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Estava com meus filhos no parque no sábado (meu marido trabalhando). Dois filhos diferentes: sexo, idade e personalidade. E eu sozinha para olhar os dois, que não são mais bebês, mas querem atenção – ao mesmo tempo. Nada demais. Tirando o fato de que, por um segundo, vi aquela cena de longe e pensei: poxa, fazem 9 anos que passo os finais de semana no parque ou fazendo programa de criança. Faz 9 anos que, com alguns intervalos de tempo para o trabalho, minha vida é dedicada a essas duas crianças. Me sinto cansada. Meu ouvido às vezes dói de um ruído que só a infância faz. Sinto falta de muita coisa. Então fico me perguntando porque eu simplesmente não digo não. E pensando nisso, recebo da minha filha um desenho feito por ela mesma onde ela faz suas mãozinhas (porque ela sabe que eu amo aqueles furinhos!) e escreve: Eu te amo. E recebo uma caixinha em formato de coração com um anel dentro – que meu filho comprou com o dinheiro da mesada dele.

desenho mão leli antes que eles crescam

Também já faz 9 anos que coloco eles para dormir. Com disciplina e rotina faço o dia deles terminar às 7 horas da noite. Mas às vezes penso: Quando vou voltar a ter uma noite tranquila, onde depois do jantar eu sento no sofá e relaxo?! Todos os dias da semana, durante uma hora nesse processo! Mas pensando assim, começo nosso ritual e quando vejo que eles repetem a oração, repetem o mantra, quando eu vejo que tudo que invento para esse momento, eles aceitam e adoram (óleo aromático, abrir a janela para deixar a luz da lua entrar), eles recebem com olhos e corações abertos e agradecem, eu sinto um preenchimento que me faz ter a certeza de que não existe nenhum outro lugar que eu poderia estar a não ser ali.

Claro que o amor transcende as quatro paredes. Quando você se conecta com ele, ele se conecta com você. Moro em Miami – cidade famosa pela sua superficialidade. Mas a minha verdade aqui é que convivo com pessoas que fazem meditação na lua cheia para pedir e receber a energia da mãe natureza. Convivo com gente que cria abelhas no quintal para ajudar as abelhas. Convivo com gente que passa os finais de semana ajudando crianças especiais. Convivo com gente que me encontra vestida de qualquer jeito (mesmo) e a pessoa realmente não repara, porque só me olha nos olhos e abraça de verdade. Nunca conheci tanta gente com o coração tão cheio de amor. Talvez porque eu nunca tivesse também aberto tanto meu coração. Mudei para Miami porque escolhi o amor. Eu sabia o desafio que seria sair da estrutura de vida que eu tinha em São Paulo – empregada todos os dias, largar meu emprego bom e bem remunerado para ser dona de casa morando no subúrbio. Já fazem dois anos. Completam dois anos agora em Fevereiro, mesmo mês que minha filha faz 6 anos, mesmo mês que faz 11 anos que comecei a namorar meu marido, mesmo mês do dia dos namorados aqui. E no meio de tudo isso, eu encontrei uma pérola no handsfreemama e quero dividir com vocês minha tradução:

Algumas vezes eu escolho o amor, sem um sorriso no rosto.

Algumas vezes eu escolho o amor, me sentindo feia, sem utilidade e inadequada.

Algumas vezes eu escolho o amor, me sentindo sozinha e com medo.

Algumas vezes eu escolho o amor, mesmo sem saber o que eu estou fazendo.

Algumas vezes eu escolho o amor, quando essa é a última coisa que eu queria fazer.

Algumas vezes eu escolho o amor, quando a minha paciência já acabou.

Algumas vezes eu escolho o amor, quando eu não tenho mais amor para dar.

Apesar dos obstáculos, apesar das desculpas que eu poderia ter dado,

Apesar das pressões e das distrações do mundo exterior, apesar da vozinha da minha crítica interna, eu escolho o amor. Por que?

Porque eu sempre saio melhor do que quando cheguei. Eu sempre saio um pouco mais leve, um pouco mais em paz, com um pouco mais de esperança, com um pouco mais de gratidão, um pouco mais contente. O amor sempre foi a melhor escolha.

Agora vamos pensar juntos (foi a autora do Hands Free Mama que sugeriu) e se a gente escolher o amor durante 21 dias seguidos? Quais as possibilidades que vamos abrir? Quais conexões vamos formar? Quais os momentos você vai agarrar que caso contrário iria perder? Quem você vai se tornar?

Ao invés de ser

Aquele que está sempre ocupado

Aquele que sempre tem reações exageradas 

Aquele que nunca escuta

Aquele que raramente se acalma

Aquele que está sempre acabado

Aquele que vive grudado no telefone

Aquele que perde toda a diversão

Aquele que está desistindo

Talvez você se torne Aquele Que Sempre Quis Ser…

Aquele que sabe escutar

Que abraça

Que perdoa

Que respeita o seu próprio tempo

Que ri com a barriga

Que corre risco

Que solta gargalhadas escandalosas

Que vive o momento

Que sabe viver a vida

Por que? Porque coisas boas começam com amor.

Escolha o amor hoje. Não se preocupe com o que isso vai parecer, não se preocupe com o dia de ontem. Apenas escolha o amor. Alguma coisa me diz que você vai sair dessa bem melhor do que chegou. E então faça de novo.

Vamos nessa?

Queridos leitores, esse blog é um lugar onde despejo muito amor e é lindo receber de volta. Agradeço de coração a todo mundo que poderia passar por aqui, ler e fechar a janela, mas escolhe se abrir um pouco e deixar um carinho. Obrigada.

Cris Leão

Como diz nosso poeta, Drummond “Que pode uma criatura senão, entre criaturas, amar?”

55 pensamentos em “A escolha do amor

  1. Há 3 dias que não consigo parar de ler seu blog. Amo. Amo. Amo! Gratidão por tê-lo feito! Meus filhos tb agradecem!
    bjos

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