Home

Até hoje chocada de ter saído de uma escola Waldorf e encontrar o que eu encontrei do lado de fora.

Meu filho semana passada ficou em primeiro lugar na leitura. (depois de um dia sem aula onde eu fiquei com ele estudando em casa durante 5 horas) Há um mês, ele entrou na escola sofrendo muito para conseguir ler um parágrafo e nessa semana ele leu 2 mil palavras em 2 dias. O que significa que deixar a criança ler apenas com 7 anos, pode não estar tão errado assim. Quando li o papel que dizia “Reading Super Star” blablabla, “estamos muito orgulhosos de você”. Eu tive vontade de chorar. Porque pensei que aquelas outras crianças da escola, que não ficaram em primeiro lugar, estão aprendendo a ler desde os 3 anos. E tendo provas desde os 5 anos. Elas não subiram nas árvores que ele subiu, não construíram castelos de lama, nem chegaram em casa imundas ou encharcadas depois da escola. Tiveram a infância roubada em nome de uma corrida acadêmica que não faz sentido.

Ontem eu fui em uma reunião nessa escola nova, cheguei meia hora atrasada por causa do trânsito e a reunião já estava no fim. (parece que eles são mesmo bons em corrida) Quando cheguei lá, às 18:30 ainda haviam umas 15 crianças na escola. Elas estavam ali desde às 8:30 da manhã. Na escola não tem árvore, não tem muito espaço externo. Elas passaram o dia inteiro dentro de uma sala de aula. Minha infância foi tão boa e tão diferente dessa cena que a criança que existe dentro de mim, não consegue aceitar.

Para ser sincera, quanto mais o tempo passa, mais eu olho a pedagogia Waldorf com olhos diferentes. Eu e minhas amigas sempre nos auto intitulamos parte de uma seita ou coisa assim. Porque falamos de coisas que só a gente entende e chega em um ponto (dependendo da personalidade de cada um) que fica até difícil conviver com outras pessoas. Eu nunca gostei disso. Nunca gostei que em vários encontros de pais Waldorf as pessoas passassem uma parte grande do tempo falando mal de quem “não é Waldorf” também não gostava de sentir um certo clima de competição para ver quem era a família mais Waldorf. Não acho que precisa de nada disso. Ninguém precisa virar cozinheira de mão cheia, especialista em nutrição, bordadeira, tricoteira, vegetariana e guru espiritual para saber criar bem os filhos. Nesse mundão sem porteira a verdade sempre ganha no final. E cada um tem a sua. Só acho que a infância não pode ser extinta.

E por isso, não podia deixar de compartilhar esse texto. O que segue é minha tradução, o original saiu no Huffington Post aqui.

A última geração de crianças que brincam fora de casa

Um pensamento assustador me ocorreu enquanto comia café da manhã outro dia: Estamos matando lentamente o futuro da inovação.

Deixe-me explicar.

Pense no iPad – Ele foi inventado e construído por adultos que brincaram fora de casa quando eram crianças. Fast forward para esta geração atual onde a maioria das crianças ficam sentadas dentro de casa olhando … um iPad.

Parece irônico, mas o iPad pode causar o fim de futuros “iPads” serem sonhados, inventados e construídos.

A partir do momento que nós fomos apresentados a um iPad, sabíamos que era uma notável peça de tecnologia e arte. Para construí-lo, uma equipe de pessoas brilhantes teve que resolver problemas cruciais, inventar inúmeros componentes e continuamente optar por não desistir.

Lembro-me de uma história que um executivo da Apple disse da sua equipe receber todas as peças para o novo iPad e depois ter que descobrir como encaixá-las na menor forma possível. Tinha que ser fino, leve e bonito. Como é que eles fazem isso?

Não só isso, como é que eles descobrem como criar algo como um iPad?

Então lembrei da minha infância na pequena cidade de West Linn, Oregon. Muitos dias foram gastos correndo no quintal, ligando mangueiras de água para criar efeitos especiais. Construindo fortalezas com lonas e madeira. Criando pequenas casas de formigas com pequenos galhos para paredes, rampas e mobiliário.

Lembro-me de correr para o jardim na manhã do dia seguinte de ter plantado feijão ou ervilhas, para ver se eles tinham brotado magicamente durante a noite, ou fazer apitos, soprando em lâminas grossas de grama. Lembro-me de pegar algumas peças de madeira de sucata, um martelo e pregos para tentar fazer uma casa de passarinho.

Se você tem mais de 20 anos de idade ou 30, eu tenho certeza que você tem histórias semelhantes de aventuras na floresta – de ter que resolver problemas e pensar fora da caixa. Você provavelmente recorda momentos onde criou sua própria diversão com itens aparentemente chatos.

Você não estava dependente de criatividade e engenhosidade de outra pessoa. Você sabia sonhar.

Você não precisava de alguém para entretê-lo ou de coisas com design para você se divertir. Você poderia criar um jogo com pinhas e paus.

Quando esta geração passada de criadores da Apple sentou-se para sonhar com o próximo produto, eu acredito que eles inconscientemente recuaram em suas próprias raízes no “quintal”.

Eles sabiam como resolver os problemas, porque eles tinham resolvido antes. Eles sabiam como inventar novas possibilidades, porque eles tinham feito isso desde que eram crianças. 

Isto leva-me para a verdade surpreendente: Se permitirmos à geração atual ser satisfeita pensando dentro de uma caixa de 9,7 polegadas, vamos roubar-lhes a curiosidade e a criatividade que levou a construir esse mesmo dispositivo que está segurando.

Se não removermos o entretenimento fácil de nossos filhos, eles nunca vão aprender a criar o seu próprio.

Eu não sei qual é a resposta para a sua família e seus filhos – mas temos de ser drásticos. É hora de parar de dizer, “Mas é tão mais fácil entretê-los com o iPad.” Ou, “Eles vão ter um ataque se não começar a jogar com o meu iPhone.”

Mesmo Steve Jobs, o visionário por trás do iPad, não deixou que seus filhos usassem o iPad. Ele empurrou-os para brincar fora de casa, para ler livros e para ficarem fascinados com uma boa conversa.

É hora de olhar para dentro. Será que estamos perdemos a capacidade de admirar a vida que costumávamos ter? Será que nossos filhos estão simplesmente seguindo nossos passos? Somos nós os adultos que esquecemos as aventuras que tivemos? Será que estamos lendo preguiçosamente o Twitter em vez de mostrar aos nossos filhos as infinitas possibilidades da curiosidade e dos sonhos?

Nós temos o potencial para criar uma nova geração de crianças que pode imaginar e explorar – que podem pensar fora da caixa e criar coisas interessantes.

Se não fizermos isso, essas pequenas sementes não serão plantadas e vão acabar morrendo. As formigas não terão um forte para brincar. Os feijões e as ervilhas não terão um amigo para cuidar deles todos os dias. – E, mais importante, não será criado o Futuro “iPad” (ou o que quer que seja). 

Vamos educar uma geração de crianças que constroem casas de pássaros e castelos de areia. Uma geração que planta sementes de feijão, de ervilha ou qualquer outra coisa que suas mentes possam sonhar.

O futuro deles depende disso.

Para inventar, você precisa de uma boa imaginação e uma pilha de lixo.

– Thomas A. Edison

Por Cris Leão

Atualização Janeiro de 2016: Pesquisa realizada pela Universidade de Stanford revela que crianças que entram no jardim de infância com 7 anos, ao invés de 6, tem uma taxa de desatenção e hiperatividade 73% menor quando chegam aos 11 anos de idade. Quem quiser ver o link com a pesquisa, está aqui. 

71 pensamentos em “O que tem de errado em uma criança de 7 anos não ler?

  1. ADOREI!!!! acho que muitos pais (para ñ dizer a grande maioria) tem “necessidade” que o filhos façam tudo rápido, tudo perfeito. Ler e escrever aos 4 anos é uma glória de orgulho….pena que a maior parte dessas crianças simplesmente ñ brincam e tem uma infância bem restrita. Mas como vc mesma diz: Nesse mundão sem porteira a verdade sempre ganha no final. E cada um tem a sua. Só acho que a infância não pode ser extinta

  2. Oi Cris,
    Eu fiquei até emocionada com esse texto… Acho que precisamos encarar o desafio de libertar nossos filhos das “telinhas” e ser mais prudentes com a quantidade de brinquedos para que eles possam brincar livremente, criando e recriando…
    Se tiver um tempinho, leia neste meu relato como resolvi cortar a TV e similares lá em casa:

    http://www.verdemae.com.br/2014/06/por-que-eu-proibi-tv.html

    e o consequente ócio criativo:

    http://www.verdemae.com.br/2014/06/adivinha-o-que-e.html

    Bjos,
    Jaqueline Lima

  3. Olá Cris! Adoro seus textos! Acompanho e sempre me identifico demais, mas acabo não comentando. Porque falo/escrevo muito, e comentar demais acho ruim. Mas não tive como não te escrever depois desse texto. Já fui uma mãe Waldorf. Se eh que isso existe. Meu filho ficou no Espaço Bem Viver, de onde você tirou um texto outro dia, por 3 anos. Mas resolvi tira—lo por sentir exatamente o que você descreveu aqui. Queria estar num local inclusivo mas senti uma imensa discriminação com várias coisas. Pessoas cheias de verdades absolutas sendo que Rudolf Steiner nunca defendeu isso, muito ao contrário. Enfim, coloquei meu filho numa escola sem rótulos. Tem um pouco de pedagogia democrática, tem um pouco de waldorf, tem um pouco de tudo. E ele adora! Lá podemos comer fast food sem se esconder de ninguém, ele pode gostar de personagens, pode levar passas de lanche, e tudo bem. Entrou nessa escola com 6 anos, hoje tem 8 e ainda volta todo sujo de terra. Essas pessoas radicais, e elas estão em todos os lugares, acabam deturpando ótimas idéias! Enfim, continue escrevendo! Ser quiser me conhecer um pouco mais sem que eu fique escrevendo um monte pra você, pode acessar meu blog que lá tem vários textos que mostram um pouco quem eu sou, fui e ainda serei— assim espero! Beijos! Boa sorte sempre!

    Ana http://blogmulheraocubo.blogspot.com.br

    Date: Wed, 19 Nov 2014 15:10:47 +0000 To: apgiamarusti@msn.com

  4. Nossa Cris,me sinto super como vcs!
    As vezes me sinto um E.T e isso dificulta mesmo a convivencia com outras pessoas….tenho evitado outras mães pq algumas ações e opiniões pra mim são tão absurdas que ñ consigo ficar próximo.
    Lindo texto…muito boa a reflexão…
    bom saber que não sou só eu a “desleixada” e “maluca” que não cobra tanto do filho!
    Bjs

  5. Carambaaaa , para não dizer outra coisa !!! Chorei com esse texto !! Ele expõe exatamente, poeticamente ,intensamente aquilo que tento explicar aos que não me entendem há um tempão ! Vou divulgar . Parabéns Cris, a sua “exposição” , me ajuda a cada dia a expor também aquilo que acredito. A infância não pode ser extinta , em hipótese alguma !!

    • Fico feliz de saber que ajudei, Erika. Eu sei como é difícil e frustante se sentir sozinha nadando contra a maré. Fique tranquila, vc não está sozinha. Somos muitos pensando assim. ; )

  6. unico problema é q, num pais q divide tanto as pessoas por sua classe economica e nao por sua ideologia, so quem é rico pode colocar o filho numa escol destas. acho super bacana, mas 2000 reais por mes??? oi?? é mais do q eu pago de aluguel pra morar!!! e bolsa de estudo? de jeito nenhum, afinal rico nao quer se misturar com pobre mesmo… a ideologia waldorf é linda… la na austria, na alemanha… aqui me cheira a uma hipocrisia… vivam na natureza, plantem tuas saladas, aprendam a ler quando quiserem, mas só entre a gente q é rico ta? quem é rico pode levar o tempo do mundo pra aprender a ler, afinal a vida ja ta – uma parcela dela – ganha.

    • Concordo plenamente, Soraia. Mas este texto não é para falar bem da pedagogia Waldorf. É para criticar a forma de pensar de muitos pais, do sistema de ensino e do que se espera das crianças atualmente.
      Aqui nos Estados Unidos a realidade das escolas públicas é muito triste. Meu filho hoje voltou da aula falando que não teve recreio porque estava choviscando. E que nos minutos do intervalo, eles tiveram que ficar com a cabeça baixa na mesa. As crianças aqui passam 7 horas por dia na escola. Acho uma agressão à infância e à saúde pública que eles sejam tratados como são. Além das refeições serem de péssima qualidade. Só cachorro quente e hámburguer. Vivem dando doces para as crianças de brinde (afinal doce é muito barato) mas cortam o recreio por qualquer motivo. Isso é muito triste. E é a realidade de milhares de crianças por aqui.

      • Desculpe ! Mas voce exagerou um pouco en seu discurso. Meus filhos estudaran aqui nos EEUU onde moramos por 29 anos e tiveran um curriculo escolar excelente. Eu mesmo muitas vezes , estive junto com eles em seu recreio , onde corriam,jogavam bola se divertiam muito. E quanto a alimentacao era muito saudavel porque na Escola existia uma certa preocupacao neste sentido. Portanto nao e justo que

        voce generalize uma situacao vivida em uma parte kdeste Maravilhoso e imenso Pais , que por certo voce continua vivendo. Outra cousa importantissima para a formacao da crianca, por estar cedo na Escola e a

    • olá, Cris, Soraia, tudo bem? recebi o link sobre este texto no face e acabei sendo direcionada ao blog… Se me permitem o comentário, li o desabafo da Soraia e não pude deixar de escrever… No Brasil existem muitas iniciativas Waldorfs comunitárias… Minhas filhas estudam em uma delas, no Jardim do Cajueiro (www.jardimdocajueiro.com.br). Aqui 75% das crianças provêm de famílias em situação de vulnerabilidade socioeconômica e 80% das vagas são de bolsistas. Os pais que podem contribuem financeiramente e além disto correm atrás de doações para manter a escola. A missão da escola é “promover o desenvolvimento integral do ser humano para uma atuação consciente no mundo, por meio da pedagogia Waldorf, respeitando e acolhendo a diversidade sociocultural”. Quando descobri a pedagogia Waldorf e busquei escolas em SP também pensei que a proposta (teórica) de ‘uma escola para todos’ não coincidia com a prática, até que cheguei aqui na Bahia e vi que este sonho é possível (com muito esforço, mas é!). Muitas iniciativas parecidas tem se propagado! Se quiserem saber mais é só acessarem o site ou a página do face https://www.facebook.com/jardimdocajueiro?fref=ts. Aproveitando o espaço, estamos em campanha para um financiamento coletivo para a conclusão da sede da escola, fiquem a vontade para divulgar! http://juntos.com.vc/projetos/sededocajueiro

  7. Cris, você sempre tão coerente em tudo que diz! Fazia tempo que não vinha aqui, mas valeu cada minuto ler este texto! Estou compartilhando! E vamos deixar nossas crianças serem crianças!
    Bjs

  8. Cris,
    Esse é meu segundo comentário aqui, descobri o blog há algumas semanas e….passei um dia todo lendo TODOS os posts! Vocês (já que antes era no plural) são demais!! Obrigada por dividir sua intimidade em prol de momentos coletivos de reflexão, sei que isso demanda muita coragem e trabalho!! Estou indo para miami segunda com minha bebê e gostaria de saber se você tem alguma dica de programa infantil…Será a primeira vez que visito a cidade na qualidade de “mamãe”…

    Beijos

    • Obrigada pelo comentário. Um programa delícia aqui é ir no Fair Child Botanic Garden. Eles têm uma estufa de borboletas que tenho certeza que sua bebê vai amar. Além de ser um parque lindo cheio de natureza e muita paz. Bem pertinho (dá para ir a pé) tem o Matheson Hammock Park que é um parque com uma prainha pequena com uma vista linda. Boa viagem! Beijos

  9. Cris, acompanho seus posts e adoro todos. Sao excelentes fontes de reflexao. Minha filha vai para uma Waldorf. Amo ve-la em cima de arvores e brincando com fadas imaginarias.
    Obrigada por compartilhar seus pensamentos.

  10. Gratidão. Me trouxe muito boas reflexões.
    Compartilho uma aqui:

    O segundo texto me trouxe muitas reflexões. que concordo e coisas que não.

    O ponto chave foi quando colocou o seguinte:

    “Será que estamos lendo preguiçosamente o Twitter em vez de mostrar aos nossos filhos as infinitas possibilidades da curiosidade e dos sonhos?”

    Porque no próprio texto fala de não deixar seu filho usar iPad ou iPhone,etc….

    Mas o mais importante é lembrar da força do exemplo. Como posso falar pro meu filho ir brincar lá fora se eu não saio da frente da telinha, seja ela qual for?

    Conclusão? Talvez se preocupar menos com como você educa seu filho e se preocupar mais com suas próprias ações. Dai e que ele vai absorver tudo -assim como minha filha nina uma boneca por me ver ninando a irmazinha dela…

  11. Isto é um remeter-se ao quintal da minha casa, a caça de cacos, madeiras, paus e muito mais e reproduzir o cotidiano dos adultos. É ser o circo, é ser o espetáculo, é ser o leão, é ser o domador, é ser o que cria e recria e além de tudo é ser criança. Muito bom este texto, espero ser lido par muitas pessoas-crianças.

  12. Sou mãe de primeira viagem. Minha filha tem 2 anos. Gosto muito dos textos publicados aqui, mas sempre me ocorre o quanto cada família tem uma dinâmica própria… O quanto os valores de cada família fazem diferença nas escolhas que adotam para a educação dos filhos. E fica mais forte a intuição de que é o bom senso que conta.
    Minha filha não brinca com eletrônicos. Outro dia me perguntaram se ela tinha problemas, pois não brincava com o iPad. É claro que eu quero que ela saiba mexer num iPad, faz parte da realidade do mundo em que ela vai viver, mas ela tem tempo para isso. Hoje ela brinca com bloquinhos de madeira. Rega as plantas em casa. E já começa a contar as próprias histórias, imaginando nos livros de verdade que ela tem à mão. E é engraçadíssimo vê-la imaginar e contar.
    O iPad, o celular, a tv ficam no mesmo espaço que os livros e brinquedos. Ao alcance de todos. Mas nossa cachorra se mexe de verdade. A história que eu conto tem uma entonação diferente a cada dia, e não um som mecanico é sempre igual. E, por enquanto, os eletrônicos ficam de lado. Não são tão legais.
    Equilíbrio é a chave. Nossos filhos são pessoas, não tem manual, mas me parece que vale aquela receita de vó: tudo o que é demais, faz mal. E a clássica: vá brincar lá fora, menina!
    Obrigada,
    Luciana

  13. Excelente!!! Tenho um filho de 4 anos e a diretora da escola que ele frequentava nis chamou dizendo q ele está atrasado em relação aos colegas, que todos da idade dele js sabem escrever o nome e ler e q a escola e lugar de estudar..se for p brincar e melhor q ele fique em casa!!! Nós o tiramos de lá e agora ele está em casa..brincando correndo pulando se pintando com canetinha pintando parede etc…como uma criança de 4 anos!!!

  14. Minha bb começou a ter contato com letrinhas desde os 4 anos e quando menos esperavámos estava lendo. Sem precisar passar massacrantes 5 horas seguidas para se ajustar aos demais da turma aos 7 anos. Nunca passou mais de 20 minutos por dia fazendo lição e a maioria é de pintura e preenchimento. Nunca deixou de brincar no quintal, em casa, ver tv e dormir sua soneca. Ao contrário da sua imaginação fértil. Tb nunca se sentiu deslocada, desajustada, atrasada, segue naturalmente pq não a privamos de aprender!

  15. Acho que somos, pais e filhos, todos nós, amadores, Apesar de sempre achamos que estamos fazendo o nosso melhor. Acredito que esse texto traz a tona a preocupação de muitos de nós, pais, entendo que é preciso um esforço para driblar o comodismo que essas babás eletrônicas trazem. Obrigada pela semente que plantou.

  16. O que acabo de ler é lindo e verdadeiro. No meu tempo e criança as crianças iam para a escola com 7 anos, Na minha casa eu e meus irmãos quanco iamos para a escola já sabiamos ler, escrever,sabia tabuada, fazia contas, etc…meu pai ensinava a gente em casa. No meu caso não me aceitaram no primeiro ano, pois iria atrapalhar a turma. Tive uma infância bem parecida com a que acabo de ler, Além de pesca, fazer arrapuca para pegar passarinho, extilim, sumir em arvores, nadar em rios, brincar na chuva, subir em arvores, andar de bicicleta, ver tirar leite das vacas e cabras, andar a cavalo, fazer casinha, jogar birosca, até soltar pipa. Com certeza minha infância me ajudou na criação dos meus filhos, que fizerem coisas parecidas, Eu tive o privilégio de viver boa parte da minha infância no interior de minas, sitio e depois em uma fazenda, além das que ia passear, de familaires, o que ainda hoje faço de vez enquando.Com sete anos sai para uma cidade grande par estudar e foi ótimo, era semrpe a primeira. Gosto das grandes metrópoilis, para ir lá e voltar para onde moro. Curto a natureza, onde sinto a presença de Deus e sua criação. sinto diferença até nas amizades são diferente, se reuniem muito em casa, tem mais tempo para conversar, são mais solidarias, amizades mais verdadeiras. Sempre tem um lugar para vc e algo par acomer, o que faz a gente faz com prazer.
    Deixo este escrito para dizer para quem escrveu dizendo que é um privilégio de quem pode e procura dar a seus filhos a liberdade de conhecer sua capacidade de raciocinio e criação. serão crianças inteligentes, felizes e tem uma vida muito mais saudável, e conequentemente uma vida adulta e uma terceira idade mais saudável.
    Meu filho só quis ir para o jardim com quatro anos…minha filha foi com tres, ela quis. Curti muito meus filhos e quem puder e tiver como fazè-lo que o faça. Seu filho não vai precisr de analista, nem vc.Será um adulto e idoso mais feliz.

  17. Oi Cris, concordo com grande parte do vc falou. Crianças tem que passar menos tempo no iPad com coisas que não acrescentam no crescimento deles. Mas acredito que crianças tem que aprender a pelo menos ler cedo sim . Você fez o que muitos profissionais da educação não fazem ! Isso só fala sobre qualidade de muitas pré-escolas no país… Parabéns!

    • Desculpe a intromissão, mas ensinar uma criança a ler é bem diferente do que ensinar a 30 de uma só vez. A realidade brasileira é muito diferente, temos inumeros problemas, como número muito grande de alunos em sala de aula, falta de apoio de gestores, que limitam a criatividade dos professores, falta de apoio do Estado e município, falta de participação dos pais, salários atrasados que mal dá para sobrevivência do professor, impedindo o mesmo de investir na sua capacitação continuada entre outros e outros problemas. O que faço aqui é um desabafo da realidade, acreditem nós professores lutamos, muitas vezes tiramos o que não temos para melhorar a educação, mas precisamos de apoio, respeito e reconhecimento. Conheço a metodologia Waldorf e admiro muito, gosto também da pedagogia de Freinet, buscamos adotar algumas coisas, mas não temos o poder de mudar a metodologia das escolas, sugerimos, mas a palavra final é da gestão.

  18. Olá Cris. Muito bem seu texto! Sou professor, historiador e capoeirista, e de onde olho vejo coisas que às vezes outras pessoas não vêm. Trabalho na rede pública do Distrito Federal, que atende à (grande) parcela de pais e mães que não tem como pagar, por exemplo, uma escola waldorf. Como capoeirista sempre acho que as pessoas subestimam o valor do movimento corporal. Me lembro de uma escola daqui na qual as crianças só começaram a se alfabetizar, concretamente, depois que houve uma mobilização pela construção de um parquinho. Ou seja, precisamos escrever com nossos corpos antes de escrever com as mãos. Da mesma forma, obrigar os alunos apensarem sentados em cima de uma cadeira e de frente para uma carteira é, sim, limitar-lhes ou moldar-lhes o pensamento. Já quanto ao Ipad, faço uma pergunta de historiador: você não acha que alguém já não falou a mesma coisa sobre a televisão? Novas tecnologias – e os hábitos que delas decorrem – sempre assustam… A gente também tem que ensinar nossos filhos a não se alarmarem com o novo, concorda? Abraço.

    • Obrigada pelo comentário! Sempre uma alegria grande receber opinião de quem trabalha com educação. Sobre o Ipad acho que a comparação com a televisão não funciona porque o Ipad está tomando o lugar das brincadeiras e interações que desenvolvem o tátil. Como ao invés de escrever com um lápis, escrever no Ipad. Ao invés de pesquisar em um livro ou brincar, usar a tecnologia. Além disso, ele tb tem a função de televisão, mas vai além. Vários cientistas e com certeza a Antroposofia afirmam que se perde muito do desenvolvimento infantil neurológico quando se limita o sentido do tato. Mas é não uma bandeira de ser contra tudo que é novo. E sim se respeitar a infância, principalmente os bebês. Um abraço para você tb!

  19. Acabei de chegar e estou encantada com os textos… Bom, eu realmente me sinto uma E.T. como disse você e uma das leitoras acima… Agora percebo que não sou! Sei pouco da pedagogia Waldorf, mas o que sei realmente me faz vibrar. Tenho um filhote de seis anos e me preocupa bastante o mundo em que eu e o meu marido o colocamos. Sentimos muitas dificuldades em compartilhar nossas dúvidas porque a grande maioria dos pais prefere dar Ritalina aos filhos e entreter com tablets e smartphones (o que não é o nosso caso). Acho que estou encontrando uma luz no fim do túnel com seus textos… Tenha certeza que estarei aqui sempre! Obrigada por compartilhar suas ideias e experiências! ❤

    • Ola, muito bom ver tantas pessoas refletindo sobre educação e como educar os filhos para serem pessoas felizes. Nao há receita de como educar, tb não há uma maneira única, até pq as pessoas são diferentes. Crianças precisam brincar, experimentar, errar e acertar… Mas tb fazem parte desse mundo ” eletronico” . Tudo tem seu tempo, há coisas que não são próprias para certas idades. E tb acho que proibir acesso à certas coisas eh a solução. E sim proporcionar experiências diversas, o que na maioria das vezes leva ao equilíbrio. Uma coisa que me incomoda eh quando pessoas julgam os pais que medicam seus filhos.como se fossem preguiçosos por não quererem ter trabalho com os filhos, ou por quererem que eles tenham melhor performance na escola. Cd um tem direito à sua opinião. Mas se a pessoa não conhece todos os detalhes da vida daquela criança, o quanto sofre por se sentir diferente, baixa auto estima , etc, mesmo com várias mudanças em rotina, adaptações, tentativas diferentes- não deve julgar. Aliás não se deve julgar nunca. Pq não sabemos a história de vida de cada um, né? Não estou fazendo apologia aos remédios, como disse são escolhas de cada um, cada caso eh um caso.
      E mesmo quem usa sabe que não resolvem sozinhos, mas pelo que vejo e leio, podem ajudar muito àquelas crianças e adultos que vivem com TDAH, se adicionados a uma convivência familiar amorosa, professores que as entendam, adaptações necessárias, atenção e apoio dos pais, atividades enriquecedoras… Mas tb tenho que dizer que o uso de remédios está sim banalizado, infelizmente. Assim como o diagnóstico de TDAH.

  20. Oi Cris, já que vc mencionou Inglaterra rss, aqui a idade obrigatória é 5, mas a maioria começa com 4, quando a escola passa a ser de graça, mas já com 3, as crianças vão tendo uma alfebetização, é exigido e esperado 😦 Já chegam para aprender a escrever o próprio nome, com 3. Daí o movimento que vc mencionou, tem o Save Childhood (tem página no FB), e o “Too much, too soon”, encabeçados por especialistas em desenvolvimento infantil, educatores, pediatras, psicólogos etc, e nem é nada relacionado com nada Steiner Waldorf, o que é muito interessante. Esses movimentos advogam para que a idade de alfabetização seja apenas com 6 ou 7, há estudos e mais estudos que apoiam essa ideia, inclusive, os países que são considerados excelentes na área da educação, só começam alfebetização mais tarde. Aqui vai um link bem interessante que a Universidade de Cambridge tem falando sobre isso, e sobre a tal carta que os especialistas escreveram publicamente para o governo http://www.cam.ac.uk/research/discussion/school-starting-age-the-evidence. 🙂

    • Pois é, eu acho que o mundo inteiro resolveu acelerar. Como muitos aqui dizem “nossas crianças precisam competir com a China”. Enfim… rolou uma loucurada geral. Não sou socióloga para entender de onde surgiu o movimento mas sou otimista para pensar que tudo quando chega num extremo demasiado excessivo, tende a regredir. Por isso tantos movimentos no estilo “slow kids”. Cabe nós, os pais dessa geração decidir se queremos nossos filhos sendo cobaias de uma onda de aceleração precoce sem precedentes ou se vamos acreditar na boa e velha infância que, aliás, nunca fez mal a ninguém. Além de passar tão rápido. Abraço e obrigada pelo link! Cris

  21. Sorry ! Nao pude terminar o meu comentario,devido a irregularidade deste site. Mas so terminando, estava mencionando da importancia da crianca cedo na Escola, principalmente se forem imigrantes por duas razoes basicas : 1) o aprendizado do Idioma na relacao de Professora/ Estudante e entre Estudande/Amiguinhos.
    2) A socializacao e a Integracao entre seus novos amiguinhos e isso e extremamente importante para seus relacionamentos futuros.
    E com toda certeza isso ajudou muito os meus Filhos.A propria Psicologia Infantil orienta esse estagio en virtude de que e na tenra idade que se forma o Carater da Crianca….
    o seu texto e bom , mas nao generalise uma situacao e veja i que acontece no Pais como um todo…
    Thanks
    GOD BLESS YOU…

  22. O seu texto veio como um presente para mim!
    Minha filha, estuda numa escola Waldorf aqui em Bsb, e tinha uma inquietação. Será que isso ocorre em outras Waldorf’s? Você respondeu alguns dos meus questionamentos.
    Ando com coração apertado, pois decidimos troca- la de escola,por questões financeiras e discordar de alguns pontos da organização social da escola.
    O que me deixa mais chateada, que o nosso sistema educacional esta tão defasado, e sinto- me refém da pedagogia Waldorf. Com medo dela não se adaptar, ao método ” tradicional e castrador”.
    Enfim, acho que a solução será manter elementos Waldorf em casa, complementando a infância dela.
    Muito obrigada.
    Abraços

    • Oi Marcelle, acho que não existe a melhor escola, existe a melhor escola para cada criança. Talvez vai ser bom para a sua filha viver o outro lado. Enfim, esse assunto é meu grande dilema e quero escrever um post sobre isso. Só queria dizer que entendo perfeitamente tudo o que está sentindo. Abraço!

  23. Que engraçado! As crianças precisam ir a uma escola de método Waldorf para brincar, correr, fazer castelos na lama e ser feliz? A minha faz tudo isso em casa.

    • Os meus também adoram brincar em casa. Haja criatividade! Soltamos pipas no fim de semana, desenham mapas do tesouro, brincam de perseguição de dinossauros, bagunça com tintas, é uma delícia ver nossas crianças brincando descompromissadas. 🙂

    • Se as crianças de 4-5 anos passam 7h de seu dia dentro da sala de aula sentadas em carteiras como nos EUA ou como nas escolas integrais aqui do Brasil, elas estão perdendo 7h por dia dessas brincadeiras sim. Nesse caso não sobra tempo pra brincar em casa, principalmente se ainda houve e paracasa…

  24. Depois do dia de hoje ler sua matéria me deixou realmente triste. Minha filha me contou que está no reforço escolar 2 vezes por semana na escola. Ela não tem problemas de aprendizado e mesmo se tivesse acredito que o reforço não ajudaria já que ela fica na escola período semi integral e já faz lição na parte da manhã e lição de casa na própria escola.

    Agora mais o reforço?
    A escola dela tem árvores, parque, pátio, piscina, enfim, uma ótima área de recreação que sempre a deixou muito feliz, esse ano a professora dela além de coloca-la no reforço, ameaçou dizendo que vai reprovar alunos e que minha filha poderia estar no meio caso não melhorasse…..

    7 anos e sentindo-se tão pressionada. Um horror.

  25. Cris preciso de ajuda!!!
    meu filho tem 7 anos e 11 meses e ainda não consegue ler. E acho que a pressão da familia e da escola tem prejudicado esse processo que está sendo pouco prazeroso pra ele. Você pode me dar umas dicas. bjs

    • Oi Renata, não sei como ajudar. Mas observe a situação de perto. Converse com os professores. E tente ensinar o seu filho, você mesma. Algumas crianças levam mais tempo para aprender, mas isso não quer dizer nada. É só o ritmo de cada um. E confie na sua intuição também, se você acha que estão pressionando demais e ele está se prejudicando com isso, converse com ele, tente tirar o peso da situação. Com meus filhos eu sinto que o que eu ensino para eles, eles aprendem com mais facilidade. Então sempre que eu posso, mesmo quando trabalhava fora, eu sento junto e ensino do meu jeito. Talvez você consiga, a sua maneira, deixar esse processo mais prazeroso. E leia muito para ele. Isso sempre ajuda. Beijo e boa sorte!

  26. Não entendi direito o texto. A pessoa estava criticando a escola tradicional ou a Waldorf? Tudo o que ela falou sobre a alfabetização muito cedo, com 5 e 6 anos nada se parece com o que a Pedagogia Waldorf prega… muito menos a doutrinação ideológica e religiosa. A pedagogia Waldorf, que eu conheço, nada se parece com o que foi relatado por ela.

  27. A pedagogia Waldorf é péssima, sou pedagogo e posso dizer que é a pior metodologia que existe. Piaget ensinou que para aprender bem um idioma precisa-se alfabetizar-se por completo antes dos 7 anos.

  28. Quem disse que aprender está restrito a uma sala de aula.. Meu filho obedece a sua professora ao cantar de uma música e não ao soar de um sino..

    Meu filho aprende a concentração e ao dinamismo ao construir uma bola de tricot e não ao ler um longo Treco de uma literatura..

    Meu filho..meu universoo.

    Uma pedagogia que me conquistou!

  29. Comecei a estudar com dois anos, aprendi a ler com quatro anos, e de todas as memórias que tenho da infância, é de mim brincando na lama, correndo na rua, subindo em árvores e sendo criança. Não, a minha infância não foi perdida. A questão é você não submeter a criança em ensino integral, como podemos ver muito por aí hoje: passar o dia na escola, para que? Dá a impressão de que os pais querem mesmo se eximir da responsabilidade do período. Por outro lado, não vejo mal nenhum na criança começar a estudar cedo, mas apenas por meio-período, onde possa ter tempo de congregar em vários ambientes durante o dia.

  30. Aff esse texto só confirma a agonia que eu tenho com o vício do meu bebê de 1 ano e 7 meses no iPhone! Depois do 1º ano dele, o celular se tornou um artigo muito, muito interessante, e é sempre uma luta para não deixar ele ficar com o celular. Na minha cabeça, só em caso de emergência – tipo piti na fila do supermercado. Mas não posso atender o telefone, ou mandar uma msg para meu marido que ele vem choramingando pelo celular. Claro que não deixo sempre, e só resta o abraço para consolar o chororô. Mas me dói o coração quando vejo meu filho tão cheio de energia, sentado com a cabecinha curvada e os dedinhos deslizando naquela tela. Esse texto me deu mais ânimo para não desanimar de ser mais firme no dia a dia. Obrigada.

  31. Eu sou formada e trabalhei com educação na Austrália, sou completamente contra essa idolatria por um X teorista, no caso Waldorf, pois temos que levar em consideração inúmeros fatores que são caracteristicos segunto a época e o momento histórico. Fico feliz em ler pessoas bem esclarecidas e abertas para aceitar métodos como Reggio Emilia que é uma mistura de tudo que pode ser positivo na educação infantil.

  32. Feliz de vc por ter tido o privilégio de ter sido criada em uma casa ,onde seu quintal era um extenso local a ser explorado.A maioria das cças de hoje, moram em apartamentos cada vez menores e seu espaço para brincar, menores ainda.Somos tão neoróticos com segurança que esquecemos de deixar nossos serem ocrianças,Tenho pessoas que me criticam o tempo todo porque não cobro leitura dos meus filho,como vou cobrar algo que eu não ensinei,não gosto de ler e se esse for algum problema,paciencia.

  33. Quando entrei pela primeira vez em uma escola Waldorf, me emocionei e tive uma vontade de brincar. Era uma casa de Vó, aconchegante e com um energia leve…uma que só senti em poucos lugares…

  34. Cris, chorei de verdade ao ler seu texto…tenho dois filhos de 5 anos q mantive no pre por inspiração da pedagogia Waldorff, Eles não frequentam a Escola Waldorff pq meu marido não concorda, mas tb não tem i Pad em casa soh na casa da avo q vão de 15 em 15 dias.Mas vou te dizer algo contra a minha própria convicção….um contraponto na verdade. Penso q cada geração tem seu legado e acho q a criatividade das ccs nascera a partir de um mundo q não conhecemos, eh a evolução da espécie….estamos entrando em um outro universo e as ccs jáh vem diferentes…não sabemos de nada!!!!! Cuido p q meus filhos tenham uma infância parecida com nossa e, graças aos céus eles tem!!! Moramos px a praia, fazem natacão em piscina aberta…passeamos mto vemos animais, passeamos descalços na areia, vemos nasceres e pores do sol frequentemente e digo sempre q o valor humano eh o humano, e eles não veem TV, soh desenhos…nem eu vejo mais p eles não ouvirem, tb não faz falta!!!! Mas tomo cuidado p q tenham tb um pouquinho, soh um pouquinho de tecnologia….p q não sejam ETs…rs, jah entrei em muitas discussões defendendo o brincar e defendendo a alfabetização aos 7 anos, não discuto mais pq percebi q cada um forma suas convicções e todos estão fechados p o q eh diferente, então busco p mim o q acredito, o valor da liberdade acima de tudo, mas comentei soh p vc contrapor sua ideia e sei, pareco maluca pq defendo a mesma ideia q vc mas tb acho q as vezes somos presunçosas por pensarmos q sabemos o q vira, não sabemos, somos de uma geração q apesar de tudo destruímos nosso habitat, nos em menor escala, mas temos hábitos extremamente destrutivos, agora vem uma onda de recuperação, mas com tanta resistência. Confio q embora essas crianças estão sendo criadas de maneira verdadeiramente louca e competitiva, acredito q são seres de Luz e q com ou sem tecnologia recuperarão a Terra, espero q sim…..mas claro, isto eh uma coisa e roubar-lhes a infância eh outra coisa!!!!! De qq maneira, obrigada, eh bom saber q não estamos sozinhas na nossa jornada!!!

  35. Pingback: O que tem de errado em uma criança de 7 anos não ler? | auá guaraní

  36. Mas não precisa estudar em escola Waldorf para ter tudo isso. Minha filha estuda em uma escola tradicional com Mata Atlântica preservada. Sua sala é um quiosque no meio da mata. Além disso nos finais de semana e horário em que não estão na escola podem brincar livremente. Acho que a escola não vai dar conta de todos os ideais dos pais. Em casa damos os valores e tudo mais, mas o contrário não é verdadeiro. Posso ensinar minha filha a pintar e bordar em casa mas não tenho capacidade para ensinar física, química e outros conhecimentos importantes para ela ter as ferramentas necessárias para viver no mundo real. Acho que a escola tem que dar as ferramentas para eles serem o que quiserem.

  37. Nada é mais impressionante que o preconceito de muitos que se acham descolados, modernos, cabeças abertas e são preconceituosos como nazistas. Não todos evidentemente. Eu mesmo me colocaria junto aos mais liberais. Mas o radicalismo incomoda. Este texto é um bom exemplo. A Pólen (escola Waldorf em BH) foi uma das que considerei para meus filhos. Por muitos e diversos motivos, acabei optando por outra. Mas desde a visita a escola (que é muito boa e tem um espaço para as crianças brincarem como nenhuma outra em BH) me impressionou a postura afetada e preconceituosa com quem mencionou outras escolas. Meu filhos estudam em escolas “tradicionais” e com certeza não viveram este inferno descrito pela autora do texto. Muito ao contrário brincaram muito, pintaram, desenharam, cantaram e são muito felizes. E ainda aprenderam a ler e escrever. Que mal pode haver nisso? O que tem de errado em uma criança de 7 anos saber ler? Nada! Errado é querer que só a escola de seu filho seja a certa. Felizmente não vi nenhum dos pais desta escola “tradicional” fazer a monstruosidade de julgar os pais que optaram por colocar seus filhos na Pólen. Só espero que quem escreveu o texto não tenha aprendido a ser tão preconceituosa e senhora de toda a verdade em uma escola Waldorf. Para que o filho dela tenha uma oportunidade melhor de ser um ser humano mais tolerante

  38. Tenho 40 anos, estudei a minha vida em escolas de ensino tradicional, mas diferente dos tempos de hj subi em árvora, soltei pipa, bolinha de gude, andar de bicicleta, …

    A diferença, ter pais q são pais nos momentos livres e não apenas quando os interessa ser.

    Hoje temos tablets, computadores e joguinhos eletrônicos para distrair as crianças e os pais não precisam se preocupar muito.

    Não é necessário estar em uma escola Waldorf para que crianças sejam crianças, elas podem ser no dia a dia, desde q os pais propiciem isso. As prender em casa e dar gadgets para se entreterem não é serem pais.

    Aprender a ler e escrever cedo não é problema, mas mata a criatividade? Não, somente as ensine a escrever poemas, redações, fábulas … Direcione para a parte criativa essa atividade.

    Crianças são esponjas. Aprendem rápido. Todas as metodologias tem seus problemas. As tradicionais e as Waldorf.

  39. Maravilhoso, você falou tudo que penso… Não sou mãe mas sai da escola Waldorf aos 7 anos de idade justamente porque ainda não sabia ler. Hoje sou professora de ensino fundamental da rede municipal e a minha maior preocupação é passar para meus alunos todas as maravilhas que vivi e aprendi na Waldorf que com certeza eles não teriam acesso dentro do currículo tradicional da escola.
    Obrigada 🙂

  40. Muito bom o texto (sobretudo o seu texto, mais do que o traduzido, bem mais), mas tenho ressalvas. Sei que há uma carga simbólica no uso do Ipad no texto, mas acho que cumpabilizam demais o objeto ao invés do seu entorno. Não gosto de empirismos, mas posso dizer que fui uma criança que jogou muito videogame, mas também li bastante e brinquei muito na rua.

    Hoje estudo videogames e garanto que eles não diminuem a criatividade de ninguém. Acho muito mais problemático o fato dos pais não terem tempo, as crianças viverem em ritmo de mundo do trabalho, espaço de lazer cada vez mais reduzidos e confinados, falta de convivência entre crianças e a eterna divisão entre brincar x “atividade útil. Acho fundamental que as crianças brinquem ao máximo e isso, hoje em dia, inclui videogames etc. Obviamente, tudo precisa de mediação e moderação, mas colocar toda a carga de culpa pelo atual estresse infantil em um ou outro aparelho tecnológico é o mesmo que punir a faca por um assassinato.

    Repito, gostei bastante do texto e achei bastante interessante o relato sobre o aprender a ler aos 7 anos de idade.

    Obrigado. Qualquer coisa pode me criticar lá no meu blog tb no gamecriticas.wordpress.com

    • Obrigada! Quqse todos os posts aqui são colchas de retalho, têm mais do que um assunto, um tema. É o jeito que eu gosto de escrever. Para mim também a parte mais importante é o relato sobre o aprender a ler aos 7 anos e não antes. ; )

  41. Texto bonito, bem escrito. Mas generalizar é complicado. As escolas públicas de ohio com as quais tenho contato e onde até eu estudei não são nada como vc descreveu sobre miami. Não que vc não tenha razão sobre a sua vivência! Sim, absurdo focar mais no acadêmico do que na verdadeira infância – oq não quer dizer que algumas crianças não vão ter infâncias maravilhosas mesmo assim. Claro que trocar o quintal pelo iPad não é correto – mas com certeza existem milhares de crianças arteiras com barro embaixo das unhas que dominam o ipad melhor que os pais – e logo em seguida estão caçando lagartixas.

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s