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No último post falei sobre os sentidos que, segundo a antroposofia, são 12 e não 5. Hoje vou falar de mais alguns, com dicas tiradas do livro Consultório Pediátrico, referência nos cuidados com crianças, mas que está esgotado (aliás, uma leitora mandou a dica de que o livro está em uma pasta de Dropbox escaneado por alguma boa alma. Chequem!) e também informações do ótimo livro Os Primeiros Sete Anos. Os sentidos de hoje são os que têm a ver com o Eu da criança.

O sentido do equilíbrio

O bebê não tem a percepção do equilíbrio: ele é totalmente dominado pela gravidade. Mas quando vence isso e consegue ficar em pé, por volta de um ano, significa também a vitória do eu sobre os músculos, sobre a gravidade: ele conseguiu ficar de pé depois de muito esforço. Agora, a criança está pronta para conquistar o mundo, ir para onde quiser, um dia. E, quando ela começa a dizer “eu” lá pelos 3 anos, saiba que foi uma consequência direta de se adquirir o sentido do equilíbrio. A partir desse sentido ela tem a vivência da auto confiança.

O que ajuda: brincadeiras com movimento, balanço, pernas de pau (por isso as crianças dos jardins Waldorf sempre têm uma por perto), um cuidador calmo e tranquilo (equilibrado).

O que atrapalha: pobreza de movimentos (daí ficar o dia todo na frente da TV ou do videogame não ajudarem), agitação interior, vida entediada, um cuidador deprimido, depressão.

O sentido da temperatura

Lembrando que os primeiros sete anos, e os primeiros três, mais ainda, são o momento da vida em que desenvolvemos os sentidos de verdade. Depois disso, fica-se como está. No começo, bebês não são capazes de regular sua temperatura sozinhos, por isso costumam ter extremidades mais frias. Isso não quer dizer que não sintam frio ou calor, apenas não conseguem se regular tão bem. Para desenvolver bem seu sentido do calor, ele tem que receber calor psicológico também. Se a criança está em um ambiente que muda demais em termos de calor emocional, esse desenvolvimento fica afetado e o Eu tem que lidar com algo que ainda não está completamente ajustado, o que mais tarde vai se manifestar como uma incapacidade de perceber as variações de calor emocional do ambiente. E mesmo seu corpo pode ficar afetado por isso.

O que ajuda: cuidar para que a criança esteja adequadamente vestida para o frio ou o calor, espalhar calor espiritual e emocional à sua volta.

O que atrapalha; exagerar na proteção contra o frio ou as mudanças de temperatura, manter a casa aquecida demais, colocar pouca roupa quando está frio lá fora, viver em um ambiente frio e impessoal, ser exageradamente e artificialmente cordial (a criança aprende pelo exemplo).

Semana que vem tem mais.

Fabi Corrêa

 

2 pensamentos em “Os 12 sentidos – parte II

  1. Oi Fabi! Quero muito ler o livro e moro aqui no Japão! Seria incrível se conseguisse o livro que a sua leitora falou que tem no dropbox!
    Como faço pra checar!?
    Realmente seria muito bom…
    Se puder me ajudar agradeço muito!

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