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Nesta segunda-feira fui assistir uma palestra da Elizabeth Gilbert sobre seu último livro: Big Magic/Grande Magia. Lindo o livro. Recomendo.

Quero citar uma passagem que me marcou muito nessa noite. No fim da palestra, fizeram a pergunta: Quem é seu ídolo? Sua maior referência?

E ela respondeu:

“Minha mãe. Porque eu era a criança mais medrosa que pode existir. Tinha medo de tudo. E minha mãe entendeu que o papel dela era transformar isso. Porque ela pensava que só coisas muito ruins acontecem com mulheres medrosas. Se eu tinha medo de fazer um esporte, era aí que ela insistia mais. Se eu tinha medo da água, era aí que ela me fazia entrar na água. Um dia, quando eu ia entrar numa escola nova, com 6 anos de idade, eu senti muito medo. Muito medo. E ela falou: Vamos fazer assim, você chega primeiro do que todas as outras crianças e se apresenta para a professora. Desse jeito pelo menos você já começa o dia conhecendo ela. E então treinamos durante um mês. Minha mãe ficava de costas e eu chegava e esticava meu braço dizendo: Oi, eu sou Elizabeth Gilbert.

Assim fizemos. E assim superei meu medo no primeiro dia de aula. O mais curioso é que, até hoje, todos os momentos mais decisivos da minha vida sempre começam com eu entrando na sala de alguém que não conheço, esticando a mão e falando: Oi, eu sou Elizabeth Gilbert.”

Essa história ilustra lindamente o que venho aprendido nos últimos tempos, não é o que o seu filho quer, é o que ele precisa. Talvez afinal esse seja o nosso grande papel.

Por: Cris Leão

© Todos os direitos reservados.

11 pensamentos em “Uma inspiração para quem educa.

  1. Vivemos de exemplos e contra exemplos, auxiliar nossos filhos para que vençam seus monstros internos com sensibilidade faz toda a diferença entre ser um adulto com crenças limitantes ou ser o protagonista de sua história. Obrigada Cris por compartilhar histórias tão relevantes!

  2. Cris, adoro as suas partilhas. Obrigado pelo tempo que ‘nos’ dedica! Este blog é um verdadeiro tesouro para educadores.

    Este post tocou-me particularmente. Os nossos filhos ensinam-nos tanto sobre nós mesmos! Aprendi mais sobre a minha relação com os meus pais desde que sou mãe; e tem sido também dessa forma que, a cada dia que passa, sei cada vez mais que mãe quero/preciso ser para a minha filha. Uma descoberta incrível!

    Deixo aqui uma citação do filósofo, ensaísta e escritor Agostinho da Silva (1906-1994) que me tocou profundamente na primeira vez que a li (e não mais esqueci):

    “Só por costume social deveremos desejar a alguém que seja feliz; às vezes por aquela piedade da fraqueza que leva a tomar crianças ao colo; só se deve desejar a alguém que se cumpra: e o cumprir-se inclui a desgraça e a sua superação.”

    Não tenho qualquer dúvida que, enquanto pais, é este o nosso papel (nada fácil).: trilhar os caminhos necessários para que os nossos filhos se superem.

    Como alguém já disse, Cris, escreva sempre!

    Bem haja!

  3. Adorei! Tenho vivenciado os medos de minha filha…e nem sempre sei como agir. O medo de ir para a aula de natação; o medo do escuro… Há momentos em que me sinto perdida. Como agir? Como ajudá-la a transpor o obstáculo? Essas perguntas são frequentes na minha mente. Muito obrigada pelo post!

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