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Parece que a gente saiu mesmo da escola Waldorf. (até hoje difícil de acreditar) Pontos mais difíceis de assumir na nova rotina:

Uniforme limpo

É até engraçado, mas na primeira semana, eu chorei quando fui lavar os uniformes do João e vi que estavam limpos. Como se ele tivesse passado o dia inteiro trabalhando em um escritório com ar condicionado. A roupa antes dava um trabalho incrível para ficar limpa, porque vinha suja de tudo. Mas agora não. Até as meias que antes precisavam ficar de molho, agora voltam limpas. A sensação é que eles lavaram a infância do meu filho.

Correria

É muita lição de casa todos os dias. Não dá tempo para “erros”. Eu não posso, por exemplo, lembrar que esqueci de ir no supermercado e levar eles comigo depois da escola. Se eu fizer isso, eles vão dormir às 10h da noite.

Falta de calor humano

Mesmo aqui nos Estados Unidos, meus filhos eram recebidos com carinho pelo professor no começo da aula. No final da aula, eles despediam do professor. Isso não existe mais. E para os pais, a comunicação é feita exclusivamente através de email e mensagens via aplicativo de celular. Claro, se quiser marcar uma reunião, você pode. Eu não consegui ainda, mas teoricamente pode. Só que a relação não existe. Aquela troca, aquela sensação de que o professor é seu parceiro na educação do seu filho, isso acabou.

Falta de tempo e espaço para ser criança

Eles ficam na escola (horário padrão) de 8:30 às 3:30. Chegamos em casa quase às 4h e ainda tem lição para fazer e vamos jantar às 7h. Como estou fazendo o complemento com aulas de arte e levando eles no parque 3 vezes por semana para o João jogar futebol, sobra muito pouco tempo livre. Só nos finais de semana e em pequenos intervalos durante a semana. De tudo, isso é o que mais me incomoda. Tem gente que lida com os filhos de acordo com remotas lembranças que possui da infância. Por exemplo, coloca o filho de 1 ano na escola integral e fala: nossa, eu adorava a escola quando era criança. Para, né? Uma coisa não tem nada a ver com a outra, a não ser pelas palavras “escola” e “criança”. É muito diferente ter 1 ano e ter 7 anos. Como também é muito diferente passar o dia inteiro na escola ou meio período do dia – como fazíamos quando criança. Sem trânsito para voltar para a casa. Você tinha escola, mas também tinha sua casa.

A cultura pop

Nunca fiquei muito confortável com a sensação de viver numa “bolha”, mas agora é pior. Na escola pública, a cultura mainstream é sufocante. (Pelo menos para uma mãe que passou 4 anos em escolas Waldorf). O filho foi bem, ganha um doce. Foi muito bem? Ganha mais doces. Um dia meu filho disse que ganhou 4 donuts e um pirulito. Em um dia. Ele nunca tinha comido donuts. Querem fazer um dia divertido na escola? Um dia com doces, claro. Áçucar é sinômino de coisa boa e não existe coisa boa sem açúcar nessa escola. Fora isso, a competição. Ser o melhor, ser o primeiro, esse é o único e grande valor. São uma média de 4 mensagens por dia que recebo da professora falando coisas como: Parabéns Isabela Sanchez, bateu o record de leitura, 200 palavras por minuto. É uma corrida e uma competição tão grande que não dá tempo de pensar se faz sentido ou não. Por que afinal, que diferença faz quantas palavras você lê por minuto? Ah, fulana de tal é uma ótima médica, quando criança ela lia 200 palavras por minuto. Não. Isso nunca vai acontecer. Acho que é mais fácil a fulana que lia tão rápido, nunca conseguir entender nada do que estava lendo.

Mas na cultura pop, o importante é estar na frente, comer doces, ouvir música de rádio e assistir muitos filmes. Sim, sempre que podem ter uma pausa no ritmo insano, não aproveitam para deixá-los brincar, correr, mas sim ligam a televisão para as crianças assistirem filmes. Na escola!

O que ganhamos:

Sempre que você passa por um aperto, você cresce. E quando está acompanhado, fortalece os vínculos. Meu filho fazia jardinagem, pintura, tocava flauta, fazia tricô, saia da escola com uma cara infinitamente melhor do que a que sai hoje, mas ele estava excessivamente mimado e preguiçoso. Por algum motivo ele sentia que o mundo estava aí para servi-lo. Mas não se sentia bem com isso, se sentia mal, se sentia triste.

Meu filho era tão preguiçoso que um dia ele estava andando de bicicleta com o pai e depois do segundo quarteirão pediu para voltar para casa. (chorou para voltar para casa) Agora ele acorda cedo e já começa a arrumar suas coisas. Volta da escola e quer fazer a lição. Se arruma sozinho para a escola, para o futebol. Vive em uma outra corrente de energia. Ler três parágrafos de texto deixou de ser motivo para choro. Agora ele lê 3 textos por dia. Se eu gosto disso? Para ser sincera, não. Não gosto desse ritmo, mas acho que esse ritmo é mais parecido com o ritmo dele. E o ritmo dele não precisa ser o meu ritmo. Talvez ele precise de tudo isso.

Quando faço yoga, nas posições mais difíceis a professora fala “sinta o seu pé no chão, sinta como os seus pés e suas pernas são fortes e sustentam o seu corpo.” Acho que na vida é assim também, a gente precisa de um tapa na cara, um banho de água fria, para sentir que estamos vivos. Para reagir com energia. Já falei aqui muitas vezes, acho que o maior erro da minha geração de pais é achar que os filhos precisam ser felizes o tempo todo. Qual escola você estudou quando era criança? Aposto que foi na escola que tinha na sua rua.

Acredito que uma das funções mais difíceis de ser mãe, é estar presente na possibilidade infinita, mas deixar o outro ser ele mesmo. Abrir espaço.

Minha filha está feliz na escola Montessori e acho que lá eles estão conseguindo ter um equilíbrio bom entre a vida acadêmica e a infância. Desenvolver os sentidos, o emocional, o físico e o intelecto. Apesar de também deixarem as crianças muito expostas à cultura pop. Gente o que tem de errado com os contos de fada, a imaginação, as fábulas? Na aula de dança na escola, ela dança Tailor Swift. Não dava para deixar isso para depois? Ela tem 5 anos.

Meu filho não está feliz, mas está sendo desafiado. Está crescendo. Está orgulhoso das suas conquistas. Adivinha quem é o primeiro aluno em matemática na classe? Sim, o menino que foi para a escola com 4 anos e nunca sentou numa carteira até os 7 anos. Nas palavras dele: Mãe, eu sou o único fluente em tabuada. As outras crianças não sabem direito. Demoram. Sabe o que eu acho, mãe? Eles estão muito apertados. E a gente precisa ser um pouco mais solto, né? Se não tiver um pouco de espaço, não consegue pensar e nem aprender matemática.

Com tudo isso, o que vou fazer?

Não sei. Não é simples. Voltar para a Waldorf significa enfrentar de novo um monte de coisas que estavam me incomodando. Tudo bem, essas coisas me incomodam muito menos hoje. Mas meu marido nunca foi muito pró Waldorf e agora ele ganhou força. Ele fica super contente de ver o João lendo, se esforçando mais. Por outro lado, não tem vaga para ele na Montessori da minha filha. Não fomos bem recebidos na pública do nosso bairro e para ir para outra pública, precisaríamos mudar de casa. (porque você só pode ir na pública do seu bairro) Enfim, pela primeira vez na vida, vou ficar satisfeita por um tempo com essa resposta: Não sei.

Estou entendendo que cada momento, cada fase, precisam ser vividos. E não ter certeza sempre, não é tão ruim assim. Segue a tradução de um texto que li do Thomas Moore: (SoulMates: Honoring the Mysteries of Love and Relationship) Espero que esse texto ajude alguém que, por qualquer motivo, esteja passando por uma fase de incertezas. 

A sabedoria da incerteza

A tendência moderna em resolver a tensão o mais rápido possível é tão inconsciente e parece tão natural para nós que, a princípio, pode parecer estranho considerar continuar mais um tempo em desconforto. Queremos soluções e resoluções. E queremos que elas venham rapidamente. Mas existem vários benefícios em ser paciente com as contradições e os paradoxos. O primeiro é a expansão da alma. Ao longo do tempo a tensão dá origem a pensamentos, memórias e imagens que trazem uma expansão na imaginação. A alma cresce já que precisa segurar mais possibilidades de pensamentos, ao vez de encolhê-los todos e reduzi-los ao tamanho de uma solução única. E à medida que nos tornamos mais abundantes em nossas almas, podemos trazer mais sabedoria e aceitação para muitas áreas da vida.

Outro benefício é a possibilidade de encontrar soluções mais profundas e duradouras para os nossos problemas. Se temos pressa para resolver um problema, a solução terá de ser algo pronto ou que possamos fabricar rapidamente com o que coletamos até agora na nossa experiência de vida, e é mais provável que isso seja um projeto do ego; mas se conseguimos sustentar a tensão criada por dois mundos colidindo, uma solução inesperada vai surgir eventualmente a partir da abertura de alma criada por essa tensão. Se tolerarmos momentos de caos e confusão, algo realmente novo pode vir à luz.

Por Cris Leão

49 pensamentos em “A vida real depois da escola Waldorf

  1. Sexta-feira será o Jardim do advento, último dia de aula de meu filho na escola Waldorf em 2014. Ele faz o período integral, manhã e tarde, mas almoça em minha casa. É uma loucura essa ida, volta, ida, volta, ida, volta, ida, volta. Entendo que é importante que a criança almoce com os pais, mas é só eu que faço todas essas idas e voltas, entendeu? Assumi sozinha o compromisso.
    A escola acabou de enviar um e-mail dizendo que sexta será um dia especial e que além de buscar mais cedo, ele não deverá ir nos dois períodos. Escolher apenas um período.
    Eu trabalho todos os dias e tenho férias 30 dias por ano. Não tenho ninguém com quem deixar meu filho. O pai também trabalha 8 h por dia. Fico assim, com cara de paisagem quando a escola manda bilhetes assim. Busque mais cedo, não vai ter aula, etc.
    Difícil viver nesse ritmo de Waldorf em Botucatu. Teria que viver de herança, com um marido riquíssimo, sei lá. E não é o meu caso.
    Então, me despedi da waldorf com um sentimento de que foi muito bom, mas minha realidade é outra. Felicidade por ter trabalhado em oficinas manuais, no bazar das Pulgas, no bazar de Natal (nesse domingo passado), de ter ouvido a psicopedagoga falando sobre o desenvolvimento desde antes do nascimento, pelas palestras sobre os desenhos das crianças, pelas reuniões, pelas histórias. E é assim, escolhas super conscientes. Muitos pais sentem o mesmo que eu. Todos amamos a pedagogia, mas cada um sabe o quanto é difícil o dia a dia. E está tudo bem. Onde quer que meu filho fique fique, estarei sempre com ele, tentando acertar, respeitando o ritmo dele.

    • Ai Gilmara, não sai não. Tem certeza que as outras escolas não vão ter isso também? Talvez vão. Talvez vc só precise de alguma babá que possa chamar em caso de emergência. E desencanar desse almoço. Ou isso é exigência da escola? Se for, mobiliza os pais para que isso mude. Levanta a bandeira de que faz mal para a criança ficar muito tempo no carro. Faz mesmo. Agora que eu sai, vejo que muitas vezes a gente encara os problemas dentro de uma escola Waldorf achando que eles acontecem só ali. Lá fora vão ter outros. E talvez bem piores. E talvez vão ter os mesmos. Pensa mais. Observa as outras pessoas. Não acredite no que elas falam, apenas observe. Talvez o que dá certo para quem não está na escola Waldorf não vai dar certo para vc. Enfim, passei por muitos motivos e muitas dúvidas, hoje eu olharia com olhos mais abertos. Boa sorte!

      • A escola não oferece o almoço e são muitos, muitos os dias que a escola não tem aula. Mas ele voltará sim, um dia. Adoro a proposta. Tem o fundamental I e II pela frente na escola de campo. Ele só tem 3 anos e acho que foi o melhor ano da vida dele. Aprendemos muito. Muita roupa muiiito encardida e muita areia no tênis. Foi fantástico. A nova escola de 2015 é boa, mas ele voltará limpinho. O pai sempre reclamou da quantidade de areia na galocha. kk Sou otimista. aprende-se em qualquer lugar. Cada dia é uma experiência. Não podemos poupar nossos filhos de conhecer a diversidade que existe no mundo. Um dia eles terão a opção da escolha e isso vai fazer diferença dia e noite na vida deles. Abraços.

  2. Muito bonito o seu texto. Parabéns pela sinceridade do seu depoimento. Meus filhos estudam em uma escola particular que tem qualidades e defeitos e estava sempre na dúvida com tudo mas eles gostam vão indo bem e agora relaxei pq toda escola tem prós e contras. Isso de não ter aula dia de trabalho e não ter com quem deixar já perdi a conta…. Então vejo que somos todos iguais em lugares diferentes!

  3. Cris, morei na Califórnia muitos anos e trabalhei em escola publica. Sei muito bem do que você está falando. Hoje moro no Brasil e já namorei muitas vezes a Waldorf aqui. Fiz uma escolha no meio do caminho, nem tão Waldorf, nem tão mainstream. Mas meu filho é feliz:) Eu? Acalmo as minha dúvidas quando olho a carinha dele.

  4. Oi, Cris, como te falei, tô chegando aí em Miami semana que vem. A questão da escola está me dando um aperto imenso e seu post reforça minha percepção das escolas públicas americanas. Aqui, o Bernardo vai a uma escola privada no bairro, que embora seja pequenininha, também é intensa no ritmo de aprendizado. Com recém completos 5 anos, ele já lia um livrinho por dia. Hoje, com quase 5 e meio, ele já lê capítulos de livros sem ilustração. É meio assustador, mas por outro lado, não tem homework, a parte leitura. E o nosso contato com as professoras é diário. Embora rígido, é afetuoso. A escola inteira o trata pelo nome, assim como ele conhece todas as crianças. Estou com medo de vê-lo em meio a 1.200 alunos, competindo por razões que não fazem o menor sentido, ao menos para mim. Hoje, em seu último dia de aula, eu chorei, assim como as professoras e a diretora, quando vieram se despedir da gente. Mal sabem elas que além da dor da despedida, eram lágrimas de incerteza do que está por vir.

    • Oi Juliana, se quiser eu posso te ajudar. Te dar algumas dicas ou dividir coisas mais específicas. Quando eu comecei nessa incerteza com as escolas, entrei em contato com um coaching de educação aqui e foi muito bom. Não resolve a questão (principalmente a do coração) mas é bom falar com alguém que é especialista no assunto. Além dele ser americano e ter muita informação sobre o sistema de ensino, que desconhecemos. Se quiser falar com ele, ele se chama Christopher e o site dele é educatesouthflorida.com
      Não lembro se já tinha te falado, se sim, desculpa. ; ) E fica tranquila, respira fundo. A parte mais difícil é essa que você já passou, despedir. A partir de agora começa uma vida nova e isso é sempre alegre e estimulante. Boa sorte! Conte comigo no que precisar.

  5. Cris, foi muto interessante ler seu texto hj.
    Eu estou num dilema grande. Minha filha de 5 anos recém completos estuda numa montessori. Seu primeiro ano lá, aos 3, foi fantástico. Já o segundo ano, aos 4, foi marcado por muitas frustrações. Ela vem reclamando muito da falta de gentileza dos adultos da classe, de serem ríspidos. De “só poder ir pro quintal após realizar 5 trabalhos com materiais” (???). Teve episódios de criança de castigo… e agora ela me pede pra sair desde as férias de julho. To quase resolvida de tira-la. Com muita tristeza, pq eu sou apaixonada por montessori, mas entendo que essas coisas que aconteceram não são nada montessori….

    Minha única opção seria uma Waldorf no bairro ao lado. Visitamos, ela assistiu um dia de aula, e ficou encantada. É pequenininha e só vai até os 6 anos: ou seja, ela só tem 2015 lá.

    Estou cogitando por ela na waldorf, mesmo que seja por um ano apenas, e voltar com ela pra montessori no ensino fundamental, talvez ela esteja mais madura pra enfrentar as questões emocionais e se fazer ouvir…

    Conheço tanto de montessori e pouquíssimo de waldorf, estou ainda muito confusa sobre o melhor a ser feito.

    • Oi Thalita, não dá para conversar na escola atual e tentar resolver o problema? Os outros pais, o que tem a dizer sobre isso? Realmente é um absurdo o que está acontecendo. Mas talvez é o problema de uma pessoa. E ela pode ser trocada se mais pais estiverem sentindo o mesmo.
      Mudar ela de escola por apenas um ano é um pouco complicado, né? Mas por outro lado, tenta estudar um pouco mais sobre a pedagogia Waldorf, porque se você gostar, esse um ano podem virar muitos outros, né? E ela sairia da escola junto com os amigos para uma escola de Ensino Fundamental.
      Decisão difícil, mas o que eu faria seria tentar conversar na escola atual. Por outro lado, se não der certo, talvez essa foi a maneira que a pedagogia Waldorf teve para entrar na vida de vocês. Boa sorte!

      • Ah, Cris, conversar foi o que eu mais tentei, foi um ano inteiro de conversa, nós sempre estivemos muito dispostos a investir no que amamos.

        Mas apesar de a pedagoga ser maravilhosa, nos entender, ter nos ouvido, ter tentado, há muitos profissionais pouco preparados. Eu não vejo muita possibilidade de melhora por parte deles, apenas a possibilidade de, ficando minha filha mais madura, ela adquira uma melhor capacidade de lidar com esses problemas.

        Entendo a dificuldade deles, ja que não há aqui no Brasil especializações em Montessori no nivel academico, só pequenos cursos. É dificil ter uma boa equipe, bem preparada.

        Tem sido bem frustrante pra mim, que amo montessori, mas tenho que ser sensivel a minha filha que apesar de pequena tem verbalizado insistentemente sua insatisfação, pedindo pra mudar de escola. Tentei o ano todo, agora acho que é hora de atende-la, de tentar… Eu propria não sinto muita identificação com o waldorf, principalmente na parte antroposofica da coisa.
        Mas me agrada muito o lado lúdico e o respeito pela criança.

      • Entendo, Thalita. Eu acho que em algum momento a gente precisa focar no fato de que nenhuma opção é 100% perfeita. Nenhuma. A escola precisa fazer sentido. Não pode incomodar. Mas você não precisa concordar com tudo também. Não é? Eu estou focando nisso. E se você se identifica um pouco com a pedagogia Waldorf e sua filha amou, parece uma boa opção. A escola não precisa ser a mesma a vida toda, né? Boa sorte!

  6. Adorei o texto, estou sempre na incerteza sobre a melhor decisão para as pequenas… Coisas simples mas de grande impacto, minha maior é super criativa mas já está numa escola de “ensino forte”… Sinto falta do improviso, da bagunça…. Tenho medo de moldar demais e tolher a originalidade… Complicado

    • Tenta completar com isso que você está sentindo que faz falta para ela. É o papel da mãe sentir os filhos. E conseguimos fazer isso muito bem. Talvez uma mudança pequena, causa uma diferença grande na emoção e na criatividade dela. Confia na sua intuição! Beijo

  7. Este ano meu filho muda de escola, vai para o primeiro ano e na escola atual não tem o ensino fundamental. Diante desse texto, é isso mesmo, fazer o melhor, fazer o prático, fazê-lo feliz! Deus nos ajude sempre! Compartilhei o texto que você traduziu pq achei oportuno para o momento q estou passando…obrigada Cris, por dividir tudo isso conosco.

  8. Conheci seu blog hoje. Exatamente quando acabei de realizar a matrícula de meu filho numa escola Waldorf. Uma escolha muito pensada… meu filho tem três anos e estudou este ano em uma escola particular religiosa. Cansei de ter que justificar minhas escolhas (consumo mínimo de açúcar, ceraris integrais, frutas+água no lanche, a importancia dele ser protagonista das atividades… enfim) e depois de pesquisar e visitar várias escolas com métodos super diferentes, fui conquistada pela pedagogia waldorf e por uma escola em particular. Alguns amigos, que estudam pedagogia, me alertaram pra duas coisas que eles consideram problemáticas nas escolas waldorf: a elitização do ensino e a inflexibilidade em aceitar juntar ao método, especificidades dos locais onde estão inseridas as escolas (no meu caso, que moro em Salvador/ba, meu filho vai ter aulas e flauta e alemão e nada que o ligue a cultura afrobaiana).Sei que sempre vão haver momentos de tensão, mas, ainda acredito que nesta escola, o caminho vai ser muito menos tortuoso, pois essencialmente concordamos nas coisas mais fundamentais… no respeito as fases que a criança vive, no acolhimento respeitoso, na questão de considerá-lo um ser integral e ajudá-lo no reconhecimento e desenvolvimento de suas capacidades. Adorei encontrar seu blog. Lindo!! Sigamos…

    • Que bom! Tenho certeza que você vai adorar. E quando estamos no nosso lugar, no nosso ambiente, rodeado de coisas que fazem sentido (ao invés de ter que se justificar o tempo todo) essas probleminhas pequenos, são pequenos mesmo. Boa sorte! Beijo

  9. Nossa Cris, imagino o que você está passando, é triste ver que nossos filhos não tem infância como nós tivemos. Sobre o uniforme, meus filhos estudam em uma escola particular de outra proposta pedagógica que não a waldorf e eles voltam sujos também, pergunto a eles e eles dizem que brincam muito, e fico muito feliz por ver o rosto suado e a camiseta toda suja. Cris fiquei assustada com a carga horária do seu filho e tudo que vc contou sobre a lição de casa e competição, todas as escolas ai são assim? Não tem nenhuma outra escola particular que seja no seu bairro? Se que existe uma escola brasileira em Miami, ela é particular, se quiser procuro o nome para você. Cris, fiquei muito sentida com o seu texto, espero que as coisas melhorem para você. Beijos!!!!

    • Oi Fernanda, foi muito especial receber seu comentário. Eu escrevi esse post pensando em ajudar as pessoas, em dividir as informações. Não fiz para mim. Porque realmente estava adaptada com a incerteza. Só que agora lendo seu comentário, fiquei com a sensação de que preciso fazer alguma coisa. Sabe, a gente muda de país e tem que abrir mão de um monte de coisas. E tudo bem. Mas acho que não podemos abrir mão de quem a gente é, né? Para muitas pessoas que moram aqui, está tudo certo ter o filho em escola pública. Algumas pessoas adoram. Então eu fico me sentindo meio que na obrigação de aceitar melhor, sabe? Mas seu comentário me fez pensar o contrário. Eu não sou outra pessoa. Eu tenho a minha biografia. E para mim, está sim muito errado o que está acontecendo nas escolas públicas americanas. Não vou desistir de encontrar alguma escola que faça mais sentido. Obrigada!! Vou dando notícias. Beijos!!!

  10. Cris,

    Eu sempre leio, já li quase todos os posts, compartilho e releio e quase nunca comento. Aqui em Brasília só temos uma escola Waldorf, a Escola Moara, e lá não há vagas. Mas pensa que por causa disso eles nos viram as costas e digam voltem depois? Não, eles nos acolhem e nos mostram a beleza da pedagogia Waldorf e a possibilidade da vida em comunidade nos dias de hoje. O seu comentário pra Gilmara é bem isso, mude, argumente, peça, se organize, isso é possível numa escola Waldorf!
    Eu conheci a pedagogia esse ano e fiquei encantada, sei que deve ter os seus percalços e defeitos, como tudo no mundo, mas é principalmente, mais humana. Isso nos levou a montar um Grupo de Iniciativa de uma Nova Escola Waldorf em Brasília, a Papipalan, estamos no início, mas temos claro o que queremos: uma escola para nossos filhos, ou melhor, uma escola que acolha nossos filhos.
    Obrigada pelos textos!

    • Obrigada pelo comentário, Katia! E muito boa sorte com seu grupo. Vai ser uma jornada linda, cheia de aprendizados, tenho certeza. Boa sorte!

      • The Waldorf Method is based on the work of Rudolf Steiner and stresses the imncrtapoe of educating the whole child body, mind, and spirit. In the early grades, there is an emphasis on arts and crafts, music and movement, and nature. Older children are taught to develop self-awareness and how to reason things out for themselves. Children in a Waldorf homeschool do not use standard textbooks; instead, the children create their own books.

  11. Gostaria de explicar alguns aspectos da dificuldade que estou enfrentando e a razão de ter matriculado meu filho em uma nova escola para 2015. Acredito na força do diálogo. Mas nem tudo depende do diálogo. Há barreiras arquitetônicas, atitudinais, procedimentais, burocráticas quando se fala em escola.

    Em Botucatu, há a escola de Campo Aitiara, tradicional e mais antiga e há outra também, se não me engano, também no Bairro da Demétria, próxima à Aitiara.

    A escola Florescer, onde meu filho estuda, de Educação Infantil, é uma escola na cidade e é independente da escola de campo, que oferece o Ensino Infantil, Fundamental I e II e Médio.

    A escola da cidade e do campo caminham com os calendários festivos em sintonia. Foi graças ao empenho da diretora da Florescer que a escola da cidade está firme e caminhando. Quando a escola foi um braço da escola de campo, ela não sobreviveu. Ficou extinta alguns anos.

    É uma chácara com uma casa bem grande, com um jardim maravilhoso, com pomar, etc. mas já está ficando com o espaço interior complicado se houver um aumento de alunos repentino. Dias de chuva são constantes, graças a Deus, mas complica a vida dos professores.

    A diretora deve ter suas razões para não querer oferecer o almoço na escola. Já me manifestei, muitas mães já se manifestaram também. Quem sabe, um dia. Tenho certeza de que a diretora é prudente e sabe o que faz. No devido tempo, com a iluminação do alto, de Rudolf Stein certamente e o espaço adequado vai colocar em ação esse benefício tanto solicitado pelas mães.

    Já pedi para almoçar com meu filho lá, mas também não foi acolhida a ideia. O banho entre o período da manhã e da tarde é fundamental e simplesmente almoçar fora e voltar sujo também não é legal para ele. Vocês não imaginam onde encontro areia quando dou banho nele… em todo lugar. kkk

    Então, como eu sou uma pessoa que pratica o dialogo, luta, grita, esperneia, mas também sou sensível para entender o outro lado da história, me conformo e aguardo pacientemente, sabendo que tudo tem seu tempo. E que a semente boa plantada, nunca será perdida, um dia ela florescerá, sem pressa, em seu devido tempo. Obrigada pelo apoio.

    • Oi Gilmara, eu sinto que a certeza da decisão está tão clara para você que não tem mesmo o que pensar. Vai em frente. Com certeza vai aprender muito com essa mudança. E seu filho ainda é tão pequeno, né? Como você mesma falou, mais tarde você pode voltar. Beijo e obrigada por compartilhar sua história!

  12. Olá, Cris! Conheci uma Escola Waldorf Associativa em minha cidade e fiquei encantada. Ainda não sei o valor… Mas para meu filho estudar lá eu teria que voltar ele um ano do ensino Fundamental, pois ela acabou de nascer e só tem o 1º ano. Ano que vem meu filho completa 7 e já irá para o 2º ano… Sabe, às vezes fico incomodada ao estigmatizar outras escolas. Ele está em uma bem básica… Era isso o que queria… Particular, porque infelizmente nas mudanças de governo os alunos sofrem com entrega de material e etc. Mas não é super exigente… Permite aos alunos serem crianças. Bom… Vc voltaria um ano seu filho para estudar em uma Escola Waldorf? Beijo e adoro seus textos! Acho muito realistas!

    • Oi Carol, se a escola for boa, eu voltaria sim. Eu repeti de ano na oitava série e foi a melhor coisa que a aconteceu na minha vida escolar. Acho que estar um pouco mais velhos é muito melhor do que ultrapassar etapas e estar sempre imaturos. Mais maduros, aproveitamos tudo melhor. Mas você tem que olhar o todo. Se a escola Waldorf for uma escolha acertada para você, o fato do seu filho estar um ano atrás do que poderia estar não vai pesar nada. Até porque, ele vai aprender coisas diferentes mesmo. Não dá para comparar com as escolas tradicionais. Beijo e boa sorte!

  13. Oi Cris! Muito sincero seu texto. Na vida, a gente nunca só ganha, não é? E que chatp seria se assim fosse. Meu filho frequenta uma escola Waldorf aqui na Alemanha, e é tudo tão organizado, tudo funciona tão bem, que eu tenho até um certo receio de sair daqui e colocá-lo em outra escola Waldorf em qualquer outro lugar desse mundão. Até mesmo aqui na Alemanha a pedagogia Waldorf é vista com ressalvas por muitos pais e educadores, mas a seriedade com que as coisas são feitas, deixam até os mais críticos sem muitos argumentos. Daí o pessoal cai pro lado filosófico/ esperitual da coisa nas críticas. Eu e meu marido já conhecíamos a Antroposofia, e sempre desejamos uma escola Waldorf para nossos futuros filhos. Acontece que naprática a teoria é outra. Como eu disse lá em cima, eu tenho um certo receio se a gente precisar sair da Alemanha, e uma hora nós iremos sair, pra onde, sabe deus. Meu marido é super convicto, mais do que eu até. Tem horas que eu balanço. Por ora, acho que o Kindergarten Waldorf tem se mostrado a melhor opção por n motivos. Mais pra frente, veremos… Grande abraço

    • Oi Gabriela, entendo tudo que você disse. Mas a gente precisa se esforçar para viver no presente. Eu tb fico muito com esse pensamento de “e se a gente mudar daqui” e esse foi um dos motivos de ter tirado as crianças da Waldorf aqui em Miami. Mas hoje vejo que isso é bobagem. Primeiro porque toda escola tem problema. Estar em uma escola tradicional (no caso americana) e decorar um monte de coisas, não quer dizer que é bom, só porque é o mainstream. Seu filho é pequeno ainda. Tenho certeza que está aprendendo muito na escola. E isso ele vai levar para onde for. É o que eu falei no texto, meu filho só estudou em escola Waldorf e eu achava que ele estava ficando muito para trás, por já ter 9 anos. No entanto ele é o melhor aluno da escola atual em matemática, um dos melhores em ciências e um dos melhores na leitura. A gente precisa confiar mais. Todo esse brincar livre e todo esse excesso de arte e conteúdo espiritual, faz diferença sim para as crianças. Grande abraço!

  14. Ola.
    Desculpe so n entendi opq a levou a muda lo de escola.
    Estou enfrentando o dilema da escolha da primeira escola p meu filho e ainda estou na duvida.
    Por favor, se puder me responda por email(michelestossilva813@gmail.com)

    Muito obrigada!

  15. Cris, me identifiquei muito com seu texto, até me emocionei, por ter passado por uma situação muito parecida. É muito difícil ter incertezas em relação ao que é melhor para nossos filhos. Tive muitos problemas com a escola de minha filha (3 anos) no ano passado, tentei de todas as maneiras conversar com os responsáveis para que atendessem meus pedidos. Foi um ano muito tenso para mim, chorei, me desesperei muitas vezes. Mas, durante as férias, refleti e cheguei a conclusão de que se no momento não tenho outra opção de escola, para mim só resta tentar enxergar com outros olhos esses problemas… Hoje, apesar de não concordar com muitas coisas, me contento com a felicidade que vejo na carinha da minha filha todos os dias quando vou buscá-la. Obrigada pelo texto!

  16. Mais uma vez, muito bom, Cris. E, sobre as incertezas, fiquei bem mais calma quando me caiu uma ficha: eu posso mudar de ideia amanhã. Raríssimas decisões são imutáveis. Sempre podemos mudar de ideia. É só estar aberto a isso. Bjs!

  17. Cris, tenho dois filhos pequenos (também uma menina e um menino) e eles estudam numa escola Waldorf em São Paulo. Até aí tudo perfeito. Mas vamos no mudar para Miami ano que vem. Existem 2 escolas Waldorf em Miami, certo? Poderia me ajudar a entrar em contato com estas escolas? Agora em outubro estou com passagem comprada para resolver a questão da escola e casa. Mas ainda não entrei em contato com as escolas, não sei se tem lista de espera…meus filhos terão 3 e 5 anos. Conheço seu blog recente, vira e mexe eu entro e leio um pouco. Pirei quando li sua matéria sobre escola pública (estava até cogitando, aqui no brasil a gente escuta: escola pública lá é tão boa…obrigada por me abrir os olhos). Outra pergunta: estou me aprofundando na Antroposia, por sorte moro um bairro onde o acesso é muito fácil. Mas como é a Antroposofia aí? Digo, medicina, weleda, encontros, discussões, existe algo relacionado? Obrigada, Noele

    • Oi Noele, que bom que gosta do blog. Sobre as escolas, você consegue entrar em contato com elas por telefone ou e-mail. É só buscar na internet não tem muita dificuldade. Não sei te falar sobre lista de espera. Mas acredito que não vai ter problema em achar vaga. A Antroposofia aqui em Miami é muito fraca, muito pouco conhecida. Meus filhos não são tratados com Weleda então não sei te informar sobre isso. O médico deles no Brasil é Homeopata então nunca busquei isso aqui. Pelo que eu sei, só existe uma médica Antroposófica mas mesmo assim ela atende muito poucos pacientes. Mas parece que é muito boa. Se quiser, posso te passar o contato. A única pessoa que eu conheci aqui que tem um conhecimento bastante aprofundado sobre Antroposofia e teve um grupo de estudos durante 8 anos – no qual eu participei até o ano passado é a Cecilia Staubli. Ela é Arte Terapeuta, tem uma formação de mais de 20 anos de Antroposofia. Mas fora ela, até os professores têm um conhecimento beeeeeem raso. (para ser bem sincera com você) Bom mas não quero te desanimar. Cada história é uma, eu já sai da escola aqui há mais de um ano então não quer dizer que as coisas não podem ter mudado. Boa sorte! Cris

      • Cris, você acha que lave a pena visitar a sunrise e a international? Tem outras na região de Miami?

      • Todas as escolas Waldorf aqui são muito pequenas. Existe outra em Boca Raton. Mas a Sunrise é a maior. Claro que vale a pena visitar. Conversar com as pessoas. (quanto mais pessoas melhor) Pode ser uma boa para a fase de transição, mudança de país, nova lingua etc. O problema é que começar lá (em qualquer das duas) é que você fica como eu, presa em um bairro muito afastado do resto da cidade. Então essas escolas têm esse peso para a família. É como chegar em São Paulo e mudar para o Alto da Boa Vista mas depois desistir da Rudolf Steiner… Para imigrante é um pouco complicado ficar tão isolado. Mas é tão difícil dar palpites. Prefiro dividir o que aconteceu comigo (que é o que faço no blog) e cada um tira suas próprias conclusões. Não existe certo e errado. Boa sorte!

  18. A minha filha estuda numa escola Waldorf. Opostamente do que a escola se propõe, no que diz respeito ao acolhimento e à amorosidade dos professores e funcionários, sinto que é um conjunto de regras rígidas a que eu tenho que me amoldar… Falam tanto em conhecer seus propósitos, sua verdade interior…. todavia, vc tem que deixar de ser o que é para ser o que eles querem q vc seja. E se vc não é exatamente o que eles querem, vc fica tomando diversas patadas no dia a dia. Minha filha apresenta déficit de processamento auditivo e uma deficiência intelectual em razão de ter nascido de seis meses, procurei a Waldorf por dizerem que respeitam o desenvolvimento individual de cada criança. Primeiramente, a seguraram mais um ano no Jardim por considerarem q estava imatura para o primeiro ano. Ora, é um direito da criança, por lei, ir para o primeiro ano quando atinge idade escolar. Ela queria ir para o primeiro ano, se via com uniforme e mala…. foi barrada, primeira decepção. Qdo finalmente um ano depois, ela passou para o primeiro ano, ao ser apresentada para a professora de classe que a acompanhará nos próximos oito anos, perguntei como era feita a avaliação de uma criança com dificuldade, como ela seria impulsionada para frente, se a escola iria cobrando o aprendizado dela de alguma forma para que não ficasse para trás, já que lá não existe prova…. Ela simplesmente me respondeu q se eu tinha dúvida sobre a pedagogia, era melhor procurar outra escola. Atualmente, sofro com o horário de entrada da escola também. Tem que entrar 7:30 h pontualmente. Chegou um dia 7:37 h, ficou para fora da escola com sete anos de idade. Outro dia, chegou 7:32 h, tive que ouvir desaforo e sermão do porteiro da frente da escola dizendo q estava fazendo um favor de deixá-la entrar. Hj era aniversário dela na escola. A minha mãe que iria nos dar carona, simplesmente chegou atrasada e não nos avisou. NO caminho, bem próximo à escola, a minha filha de tão nervosa e ansiosa, vomitou e sujou toda a roupa. Qdo parei na porta, seis ou sete minutos atrasada, o porteiro nem quis me ouvir ou vê-la, colocou a sua mão à frente me barrando e disse que ela não iria entrar na escola. No final, veio a diretora e resolveu a situação, abrindo uma exceção porque era o aniversário dela. O Porteiro, não contente, fechou a porta da escola dizendo que eu tinha que ouvi-lo, q eu o tinha desrespeitado e ainda querendo me dar aula de educação… Me desentendi com ele, em voz alta, na porta da escola. Foi um vexame. Se não fosse só isso…. na exposição pedagógica da escola, perguntei à professora da minha filha se as palavras escritas no caderno eram copiadas ou ditadas. Ela disse que copiadas. Indaguei se ela fazia ditado para as crianças, ela respondeu que sim. Perguntei se a minha filha já conseguia escrever as palavras, ela também colocou a mão à frente, como se me brecando, e disse me “tesourando” que a minha pergunta era para uma reunião individual, e não para uma exposição pedagógica. A minha filha está tão atrasada na Waldorf perto de uma criança da idade dela, q hj em dia para eu mudá-la de escola teria que voltar para o primeiro ano de novo. Não tenho coragem de fazer isso com ela e também não suporto ser tratada da forma como sou tratada na Waldorf. A escola custa Dois mil e quarenta e seis reais, bem acima das outras escolas particulares no ensino fundamental. Tem se tornado um grande peso em todos os sentidos, mas não vejo uma saída para tirá-la de lá. Se alguém q já passou por isso puder me dar uma orientação, se souber de uma outra escola que siga uma linha parecida, eu agradeceria muito.

    • Oi, Cibelle!
      Sou de Porto Alegre. Aqui há uma escola Waldorf “perto” de casa. Embora eu seja apaixonada pela pedagogia Waldorf e tenha horror do roubo que se faz à infância no ensino regular, não matriculei meu filho na dita escola porque o “regime” é este que você descreve. O envolvimento é cheio de dureza e frieza, uma aura de rigidez que não busca virtude e disciplina, mas que transparece uma centralização de poder/saber.
      Há outra escola Wladorf em outra região. Bem mais antiga, tradicional e plena de atmosfera Waldorf, digamos. Mas percorrer mais de uma hora para ir e para voltar não é nada Waldorf. Então ele está em uma escola construtivista.
      Também simpatizo com a linha Montessori, mas as duas escolas daqui me pareceram um quartel. Dispensável relatar o que vimos.
      No seu caso, parece-me que nem você nem sua filha estão bem com a escola – não sem motivo. Não é razoável a pressão, não é razoável tamanho sofrimento. O tratamento dispensado pelo porteiro reflete a posição da escola.
      As escolhas são suas, delicadas, profundas. Com certeza os déficits com que sua filha convive suscitam mais atenção e dedicação. Esta professora, com quem não parece existir acolhimento e empatia, vai acompanhá-la por vários anos.O que vai imprimir muito da percepção de sua filha sobre escola, mestres, aprendizado. Penso que você deve ouvir seu sentimento e de sua filha. Construir uma alternativa – que pode iniciar dolorosa, mas que possibilite um novo horizonte para vocês. Talvez não seja necessário perder um ano. Mesmo em escolas particulares, não é raro crianças que com oito, nove anos não lêem satisfatoriamente. Permita-se, de coração, construir uma alternativa. Isso pode passar por uma tutoria, uma transição, um(a) professor(a) que acompanhe e reforce o aprendizado pelo período necessário.
      Fiquei tocada pelo seu depoimento. Percebo que há muito sofrimento, que não estão acolhidas.
      Como Mãe, já há algum tempo entendi que se a “culpa” será minha, então que os “erros” sejam os meus, e não os dos outros. Desejo a vocês possibilidades maiores!

  19. Olá Cris ! 1 ano depois de ler este seu texto e não me ver nele, aqui estou, retornei para cá para relê-lo. Sim, tudoo muda e temos que acompanhar o verdadeiros movimento dos nossos filhos… Amo a pedagógico Waldorf mas por infinitos pequenos motivos, agregado ao maior, que foi ver meu filho de 5 anos se alfabetizar sozinho, para a estrada fomos, malas feitas e isso significa escola nova. Uma pedagogia bem estudada, pesquisamos muito sobre Freinet e lá vi meu Victor que logo mais fará 6 anos, investigando, se posicionando, fazendo artes, aprendendo e se sujando menos… Rs… Hoje lavei uma camiseta dele no tanque e relembrava do seu texto, de 1 ano atrás e eu entao convicta de que Waldorf seria para sempre. Nada é para sempre e que bom, né? Mas me coração, apesar de saber que meu filho precisa dessa alavancada, se assim posso chamar, está doendo nesta passagem, nesta virada de chave. Vim aqui reler seu texto tão sensivel e sensato e assim ganhar um abraço de conforto. Agradeço sempre por escrever “textos abraço” kkkkk. Bjos no coração.

  20. Por tudo que acompanhei ao longo dos anos, em variadas escolas e suas diferentes maneiras de aprendizagem, a conclusão é meio óbvia, mas talvez não tanto para alguns… então fica a dica: toda escola cuja essência é CONSTRUTIVISTA, é sem sombra de dúvidas melhor para todos, alunos e pais. Ver e sentir seu filho adquirindo uma criticidade positiva diante da vida e construindo seu saber, além de participar de várias atividades extra-classe… não tem o que pague!! Só que precisa ser uma ótima escola, sem dúvida! Também é preferível uma escola em que não haja interferências ideológicas (ou místicas) camufladas! É preciso tomar muito cuidado com isso! Obrigada por poder dar minha opinião.

  21. Ola Cris! Moro em Montreal no Canada e estou neste impasse, sem saber se mudo meu filho da escola publica pra Waldorf. Ele ja vai pro 5 ano e so teria 4 na Waldorf, pois aqui eles param no 8 ano, teria que terminar os 3 últimos do colegial em outra escola. Quais os pontos negativos que você viveu na experiência Waldorf? Sera que vale à pena à esta altura do campeonato? Você sentiu algum tipo de snobismo ou ar de superioridade dos “pais Waldorf” ? Como esta difícil tomar esta decisão 😦

    • Oi Raquel! Eu vou me mudar pra Montreal no próximo ano e quero muito colocar meu filho na escola Waldorf de Montreal, será que você pode compartilhar sua experiência comigo?

  22. Olá!! tudo bem? Sou Professora na cidade de Diadema em SP. Sempre uso a primeira parte do seu texto “UNIFORME LIMPO”, nas primeiras reuniões do ano. Muito bom!!!

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