Home

 

Chegamos na casa dos meus pais (depois de uma noite inteira de viagem mais 2 horas de filas no aeroporto e 2 horas de estrada) e minha mãe mostrou um pote na mesa cheio de jabuticaba. Minha filha Maria Teresa começou a atacar e só parou para falar: Tô quase chorando aqui. As jabuticabas importam. Os avós importam.

Na tarde do mesmo dia, comemoramos o aniversário de 10 anos do João. Estava a família toda reunida. Meus pais, 5 filhos, 9 netos e agregados. Na Antroposofia fala-se que um grupo é uma constelação. E a nossa constelação brilhava nesse dia. O que regia era o humor. Foi uma história engraçada depois da outra. Eu senti que aquele momento ficou congelado para sempre em todo mundo que estava ali. O humor importa.

Na manhã seguinte, minha mãe chamou todo mundo para ir até o pé de jabuticaba (ela não leu o texto do blog, ainda está aprendendo a mexer no computador). Ninguém pediu, ela levou todo mundo porque quis. Subiu no pé (com mais de 70 anos de idade). Pé de jabuticaba é aquela coisa cheia de galhos, apertada e lá estava ela. Enchendo um saco com jabuticaba e todo mundo ficou ali olhando para cima, com a boca meio aberta (posição de pescoço para cima), os olhos na expectativa de ver uma jabuticaba bem gordinha e pensei que aquele momento vai ficar para sempre com a gente. O que você faz importa.

Dr Shefali, no livro The Conscious Parent propõe uma nova forma dos pais se relacionarem com os filhos. Ela propõe que tenhamos consciência. Mas o que é isso? A gente se esforça tanto para se encaixar nos padrões, a gente se esforça tanto para alcançar o que alguém algum dia falou para a gente alcançar, a gente se esforça tanto para ser aquilo que alguém falou que a gente é, a gente se esforça tanto para fazer, fazer, fazer (achando que essa coleção de feitos vai ser suficiente para nos fazer sentir completos) que será que temos consciência do que somos de verdade? (respira)

Isso também vale para os filhos. Com tantos rótulos, com tantos diagnósticos, com tanta agenda será que conseguimos enxergar quem eles são de verdade? Cuidado meu amigo, porque na maioria das vezes não enxergamos. O que vemos é a projeção da nossa própria imagem, ou aquilo que gostaríamos de ter sido, ou aquilo que mais tememos e então começa a luta. Mas quando conseguimos silenciar todo o barulho exterior: A cobrança da sociedade, a escola, a opinião dos professores, nosso ego – o que temos é a conexão de verdade. É a consciência.

Para todos nós e também para vários especialistas no assunto paternidade/maternidade, o papel dos pais é disciplinar os filhos. Dr Shefali vai além. Ela diz que os pais querem disciplinar para fazer dos filhos o produto daquilo que eles querem que os filhos sejam. E não é isso mesmo? Pensa bem. E continua comigo. Ela diz que queremos que eles cumpram aquilo que desejamos para que então o mundo possa ver como somos bons pais. Eckhart Tolle no seu livro “O Despertar de Uma Nova Consciência” fala sobre a figura da boa mãe/bom pai, aquele que se entrega completamente aos filhos. Aquele que está criando “crianças incríveis” e depois vai apresentar a conta. Pensa nisso.

Outro dia eu estava num café e na mesa ao lado (tão perto que era impossível não ouvir a conversa – não que eu tenha me esforçado para isto) duas amigas na faixa dos seus 50 anos conversavam. Comentavam sobre a vida das outras amigas. Até que uma delas disse: “Nossa, a Fulana está acabada. Mas faz anos que ela faz tudo pelos filhos. Ela ficou tão amarga. Acho triste porque se a pessoa decidiu ter filhos isso não devia ser um sacrifício. Eu escolhi não casar, não ter filhos e isso não é um sacrifício, foi a escolha.”

Lembrei do trecho da colunista britânica Katherine Whitehorn; “Você pode ver quem são as pessoas que viveram pelos outros olhando as expressões assustadoras no rosto dos outros.”

Preguiçosos e preguiçosas de plantão, calma. Não faça disso uma deixa para ficar dormindo o final de semana inteiro. Ou não prestar atenção que colocou um filho no mundo. Não estou falando com você. Estou falando com aquelas mães que se dedicam tanto, mas tanto, que os filhos viram um fardo. Acredite. Esse é o jogo do ego. Ele quer que você se sinta uma vítima, abandonada, sozinha. “Olha o que os filhos fizeram com você”. Só com você as coisas são tão difíceis, só para você a vida é tão dura. Quando essas frases ecoam na sua cabeça como uma mantra, pode saber que o ego está no comando. A partir daí, você não consegue se conectar mais com as pessoas. Porque você está sozinho, lembra? Então o que seu filho faz de errado é para te provocar. Então é melhor você manter distância desse filho e se impor. A autoridade é um lugar muito confortável para o ego porque no lugar do ditador só cabe um. E é exatamente isso que o ego quer.

A consciência ao contrário parte de um lugar de luz. Somos todos dignos de estar aqui. E o que você faz importa. Então comece a prestar atenção no que você faz. Preste atenção no que você pensa. Quando a gente presta atenção, consegue ver de onde veio o pensamento. Na maioria das vezes é só barulho.

Quando começamos a fazer isso com nosso filhos, fica tudo mais leve. E você consegue, de fato, vivenciar o presente.

Exemplo: você tem um bebê de 2 anos. Você pode escolher se relacionar com consciência. Entender que essa idade é uma fase de muita curiosidade, de testar os limites (até daquilo que ele consegue ou não), uma fase com birra e muita energia. Eles têm um corpo sensorial que está pedindo para experimentar tudo. Você pode escolher levá-lo para comer em um restaurante (por exemplo) ou levá-lo para fazer um piquenique no parque – onde ele vai ter espaço para fazer o que o corpo está pedindo nesse momento. Com esse exemplo fica claro o que a Dr. Shefali quer dizer com sua crítica sobre disciplina. Porque se você levar esse bebê para o restaurante, ou para fazer compras no shopping, ou para algum lugar onde ele vai precisar negar o que está sentindo e ficar só sentadinho como uma planta – você vai ter que bater, gritar, ameaçar, colocar de castigo, ou enfiar um aparelho eletrônico na cara dele. Ou seja, como Dr. Shefali fala no livro: os pais querem disciplinar porque não querem ter trabalho. Criar consciência e conexão com os filhos dá trabalho. Agora pára e pensa. A diferença que é ser criado com conexão, com consciência ou ser criado com disciplina, medo, coação. Na falta de consciência, você chama logo seu bebê de 2 anos de levado, bagunceiro, egoísta, sem juízo (gente, é um bebê!) e bate, perde a paciência, grita, coloca de castigo, explica que se ele atravessar a rua o carro vai passar por cima e matá-lo ou arrancar um braço – depois vai para o quarto chora e pensa que VOCÊ não teve sorte, todo mundo tem filhos incríveis mas o seu é difícil. Seu filho é uma criança, um ser puro, iluminado, aprenda com ele. Sinta o que ele está trazendo de especial para esse mundo. Tente se conectar com a luz, com o que é belo nessa criança. Pode ter certeza que vai encontrar.

A disciplina é uma gaiola e a conexão as asas que todo mundo, um dia vai precisar ter para voar – seja lá qual for o destino.

Acredito que essa consciência com os filhos só acontece quando temos consciência – primeiro de nós mesmos. Para isso precisamos silenciar todos os ruídos e parar, de uma vez por todas, de colocar tanto foco no externo. Pensa bem: o trabalho que você tinha há 5 anos atrás mudou (mesmo se tiver no mesmo lugar, sempre muda); seu corpo também não é o mesmo de quando você era adolescente; mas você continua aqui, certo? Então você não é o seu trabalho, nem o seu corpo. Então o que é? É o que existe além de tudo que é externo e transitório.

Aprendi assim com Deepak Chopra:

Primeiro tenha consciência sobre quem você é. Sinta quem você é.

Depois aceite quem você é.

Depois ame quem você é.

Estou tentando e é libertador. Semana passada eu estava super cansada da viagem, cheia de coisas para fazer e tive a notícia que íamos receber um grande amigo para jantar. Daqueles melhores amigos que mora longe e você só vê 2 vezes por ano, sabe? Um dia depois de chegar de viagem! Minha primeira reação foi pânico. Depois um senso de injustiça. (só para você ver como vamos longe) Até que eu parei e conectei comigo. Fora do ruído “a casa tá bagunçada” “você está feia” “Vai cozinhar? Você não sabe. Vai ficar horrível.” Então eu reconheci o velho ruído que toda vez que eu quero cozinhar, chega na minha cabeça e grita; “você não sabe”. Não é verdade. Eu sei. Lembrei que meu amigo adora saladas. Lembrei de um aula de culinária vegana que fiz e a professora ensinou a fazer uma couve flor delícia e super fácil. Lembrei de outra receita para fazer chips de couve. Lembrei que salada de penne com tomate cereja e mussarela sempre vai bem. Lembrei que eu bem que podia facilitar e comprar umas empanadas de carne (bem boas). Servi também cenoura crua com um molhinho e voilà. Tudo ficou pronto em meia hora – o tempo que eu tinha. Vitória para o silêncio. Derrota do ruído. O jantar estava uma delícia – acho que é a única conclusão possível já que meu amigo ficou durante 1 hora e meia comendo na mesa. O ruído ainda tentou mais uma vez e eu falei: “desculpa, o chips não ficou muito bom” e meu amigo comendo falou “está perfeito, Cris”. A conversa estava ótima – de verdade. Foi só um jantar, mas um grande passo para eu dizer quem é que manda nas minhas decisões.

Queria fechar com as jabuticadas. E lembrar que esse papo de conexão, enxergar os filhos, viver o presente precisa ser entendido e executado agora. Antes que eles cresçam.

O Tempo e as Jabuticabas – Rubem Alves

Contei meus anos e descobri que terei menos tempo para viver daqui para frente do que já vivi até agora. Sinto-me como aquela menina que ganhou uma bacia de jabuticabas.
As primeiras, ela chupou displicente, mas percebendo que faltam poucas, rói o caroço.
Já não tenho tempo para lidar com mediocridades.
Não quero estar em reuniões onde desfilam egos inflados. Não tolero gabolices.
Inquieto-me com invejosos tentando destruir quem eles admiram, cobiçando seus lugares, talentos e sorte.
Já não tenho tempo para projetos megalomaníacos.
Não participarei de conferências que estabelecem prazos fixos para reverter a miséria do mundo. Não quero que me convidem para eventos de um fim-de-semana com a proposta de abalar o milênio.
Já não tenho tempo para reuniões intermináveis para discutir estatutos, normas, procedimentos e regimentos internos.
Já não tenho tempo para administrar melindres de pessoas, que apesar da idade cronológica, são imaturos.
Não quero ver os ponteiros do relógio avançando em reuniões de ‘confrontação’, onde ‘tiramos fatos a limpo’.
Detesto fazer acareação de desafetos que brigaram pelo majestoso cargo de secretário-geral do coral.
Lembrei-me agora de Mário de Andrade que afirmou: ‘as pessoas não debatem conteúdos, apenas os rótulos’.
Meu tempo tornou-se escasso para debater rótulos, quero a essência, minha alma tem pressa…
Sem muitas jabuticabas na bacia, quero viver ao lado de gente humana, muito humana; que sabe rir de seus tropeços, não se encanta com triunfos, não se considera eleita antes da hora, não foge de sua mortalidade, defende a dignidade dos marginalizados, e deseja tão-somente andar ao lado do que é justo.
Caminhar perto de coisas e pessoas de verdade, desfrutar desse amor absolutamente sem fraudes, nunca será perda de tempo.

O essencial faz a vida valer a pena.

Queridos leitores desse blog, fico muito feliz quando vocês comentam que o texto ajudou vocês de alguma forma. Quero que saibam quem é mais ajudado o tempo todo sou eu mesma. Essa coleção de aprendizados que eu preciso escrever e dividir, antes de chegar até vocês, faz bem para mim mesma.

Quando li este texto depois de pronto, vi como minha mãe é importante para mim. Foi ela que me fez gostar de jabuticaba, foi ela que me fez gostar de Rubem Alves. Ela é a mestre da conexão na minha vida. Por um momento eu senti que tudo que escrevi aqui até hoje é na verdade uma homenagem à maternidade e a mãe que minha mãe é. Foi um sentimento muito bom de sentir. Obrigada por isso também.

 

Cris Leão

 

 

41 pensamentos em “Sobre conexão e jabuticabas

  1. Lindíssimo texto! Assim como os outros, acaba nos levando para dentro de nós mesmos… Impossível não lembrar do quanto aprendi e vivi com a minha mãe e tia-mãe que me criou… Quantas lembranças boas!!! Emocionante!!! Quero que meu filho tenha também lembranças maravilhosas como as que tenho, de amor, carinho… Aprendizado que se leva por gerações…

  2. Eu acho que vc está dentro da minha cabeça, Cris, tentando fazer meu coração ouvir tudo o q vc diz tão sabiamente e de modo tão belo.
    Gratidão por ter te encontrado!
    Também amo jabuticabas e minha doce mãe!
    Mil bjs e que vcs tenham um Natal maravilhoso e um 2016 cheio de saúde!

    Enviado do meu iPhone

    >

    • Imagina! Estou acostumada. Acontece comigo o todo todo! Que bom que gostou do texto. Adoro esse “foi para mim” porque na verdade sempre penso que estou escrevendo para um pessoa. Uma. Só não sei quem ela é. ; )

  3. Sempre um abraço quente para a alma, seus textos. Gratidão…é isso que eu sinto por ter a oportunidade de despertar a todo instante… Bjs, Cris!

  4. Acabei de ler seu texto no trabalho e estou em frente ao computador com lágrimas nos olhos, para a estranheza das pessoas em volta, mas para minha alegria pois estou conectada com um eu que fazia tempo que não ouvia. Obrigada! 🙂

  5. como disse a leitora acima, acho que você está dentro da minha cabeça. Com um filho de dois anos, penso o tempo todo: “quando vai melhorar? Quando vai começar a ficar divertido?” Tenho consciência de que estou me sacrificando por algo maior, e que vai valer a pena, mas a verdade é que todo este sacrifício está me tornando cada vez mais frustrada e triste. Como a maternidade pode ser a melhor coisa da vida e a mais difícil ao mesmo tempo?

    • Porque as coisas grandes são grandes. Acho que faz parte da natureza das coisas grandes serem complexas. Mas olha, fica calma porque essa fase vai passar. A próxima vai ser diferente, a outra também. E a gente fica com saudade do que passou. Então lembra que era exaustivo ter bebê, mas também era muito gostoso. ; )
      “É preciso ter o caos dentro de si para ser capaz de dar luz à uma estrela brilhante.”

  6. Deixo para ler os textos no fim do dia ou depois do almoço, horários em que a empresa está mais calma e leio calmamente, como quem aproveita as jabuticabas. Lindo texto! Deus abençoe a vc, sua mãe e todas nós.

  7. Cara Cris,
    tenho acompanhado seu blog há algum tempo e hoje resolvi comentar, para registrar aqui como gosto dos seus textos. Se é de conexão que estamos tratando então acredito que seja exatamente isso que acontece. Todos os texto que li me conectam com você e me ajudam muito nessa jornada da maternagem. Me identifico com os sentimentos e emoções que você descreve e procuro aprender com os excelentes ensinamentos que você compartilha. Este comentário é para dar os parabéns à você e a sua mãe por nos proporcionar mais um momento de paz e reflexão, e nos conectar com quem é realmente importante. Obrigada, Cris.

  8. Cris, gostaria de te parabenizar pelos seus textos. Adoro abrir meu e-mail e ver que tem um novinho esperando para ser lido! Sou mãe de filha única, tentei varias vezes engravidar novamente sem sucesso. Vc não tem ideia de como me identifico, de como vc me ajuda. Vc tem o dom de tocar no fundo do meu coração e de escrever muita coisa q sinto e não consigo explicar. Obrigada, bjos da sua fã Patty

  9. Arrepiada!!! Eu fico igual a leitora aí de cima, super feliz quando vejo que tem texto novo, porque tenho a certeza de que vou ler, refletir sobre as coisas que você escreve e, com certeza me tornar uma pessoa melhor… claro que com meu esforço também… Amo seus textos! E você nos ajuda muito sim!!! É energia que vem e volta… um grande beijo! e que bom que você aproveitou muito sua vinda aqui para o Brasil!!! Sua mãe mora aqui em Belo Horizonte? Fiquei curiosa…

  10. Cris, eu quero muito ler esse livro The Conscious Parent , mas não sei inglês. Teria o livro traduzido? Estou preparando meu mestrado em educação, e seu blog me ajuda sempre. Obrigada e por favor, nunca pare de escrever!!

  11. Cris, mais uma vez você arrebenta meu coração(no bom sentido).
    Minha filha tem 02 anos e meio e está nesta fase! Uma baita reflexão… por muitas vezes agi desta forma..querendo que ela fosse uma mini adulta. Sinto como se tivesse aberto os olhos.
    Obrigada mais uma vez!!
    Assim como a outras leitoras abro um baita sorriso quando vejo e-mail novo na minha caixa.
    Beijos

  12. Uau… veio em um momento oportuno.
    Obrigada por me fazer refletir tantos pontos f uma vida inteira. Uma vida que provavelmente nem chegou na metade.
    Gratidão.

  13. Nossa que texto lindo! Tenho uma filha de 2 anos e ando meio perdida com relação a como educa la, e seu texto foi inspirador.
    Obrigada

  14. Cristina foi maravilhoso ler seu texto, sou incapaz de dizer tudo que me fez pensar. Mas percebi que não tenho mais muitas jabuticabas…Isso faz novo olhar sobre a minha vida. obrigada.
    Rosemary

  15. Primeira vez que venho aqui. E como eu precisava ler isso. Preciso urgentemente apender a me conectar comigo. Muito obrigada !

  16. Chorei. Simples assim. Vc escreveu pra mim, sabia? li em alguma resposta sua em algum comentário aqui que sempre escreve para alguém só não sabe quem, foi pra mim! Estou exausta, sou muito ansiosa e tenho resolvido uma porção de coisas neste último trimestre. Acordo todos os dias pensando em ser uma boa mãe e vou dormir quase sempre “culpada”. Mas essa culpa, muitas vezes, ocorre depois de um dia que deixei minha filha – como que numa cadeira de restaurante – “presa” ou sob olhos julgadores de sua birra, de sua energia… ou depois de um dia que ela vai dormir com rótulos e comparações. Minha família é grande, ela é a única criança. E por mais que as intenções sejam boas, cada um tem uma maneira de pensar. Ela está na fase que começa a perceber isso: cada um tem uma maneira de agir, cada um tem uma resposta diferente a cada atitude dela. Me dizem: “o que conta, é como vc cria”, acho inocência pensar assim, afinal, quero que ela seja um ser pensante… capaz de fazer suas escolhas um dia. E sei que ela pode não saber com perícia sobre como verbalizam ao redor dela, mas criança sente. Ela tem três aninhos e sete meses… tenho a impressão de que a alma dela é maior que o corpo. Quando vamos a lugares abertos, fazemos piquenique, o dia é mais tranquilo… ela teve espaço pra pular. Sempre acreditei que o que toma sentido de sacrifício no fim, não deve ser tão bom. E tenho me pego pensando que se minha filhinha me “respeitar” ou me “obedecer”, não estarei fazendo um bom papel em orienta-la e em criar tal conexão. Fechar esse texto teu tão bem construído com Rubem Alves foi tão certo!! Alma alimentada! Muito, muito obrigada.

  17. Obrigada pela disposição em dividir tantaa coisa boa com a gente. Lendo os comentários a gente vê que não estamos sozinhas nesse turbilhão da maternidade. Obrigada por tentar nos ajudar a entender. Adoro.

  18. Acompanho seus textos e agradeco cada um. Percebo que sao feitos com amor a dedicacao. Muita paz na sua bela jornada.

  19. Cris amo suas visões da vida e amo ver que elas mudam. Com vc não tem estereótipos. Sempre coloco algo seu no meu face..uma frase, algo que me marcou. Bjus

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s