunidade come tudo que vê pela frente, isso não é ter consciência, eles são obrigada a fazer coisas que não gosta para agradar, não é naturalmente, vejo pelo colega do meu filho na casa não tem TV mas na minha casa ele não desgruda os olhos da televisão , e como meu filho ” naturalmente” não vê TV as vezes e muito pouco fica esperando ele para brincar.
    Por muitas coisas que venho observando na escola me deixa com um pé atraz em relação a pedagógia.
    Muita, teoria e pouca pratica

    • Concordo! tinha alunos doidos pra encher o cadernos de desenhos alusivos a videogame quando dei aula na Waldorf, aquela ideia mesmo de desafiar o proibido, sabe?Meus alunos da escola “tradicional” raramente tematizam essas coisas nos desenhos livres. A criança tá cheia de barbie em casa, mas no dia do brinquedo a mãe empurra a boneca de pano waldorf pra pequena levar pra escola, emburrada. Não é todo mundo que é assim, mas acho muito triste essas “aparências”

  32. Boa tarde,

    Muito bom seu blog. Sempre procurei pessoas que estudem antroposofia em Miami. Gostaria de um dia podermos conversar. Estou indo a Miami amanhã. Temos um projeto bem legal aqui no sul do Brasil. Se não for incômodo, segue meu contato: cmtebarrionuevo@gmail.com
    Parabéns!

    Diego Barrionuevo

  33. Esse povo aí eh da seita de cientologia e Waldorf. ….. eles vivem de perseguir alguns e o maior inimigo deles são os cristãos. Ficam aí inventando na internet q essa seita são os ” i l l u m i n a t t ” MENTIRA….
    Querem emburrecer as pessoas com essa seita aí

  34. RealidafeEu detesto essa seita, camuflada de boazinha….. a realidade eh q a inquisição ocorreu, sofrimento existe, o próprio budismo trabalha em cima disso, excluído eh todo mundo, quer um exemplo da triste realidade? Judeu foi excluído da Europaa, e até príncipes! E pq vocês aí acham ruim q um pequeno Waldorf foi excluído de alguma festinha? A vida a realidade eh outra….. não eh esse mundo de fantasia não…..A vidaeeh assimn enquanto uns são educados em um mundo de fantasias, outros desde de crianças são educados para as guerras e nem adianta querer fugir da realidade….. sinto muitíssimo eu também gostaria de ser Deus, mas eh impossível!

  35. a disso, excluído eh todo mundo, quer um exemplo da triste realidade? Judeu foi excluído da Europaa, e até príncipes! E pq vocês aí acham ruim q um pequeno Waldorf foi excluído de alguma festinha? A vida a realidade eh outra….. não eh esse mundo de fantasia não…..A vidaeeh assimn enquanto uns são educados em um mundo de fantasias, outros desde de crianças são educados para as guerras e nem adianta querer fugir da realidade….. sinto muitíssimo eu também gostaria de ser Deus, mas eh imppossível

  36. Oi Cris, estou amando seu blog, devorando cada texto!!rs
    Aqui no Brasil esta uma corrente muito grande em cima da metodologia Waldorf e Método Montessori. E é exatamente isso que vejo quando me deparo com pessoas que defendem esses métodos (não todas claro). Elas estão na onda da modinha, não vestem a camisa e vivenciam os ensinamentos. Virou moda ser “bicho grilo” por aqui, ser vegano, alimentação natural e saudável, e eu fico muito desapontada, pois o que era para ser natural esta se tornando popular devido a essa moda. A única escola que tem em minha cidade também encontro pessoas assim, já fui visitar para quem sabe em um futuro colocar meu filho.

    Mas por outro lado concordo plenamente com o médico que você citou. A educação quem dá são os pais. Principalmente a educação moral e espiritual. Então vamos fazer nosso melhor, pq da porta para fora não sabemos como será!!!!

    Neste momento estou grávida do meu primeiro filho, e venho lido muitas e muitas coisas, principalmente sobre a educação Waldorf para poder dar a ele o melhor.

    Parabéns pelo blog. Obrigada por dividir conosco sua experiência e trazer mais conhecimento para mim.
    Se você tiver sugestões de livros em Portugues eu ia amar.

    Beijinhos
    Julia Maria
    @mamaepreguicinha

    • Olá! eu entendo que todas essas coisas ao redor das pedagogias Waldorf e Montessori que você citou parecem ser moda e realmente estão se popularizar e devem se popularizar. Não pode é ser uma escola da moda, seletiva e caríssima. Tem que ser uma escola da conscientização, se não faz de conta que é Waldorf realmente pra estar na moda atrair clientela fútil! As crianças que recebem isso na escola são privilegiadas, Waldorf e Montessori são para todos, mas ainda poucos tem acesso por conta dessa contradissão. A orientação escolar, espiritual, alimentar dessas crianças gera uma conexão maior e mais limpa com o Eu Superior, elas estão mudando os pais aos poucos ou muito rapidamente, depende de cada indivíduo, o quanto se desintoxica. O espiritismo mesmo recomenda os métodos, de qualquer forma quem se torna adepto por moda pode ser beneficiado, a esperança é que evoluam.

  37. Então a festinha podia ter sido melhor se os melhores amigos da sua filha tivessem sido convidados… só que não era a festinha da sua filha, né? Que bom que na festinha da sua filha ela vai poder convidar quem ela quiser, afinal, será a festinha dela… Na festinha dos outros, os convidados são os dos outros. Dificil entender? Se você não entender, como vai explicar para sua filha?

  38. Pingback: A verdade de uma escola Waldorf – Mães Waldorf

  39. Minha filha está há quase 5 anos na escola Waldorf. Li o seu texto e me identifiquei em cada linha. Muitas vezes pensei em troca-la de escola pq, assim como vc, sentia (e vivia) essa falsa demagogia! No entanto, aprendi a amar a escola, a pedagogia e a dar menos importância aos urbanos capitalistas disfarçados de antroposoficos! RS. Parabéns pelo texto!

  40. Rose adorei seu relato!!! Minha filha de 6 anos também estuda numa escola Waldorf desde o 3 anos, confesso me apaixonei pela pedagogia mas também percebi que mesmo numa escola com este conceito nos deparamos com pessoas que buscam o poder do “ter” o “status” mas estou com você, vamos focar no que acreditamos! Também vivenciei acontecimentos de se questionar, mas minha paixão pela pedagogia é maior! Obrigada por dividir sua história!!!

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