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9 (imagino) foi o número de vezes que entrei aqui para escrever este post.

Mas mesmo sem tempo, decidi que hoje ia escrever e publicar. Porque em dois anos de blog me sinto cativada e sinto que cativei algumas pessoas. É para elas que estou escrevendo hoje e também para quem me escreve perguntando sobre a experiência de morar fora do país com crianças.

João foi para a Montessori onde a Maria Teresa estava ano passado. Não teve vaga para ele quando ela entrou, então ele foi para a pública, ficou um ano e agora eles estão juntos de novo. Em menos de 3 anos, esta já é a quarta escola que eles estão aqui. O primeiro semestre está quase no fim e até agora tudo corre muito bem. Viva! Como todo problema, depois de “resolvido” você para, pensa e sente o caminho até chegar ali. E com certeza, a agonia, o sofrimento, a tristeza ficam muito menores. Aparece até que surge um sentimento de gratidão pelo aprendizado. Não é assim?

Tem um livro sendo muito bem falado que se chama Gift of Failure e convida os pais a deixar seus filhos experimentarem mais as frustações e as perdas. Uma frase linda é “todo ser humano tem direito a duas bençãos, a saber: a benção de acertar e a benção de errar.”

Entendi que ficar adulto, ser mãe, mais ainda, ser mãe fora do seu país, é difícil. É duro. E é frio também. Você vai ao pediatra que não conhece. Você conversa com pessoas conversas de elevador por mais de um ano. E a coisa não evolui. Você tem mais medo do que nunca de que seus filhos se machuquem ou adoeçam porque na verdade, você não sabe muito bem o que vai fazer. (Bem, depois que você sabe o que fazer fica até pior. Porque você vê que, mesmo tendo um bom plano de saúde, o atendimento é lento e muito ruim se comparado com o do Brasil – quando se tem um bom plano. Detalhe, aqui não tem saúde pública e é muito, muito caro) Você não recebe visita inesperada de amigos, seus filhos mal tem amigos. Essa semana foi aniversário do João. Fiz mousse de maracujá e coxinha para ele levar na escola. Quando fui buscar, perguntei como foi e ele falou: – Ninguém comeu. Mas tudo bem, eu gosto então sobrou mais para mim. – Mas não cantaram parabéns? – Não. Quando eu falava com alguém que era meu aniversário, a pessoa me falava: parabéns. Será que fiquei mal acostumada com as escolas Waldorf e os professores que fazem um presente com as mãos para cada aluno? Ou fazem um poema para cada aluno? E colocam coroa, capa, arrumam a mesa e cantam parabéns? Isso é muito fora da realidade? Me fala você. Eu não sei. Só sei que, em época de jabuticaba, ando sentindo muita falta do Brasil.

A gente mora numa casa gostosa. As pessoas no geral nos tratam muito bem. O clima em Miami é excelente. Tudo bem que as vezes é muito quente, (na maioria das vezes) mas pelo menos nunca precisamos passar pelo cansaço de vestir 3, 4 peças de roupa, uma em cima da outra. (Com criança isso não é divertido) Só que sinto falta das coisas simples. Sinto falta de ir almoçar na casa de uma grande amiga e nem importar com o que estamos comendo, mas alimentar da troca rica que só existe entre duas pessoas que se conhecem há muito tempo. Sinto falta das praias do Brasil, que só existem no Brasil. Sinto falta dos meus pais, dos meus irmãos e dos meus sobrinhos – que daqui a pouco já são todos adultos. Sinto falta dos abraços apertados das amigas. Sinto falta das amigas engraçadas, inteligentes e que estavam na mesma situação de filhos do que eu então a gente se ajudava. Sinto falta de ter ajuda. A gente só entende como vive cheio de ajuda no Brasil depois que não mora mais lá. Minha faxineira aqui (que vem uma vez por semana) não tem nada a ver com uma faxineira no Brasil. Não lava a roupa, não limpa tão bem e, claro, nem pensar em deixar aquele bolinho gostoso em cima do fogão. Sinto falta de bolo gostoso. Minha mãe faz cada um…

Então é assim, você sai do Brasil, ganha segurança, talvez uma cidade limpinha, ganha o Target onde camisetas custam 9 dólares, mas sente uma falta danada da sua cultura, das suas comidas, das suas pessoas.

Quantos amigos você fez (ou vai fazer) depois dos 35? É muito difícil. Então mudar com essa idade é se virar sozinho. Aí você começa a lembrar das jabuticabas.

Sei que estão acontecendo muitas coisas tristes no Brasil. Escolas fechando, Rio Doce morrendo, falta de água, violência, faculdades públicas em greve e sem recursos financeiros. Definitivamente não está um bom momento para ser patriota. Mas também tenho certeza de que a frase “essas coisas só acontecem no Brasil” precisa cair por terra, como disse uma pessoa conhecida. Nos Estados Unidos, um louco entra numa escola armado para matar pessoas aproximadamente uma vez por semana desde 2013. Não acredita? Está aqui. Eu sei que não dá para comparar lama. Não dá para comparar qual copo tá mais cheio. Mas dá para ver a beleza do copo. Porque no fundo, onde quer que você esteja, o que vai te fazer feliz está muito mais dentro de você do que fora. E morando fora, essa parte de dentro muitas vezes parece uma sala vazia.

Não gosto de fazer post baixo astral e por isso não tinha publicado este post até hoje. Sabe por que? Tã- dã!!! Sabe para onde estou indo hoje a noite? Para a casa dos meus pais comer jabuticaba! Vamos aproveitar o feriado de Thanks Giving e vamos passar uma semana no Brasil. Por isso vou ficar um pouquinho sumida.

Quem estiver de mudança e quiser conversar, saber minhas dicas vou fazer um Skype com quem me pediu e fiquem à vontade para se juntar nessa conversa. Vai ser uma papo prático, dicas práticas, nada de mimimi, eu prometo! É só mandar um e-mail para antesqueelescrescam@gmail.com e marcamos. Para Dezembro! Até lá vou estar comendo jabuticaba. ; )

Nota importante: Não atire pedras com o argumento “nada a ver, moro fora e é totalmente diferente” “não gosta, vai embora”. Respire fundo e lembre que às vezes tudo bem só “ouvir”. Isso é sim um relato pessoal. As pessoas me pedem dicas, mas eu não sou uma especialista ou profissional no assunto “morar fora”, “morar em Miami”. O que eu posso dividir é minha experiência mesmo. Pessoal. Moro fora há 9 anos. E dessa experiência de agora, com quase 3 anos de Miami, o que eu tenho para contar, no momento, é isso.

Assunto nada a ver, quem quiser ganhar um livro sobre papinhas para bebês, corre no Facebook do blog e vê lá as instruções. Este livro é o máximo e estou muito feliz de poder oferecer 2 livros de graça para vocês!

Posts relacionados ao assunto morar fora e minha saga com escolas aqui:

Morar fora do país com crianças

Sobre morar fora e ter um contato de emergência. 

A verdade de uma escola Waldorf.

Adendo sobre a verdade de uma escola Waldorf.

Qual é o papel da escola?

A difícil tarefa de decidir.

Dica de compras em Miami. Parte 1: Dona de Casa

A vida real depois da escola Waldorf.

Escola pública nos Estados Unidos é pior do que eu pensava.

Até já!

Cris Leão

30 pensamentos em “Relato de uma mãe fora do Brasil

  1. Espero que voces aproveitem bastante essa semana no Brasil, que possa matar a saudade!! Que as jabuticabas estejam doces! Adoro seus textos!!! Abracos!!!

  2. Cris,
    Seus textos são sempre uma inspiração, mesmo esse! A minha mudança foi dentro do Brasil mesmo e sinto falta de muita coisa da minha cidade tbem. a grande diferença é que posso ir sempre lá “comer jabuticabas”.
    Seja bem vinda! Aproveitem para recarregar as energias!!!
    beijos
    Juliana

  3. Querida Cris, obrigada pelo seu relato que vai sempre fundo em nossos corações. Conversamos por Skype no primeiro papo em grupo que vc organizou. Estou morando desde agosto na Virginia. Suas dicas foram super úteis. Minha filha de 4 anos está em uma escola Montessori e estou adorando. Mas nada é fácil… Sinto falta exatamente das coisas que vc falou… Sinto falta de uma conversa de verdade com uma amiga. Tenho pânico cada vez que penso na possibilidade de meus filhos ficarem doentes longe do pediatra deles (do Brasil).
    Minha filha está tendo muita dificuldade para se adaptar por causa do inglês e sofre por isso. Acorda à noite chorando, chora no meio do banho, sem saber explicar pq… As professoras da escola estão ajudando muito, mas não é fácil…
    Obrigada por fazer eu me sentir menos sozinha neste barco…

    • Oi Rose! Lembro de você. Que legal você por aqui de novo. Será que não quer participar do papo? Dessa vez dando dicas? : ) Me escreve se quiser. O inglês demora uns 6 meses… Foi assim comigo e é assim com a maioria dos estrangeiros que converso. Tá quase! Beijo

  4. Oi Cris! Adoro seus textos a as vezes sinto como se te conhecesse há tempos!
    Eu tambem sou mãe morando em Miami ha 7 anos. Minhas filhas ja nasceram aqui, entao as coisas foram diferentes para mim. Como voce tambem sinto muuuuuita falta da familia, dos meus pais, da minha irmã, da pizza com amigos no fim de semana, dos primos brincando na casa da vó que as minhas filhas só sabem o que é uma vez por ano… De tudo que a gente tem no Brasil e nem se dá conta até chegar aqui e ver que não tem mais… Até da faxineira! Rsrsrs
    Muita gente acha que morar em Miami é virar madame, mas ninguem sabe das dificuldades que passamos aqui com adaptação, com essa cultura tão diferente em que as pessoas sao de certa forma frias e distantes, de ter que se virar sozinha para tudo, voce leva tempos para fazer amigos e ninguem te chama para tomar um cafe! Eu tive a sorte de encontrar bons amigos aqui tambem (curiosamente majoritariamente brasileiros!), e como estamos todos no mesmo barco, hoje somos quase uma familia! Nós fazemos sim visitas inesperadas para tomar um café (com ou sem pão de queijo!), nos ajudamos no que podemos com nossos pequenos, até festa junina fizemos para que nossas criancas tenham um gostinho do que é ser tambem brasileiro. Graças a Deus não estou tendo problemas com a escola (na nossa eles fazem festinha no aniversario!) nem tive qualquer dificuldade com pediatra ate agora, e se tudo der certo um dia teremos jabuticaba para colher no nosso pomar! Torço que tudo dê certo para vocês tambem com a escola, com amigos, com a vida em Miami. Quando quiser tomar um café por aqui, trazer os pequenos para brincar, fique a vontade! Será um prazer te conhecer e te receber aqui! Aproveite bastante a visita no Brasil e mate as saudades de tudo!!!!

  5. Que vocês tenham uma semana muito feliz aqui no Brasil.
    Quando leio seus posts, realmente sinto algumas coisas “caírem por terra” e considero isso muito bom, já que nós temos uma forte tendência a achar que em alguns lugares tudo é perfeito e maravilhoso.
    Agradeço pela forma realista que escreve suas experiências.
    Abraço!

  6. Olá! Engraçado não terem comemorado o aniversário do seu filho na escola montessori. Em montessori, no dia do aniversário do aluno, se faz a Celebração da Vida, quando a criança tem que dar voltas ao redor do sol de acordo com a idade (se faz 6 anos, se dão 6 voltas), cantando uma canção e comentando os fatos principais da vida do aniversariante, em cada ano. Realmente montessori é muito diferente de waldorf, é como a água e o vinho. Te aconselho a ler mais sobre o método, tem blogs excelentes em inglês que poderiam te ajudar muito, como Montessori Mischief. Eu adoraria que o meu filho fosse a uma escola montessori, mas na Espanha pode custar 800€ por mês… Para mim é impossível. Seu filho está tendo uma excelente oportunidade, mas quando a gente não se reconhece no método pode mesmo se decepcionar. Também te aconselho ler os livros de Maria Montessori para entender melhor.
    Boa viagem e aproveite muito o Brasil!

    • Obrigada pelo comentário! Já estou estudando e indo a todas as palestras. É fascinante! Mas todo mundo fala (inclusive as professoras) que na Europa a leitura é diferente. Uma das professoras inclusive é do Canadá e ela fala que lá é diferente também. Por exemplo, lá não tem lição de casa. Mas aqui os Americanos não aguentam a ideia de não ter lição. O que eu vivi aqui de Waldorf também foi diferente do que vivi em São Paulo. Faz sentido, né? Já que a cultura é tão diferente. Um abraço!

  7. Queridos, eu tenho muitos amigos em Miami. A Cecília Staubli, que já comentei no blog várias vezes. Jéssica, Pinhal e Vanessa que também já apareceram aqui. Fora a turma de publicitários brasileiros. Minha professora de Yoga que é uma das pessoas que mais que inspiraram na vida. O grupo de meditação. Enfim, tem gente! Tô falando de saudade. Acho que se uma coisa foi merecedora do seu amor, ela merece sua saudade. A gente vai acumulando pessoas na vida, mas não dá para esquecer quem a gente ama. Um beijo grande e obrigada pelo carinho.

  8. Tudo bem Cris, cada um é mesmo cada um. Também moro há 13 anos fora do Brasil, em Portugal, e por enquanto ainda gosto muito das escolas portuguesas, excepto o horário que acho muito longo, então tento levar a Natacha que tem 5 anos as 9 hs mas já corro buscar as 15 hs e o Gonçalo que tem 2 e 7 meses levo já as 10 hs e corro buscar até no máximo as 16hs. Sou muito critiricada por passar muito tempo com eles, e quando doentes não levar. Mas agora estou em casa, desde q o menor nasceu não trabalho fora, então se eu posso cuidar pq insistir em fazer como todo mundo? Faço o melhor que sei e penso q o melhor para os meus meninos é ainda desfrutar dos parques lindo , e em cada quase esquina de um bairro há um lago com patos,peixes e balanço, escorrega e fazemos muitas paradas destas juntos, mesmo depois q saem da escola. Mas para ter esta vida devo dizer que vc me ajudou muito, ler os posts ainda quando o Gonçalo era pequeno me deu muita força e me abriu os olhos que não tenho que ser uma mulher maravilha, deixar carreira e investir em casa me custou muito, fiquei muito infeliz por muito tempo e isto refletia em como eu era mãe. Por isto até hoje ainda não tinha escrito, mas como vc diz, tudo bem as vezes só ouvir, porque tudo o q precisamos as vezes é q nos ouçam sem atirar pedras, pois só quem está vivendo aquele exato momento sabe como se sente , por mais q os terceiros tentem se por no nosso lugar nunca vão saber o nosso intimo. beijos grandes boa viagem, mata bem as saudades!!!! beijinhos

  9. Talvez não encontre as jabuticabas… Mas encontrará abraços e pessoas que fariam essa viagem muito especial. Não moro fora do país, mas já me mudei de cidade algumas vezes e te sigo porque também sou mãe e os sentimentos são universais.
    Meu sincero abraço!

  10. Cris, eu e meu marido sempre pensamos em mudar de país, principalmente em um momento delicado como esse pelo que estamos passando. Mas sempre pensamos em nossas meninas: a adaptação, colégio, amigos, família, saudade… e vamos ficando 😉

  11. Oi! Eu sou uma das cativas! Leio quase tudo o que vc escreve! Eu tenho 3 filhos e nem sempre consigo ler tudo o que quero! rs

    Que bom que vc vem pro Brasil aproveitando a Ação de Graças!

    Que bom que seu filho mudou de escola! Todas as vezes que lia sobre a escola dele pensava: coitado deles gente! Não dá pra ser diferente?

    Tenho uma cunhada que mora em Miami com 2 filhos também e sempre identifico suas histórias com algumas dela! Mas diferente de você ela coloca muitos defeitos no Brasil e vê poucos aí!

    Agora sobre a faxineira, para servir de consolo! A minha não lava roupa, muito menos bolo! E nem limpa tão bem, mas com 3 crianças, sendo uma bebê de um ano, melhor com ela!

    Boas férias!

  12. Olá Cris.

    Que delícia passar um tempo no Brasil, era tudo que eu queria no momento. Cris também sinto muita falta das coisas que só acontece no Brasil, deste acolhimento que só encontrei em pessoas de nossa cultura. Estou fora do Brasil a quase 3 anos e meu coração ainda esta dividido entre a segurança de uma vida tranquila, mas um tanto solitária, porque por mais que tenhamos excelentes amigos aqui sempre estamos longe de nossa história e acontecimentos únicos que estamos deixando de estar presente, fatos que infelizmente perderemos e simplesmente no futuro lamentaremos. Uma Amiga que já esta fora do Brasil a muitos anos me disse que estes sentimentos de imigrantes nunca passa.
    Agora uma experiência diferente que acontece aqui no Canadá (Edmonton) sobre o aniversário das crianças, elas são chamadas para irem na frente da sala e falar um pouco sobre si e depois elas cantam parabéns e o aniversariante vai na secretária escolher um lápis especial e recebe um cartão de aniversário. Bem já me estendi demais. Boa viagem e curta muiiiiito sua mãe.

  13. Olá Cris,

    Se eu sofro tanto de saudade estando há 500 km da minha família, posso imaginar você vivendo em outro País.
    Desejo de coração que seu tempo no Brasil seja precioso, que você curta muito e consiga aproveitar cada momento junto da família e amigos.
    Boa viagem!!
    Beijos

  14. Como sempre, adorei seu texto e super me identifiquei de novo. É muito difícil morar longe da família, mas acho que já estou até me acostumando com a solidão. Não que eu não tenha amigos, claro que tenho. Mas tenho saudades dos meus tempos no Rio, meus amigos e família cariocas…Tudo tão diferente! Não, não mudei de país: só de cidade, moro a quase mil km do Rio e uns 800 de Juiz de Fora, onde moram meus pais. Sinceramente, acho que é até pior, pois não tenho as vantagens de um país como os EUA e fico com todas estas questões que vc levantou em seu texto. Mas…sei que nada, nada mesmo é para sempre e vou assim, vivendo um dia de cada vez! Obrigada pelos seus textos e seu blog! Adoro muito!

  15. Entendo cada ponto e virgula o que disse neste texto. Me emocionei. Gosto de gente ” pé no chão” , sincera, e principalmente corajosa para enfrentar a vida como ela é. Sem maquiagem e glamour.

    Enviado pelo meu Windows Phone ________________________________

  16. Seus posts sempre vem a calhar, incrível! Meu marido tem o desejo de se mudar através do trabalho. A primeira opção seria os Estados Unidos, que apesar dos medos e inseguranças, tenho uma prima que mora lá e é relativamente “perto”do Brasil. Além disso, é mais fácil encontrar informações reais como as suas, sobre escolas, saúde, etc. As outras opções surgiram essa semana: Cingapura ou Hong Kong. Pela distância do Brasil, diferença de cultura e dificuldade de encontrar informações sobre escolas já pulei fora hehehe. Só de pensar em ficar em longe da família e de tudo isso que vc falou já me dá um aperto no coração! Apesar de todos os problemas que temos aqui, tomar a decisão de morar fora sem dúvidas é muito difícil. Boa viagem de volta e aproveite as jabuticabas! Adoro seu blog! beijos

  17. Ola Cris, sou uma leitora assidua dos seus posts. Na era assim quando morava no Brasil, mas agora que moro nos EUA, tem frases suas que leio que parece que vc estava comigo nos meus mais secretos pensamentos… Minha filha estudava em uma escola Montessori no Brasil e agora aqui. Vejo diferenças imensas, não pedagógico, mas de comportamento, entre as duas escolas. Minha filha esta com muita dificuldade em se adaptar e sinto muitas vezes ela triste…. Acho que ela, que AMA jabuticabas, sente muita falta…. Aproveite sua estada e volte inspirada! Com carinho, Anelise

  18. Cris!! Adorei esse post, também sinto falta de muita coisa do Brasil, e continuo sendo patriota sempre, é meu país e eu amo, sempre amei. Coisas horríveis acontecem no Brasil, mas o Brasil tem muita coisa boa também, a gente tem que lutar por melhorias porque o Brasil vale à pena. Espero que voce tenha tido uma semana maravilhosa na terrinha. 🙂

  19. Pingback: MÃE NO EXTERIOR – DEPOIMENTO | Enciclopédia Materna

  20. Encontrei seu blog hoje, não tenho filhos e moro em Miami também! Super me identifiquei com tudo que vc falou. Morar aqui é mais seguro? Com certeza! A cidade é linda? Sim! Nao tem preço que pague sair na rua e nao sentir medo? Com certeza! Mas e o resto? E o almoco com as amigas? As risadas interminaveis? A casa limpinha e cheirosa, roupa lavada, festas de familia? Como fazer amigos depois dos 30 e sem filhos? rs…..É mto dificil! Sou super adaptada mas essas coisas nao tem como nao sentir falta. Tenho pavor de pensar em qdo tiver filhos, consultas no medico, parto, viver a beleza da maternidade e nao ter a familia e amigos para dividi-la…e tudo isso sem poder falar a minha propria lingua…da um panico! hahaha Mas enfim…o que eu descobri é que sempre vamos sentir falta de algo, aqui ou lá entao temos que aproveitar

  21. Pingback: RELATO DE MÃE FORA DO BRASIL | Enciclopédia Materna

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