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Você casou mas pensa: e se eu não tivesse casado?

Você teve filho mas pensa: e se eu não tivesse tido?

Você mudou de país mas pensa: e se eu tivesse ficado?

Você trabalha demais e pensa: será que vale a pena?

Você separou e se sente perdida.

Você não teve filho e se sente perdida.

Você não mudou de país e se sente perdida.

Você não está trabalhando e se sente perdida.

Se alguma das opções acima está correta: bem-vinda ao sexto setênio.

“Vivencia-se um novo nascimento, precedido pela morte e o vazio dos velhos princípios. Reinicia um período de percepção dos limites e aceitação de si mesmo. Nos tornamos mais disponíveis para o mundo, porque deixamos gradativamente de nos ocupar conosco mesmos. É o desabrochar do desenvolvimento espiritual que chega quando o homem vai chegando aos 40 anos e ele se questiona se há ainda algo de novo que possa ser vivido. Começa a se perguntar sobre sua missão na vida. Sente aos poucos que algo está por vir, e acontece um verdadeiro renascimento, quando se julgava tudo pronto e definido.”

Talvez seja por isso que dizem que “a vida começa aos 40” porque é nessa fase que desejamos de verdade dar um sentido maior para a nossa vida. Eu estou nesse momento. E não é fácil. Mas de tudo que li, que tudo de estudei, de tudo que ouvi, o que sempre fica é: ouvir menos a cabeça e mais a intuição. Outro dia no rádio um cientista falou: seu cérebro faz as conexões com o seu passado. Ele é o órgão do medo, é ele que te ajuda a não se meter em encrenca, mas ele não te leva para a frente. Já seu corpo, tem a herança do seu DNA, dos seus antepassados, ele sabe muito mais de você do que seu cérebro. Foi mais ou menos isso e eu achei curioso porque dito com outras palavras, é o que li no livro do Rudolf Steiner, Filosofia da Liberdade. E é o que tantas pessoas falam: siga sua intuição. Eu sei que não é simples. Mas acho que é o tipo de coisa que podemos começar pequeno. Começar parando de ignorar o que deseja. Se em algum lugar existe a sua missão nesse mundo talvez a sua intuição sabe te mostrar.

Ainda sobre esse assunto, vi essa mensagem que adorei.

“Talvez

a jornada não seja sobre se tornar alguma coisa

mas antes se desfazer daquilo que não se é

para então você poder chegar onde era suposto estar.”

Por Cris Leão

PS: Este post estava como rascunho porque eu queria acrescentar muito mais. Só que eu estava arrumando, apertei o botão errado e ele foi publicado. Ficou muito curtinho mas eu espero que possa iluminar (pelo menos um pouquinho) o caminho de quem está perdido. Como diz o senhor de 93 anos de idade nesse vídeo: Não ouça conselhos dos outros, ninguém tem a menor ideia do que está fazendo.

Mas lembrei de duas orações que a Fabi (que criou esse blog comigo) me mandou uma vez. São orações do Steiner para ajudar a encontrar sua missão (ou a resposta para alguma pergunta). Parece nonsense numa primeira lida, mas já tinham me dito que é assim: depois de um tempo fazendo você entende com o coração. Depois de uns meses, eu entendi. Beijo!

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Os anos passam no curso do tempo

Deixando memórias para os Seres Humanos

Na memória, a alma tece as experiências com o sentido da vida.

Vivencie o sentido,

confie na existência

e a essência do mundo unir-se-á

ao cerne do seu ser.

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Os anseios da alma estão brotando

As ações da vontade estão se realizando

Os frutos da vida estão amadurecendo.

Sinto o meu destino,

meu destino vem ao meu encontro

Sinto minha estrela

minha estrela vem ao meu encontro

Sinto minhas metas de vida

Minhas metas de vida estão vindo ao meu encontro.

Minha alma e o grande mundo formam um único todo.

A vida torna-se mais radiante ao meu redor.

A vida torna-se mais árdua para mim.

A vida torna-se mais abundante em mim.

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11 pensamentos em “35 – 42 anos. A fase das muitas dúvidas.

  1. Muito bom Cris!
    Como sempre!
    Ainda com 34 anos, vivi a sexta gravidez( seria meu quarto filho), meu quarto aborto, seguido de uma curetagem que me resultou em uma infecção hospitalar. UTI, embolia pulmonar, incerteza da vida, incerteza da morte. Somado a isso um casamento que começou na adolescencia, que já dura 15 anos, 3 filhos lindos e extremamente desafiadores. Fazem com que eu me busque, me conheça e me auto eduque cada dia mais!!!
    Obrigada
    Obrigada por estar junto comigo nessa jornada louca!
    Vamos em frente!
    Bjo com muito carinho!!!

  2. Cris, mais uma vez obrigada!!! Saiba que seus escritos funcionam sempre como um carinho para mim. Vejo-os como um grande exercício de bondade. A propósito, muito obrigada também pela indicação do texto de Eckhart Tolle – Um novo mundo. Despertar de uma nova consciência – feita em um outro post. Estou refletindo bastante.
    Super abraço!

  3. Olá, me identifiquei muito com o momento no auge dos meus 38 anos. poderia me sugerir mais links e leituras a respeito? Com frequencia sinto um vazio e uma falta de espiritualidade e uma necessidade de buscar isso, mas não sei bem por onde. Sou intuitiva de natureza, mas me sinto meio desconectada.
    Obrigada!

    • Este link que coloquei acima em resposta a Alessandra. O livro do Eckhart Tolle – Um novo mundo. Despertar de uma nova consciência. Claro que as pessoas são tocadas por coisas diferentes, mas este livro mudou a minha vida. Eckhart Tolle estudou Antroposofia por muitos anos e o jeito que ele escreve faz a leitura ser um exercício de reflexão muito poderoso. Depois conta se gostou!

  4. Muito obrigada pelo texto… Que a vida lhe devolva com gentileza toda o bem que nos faz com seus escritos! Gratidão!

  5. Cris,
    Queria só te dizer que ainda não estou nos 35 mas definitivamente estou num momento “e se?”. Entrei no seu blog pela primeira vez porque algum amigo linkou o texto das jabuticabas e continuei fuçando os posts. Quando li a segunda oração de Steiner não consegui conter as lágrimas, terminei de ler chorando de soluçar. E até agora parece que “virou a chave” aqui dentro.
    Realmente, a gente entende com o coração. E era exatamente o que o meu coração estava precisando ler nesse momento.

    Muito obrigada pelos seus textos, e boa sorte com a mudança. Não me mudei tanto quanto você (mas quase) e apesar da loucura que é passar por todo esse processo, no final a gente olha pra trás e sente uma saudade boa, uma certeza que precisava ter ido e que precisava ter saído de onde estava também. A impermanência me é muito sedutora!

  6. Pingback: Dúvidas | Leila

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