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Continuo aqui na fase de mudança de escolas com as crianças. O que posso dizer até agora é que não existe MESMO uma escola perfeita.

Por isso tenho lembrado de leitoras que escrevem pedindo dicas sobre escolas para os filhos que ainda são bebês. (de 0 a 3 anos) Esse post é para vocês. Porque minha resposta é sempre individual, mas é sempre a mesma: bebê não precisa de escola, bebê precisa ficar em casa.

Eu fiquei em casa com o João até ele completar 3 anos. Uma psicóloga na época me disse: não existe plano de previdência melhor para os pais do que a mãe cuidar dos filhos até eles fazerem 3 anos. (Por que a mãe? Pergunta pro Freud.) Com a minha segunda filha, foi um pouco diferente. Eu precisava trabalhar e ela foi para a escola com 2 anos, mas era de 9h ao meio dia. Se tem uma coisa que eu tenho certeza que fiz bem feito na minha vida como mãe foi ter levado a sério esse tempo com eles. Agora, na impossibilidade de estar com a mãe, uma babá pelo menos vai garantir o ambiente familiar, a rotina mais tranquila, sem tanto para lá e para cá. E melhor, o silêncio. Gente, ninguém merece ficar o dia inteiro cercado por vários bebês. Claro, tudo na vida é quando pode, mas se você pode escolher, eu acho que deveria escolher a babá. E claro também que a babá pode não dar certo, e então você procura outra.

Veja a opinião do médico Antroposófico, pediatra e neonatologista, parte do corpo clínico do Hospital Albert Einsten, Dr. Sergio Spalter:

“A maioria das mães trabalham hoje em dia e surge essa questão em relação aos bebês. Devo deixar em casa ou levar para um berçário?

Vantagens de deixar a criança em casa: ela mantém o ritmo cotidiano próprio, tão importante para os bebês e crianças pequenas. A alimentação da criança será aquela escolhida pelos pais. E caso a criança fique doente (que acontece nesses primeiros anos de vida) ela continua na rotina própria da casa.

Vantagens do berçário: ambiente de confiança e ter pessoas preparadas para lidar com os bebês (é o que esperamos!)

Algumas coisa devem ser ditas em relação aos primeiros 2 anos de vida. A criança deve estar em um ambiente tranquilo, sem estímulos em excesso. Não há necessidade de conviver com muitas crianças ainda. A criança aprende por imitação e imita tudo! Deve ter em sua volta adultos sinceros, verdadeiros e de preferência que tenham uma relação agradável com a vida, um entusiasmo. Não precisa ser ninguém especializado!”

Mas contratar uma babá não é fácil. Eu sei. Você precisa confiar bem nessa pessoa. Como tudo que é sério na vida, tem que se levar a sério. Eu estudei, encontrei (aqui) e formulei algumas perguntas para se fazer em uma entrevista com babá.

Nota: Nunca tive babá que não fosse a empregada também. Mas de um jeito ou de outro, as perguntas servem na mesma.

Passo 1: A busca

Esta é a parte mais difícil, eu acho! As três babás (empregadas-babás) que tive em São Paulo, duas eu encontrei através do boca a boca de amigos, outra através dessas agências de emprego. Pensei que vindo de agência eu correria menos risco com falta de comprometimento com o trabalho, mas não foi o caso. Ficamos com ela durante alguns meses, mas aconteceram algumas faltas e atrasos. Por isso idenpendente da indicação, é importante que a pessoa more perto para você saber que pode contar com ela.

Passo 2: Faça perguntas esclarecedoras (por telefone mesmo, valorize seu tempo)

Para a entrevista por telefone, eu percebi que essas oito questões me ajudaram a aprender muito sobre as candidatas:

1 – Fale sobre você e sua experiência com crianças.

2 – Por que você acha que as crianças gostam de você?

3 – Qual é a idade que você prefere cuidar?

4 – Que tipos de atividades você gosta de fazer com as crianças de idades diferentes?

5 – Alguma vez você já teve uma diferença de pensamento com os pais que você trabalhou para, ou se há algo que pediram para fazer e que você teria feito diferente?

6 – Como você até hoje fez para impor a disciplina com as crianças que cuidou?

7 – Você pode me dizer sobre uma situação de emergência que você já passou no seu trabalho como babá, ou algo que te assustou?

8 – Que perguntas você tem para nós? (aprendi isso em várias entrevistas que fiz em NY, é uma ótima pergunta para conhecer que tipo de profissional é essa pessoa.)

Passo 3: Fale abertamente com as referências

As referências geralmente passam um panorama positivo e muitas vezes genérico. Portanto faça perguntas objetivas: “O que você não gosta nessa babá? Quais foram as coisas que ela fez que te incomodoram?” Fazendo perguntas assim, é muito mais provável que você consiga uma resposta direta e simples.

Passo 4: Chame a pretendente para brincar / passear no parque

Depois de já ter feito a entrevista por telefone, ligado para a referência, você não vai ter nada muito importante para falar, então pode apenas bater um papo e nessa hora já com as crianças (ou bebê) para aí você avaliar como vocês se sentem com ela por perto.

Passo 5: Saiba que tipo de pessoa ela é

Pergunte sobre o que elas fazem fora do trabalho. Por exemplo: que tipo de passatempos/interesses você têm. O que costuma fazer no final de semana ou horas livres. Fazer estas perguntas, te dá uma idéia melhor de quem ela é. Lembre-se, ela vai trabalhar com sua família, por isso, é preciso ter alguma afinidade a nível pessoal.

Passo 6: Confie na sua intuição

Para mim, uma das coisas mais surpreendentes sobre contratação de babás é o quanto parece um namoro! Quando entrevistamos potenciais babás, pode ser que tudo pareça perfeito no papel (toneladas de experiência, referências brilhantes), mas algo não vai clicar, ou eu vou ter uma sensação estranha de que algo não está certo. É uma relação tão pessoal e íntima, e você quer encontrar alguém que você e seus filhos vão se apaixonar e que você pode confiar. Talvez você esteja pensando “nossa, se ela soubesse como tá difícil encontrar uma ajudante, agora ainda querer ter química boa?!”. Eu sei que está muito difícil de achar babá/empregada no Brasil e talvez você possa ignorar esse tópico. Só quis fazer uma lista completa, mas os ajustes fazem parte da vida e a regra básica do mercado procura x demanda, também. Igual receita de bolo, se não der para fazer a cobertura, é só ignorar e se deliciar com o recheio.

Boa sorte! Conheço muitas pessoas que tiveram boas babás e eu mesma tive duas que até hoje sinto saudades. Bia e Cintia, se passarem por aqui, um beijo grande para vocês!

Nota: Tenho uma amiga em BH que tem uma babá super boa e ela me falou que a babá ganhava o mesmo salário que ela paga (normal no mercado) para trabalhar em um berçário cuidando de 9 bebês. Essa babá disse que ela tinha a orientação de não pegar os bebês no colo. Então se for optar pelo berçário, pergunte qual é a relação adulto x bebê e faça algumas visitas surpresa para ver como de fato esses bebês são tratados.

Ps: A foto é da minha filha com 5 meses. Hoje ele tem 5 anos. Sua avó está certa: o tempo passa rápido e um dia você vai sentir saudades de quando eles eram bebês. Por isso, aproveita o máximo que puder.

Espero que essa lista seja útil para algumas de vocês. E se você já teve boas experiências com babás, ou se tem uma experiência boa no berçário, conte para a gente! Essa é uma decisão difícil para muitas mães e nada como poder contar com a força que existe quando as mulheres se propõem a se ajudar.

Já apertou a bochecha do seu bebê hoje? ; )

Cris Leão

8 pensamentos em “8 perguntas para se fazer a uma nova babá

  1. Oi Cris,

    Adorei as dicas, elas são originalmente do A cup of jo?
    O seu blog é o meu favorito de maternidade!!
    Beijos de Salvador.

    • Oi Camila! Que bom que gosta do blog! As perguntas são do A Cup of Jo sim. Coloquei o link no texto. Beijos!

  2. Pra mim é sempre tão interessante seus temas… me ajudam muito! Obrigada por compartilhar suas experiências!

  3. Quero partilhar uma experiencia que tive com berçário, sobre a importância de observar bem as crianças nessa situação e de não ter medo de mudar. Voltei a trabalhar quando minha filha tinha 2 anos e meio, antes ela ficava o dia todo comigo. A adaptação foi muito difícil, ela chorava muito e eu também, sempre pensei que ela não gostava da escolinha por ter ficado tempo demais em casa comigo, ao mesmo tempo achava estranho porque ela adorava crianças. Foi um ano observando, e algumas vezes ela chorava para não ir. No entanto não tinha marcas físicas, não mudou o comportamento e sempre que buscava na saída ela estava feliz. Há alguns meses mudei de casa e troquei ela de escolinha, a diferença foi enorme, ela NUNCA reclamou pra ir, sempre volta contando das atividades que fez e no final de semana reclama de não ir. Me sinto culpada, porque acredito que tinha algo de errado na outra escolinha. Meu conselho é que passada a fase de adaptação, se seu filho reclama pra ir, algo deve incomoda-lo, o que não significa propriamente que ele sofre algum tipo de agressão.

  4. Sou a Vanderli santos tenho 44 anos não tenho experiência o outras crianças só com meus filhos e netos mais me coloco a disposição para cuidar de crianças e garanto fazer feliz com os meus tenho residência própria meu telefone é 4195-1010 não vão se arrepender vejo muitas babás com experiência na área e vejo na tv batendo judiando .Se fosse meus filhos e netos não sei o que faria mais e isso o meu desabafo há tenho curso Auxiliar de enfermagem .

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