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“Teremos de ter paciência…
Com a própria autoeducação…
Quem não puder suportar ser inábil e fazer primeiro as coisas de maneira pouco inteligente e imperfeita, esse não conseguirá jamais fazê-las na perfeição de dentro para fora.”

Rudolf Steiner

Queridos leitores, este blog nasceu do desejo de fazer a Pedagogia Waldorf e a Antroposofia se tornarem mais conhecidos. Para que a beleza e a riqueza das palavras de Rudolf Steiner conseguissem chegar além dos grandes centros, além das escolas Waldorf, além das consultas particulares. Neste mês o blog completa 2 anos. E como presente, ganhamos mais um texto da minha amiga de infância, Bartira – que hoje é professora Waldorf. O texto é sobre um dos meus assuntos preferidos. Porque com certeza, o que dá mais trabalho na hora de educar é saber onde e como colocar limites. Sem agredir e sem ser permissivo. Espero que gostem. 

Uma das coisas que mais me encantou e intrigou quando conheci a Pedagogia Waldorf foi a imagem micaélica de que o dragão não se mata, se domina. As pinturas e desenhos que se referem a esta época, trazem sempre Micael dominando, subjugando, mas nunca ferindo o dragão. Ele não morre. É uma luta eterna.

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Fiquei feliz com os comentários que muitos fizeram ao meu texto aqui no blog da Cris. Mas foi um comentário específico que me levou a querer continuar escrevendo, pois percebi que uma ideia pode ajudar muita gente. E é para estas pessoas que escrevo hoje. O comentário é o seguinte: “Me sentindo um pouco perdida entre “reforçar o bem” e “dar limites”. Maila, este texto é para você e para quem mais achar que ele vale a pena.

Todo mundo sabe o que é agressão. Infelizmente, a grande maioria de nós já passou por situações em que se sentiu ou viu alguém sendo agredido. E, muito provavelmente, a grande maioria de nós também já viu cenas em que “um pouquinho de limite não faria mal a estas crianças…” não é? Alguns pais, com medo de repetir o autoritarismo das gerações passadas, preferem liberar geral, com medo de serem antiquados ou de causarem algum tipo de trauma em seus filhos. Não me entendam mal, não estou aqui para julgar ninguém, mas acredito que a falta de limite de crianças e adolescentes em situações diversas, prejudica muito algumas pessoas. Quem nunca deixou de entender um filme ou peça de teatro porque uma criança não parava de gritar ou fazer birra, ou quem não se sentiu incomodado com o desrespeito com que alguns filhos tratam seus pais em restaurantes, lojas, etc.

Quando eu penso em limites para os meus filhos, analiso dois pontos:

1- Que tipo de adulto estou estimulando esta criança a vir a ser?

2- Se eles morrerem antes de se tornarem adultos, terei sido coerente e boa?

É, eu penso na morte deles com frequência. Não mais como algo que me aterroriza, mas como algo possível, e que me ajuda a aproveitar mais a infância deles e a tentar fazer cada dia melhor que o outro. Bem Carpe Diem mesmo. Dia a dia, sigo buscando a coerência de minhas atitudes com a fase da vida em que eles estão, pois sei que algumas atitudes simplesmente não são adequadas. Nem saudáveis.

A Pedagogia Waldorf me ajudou muito nisso. Foi observando a prática de alguns profissionais, que considero de excelência, que entendi que é possível reforçar o Bem e dar limites sim. Ou melhor, só é possível reforçar o Bem estabelecendo limites. O ponto é como.

Exemplo prático?

Uma criança pequena faz birra. É possível:

  1. a) bater nela até ela parar, sacudí-la, dar um puxão de orelha ou um beliscão;
  2. b) gritar com ela até ela parar;
  3. c) deixá-la fazer birra até ela se machucar, machucar alguém ou parar;
  4. d) olhar nos olhos dela e explicar para ela que aquela atitude não está certa, que ela não vai conseguir o que quer com a birra, que birra não é legal, que a mamãe vai comprar o brinquedo que ela tanto quer depois do almoço e blá, blá, blá, blá, blá…
  5. e) dizer para criança que se ela parar, ela ganha um pirulito. E mostrar o pirulito pra ela.
  6. f) abraçá-la com firmeza e serenidade por trás ou pelo lado – quando ficamos de frente para criança, tomamos uma postura de confronto, um abraço pelas costas traz, instintivamente, a sensação de acolhimento – , sussurrar algumas palavras ou cantar uma música para que ela se acalme e levá-la para um outro ambiente, mudando seu foco de atenção.

Quem toma as atitudes a ou b está agredindo a criança física e emocionalmente e dando um exemplo prático para a criança de como se tornar um adulto agressivo. Um estímulo para que ela seja alguém que consegue o que quer, independente de suas razões, através da força e da intimidação. Zilhões de pesquisas mostram que quem já foi agredido na infância, tende a agredir na idade adulta.

Quem toma a atitude c está sendo permissivo, portanto, criando uma criança que tende a ser e a se tornar um adulto inseguro e egocêntrico. Não acredita? Googla aí: Educação Permissiva e dá uma olhada nos resultados das pesquisas.

Quem toma a atitude d ou e está se tornando aquela professora do Charlie Brown, no desenhos do Snoopy – falando uma linguagem alienígena. Lembra? Se a criança parar, é porque ela se cansou ou achou algo mais interessante para fazer. Toda e qualquer explicação só é eficiente após os 12 anos de idade. Relação de causa e consequência, idem. Sei que a maioria das pessoas pode não acreditar nisso e acho até bom que não acreditem. Prefiro que busquem sua verdade por si. Eu não acreditei de primeira. Tive que estudar muito e observar muito para concluir, por minha experiência própria, isto que é pratica pedagógica Waldorf : explicação demanda capacidade de abstração, algo que só é possível na adolescência. Sem falar que, no caso do doce, estimula-se a criança a sempre buscar recompensas por seus atos, e a se tornar um adulto dissimulado, para se dizer o mínimo.

A atitude da letra f, eu já vi ser tomada várias vezes e sempre com resultados positivos. Mãos amorosas e firmes, semblante atento e sereno, certeza da ação educadora. Um exemplo de adulto pacífico e integro, imagem para ser carregada pela vida, que pode reverberar na criança durante muito tempo. O tipo de gente que faz bem para o mundo e que faz a gente confiar na vida.

E, afinal, não é isso que queremos?

Meu desafio de Micael para você com um mês de atraso: Amanhã, quando algo acontecer, domine o seu dragão interno, que te leva a buscar uma solução mais rápida e fácil, muitas vezes agressiva ou permissiva, e tome uma atitude forte, serena e amorosa.

Mas, lembre-se: o dragão não morre, não. Nunquinha. Mas é no embate que vamos ficando mais fortes. É no embate que temos a possibilidade de superação. É quando podemos servir de imagem, de exemplo de imitação para nossos filhos quando tiverem que lidar, eles mesmos, com seus próprios dragões.

Espero que tenha gostado. Boa sorte pra nós!

Com carinho,
Bartira

25 pensamentos em “Como colocar limites nas crianças.

  1. Querida Bartira, sem tirar, nem por!

    Diante do desafio gratificante que a maternidade nos presenteia e nos edifica, faço de cada uma de suas palavras, pensamentos e sentimentos as minhas, os meus ❤️

    Um grande abraço aqui da terra vizinha do R. Steiner,
    Mari

  2. Cris e Bartira

    Cada post de vocês é um alento , um carinho, uma renovação de forças. É repensar se o que estou fazendo com as três ” criaturinhas” ( rstsrs) aqui em cada está no caminho certo, o caminho de deixar ao mundo pessoas boas, corretas, gentis, carinhosas e que pensam no coletivo e não só só seu umbigo.
    Muito obrigada!
    Nunca desistam, não cansem, não esqueçam nunca deste blog; porque muitas de nós ficamos aguardando anciosas o próximo presente a ser publicado.
    Grande beijo

  3. Bartira, é verdade. A alternativa f é a ideal, mas no momento em que a criança já “estourou”. E tem o pré estouro. Três anos de observação diária tem me mostrado que antes de estourar uma mega birra há sinais. Há o sono. Há o tédio.
    Nos primeiros sinais, adoto parte da alternativa D. Abaixo e olho nos olhos. Pergunto o que está incomodando. Explico de forma simples e direta porque é preciso esperar um pouco, ou porque não podemos fazer tal coisa. E tento mesmo resolver antes, quero dizer, se é tédio, vamos procurar algo para fazer. Se é sono, vamos dar um jeito de descansar, nem que seja no colo… E por aí vai. E quando não funciona… Alternativa F. Rsssss (rindo do duplo sentido) e vamos embora!
    Obrigada pelo texto. É ótimo!

    • É isso aí. Há sinais. Como interpretá-los, cada mãe precisa aprender com seu filho. Com tempo, calma, paciência e sem medo de errar. Sempre.

  4. Gratidão pelo texto. Tenho 3 filhos, dois gêmeos de 5 e uma de 4. Em geral são crianças maravilhosas e eu luto diariamente com meu dragao mas tenho encontrado dificuldade em ser ouvida por dois deles, um dos gêmeos e a menor. Dificuldades em encerrar atividades simples como desenhar ou encerrar o banho e dificuldade na hora da alimentação. Tudo vira festa, comem brincando e rindo e fazendo algazarra sempre, em todas as refeições e isso tem tornado nossos dias em família bem difíceis, principalmente pq meu marido nao compartilha dos mesmo ideiais pedagógicos que eu acabo me sentindo sozinha no oceano de criar 3 crianças. me sinto bem perdida sobre isso e gostaria de ler algo que me ajudasse a lidar com esses momentos. ja tentei deixar fazer algazarra, tirar o prato, deixar sem comer, separar da mesa, e envergonhadamente ja briguei, gritei, sacodi e assustei. Não sei mais o que fazer nem como lidar com isso. Existe alguma literatura, blog, texto, luz no fim do túnel? Tenho escutado qur eles não tem limites e não me respeitam. E não vejo assim, mas tb sei que como esta, não está funcionando.

    • Existe este blog! : ) Michele, não conheço a fundo a sua situação mas te digo pode experiência própria (já com quase 10 anos de maternidade) criança quer atenção. Quer presença. Muitas vezes (não posso afirmar que é o caso) o que eles querem é que a gente se sinta bem na presença deles. Adultos costumam ter mil coisas na cabeça, né? Mas pensa como é chato estar com alguém que não está ali de verdade. Dá vontade gritar, não dá? Pois a criança grita, chuta, briga. Eles querem atenção. Uma vez uma psicóloga com doutorado sobre a importância da mãe na primeira infância me disse isso. Se, por exemplo, temos a hora do jantar para ficar com eles, esse momento tem que ser para estar presente. Olho olhando no olho. Criança absorve a energia à sua volta. Se você estiver calma, segura, eles vão ficar também. Eu sei que é difícil!! Mas algumas vezes é preciso a gente se trabalhar, concentrar na gente mesmo. E aí a relação com nossos filhos melhora em efeito cascata. Boa sorte e muita paciência! Cris

      • Cris, essa sua resposta veio pra mim, estou até emocionanda. Amei o post, mas ia fazer um comentário parecido com o da pessoa acima: minha filha de 2 anos não é muito das birras, mas é muuuito arteira. Risca o chão, joga comida, espalha tudo… Estou com um bebê de 3 meses e não tenho conseguido dar toda a atenção que ela merece e precisa. Mas a resposta é essa mesmo. Ler aqui só me fez “lembrar” o que meu coração já sabia. Obrigada!

    • Michele, vou falar de mim, pois não sei detalhes de sua vida,tá! Quando meus filhos estavam agindo assim, principalmente a de 4 anos, percebi que não estava dando atenção de verdade a ela. E que estava muito sem tempo pra mim, assim, pensava em minhas coisas enquanto estava com ela. Eu não estava inteira hora nenhuma. Combinei com meu marido e passamos a dividir melhor o tempo. Comecei a frequentar uma academia perto de casa, e à noite, antes do jantar, era a hora das brincadeiras com o pai. Dava pra eu respirar um pouco, entende? Aí, quando eu voltava, estava realmente presente, prestando atenção e alegre por estarmos juntos. Outra coisa importante é colocar ritmo nas vida das crianças. Alternar atividades dentro e fora de casa, e fazer todo dia igual, ou o mais parecido possível. Dá segurança e sensação de confiança pra criança. E, finalmente, vá lendo aos poucos os outros texto deste blog, porque ele vale ouro… Boa sorte!

  5. Adorei! Parabéns!! Confesso que às vezes é difícil dominar o dragão interno pra mim. Mas desde que conheci um pouco a antroposofia tenho tentado seguir de alguma forma. Obrigada por suas palavras!!!

  6. Obrigada. Gratidão. Estou buscando informações sobre agressividade e insegurança na infância. Tenho um filho de 3 anos que é muito inseguro. Eu sei a causa, mas nao tenho como acabar com ela. Eu sou insegura. Para piorar, quando fiquei grávida cai dentro de um redemoinho de pesadelos: o pai dele desapareceu e minha mãe doente faleceu quando ele tinha um mes. Fiquei sozinha no mundo com ele e sofri amargamente a rejeição do pai dele, pois tudo que eu mais queria era nos três juntos, mas ele voltou e nos rejeitou várias vezes. No entanto, meu filho conviveu muito com o pai desde quando tinha meses, o pai levava e lá eles ficavam, longe de mim. Quando ele estava com dois anos e meio eu me mudei com ele pra longe, e ele so viu o pai duas vezes dentro de quatro meses. Minha relacao com essa outra pessoa nesses quatro meses foi puramente agressiva pq eu nao gostava do rapaz. Resolvi ir embora é agora moramos em uma pousada, sem saber pra onde ir e o que será das nossas vidas. Somos so nos dois e mais ninguém. Eu tenho 29 anos, mas me sinto uma criança indefesa e humilhada.Ele bate, grita. Eu cheguei a dar palmadas nele e apertar o rostinho dele uma vez, sem machucar mas com muita raiva. Tbm gritei e disse coisas que não devia perto dele. Eu preciso de ajuda. Como posso ajuda lo. Eu amo muito profundamente ele, muito mesmo, um amor que chega a doer. Mas não sei mais o que fazer além de orar. Só queria ter uma família boa. Um lar de paz e serenidade. Com amor de verdade. Só isso.

    • Oi Aline, sinto muito pelas suas perdas. Acho que seria ótimo se você pudesse encontrar uma ajuda (real) como uma psicóloga. Eu aqui posso te sugerir umas coisas. Primeiro: respire fundo. Respirar pode ajudar muito mais do que a gente imagina. Inspire fundo tentando trazer para dentro de você, o amor, a paz e a energia do Universo. E expire o cansaço, o medo e tudo o que te fez mal. Faça isso várias vezes ao dia, todos os dias. Segundo: passe o máximo de tempo do seu dia que for possível rodeado de coisas bonitas: pessoas agradáveis e gentis, natureza, música, etc. Se afaste do negativo e tende se alimentar daquilo que é belo. Terceiro: lembre-se da frase “você não controla os acontecimentos da sua vida, mas pode controlar o que vai fazer com eles”. O papel de vítima é viciante. Por isso quando ficamos nele, corremos o risco de perder todo o potencial que a vida tem mas que para alcançá-lo é preciso deixar para trás o passado e ser a heroína da própria história. Boa sorte e muita luz no seu caminho! Cris

    • Olá,Aline! Além de concordar com tudo o que a Cris disse, acho fundamental reforçar a importância de um terapeuta em sua vida. Tem momentos que a ajuda profissional é imprescindível. Algumas dificuldades só são superadas com ajuda. Procure um profissional de sua confiança e o apoio de familiares. Com ajuda, a vida sempre fica mais fácil. Força! Boa sorte!

  7. Bartira e Cris!
    Adorei o texto. Conheci o blog e a pedagogia Waldorf há pouco tempo e estou encantada. Esse texto é especial pois diariamente tenho me deparado com situações de birra com meu filho de 2 anos e 10 meses. Parabéns pelos 2 anos do blog levando um pouco da pedagogia Waldorf patamais pessoas! Bjs!

  8. Bartira e Cris,
    obrigada por nos oferecer mais uma boa leitura!

    Para mim, a atitude da letra F : “…abraçá-la com firmeza e serenidade por trás ou pelo lado – quando ficamos de frente , tomamos uma postura de confronto, um abraço pelas costas traz, instintivamente, a sensação de acolhimento…” eh necessaria nao apenas com nossas criancas mas tambem com nossos adolescentes, adultos e idosos.
    Todos nos queremos e precisamos de sentirmos acolhidos.

    P.S.:Desculpa, meu teclado nao tem acentuacao. 🙂

  9. Meninas obrigada pelas reflexões. Tenho 3 crianças, e como não são terceirizadas vocês tem ideia dos embates! rs Tento não ser permissiva nem agressiva, mas este texto vai me ajudar a pensar mais sobre os dragões que tenho que dominar para cada filho e com cada filho. Obrigada!

  10. Pegando o gancho da frase do Steiner também fica claro o nosso processo de aprendizado como pais também. Porque desenvolver o autocontrole para aplicar a opção F quando se está com raiva e bufando de tentação em aplicar a as opções A e B não é façil. Acho que é essa a função biológica do amor incondicional que se sente pelos filhos. Turbinar a nossa paciência. 🙂

  11. Gratidão ! Essa palavra diz exatamente o que sinto por pessoas como a Cris e a Bartira que doam seu tempo para compartilhar conhecimento e inspirar outras mães. Chorei muito com esse texto! Domar o dragão não é fácil, mas é o certo. É o que traz um ambiente de paz, tenho certeza. Choro porque quero isso e não consigo, muitas vezes grito, ameaço tomar brinquedos. Choro porque sei que a maternidade me impulsiona a querer ser melhor, é uma dádiva e porque a infância passa rápido ! Ser áspera, ausente de alma, impaciente , crítica , ansiosa me envenena sem perceber, me machuca muito porque sinto que no fundo repito padrões que me machucaram quando eu era criança . Lembro perfeitamente que nada no mundo era melhor do que a rara atenção verdadeira da minha mãe , isso enche a alma !!!!
    Uma caixinha se abriu na minha memória e consigo até sentir a felicidade de me conectar de verdade com minha mãe. É isso foi tão pouco e fez tanta falta!
    Dói perceber que apesar de tanto esforço intelectual, material e dedicação , preciso alterar um padrão que se instala quando estou muito pressionada e é um veneno para minhas filhas que tanto amo e desejei.
    A colocação da Bartira de que ela pondera se os filhos não chegarem à fase adulta ela terá sido boa mãe me fez estremecer.A possibilidade de não existir um futuro garantido faz valorizar o agora, que é a única coisa que temos de verdade .
    Muito obrigada!!!!
    Esse texto tocou minha alma!!!!

  12. Oi Cris! A Maila me recomendou seu blog e já estou encantada. =) Minha Manu tem 14 meses e vivemos aqui na Suíça também. Estamos de mudança pra Miami nos próximos meses, provável Fev. Posso tirar umas dúvidas com você? Estou animada e apavorada ao mesmo tempo. Não curto muito a cultura americana de super consumo, competição, etc. Por outro lado, estou bem animada de ter tanta natureza disponível. Se tiver um tempinho, me passa um contato seu? Juro que não te alugo muito não… 😉

    Sobre o tema do post, mesmo com 14 meses ainda me sinto perdida com alguns comportamentos dela. Eu também acho que o acolhimento e a empatia são os melhores caminhos, mas não faltam palpiteiros de plantão com frases do tipo “ela tá de dominando”, “deixa chorar”…

    • Oi Chris! Que legal saber que está gostando do blog. E sobre as dúvidas, claro. Vamos fazer assim, no ano passado eu marquei um Skype coletivo com pessoas que estavam nessa situação de mudança. É a maneira mais fácil (eu acho). Assim todo mundo aprende com a dúvida do outro. E eu falo ao invés de escrever. (que é mais fácil e mais rápido) Escreve um e-mail para antesqueelescrescam@gmail.com e no começo de Dezembro fazemos esse Skype! Beijo e boa sorte!

  13. Oi Bartira! Adorei seu texto, adorei seu exemplo. A luta com meu dragão é diária, como você falou. Sempre soube que não queria repetir com meu filho a criação que recebi dos meus pais, entretanto, na prática, isso é mais difícil do que parece. Em todos os momentos de birra, tento respirar fundo e lembrar que ele é uma criança que precisa de um guia amoroso por perto (o instinto inicial é gritar, como cresci vendo). Cris, seu blog tem sido um alívio para a alma. Obrigada às duas! Beijos!

  14. Pingback: TERAPIA DO ABRAÇO: DICA PARA LIDAR COM AS BIRRAS DO SEU FILHO(A) | Senta que lá vem história

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