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Quem escreveu o texto que segue foi a americana Glennon Doyle Melton, autora do Best Seller “Carry On, Warrior” e também do blog de maternidade Momastery. Traduzi o texto porque lembrei de muitas conversas que já tivemos por aqui. E acredito que essas palavras vão conseguir tirar várias pedras do caminho de muita gente.

 

Glennon,

Minha mãe não conseguiu me amar. Até hoje, a noite quando tento dormir eu me pergunto: Por que ela não conseguiu me amar? O que tem de errado comigo? E como eu vou saber amar a minha filha?

Com amor,

H

 

Amada H, vou te contar o que eu sei.

Os pais amam seus filhos. Eu conheço zero exceções.

O amor é um rio e há momentos em que impedimentos param o fluxo do amor. Doenças mentais – dependência, vergonha, narcisismo – são pedras que impedem o fluxo. Algumas vezes, acontece um milagre. A pedra é removida. Algumas famílias conseguem experimentar este milagre da remoção. Muitas não. Não há nenhuma explicação para isso. Ninguém merece. A cura não é a recompensa para aqueles que amam mais. Amor é amor é amor. Quando um pai se torna saudável novamente: eles querem o seu bebê de volta. Eu conheci zero exceções.

Quando o impedimento é removido, a água flui novamente. É a natureza do rio, a natureza do amor dos pais.

flow

Nós somos o rio – nós não somos o impedimento. Seu pai – sua irmã, seu amigo: aquele que te machucou, aquele que não pode te amar, ele foi impedido. O amor estava lá mesmo assim. Ele não conseguiu chegar até você – não conseguiu chegar até você, mas estava lá – tentando conseguir força, rodando, recolhendo, vicioso em seu desespero para o lançamento. Estava ali – está ali – todo para você. Aquele amor dos pais existe. Ele só não conseguiu ultrapassar o impedimento.

Você pode acreditar em mim porque eu já fui um rio bloqueado. As barreiras do vício e da depressão bloquearam meu amor e toda a minha família sentiu que eu não podia dar nada. Nada além de dor e ausência e:

Por que, Glennon ? Onde está a água que devia fluir de você para mim? Por que estamos sendo enganados ?

E então eu tive a remoção. E a minha água flui novamente. Porque eu era sempre o amor.

Eu sinto muitíssimo.

Você merecia ter o amor de sua mãe entregue a você. Você merecia sentir o seu amor. Você merecia ser encharcada até os ossos com ele todos os dias e todas as noites.

Por favor, ouça-me:

O milagre da graça é que você pode dar o que nunca recebeu.

Você pode. Você não recebe seu poder, sua água, do rio dos seus pais. Você o recebe diretamente de Deus.

Seu rio é forte. Deixe fluir.

Eu acredito no paraíso. Porque sei que um dia nenhum rio vai ser impedido e nós vamos todos fluir no mesmo oceano. E então você vai sentir todo esse amor que nunca poderia chegar até você aqui. Você vai sentir cada pedacinho dele como uma onda poderosa em primeiro lugar e, em seguida, para sempre como um rio.

Tudo o que sei é que você não tem nada a ver com a remoção. A remoção não é entre você e ela. A remoção é entre ela e Deus.

Por agora:

Deixe fluir. Você é o rio.

Fluxo desimpedido. Essa é a nossa natureza.

flow2.jpg

Por Cris Leão

Queridos que acompanham este blog, a vontade de escrever é grande, mas os impedimentos são muitos. rss. Reforma, adaptação, mil coisas para organizar. A chegada demora um pouco. Mas logo o rio volta a fluir por aqui. Um abraço!

10 pensamentos em “Porque aquele amor não chegou até você

  1. Cris,
    Que texto lindo!!! As dobras na alma que nos impedem de amar são muitas, mas com a graça de Deus conseguimos dissolvê-las.
    Já experimentei isso na pele.
    Obrigada por compartilhar, Deus te abençoe sempre!
    Um grande beijo
    Rafa

  2. Fantástico, como sempre! Textos com o poder de acalentar as dores de nossos filhos e as nossas próprias, que às vezes não tem ligação com as deles. Obrigada!!!

  3. Puxa, Cris! Encantada com o seus textos… Quanta sensibilidade… Ainda não consegui parar de ler!

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