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Mudei minhas crianças de escola. Uma das decisões mais difíceis que já tomei na vida. E ainda não sinto aquele alívio que se sente depois de tomar uma decisão, sabe? (talvez porque eu ainda vá voltar atrás) Tenho profunda conexão com a pedagogia Waldorf e sei que não seria fácil mesmo me libertar da escola. Bom, esse papo é longo e vou falando aos poucos. Quero dividir agora um dos textos que li no começo da minha reflexão sobre escolas. E do meu medo das escolas “tradicionais” e da forma como elas levam o aprendizado (e a vida) como se fosse uma corrida.

E então te pergunto: Até onde a escola vai empoderar/moldar nossos filhos? Até onde ela pode fazer bem/mal? Até onde pode ajudar/atrapalhar?

Eu tenho certeza que a maior escola são os pais, a educação mais marcante é a que recebemos em casa. Por isso é tão importante nos auto-educar. Como alguém disse, “para ensinar é preciso saber, para educar é preciso ser”. Quem somos como mães? Qual é o exemplo de ser humano que damos aos nossos filhos? Ao longo de 9 anos de maternidade, posso dizer que – para quem achava que trocar fralda seria a parte mais difícil da maternidade – educar e cuidar da formação de uma criança é o maior desafio (também conhecido como fonte de noites mal dormidas). É quando você vê um ser humano inteiro ali na sua frente e sabe que uma boa educação é o mínimo que você pode fazer. E se dar papinha na boca é difícil e cansativo, ensiná-los a viver com as próprias mãos e ser seres humanos completos (ou quase lá) envolve ainda mais presença e conexão.

Quero dividir com vocês grandes achados sobre o tema. E para começar para cima, Rubem Alves.

Escola e Sofrimento
Estou com medo de que as crianças me chamem de mentiroso. Pois eu disse que o negócio dos professores é ensinar a felicidade. Acontece que eu não conheço nenhuma criança que concorde com isto. Se elas já tivessem aprendido as lições da política, me acusariam de porta voz da classe dominante. Pois, como todos
sabem, mas ninguém tem coragem de dizer, toda escola tem uma classe dominante e uma classe dominada: a primeira, formada por professores e administradores, e que detém o monopólio do saber, e a segunda, formada pelos alunos, que detém o monopólio da ignorância, e que deve submeter o seu comportamento e o seu pensamento aos seus superiores, se desejam passar de ano. Basta contemplar os olhos amedrontados das crianças e os seus rostos cheios de ansiedade para compreender que a escola lhes traz sofrimento. O meu palpite é que, se se fizer uma pesquisa entre as crianças e os adolescentes sobre as suas experiências de alegria na escola, eles terão muito que falar sobre a amizade e o companheirismo entre eles, mas pouquíssimas serão as referências à alegria de estudar, compreender e aprender. A classe dominante argumentará que o testemunho dos alunos não deve ser levado em consideração. Eles não sabem, ainda… Quem sabe são os professores e os administradores. Acontece que as crianças não estão sozinhas neste julgamento. Eu mesmo só me lembro com alegria de dois professores dos meus tempos de grupo, ginásio e científico. A primeira, uma gorda e maternal senhora, professora do curso de admissão, tratava-nos a todos como filhos. Com ela era como se todos fôssemos uma grande família. O outro, professor de Literatura, foi a primeira pessoa a me introduzir nas delícias da leitura. Ele falava sobre os grandes clássicos com tal amor que
deles nunca pude me esquecer. Quanto aos outros, a minha impressão era a de que nos consideravam como inimigos a serem confundidos e torturados por um saber cujas finalidade e utilidade nunca se deram ao trabalho de nos explicar. Compreende-se, portanto, que entre as nossas maiores alegrias estava a notícia de que o professor estava doente e não poderia dar a aula. E até mesmo uma dor de barriga ou um resfriado era motivo de alegria, quando a doença nos dava uma desculpa aceitável para não ir à escola. Não me espanto, portanto, que tenha aprendido tão pouco na escola. O que aprendi foi fora dela e contra ela. Jorge Luís Borges passou por experiência semelhante. Declarou que estudou a vida inteira, menos nos anos em que esteve na escola. Era, de fato, difícil amar as disciplinas representadas por rostos e vozes que não queriam ser amados. Esta situação, ao que parece, tem sido a norma, tanto que e assim que aparece freqüentemente relatada na literatura. Romain Rolland conta a experiência de um aluno: “… afinal de contas, não entender nada já é um hábito. Três quartas partes do que se diz e do que me fazem escrever na escola: a gramática, ciências, a moral e mais um terço das palavras que leio, que me ditam, que eu mesmo emprego – eu não sei o que elas querem dizer. Já observei que em minhas redações as que eu menos compreendo são as que levam mais chances de ser classificadas em primeiro lugar”. Mas nem precisaríamos ler Romain Rolland: bastaria ler os textos que os nossos filhos têm de ler e aprender. Concordo com Paul Goodmann na sua afirmação de que a maioria dos estudantes nos colégios e universidades não desejam estar lá. Estão lá porque são obrigados. Os métodos clássicos de tortura escolar como a palmatória e a vara já foram abolidos. Mas poderá haver sofrimento maior para uma criança ou um adolescente que ser forçado a mover-se numa floresta de informações que ele não consegue compreender, e que nenhuma relação parecem ter com sua vida? Compreende-se que, com o passar do tempo a inteligência se encolha por medo e horror diante dos desafios intelectuais., e que o aluno passe a se considerar como um burro. Quando a verdade é outra: a sua inteligência foi intimidada pelos professores e, por isto, ficou paralisada. Os técnicos em educação desenvolveram métodos de avaliar a aprendizagem e, a partir dos seus resultados, classificam os alunos. Mas ninguém jamais pensou em avaliar a alegria dos estudantes – mesmo porque não há métodos objetivos para tal. Porque a alegria é uma condição interior, uma experiência de riqueza e de liberdade de pensamentos e sentimentos. A educação, fascinada pelo conhecimento do mundo, esqueceu-se de que sua vocação é despertar o potencial único que jaz adormecido em cada estudante. Daí o paradoxo com que sempre nos defrontamos: quanto maior o conhecimento, menor a sabedoria. T. S. Eliot fazia esta terrível pergunta, que deveria ser motivo de meditação para todos os professores: “Onde está a sabedoria que perdemos no conhecimento?” Vai aqui este pedido aos professores, pedido de alguém que sofre ao ver o rosto aflito das crianças, dos adolescentes: lembrem-se de que vocês são pastores da alegria, e que a sua responsabilidade primeira é definida por um rosto que lhes faz um pedido: “Por favor, me ajude a ser feliz…”

E você? Como encara a questão das escolas? Está contente com a sua? Também pensa como o Rubem Alves? Escreve aí. Adoraria saber.

Por Cris Leão

37 pensamentos em “Qual é o papel da escola?

  1. Nossa me passou um pequeno filme na mente ao ler o trecho deste texto onde ele diz que só lembra de 2 professores em sua vida de escola…também tive 1 professora assim…mãezona…e lembro vivamente na memória os bons momentos deste 2º ano que tive na época de escola…dos demais anos!!??..nem me lembro pois só encontrei apenas professores frios e chatos de verdade!
    Verdadeiros Terroristassss..aff..que medo..kkk
    Ensino teria muito mais qualidade se os profissionais os quais o faz focassem na felicidade do aluno!
    Teríamos um mundo muito melhor!!

  2. A priori estou contente com a escolha, desde os 03 anos minha filha estuda na mesma escola.

    Concordo parcialmente com Rubem Alves, infelizmente só não podemos deixá-los a mercê da ignorância do “não saber” mas por outro vejo que os professores precisam direcionar os seus conhecimentos as questões psicológicas do aluno, até para saber lidar com eles.

    Muitos tem essa preocupação mas a grande maioria está ali para descarregar apenas o conteúdo do ano letivo custe o que custar!

    Sou a filha mais velha de 04 irmãos e abaixo faço um um breve balanço do que a escola representou na minha vida: um período onde fiz grandes amizades, as quais possuo até hoje ao longo dos meus 46 anos; no jardim da infância: uma frustração (1º trauma da infância) por ter sido deixado numa creche/escolinha pela minha mãe, pois ela precisava trabalhar para nos sustentar; no ensino fundamental: consolidei as minhas amizades mas por vezes precisamos fazer valer a nossa personalidade e ingressar em um determinado grupo, seja ele do bem ou do mal; no ensino técnico: tudo está direcionado a ser alguém na vida profissionalmente e por fim na faculdade: estudar e trabalhar, causando cansaço, desgaste físico e emocional, dormia pouco, tudo por um diploma e lutar para se ter uma garantia de posição profissional estável.

    Baseado nisso, confesso que é preciso melhorar bastante, de lá para cá vemos o bulling se intensificar a cada dia, crianças que se sentem rejeitadas e por motivos banais matam e/ou tiram a própria vida, vejo crianças mais estressadas, ansiosas, inseguras, briguentas,…enfim, o saldo não é nada animador, está mais para sofrimento e cobranças do que para alegria e realização!!!

    Mas tenho apostado no envolvimento dos pais no ambiente escolar e junto aos professores fazerem a diferença na vida de cada criança/aluno.

    • Acho que é bem isso mesmo, frustação, traumas, mas também amizades e aprendizado. O que acho difícil é a gente conseguir o equilíbrio entre o querer o melhor e o querer proteger demasiadamente. Sempre vai haver os professores inesquecíveis, não é?

  3. Cris primeiro queria te dizer uma coisa… que saudade de ler você!!!!! Nossa chorei chorei de ler esse texto, não tenho ainda muito a dizer sobre a minha experiência de mãe com o meu pequenino que está a apenas 6 mêses. Mas eu lembrei de toda a minha história escolar e somente lembro com alegria e saudade de apenas duas professoras minhas a tia fátima da 3ª série e da tia socorro da 4ª série depois disso tive uma experiencia traumática com a minha professora de português Osmilda e até hoje tenho uma dificuldade enorme com interpretação de texto e me identifiquei demais com uma parte do seu texto parece que você me descreve quando diz assim: – “Mas poderá haver sofrimento maior para uma criança ou um adolescente que ser forçado a mover-se numa floresta de informações que ele não consegue compreender, e que nenhuma relação parecem ter com sua vida? Compreende-se que, com o passar do tempo a inteligência se encolha por medo e horror diante dos desafios intelectuais., e que o aluno passe a se considerar como um burro”.
    Bom… por hora é isso espero que meu pequeno tenha uma experiencia feliz na sua trajetória de aprendizado”
    beijos Cris”

    • Saudades de vc também, Lara! Foi um dos motivos de eu ter colocado esse post hoje. A gente vai dando o nosso melhor como mãe, né? E o resto é a vida. beijos!

  4. Cris, sei bem o que está sentindo, também irei mudar meus filhos no próximo ano para outra escola e estou com o coração apertado. Fico sempre pensando, será que estou fazendo a escolha certa? Sinto-me com um peso enorme de responsabilidade como se a escola fosse fazer a diferença para a vida deles, como se uma escolha errada definiria o futuro deles para bom e não tão bom. Estou mudando eles de escola mais por trazê-los mais para perto de casa. Nesta escola que eles estão o meu mais velho adora, briga quando preciso tirá-lo mais cedo, ele conhece todo mundo e todos conhecem ele, sinto que ele é amado pelos profissionais que trabalham lá, mas se Deus quiser irá dar tudo certo nessa nova escola. Boa sorte para você. Beijos!!!!

  5. Oi Cris, como já disse, sou sua fã… e fico feliz de ler esse texto hoje, pois Rubem Alves deixou-nos um legado e tanto, estou lendo um livro dele chamado: A escola que sempre sonhei e que não sabia que existia, sobre a Escola da Ponte em Portugal. Lendo o livro e vendo a experiência lá em Portugal podemos contemplar que ainda existe uma esperança para a humanidade que caminha a passos largos para uma grande distância entre o ser e o ter… não é mesmo? Eu como professora há 20 anos sinto isso… uma grande pressão de todos os lados… temos a nossa meta, temos a nossa metodologia mas aplicá-la e não encontrar barreiras é quase impossível hoje em dia, pois os dados de aprendizagem para serem mensurados em resultados é o que eles, digo Secretaria de Educação , querem ver… em todas as instâncias… fica difícil… agora como mãe, estou muito satisfeita com a escola dos meus filhos…! é pequena, é de bairro, crianças educadas, boas e as professoras, assim como a diretora um amor, justas e que passam sinceridade nas ações… é o que nós queremos. Beijos e estava com saudades…

    • Obrigada pelo carinho, Renata. Fico muito feliz de te ver por aqui. Realmente essa escola de Portugal é uma grande esperança a todo mundo que se importa com educação. (a de verdade, não a dos números e metas) Beijos!

  6. Tia Cris foi por isso entao que vc desapareceu do blog? Bom saber que vc esta de volta! No meu caso os meus filhos estao na escola que eu considerei melhor aqui na minha cidade que e bem pequena.. no momento eles ainda estao no periodo de escolinha.. salas de 3 anos e de 6 anos.. e eles adoram.. voltam muito felizes. As professoras sao amorosas e no caso do.enzo existe ate uma relacao pessoal com a professora dele do ano passado.. capaz e pel cidsde ser pequena todo mundo se conhece. Da minha parte eu guardo mais lembrancas boas que mas dos meus professores.. como a tia neusa que me ensinou a tricotar na 4°serie..a tia sonia que foi professora do claudio e deu aula pra ele como 3 anos seguidos.. do ginasio e do colegial tambem tenho boas lembrancas..bom..isso e o que eu quero deixar para os meus filhos.. que depois de 20 anos eles possam encontrar alguma professora nas redes sociais e ficarem feliles! Beijos e muitas saudades!!!

    • Oi Jana! Saudades também. Que bom que tem todo esse carinho e cuidado de uma cidade pequena. Porque nas cidades grandes realmente a realidade das escolas hoje em dia é bem diferente daquele que vivemos quando éramos pequenos. Muita competição, muita correria para lugar nenhum. O resultado são crianças estressadas. E não penso pensar em nada pior do que isso.
      Beijo e muita saudade!

      • e verdade!!! olha so, hoje lembrei de vc!! amanha a escola faz um ppicnic no campo so com comidas saudaveis pra compartir entre oos alunos e as familias!!! Vai ser super gostoso! e a sua cara!!! A eescola segue a montessori e eu gosto muito. Beijos

  7. Vai compartilhar os motivos de sua decisão? Sempre achei tantas qualidades nas Waldorf (embora meis filhos estejam muito distantes desta possibilidade, pois vivemos numa cidade pequena no Canadá…) … Minha fila ainda não vai para a escola, mas meu filho de 5 anos já vai e a escola é tradicional.
    A gente sempre acha que a grama da escola do filho do vizinho é mais verde… Quero mesmo saber o que não gostou na Waldorf e para que tipo de escola seus filhos irão.
    Obrigada pelos posts!

    • Oi Patrícia, vou falar sim. Essa é minha primeira semana com os dois em escolas novas. (cada um foi para uma escola diferente) Mas logo que as coisas se ajeitarem um pouco, eu escrevo. beijos!

  8. To aqui na fase de escolher a escola da minha filha de 1 ano e 8 meses. Cheguei a matriculá-la num jardim de infância Waldorf no ano que vem, mas já desistimos. Vamos mante-la em casa por mais um ano. Nenhuma escola me anima, a não ser as Waldorf que visitei perto de casa. Achei uma maravilha. Mas sei que não vai ser perfeito, porque isso não existe, em situação alguma da nossa vida. Gostaria que você escrevesse mais sobre essa troca de escola. Você desistiu da pedagogia Wladorf? Por quê? Obrigada!

  9. Cris, nossa que mudança! Não tenho experiência com a educação waldorf, mas no meu caso, também com 9 anos neste “mundo mãe” escolhi para minha filha uma escola pequena onde ela pudesse ter uma atenção mais direcionada. A escola dela, eu costumo dizer, é o quintal da minha casa. Lá sou sempre bem recebida, com eles divido minhas angústias e alegrias e minha filha se sente acolhida. Acho que isso é muito importante para ela e para nós (meu marido e eu). Percebo que o importante, além da alegria de querer aprender, é sentir-se parte de algo e foi isso que senti lendo o texto. Nos meus tempos de escola eu nunca me senti parte daquele espaço e nem sentia que os professores partilhavam a minha vida. Aprendi muito mais num cursinho pré-vestibular, onde os professores davam aula com entusiasmo, do que em mais de 10 anos de escola. O próximo ano será o último ano da minha filha nesta escola, o tão sonhado quinto ano! Ela está temerosa de ir para uma escola maior onde os profissionais não a conhecem desde pequena e está com medo de não ser entendida, mas penso que até isso é parte de todo um processo de crescimento e precisa acontecer assim. Enfim, espero que tudo corra bem com vocês nesta nova etapa e se não der certo temos sempre a opção de voltarmos atrás. bjs

    • Que bom que conseguiu ter uma escola assim! Sua filha depois do quinto ano já vai estar mais forte e pronta para os desafios maiores, as escolas maiores. Concordo com você. Acho até importante ter esse choque com a vida real enquanto ainda se é criança, né? Não sei, mas parece mais fácil do que só na adolescência entender que a vida não é só o quintal da casa. Boa sorte também! beijos

  10. Gostei muito do texto.
    Estou procurando escola para a minha filha e tenho pensado muito nessas coisas.
    Confesso que fiquei intrigada com o seu relato de mudança de escola.
    Estou querendo muito uma escola Waldorf, acreditando que seja uma melhor opção em relação às tradicionais ou mesmo em relação às construtivistas.

    • Eu acho que o problema das escolas construtivistas é que o discurso é lindo, mas na prática a gente precisa perguntar quem está lá dentro para saber se algo realmente existe. Muitas vezes acaba no discurso mesmo. Boa sorte na procura!

  11. Cris, mudamos de escola este ano também. E já de cara tive umas decepções na escola nova. E lá vem a velha e boa culpa com tudo em cima da mãe aqui! Ainda não consegui escrever sobre a mudança porque ela ainda não se concretizou em mim. Por enquanto estou apenas observando e tateando. Acho que temos que pesar o saldo das coisas e tentar aproximar as realidades de valores familiares com valores escolares. Mas, sem perder a serenidade e achar que conseguiremos fazer da escola uma réplica de nós mesmos. Ainda cogito desescolarizar, não acho totalmente inviável como achava antes de ser mãe. E viva a escola da vida!

  12. Cris, que texto mais lindo e mais verdadeiro. Me pegou em um momento muito oportuno e a identificação foi imediata. Estamos em processo de mudança, muito provavelmente de volta para a hoje sua Miami. A parte mais difícil de tudo isso tem sido para mim, a mudança de escola das crianças, a troca do sistema britânico pelo americano. Meu marido perdeu o sono essa noite em uma pesquisa sem fim pelas escolas aí do pedaço. Adoraria trocar uma figurinha com você sobre o assunto. Vou te escrever. Beijos

    • Oi Juliana, pois é o tema é extenso e de fazer perder noites de sono sim. Me escreve. E se interessar, tem um coach em educação que dá umas dicas boas. O site dele é educatesouthflorida.com. Ele é um amor. Fui numa palestra dele há mais de um mês atrás de lá para cá, só tenho ouvido coisa boa sobre ele. Beijos e boa sorte!

  13. Oi Cris e Fabi!
    Q
    Saudades de vcs!!!
    Cris, vc tirou seus filhos da escola Waldorf!?
    Bjs!

    Enviado via iPhone

    >

  14. Olha, concordo com tudo isso do texto, Para ser professor, tem quer ser muito apaixonada pelo que faz. Mas me deixa triste, muito triste. Mas uma vez os professores não são valorizados. Sou professora, e vejo diariamente o quanto de amor que colocamos na nossa profissão. Mas como disse o texto, existe hierarquia. Somos comandados por uma admistracaovque pensa que educação e um negócio. Dou aula nos Estados Unidos, e mesmo num mmpais desenvolvidos temos que terumboutro trabalho para tem uma condição de vida melhor. Trabalhei no Brasil e senão trabalhasse em três turnos e aos sábados, não conseguia pagar as contas. Como um profissional, que tem também a sua família, pressionados o tempo todo pela sociedade, admiração pode trabalhar nessas condições. Mas uma vez vejo os professores sendo jungados. Aquele professor rabugento derrepente varou a madrugada preparando uma aula, tentando fazer o melhor… Alem do ensinar, somos psicólogos, enfermeiras, mães, e por ai vai…Os professores NÃO são valorizados em nenhum lugar do mundo e é muito triste, pois a sociedade e humanidade como um,todo so tem a perder!

    • Concordo plenamente, Elaine. Também trabalhei como professora durante quase 4 anos. E acredito que se os professores fossem mais valorizados, como vc disse, no mundo inteiro, a educação e as escolas seriam diferentes. E no fim, o que pode ser mais importante na vida do que uma boa educação, não é?

  15. Oi, Cris! Sempre estou por aqui ansiosa por ler os seus textos. Moro no interior do Ceará e percebo que as metodologias utilizadas nas escolas por aqui são as mesmas se alguma acrescenta algo a mais da outra é no espaço físico. Acho que as professoras estão cansadas em não saber lidar com as crianças e as exigências da escola. Tenho uma filha de três anos e já fico apreensiva de como será a continuidade nessa escola, mas opções não tenho.

  16. Prezada Cris Leão,

    Achei muito interessante, e concordo com o comentário que fez, ao dizer que a escola não deve moldar e nem educar os alunos. Penso que motivos naturais confirmam isso, por exemplo: um professor (a) não tem um mesmo afeto pela criança como por ela tem um pai e uma mãe, logo, não tem tanto interesse em educar a criança. Isso, digo na maioria dos casos, pois existem pessoas bem intencionadas que se dedicam de coração ao ensino.

    A única coisa que, em parte, discordo do texto, foi o comentário do Rubens, que foi bastante alimentado da ideologia de Paulo Freire, em que o professor detém o monopólio do saber e os alunos são os oprimidos que devem se submeter a eles. Não nego que por vezes tenha um certo abuso, ou certa soberba por parte dos administradores da escola em se acharem superiores como pessoas pelo fato de saberem mais.

    Bom, minha visão sobre isso é a seguinte:

    – É um fato que o professor sabe mais que o aluno, pois se assim não fosse, de que serviria a escola;

    – Existem professores que se acham, por isso, melhores como pessoas, mas não são todos.

    Vejo, então, o problema mais como particular da pessoa do que do sistema de ensino. Se analisarmos, como já citei, Paulo Freire, ele quer acabar com essa hierarquia do docente em relação ao discente, e é o que discordo e por vezes vi elementos disso no texto.

    Novamente, tem muitas verdades, falo por experiência própria rsrs que tem professores assustadores, etc. Mas o problema, em parte, pode ser do ensino mas também de coisas que podem ter acontecido na vida da pessoa.

    O sistema em que um ensina e outro aprende, não é ruim, mas, dependendo de quem ensina e de como ensina, pode ser ruim. Nosso Senhor Jesus Cristo, por exemplo, sendo Mestre, buscou servir os seus discípulos, e ensinou que “aquele que quiser ser o maior, que se faça o último e o escravo de todos”. Se houvesse esse humildade por parte dos professores, em ensinar, mas, ao mesmo tempo, “querer ao outro o que querem pra si”, com certeza haveria um grande progresso.

    Desculpe-me de repetir novamente, mas é que as vezes é útil para ficar bem claro. Tem pessoas que “abusam do poder”, mas acho equivocado “demonizar” o sistema de ensino por causa do abuso dessas pessoas. É verdade, ajunto, que muitas coisas, muitas mesmo, precisam mudar no atual sistema, mas não essa “hierarquia”, onde deve haver um respeito dos discentes perante os docentes, e principalmente vice-versa.

    Sobre o que concordo, infelizmente muitas escolas estão se tornando “a família” dos alunos, pois muitos pais, mesmo sabendo que crianças, na maioria, não gostam da escola, colocam seus filhos em turno integral. E o pior, além de “família”, estão educando as crianças em ideologias terríveis, principalmente a Marxista, do qual tenho visto espalhar-se particularmente no Ensino Médio e nas Universidades (posso afirmar isso por experiência própria, pois tenho 19 anos e estou vendo isso na Universidade onde estudo). Estão usando a escola para formar e moldar muitas pessoas, e tem conseguido.

    Muitas dessas crianças que não tiveram uma boa base familiar, são os nossos professores, e as de hoje serão os de amanhã. Penso que o que vivemos hoje foi uma grande falha não somente da escola, mas de muitas circunstâncias particulares na vida das pessoas.

    Bom, caso tenha lido esse enorme comentário rsrs agradeço, e gostaria também de deixar uma pergunta:

    – Qual é a base que vocês (administradoras do site) tiveram para defender certos posicionamentos (que, no caso, considero muito bons) ?

    É que percebi que vocês defendem muitas coisas como as mães se dedicarem mais em ser mães da forma tradicional, bons posicionamentos em relação ao cuidado com os filhos, etc. Mas não vi nenhuma citação de inspiração para esse posicionamento. Foi apenas a experiência, etc ? Rsrs fiquei muito curioso em saber. Das linhas que conheci, achei muito semelhante, muito mesmo, à linha Tradicional Católica, que tem crescido muito hoje em dia entre jovens moças.

    De toda forma, agradeço a atenção, e parabéns pelo trabalho do site!

    • Oi Eryc, se ler na parte do blog “Por que criamos esse blog” vai ver que nossa inspiração é a Antroposofia e a Pedagogia Waldorf. Um abraço e volte sempre!

  17. Oi Cris,
    Essa questão da escola é difícil mesmo… confesso que senti um pouco da sua angústia em mudar os meninos de escola porque acompanho o blog e percebo o quanto a escola waldorf era algo que te satisfazia para a educação dos meninos. Mas torço para que a mudança seja uma decisão acertada e conduza toda a família por um outro caminho de amadurecimento e aprendizado.
    Esse tema me tocou, especialmente, porque também vou mudar meu filho de escola.
    Eu conto em 3 posts no meu blog como foi essa saga. Vou deixar os links aqui se você quiser dar uma olhadinha:
    http://www.verdemae.com.br/2014/11/como-encontrar-escola-perfeita-saga_13.html
    http://www.verdemae.com.br/2014/11/como-encontrar-escola-perfeita-saga.html
    http://www.verdemae.com.br/2014/11/como-encontrar-escola-perfeita-saga_20.html
    Um abraço apertado,
    Bjos,
    Jaqueline

  18. Que acalanto sua partilha!!! Eu vivencio a mesma dúvida e cada dia tenho mais certeza de que a pedagogia waldorf começa em casa e pode ter um apoio da escola.

    Somos nós quem podemos conectar nossa presença com estes seres que nos curam e nos ensinam tanto, mas precisam ser conduzidos nesta vida…Eu tenho cobrado de mim tudo aquilo que não conseguiria dar: a euritmia, a arte, a pintura, o tempo, as épocas…e aprendido muito com essa necessidade de querer doar acima do possível…
    Parabéns e obrigada pela partilha…

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