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Sabe qual o problema da foto do casal com filhos e uma babá? A ideia de que aquela mulher (mãe) está bem. Mais ainda, ela tá curtindo. Se ela tivesse carregando os dois filhos no colo, não virava polêmica. Se ela tivesse apanhando do marido, também era normal. Se ela tivesse sendo assassinada como são 13 mulheres por dia, ninguém comentava.

A violência contra a mulher, é normal. Mulher se acabar depois de ter filhos, é normal. O que gera polêmica é mulher estar sendo mulher e estar bem.

Por isso que escrevi  “Tem muita mulher sendo feliz na maternidade – lidem com isso.” Ali a polêmica era a mãe de 25 anos falando do perengue que estava passando sendo mãe. Só que a polêmica aumentou quando mães mostraram fotos felizes com seus filhos. Porque não pode ficar triste e reclamar mas também, Deus nos livre, não pode ficar feliz.

Pensa bem, o feminismo surgiu como um movimento radical. Pregando a igualdade. É isso que aquela mulher do poster famoso arregaçando as mangas e mostrando o músculo quer dizer quando ela diz “Nós podemos” (We can do it!). O feminismo surgiu dizendo para a sociedade que nós mulheres podemos ser iguais aos homens.

Muitas décadas se passaram. E meninas (como eu) foram criadas iguais meninos. Só que foi além. Porque quando o movimento toma essa postura de agressividade (necessária na época, nenhum movimento contrário consegue começar sem ser radical) ele acaba criando uma aversão a tudo que era feminino e também ao doméstico – que era o feminino da época.

Eu fui criada em uma família junto com 4 irmãos. Éramos 3 meninas e 2 meninos. Todos nós nunca fomos para a cozinha. Todos nós nunca lavamos uma peça de roupa. Todos nós nunca varremos uma casa, um quarto. Porque meu pai e minha mãe (e a grande parte da sociedade na época) estavam implorando para nós, mulheres e homens ficarem fora de casa. Fora desses fazeres. Como se essas tarefas fossem menores.

Acontece que a economia mudou. E o mundo mudou com ela. Ter uma empregada, ter ajuda nos serviços domésticos hoje em dia é para uma minoria.

E quem está pagando a conta dessa mudança somos nós, mulheres.

Nós que passamos a infância e a adolescência inteira sem fazer um bolo, de repente temos família e estamos sem empregada. Nós que nunca nem vimos de perto alguém limpar um banheiro, agora estamos tendo que limpar.

Agora vamos dizer que você conseguiu se manter no trabalho mesmo sendo mãe. Parabéns para você, muitas empresas não querem mães. Eu fui demitida grávida, por exemplo. Trabalhava de 9 horas da manhã até as 2 da manhã mas meu chefe disse que não achava que eu estava no pique.

Voltando, vamos dizer que você consegue. Sua carreira está estabilizada e você não quer acabar com ela para ficar em casa com as crianças, fazendo jantar, lavando a louça e esperando o marido. Desculpa te falar, mas vão jogar pedra em você. Sabe por quê? Porque você conseguiu.

E se você me pergunta o que eu mais estranho no Brasil depois de ter morado 9 anos fora, eu te falo: aqui os aplausos vão para os medíocres. Um dia desses ouvi o pedreiro cantando nosso resumo antropológico: “se eu sou pobre sou vagabundo, se sou rico sou ladrão.” É isso, você só pode ficar (em paz) no meio. Só assim você não incomoda ninguém.

Só que a mãe da foto “errou” duas vezes: ela também, na imagem, mostrou que está conseguindo curtir. E mulher quando curte, leva porrada.

Pois eu, que nunca tive uma babá vestida de branco, estou do lado dela. Como estou também do lado das mães que passeiam nos shopping com os filhos, como estou também do lado das mães que olham no celular enquanto estão com os filhos. Sabe porque eu hoje eu estou do lado dessas mães? Porque estou cansada dessa vida onde os homens fazem tudo o que querem e ninguém fala nada. Já parou para pensar: quantas mulheres você conhece na sua vida que cuidam/criam os filhos sozinhas? Eu conheço dezenas.

Estou cansada da sociedade que não vê que as mulheres precisam sim de ajuda!

E isso não pode cair em cima de outra mulher. No caso as avós.

E isso não pode continuar sendo o motivo de mulheres morrerem de cansaço. Literalmente.

Recebemos um corpo lindo, cheio de mistérios. Conseguimos gerar um vida. Conseguimos alimentar essa vida. Precisamos respeitar este corpo. Honrar.

Nós mulheres, estamos mapeando nossas vidas. Não temos o caminho pronto. E a gente pode até fazer alguma coisa errada, mas estamos tentando acertar. Sabe o que a mãe com babá ensina para os filhos? Que ela tem limite. E isso meus caros, é uma lição e tanto. 

Pegando carona no textos de alguns blogueiros que moram fora e ficam “chocados” com fotos que mostram essa nossa realidade, deixa eu falar uma coisa. A gente não compara um tomate com uma cenoura. A vida em São Paulo não parece em nada com a vida em nenhum outro lugar do mundo. E sim, temos aqui mais ofertas de empregados domésticos por vários fatores. Mas também temos frentistas nos postos de gasolina, trocadores nos ônibus, porteiro em quase todos os prédios, secretárias nos dentistas e por que isso não choca tanto vocês – que estão morando fora e também não vêem mais nada disso? Eu sei porque. Porque a babá dá “folga” para a mãe.

Queria pedir um favor para quem ficou incomodadinho com a foto. Me responda: quantos filhos você tem? E qual foi a última vez que você fez alguma coisa para ajudar uma mãe? Sim, porque se não tem ideia do trabalho, não julgue quem paga por ajuda. Pega essa energia e cria um grupo para ajudar as mães. Fala com a sua vizinha, que sempre que ela tiver uma reunião importante, ela pode deixar a criança com você. Ou uma vez por semana, durante 2 horas, você vai olhar as crianças para ela sair sem elas. Oferece para olhar a filha da sua irmã. Isso sim seria transformador.

Eu tive uma amiga americana milionária em Miami que preferia nos sábados fazer faxina na escola das crianças como voluntária e pagar uma babá para ficar com as crianças, do que passar o final de semana inteiro com eles. Sabe o que os americanos têm em melhor do que a gente? Eles sabem que não ganham nada em sofrer. Então eles fazem o que querem, sem pensar na opinião dos outros. Isso também é um lindo exemplo a dar aos filhos.

E sobre o mito de que as mães americanas dão conta de tudo, quando morei em NY participava de um supermercado que era uma cooperativa – você precisava trabalhar lá para comprar lá. Minha função era levar o carrinho de compras até a casa da pessoa e depois trazer de volta. Um dia, acompanhei uma grávida fazendo compras sozinha. Ela ia ter o filho na próxima semana. A barriga explodindo. Quando chegamos no prédio, aqueles que têm 5 andares sem elevador, ela se despediu de mim mas eu falei que ia ajudá-la a levar as compras até lá em cima. Lembro que ela carregou uma melancia inteira que estava no carrinho e eu falei que ela não precisava levar nada, só a barriga. No fim das escadas, ela me agradeceu e eu disse “não sei como consegue” e ela falou, com os olhos cheios de água “não, eu não consigo”.

Mais amor, por favor.

Antes de emitir opinião sobre qualquer coisa, reflita: que tipo de sentimento essas palavras provocam? E se o sentimento não vale a pena, esqueça.

O mundo está complicado, cheio de violência, se não puder ajudar a contribuir com a compaixão, cuide só da sua vida e já vai estar ótimo.

E para as mamães que me acompanham nessa jornada, queria convidá-las (assim como estou convidando a mim mesma) a se cuidar melhor. Porque a gente sabe, o que os filhos precisam de verdade, é exemplo.

ps: Desnecessário falar que a foto é uma imagem feita em 1 segundo então isso não diz nada sobre aquela mãe e aquele pai. Se não se julga um livro pela capa, quanto mais uma família por uma foto.

Já que estamos precisando tanto de paz, termino com as palavras finais da oração que faço todo dia com meus filhos:

“Que todos os seres sejam livres e felizes.”

Cris Leão

 

54 pensamentos em “Que tal apontar o dedo para as flores?

  1. Ai que texto mais lindo e sensato!! Parabéns!! Compartilhado no face. Tomara que muitas e muitas pessoas leiam.

  2. Adorei seu texto, Cris! Quando vi os julgamentos, partindo de também mulheres, não concordei. Como podem julgar assim? Devemos ter mais amor, julgar menos, tratar as pessoas como gostaríamos que elas nos tratassem. E sim, vamos apontar o dedo para as flores e mostrar o mundo belo em que vivemos.

    Parabéns!

  3. Que texto maravilhoso! Mais amor, mais compreensão, menos julgamentos. Parabéns por ser, e escrever, de forma tão sensível. E sua análise foi perfeita: qual o problema em se ter babá? O problema é que não se pode ser feliz… O problema é a raiva contra as mulheres… Ninguém conhece a vida de ninguém. Ninguém pode julgar… Tomara que o seu texto chegue à família da foto. Abs

  4. Gente, desculpa mas nao concordo nao. Sou mae, moro fora do Brasil há mais de 8 anos e tenho que discordar com o que voce está dizendo. A família tem o direito de ter a babá no domingo? sim, é um direito deles, porém achar que a foto nao é representativa de nossa sociedade nao concordo. Ser baba no Brasil infelizmente ainda é um subemprego, marginalizado e muito mau remunerado além de ter um enorme contexto histórico muito triste e pesado. Por isso acredito que utilizar esses servicos dessa forma, em um domingo, de branco, em um protesto é um certo desfavor a luta da classe. Mas nao posso discutir que é um direito deles, só posso descordar.
    Além disso nao acho que a mae das criancas está dando um bom exemplo nao. Para mim, um bom exemplo é mostrar pra meus filhos que está certo pagar para que alguém os carregue. Para mim e meu marido nossos filhos sao nosso bem mais precioso, eles vao conosco. Maes tem o direito de se sentirem cansadas? sim, todo o direito, e de pedir ajuda também, mas pra mim o que há de errado nessa foto é a ilustracao da nossa heranca escravista. Digo isso independente da cor da babá, digo isso porque essa nossa heranca nos faz achar normal a tercerizacao de todas as tarefas do lar e principalmente a maternidade. Ter ajuda nao é ter babá aos domingos e feriados, ter ajuda nao é ter empregada 24 horas, dormindo em nossas casas em seus quartinhos de empregadas. Isso, na minha opniao é resquício de escravidao. É terceirizar o trabalho doméstico.
    Se nossas famílias estao cansadas no final de semana para cuidar de seus filhos, isso também é muito significativo. Deveríamos estar lutando para que isso nao fosse necessário nao é mesmo? Deveríamos estar lutando para que fosse possível levar uma vida digna em nossos empregos, e quando digo dignidade, me refiro a sermos capazes de dar conta de limpar nossa sujeira, arrumar nossa bagunca e principalmente ter tempo e prazer em educar nossos filhos. Nao sou contra o trabalho doméstico regulamentado, nem ao de babá, acho sim que esses trabalhadores tem o seu espaco, mas como ajuda complementar em nossas vidas, recebendo de acordo com seu trabalho e tendo essa mesma dignidade em seu emprego que gostaríamos de ter em nosso.
    Enquanto continuarmos achando nada de mais essa foto, enquanto continuarmos achando que subemprego é solucao para o que há de errado em nossa estrutura social, nao haverá mudancas.
    Discordo também do seu feminismo. Entendo o feminismo nao como uma luta para nos tornar iguais aos homens, isso seria impossível. Somos diferentes fisiologicamente e negar essa diferenca ou querer aboli-las nao faz parte do que eu como mulher luto para que aconteca. Para mim o feminismo é uma luta para que possamos ter o direito de ser enxergadas como mulheres em seu todo e a isso implica lutar para que entendam que como mulher tenho o direito de engravidar se essa for minha vontade, de parir de forma humana e de amamentar meu filho até quando bem entender. Luto para que enxerguem que tenho a mesma capacidade que meu colega homem de exercer qualquer cargo dentro de uma empresa se essa for minha vontade. Mas o que nao podemos acreditar é que as duas coisas quando contrapostas serao exercidas sem que haja o prejuízo de uma delas. Acho ingenuídade acreditar que se voce passar 80 horas semanais em seu trabalho, nao estará deixando de passar um tempo precioso com seus filhos. Da mesma forma, se voce trabalhar apenas 3 vezes na semana, também estará se desenvolvendo profissionalmente em uma velocidade mais lenta. Isso é um fato, que serve tanto para as maes quanto para os pais. O que está errado no mundo corporativo é nao se ter a opcao de uma longa licensa maternidade ou paternidade, de nao termos a opcao de trabalharmos menos para estarmos mais em casa e manter nossa dignidade financeira. E pra mim, acreditar que resolver esses problemas através da utilizacao de subempregos é algo normal, fala muito sobre a estrutura de nossa sociedade brasileira.
    Em nossa democracia todo mundo tem o direito a quase tudo, o que nos falta é o reconhecimento de nossos deveres, e acredito que o meu, como mae e mulher trabalhadora é reconhecer o simbolismo dessa foto. Mas essa é só a minha opniao.
    Obrigada pelo espaco, esse tipo de debate é de extrema importancia. Beijos

    • Obrigada pelo comentário. Como eu disse, acho que é de uma maldade tremenda julgar uma família e a dinâmica deles através de uma foto. Eu usei o debate como gancho para dizer que acho que nós mães temos sim que ter folga e temos sim que cuidar de nós mesmas. Tem gente que tem mãe por perto. Tem avós inclusive que são muito exploradas, mas isso tudo bem. Isso todo mundo aceita. Por que?
      Este blog até hoje disse o contrário a respeito de babás. Disse o que você acaba de dizer. Pode dar uma lida e vai ver. Mas a maternidade é uma escola. E a aula cada dia é uma. Vamos aprendendo. É uma jornada. Não quer dizer que eu mudei de opinião, mas acho que precisamos ter várias opiniões. E principalmente, respeitar as várias opiniões também. Beijos!

    • Perfeito, concordo totalmente com você Manuela! Entendo o que a Cris colocou, porém o foco, a meu ver, é a sociedade não dar estrutura para exercermos o feminino plenamente, se assim quisermos. A mãe pode desejar estar mais com os filhos e até curtir a manifestação com eles mas não CONSEGUIR, precisar de um tempo, e a solução pode ser a babá. Para aquelas que escolhem assim, ok. Mas no meu caso (e de muitas que conheço), preciso de babá, sou grata à ajuda dela, mas o que gostaria é de exercer as multiplas tarefas sem desespero. Na minha opinião, temos que avançar no reconhecimento, pela sociedade, da igualdade de capacidades em algumas funções, mas das lindas diferenças de gênero que existem e não têm sido respeitadas também porque esquecemos do natural, de nossa natureza animal, mamífera. E nisso tudo, a liberdade daquelas que gostariam de viver isso. Abraço a todas as mães, em suas buscas prla felicidade!

  5. Concordo plenamente com vc!!! Ontem mesmo estava conversando com algumas amigas e perguntei pq sempre usam empregadas domésticas e babás para mostrar a diferença social em nosso país? Como ensinar nossos filhos a valorizar a empregada se a sociedade não valoriza a profissão ( profissão igual a tantas outras)?
    Tem muita empregada e babá que ganhar muito mais que uma secretaria.
    E sim, pq essas profissões estão relacionadas em o empregador ter mais tempo livre enquanto paga para outro trabalhar. Parabéns pelo texto!

  6. Chris, te acompanho há muito tempo e adoro seus textos, mas infelizmente não me senti bem com este, me incomodou muito, acho que esse texto não contempla uma pessoa: a mulher negra, ou a mulher vestida de branco atrás da mulher branca que vc defende. Onde ela se encaixa na sua análise? Ou no seu feminismo as mulheres negras não fazem parte? Essa relação desigual entre mulheres foi apontada pelas feministas negras nos anos 60, e que ainda hoje lutam e denunciam a plenos pulmões essa desigualdade. E acho que vc entendeu errado o incomodo e as críticas das pessoas sobre a foto, pois ela expressa capta de forma perfeita as categorias em discussão no país, que marcam a desigualdade e o preconceito de séculos: classe, raça e gênero.
    Espero que pense mais sobre isso.
    Um abraço

    • Oi Andreia, uma questão não precisa eliminar a outra. Já falei outras vezes sobre babás, já comentei o que penso sobre nossa herança escravista. Mas o assunto aqui foi outro. Porque estou cansada de ver mulheres serem destruídas na internet ou porque estão sensualizando, ou porque estão mostrando o lado não bonito de ser mulher, ou porque estão mostrando o lado bonito de ser mulher. Está chato. É crítica demais. O tempo todo. Está pesado. O emprego de babá é super bem remunerado em SP. Não vejo a babá como explorada. Ela não tem um subemprego. A última babá que contratei por 4 horas ganhou mais do que eu ganho com meus trabalhos de tradução. Redator é explorado. Enfim, se uma pessoa fala que gosta de animais não quer dizer que ela não gosta de gente. Entende? Não é preto e branco. Ou eu fico a favor da mãe (da foto) ou da babá. Não é isso. Usei o assunto para falar que nós precisamos respeitar nossos limites. Os filhos crescem rápido mas nosso tempo passa rápido também. Esse é meu momento. E como isso é um blog, o que eu faço é dividir o que estou sentindo com sinceridade. Um abraço

  7. Desculpe mas nao concordo com seu texto. Eu fiquei incomodada sim com a foto mas com relacao ao relacionamento empregado-empregador que existe no Brasil e a relacao subserviente. Em momento nenhum ataquei ou pensei que a mae era folgada por sim, todas temos limites.
    Moro fora do Brasil ha 6 anos e tenho duas filhas pequenas sem nenhuma ajuda e sei o quanto e’ dificil.
    E sim, me incomoda o fato de ter frentista em posto de gasolina, recepcionista em consultorio medico, etc e etc.
    E’ o fato da forma com que o brasileiro se relaciona com os que trabalham para ele.
    Tenho amigas faxineiras aqui que jamais trabalhariam para brasileiros morando fora e sabe por que? Por conta de exploracao. Por que infelizmente temos enraizado na nossa cultura a exploracao de mao de obra barata.

    • Sim, essa também foi minha primeira reação ao ver a foto. Mas esse tema já foi tão explorado com o filme Que Horas Ela Volta. Acho que esse assunto já foi tão debatido que meu sentimento foi para outro lugar. Até porque o filme retrata o fim de uma era. As babás não são mais escravas. Assim, meu sentimento foi para o quanto está se normalizando jogar pedras nas mulheres nas redes sociais. Não é sobre qual é o ponto mais importante, mas isso é um blog, falo o que sinto e o que senti ontem foi isso. Os homens sempre fazendo tudo o que querem, e as mulheres sendo criticadas por tudo. É massacrante.
      Babás ganham mais do que caixas de supermercado, ganham mais do que muitos funcionários administrativos, ganham mais do que muitos professores. Realmente acho que o que incomoda é outra coisa.

      • Respeito seu ponto de vista mas continuo batendo na tecla da diferenca social. A baba estava trabalhando e usando uniforme e estava trabalhando durante uma manifestacao politica e nao em um dia comum. Ela concordou com o que estava acontecendo? Teve direito de optar por nao ir a uma manifestacao? Qualquer empresa/empregador sabe que trabalho e’ trabalho e politica e’ politica e funcionarios nao podem ser forcados nem pedidos para trabalhar em tal.
        Realmente houve muito homem falando o que nao devia com discurso machista mas meu ponto ainda e’ a diferenca social.
        E eu nao assisti o filme Que horas ela volta, ainda nao tive oportunidade.

  8. Você consegue enxergar aquela mulher que empurra o carrinho? Falou tanta da ajuda que as mães precisam, do cansaço, e pensou como está também aquela outra mulher? Pra não falar de desigualdade, feminismo, história e tantas outras coisas que você parece simplesmente ignorar!

    • Carolina, entendo seu ponto de vista. Mas vc chegou a ler um pouco mais sobre a história e ver que a babá não trabalha durante a semana? Prefere ficar com suas filhas. Ela também afirma que trabalha aos finais de semana porque é melhor remunerada. Escutemos as pessoas, sempre. Mas não escolhamos vítimas e vilões antecipados.

  9. Meninas, nem vi essa foto ainda. Mas, deu p entender direitinho antes de ver.
    Lembrei de vocês e de mim, como sempre. Esse texto é muito importante…. Para nós que julgamos e somos julgadas… E que nos culpamos. No fim, o ideal é nos apoiarmos e compreendermos umas às outras. Sem julgamento! O convite é p manter um esforço.
    Amo vcs!
    Nanati

    Enviada do meu iPhone

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  10. Concordo que as mães são massacradas com julgamentos: deixar o filho na escola para trabalhar “PODE”. Deixar o filho com alguém para ir fazer compras ou ir ao salão “NÃO PODE, MÃE DESNATURADA”. Mas a sua colocação está fora de contexto. A discussão que gerou a foto não é sobre mães terem babás. A questão é a seguinte: se vivessemos em um mundo justo, onde todos tivessem desde o nascimento as mesmas oportunidade de desenvolver plenamente seu potencial e seu talento, você acha que alguém ia querer ser babá? Ou faxineiro, lixeiro, servente de pedreiro? Não. Ninguém ia querer. E eu acho que este mundo justo vai existir um dia, mas pra ele existir alguém vai ter que lutar por ele. E essas pessoas que fizeram este “carnaval” por causa desta foto acreditam que estão lutando por este mundo melhor.

  11. Cris, admiro muito seus textos quando vc reflete sobre a dinâmica das crianças, o respeito a seus tempos, ao lúdico etc. Mas neste texto, me parece que vc problematiza muito pouco a questão da babá uniformizada indo a uma manifestação que não escolheu em um domingo… e toda a relação que esse trabalho tem com a história de escravidão que temos em nosso país. Também percebo sua profunda sororidade para com a mãe da foto, mas onde está ela em relação à trabalhadora em questão? Enfim, não vou me alongar nessa questão, pois no momento não estou podendo. Mas o comentário da Dani Oliveira, acima do meu, já contempla bastante meu ponto de vista. Perceba que estamos criticando uma construção social que coloca certas pessoas em posição de extremo privilégio e outra em posição de serviço… e não, não se trata da família em questão, da mãe em questão ou mesmo da babá em questão. Se trata de uma estrutura social. Abraços.

  12. Escrevo este blog há mais de 2 anos e já fui apedrejada várias vezes, mas dessa vez realmente está me dando vontade de parar de escrever. Eu vejo a herança escravista no Brasil no dia que estava na sala de espera para um exame, passava o programa na Ana Maria Braga e ela tinha 2 funcionárias negras, lavando louças de costas para a câmera, elas eram invisíveis. Aquilo era um programa de televisão, isso não pode acontecer. Eles formam opinião, eles imprimem imagens sociais, negros não podem ter um papel desse tipo na televisão. É preciso se revoltar com isso. Já vi acontecer também nos programas de culinária do GNT, mas nunca vi ninguém se incomodar com isso. Meu pai é primo de primeiro grau do Carlos Drummond de Andrade por parte de pai e mãe. Meu filho está fazendo na escola um trabalho sobre herança genética. Ele me perguntou se temos alguém importante na nossa família e eu disse sim: temos Chica da Silva. (porque a família da minha mãe é de Diamantina) Mesmo eu sendo a maior fã que o Drummond pode ter na vida, não queria perder essa oportunidade de deixar meu filho mais perto da herança que todos nós brasileiros temos. Estou trabalhando junto com alguns ingleses na criação de um curso profissionalizante de publicidade e design no Brasil – gratuito. Porque como publicitária me incomodo profundamente de não termos negros em cargos de chefia no mercado.
    Não enxerguei aquela babá mesmo, como falaram. Não a enxerguei como vítima. Porque ela não é. Tem um trabalho bem remunerado e quem quiser saber mais detalhes, procure a entrevista que ela deu. Cheguei em SP há 2 meses, não tenho empregada nem babá e algumas pessoas que conversei não estão interessadas em trabalhar porque já tem coisa melhor, ou estão estudando. Ou não querem porque acham que eu moro longe. Quem se interessou por vir olhar meus filhos uma vez por semana no fim do dia foram: uma ex- professora que hoje ganha muito mais dinheiro e trabalha muito menos fazendo este serviço do que trabalhando em escola e uma ex-aluna que tive que hoje já formou, trabalha em agência mas quer ter mais uma renda. Talvez não estejam bem informados, mas o serviço de babá deixou de ser sinônimo de exploração faz tempo. E o mais importante, se queremos mudar o mundo com o discurso de ódio só vamos conseguir mudá-lo para pior. Um abraço

  13. Outra, é claro que essa desigualdade social não acaba se todos pararem de dar empregos às babás. Fora do Brasil as pessoas não tem tantos empregados domésticos quanto temos aqui, mas não é só porque eles são mais especiais. O ensino público também é melhor. O horário das escolas é integral. Existem programas gratuitos para crianças nas férias. Existe mais segurança para que elas possam ir e vir sozinhos. E principalmente, não existe o abuso da carga horária de trabalho que vivemos aqui. Tenho amigos europeus que trabalham até as 15h da tarde, por exemplo. Existem várias empresas que aceitam mães trabalharem de casa. Só no Brasil a carga horária de 12 horas por dia (ou mais) existe, é normal. Isso sim é exploração. Mas é dos trabalhadores como um todo.
    Não falei tudo isso no texto porque isso é um blog, é um diário, é com prazer imenso que divido aqui meus sentimentos, meus aprendizados. Não é para fazer política. Para isso existem os jornais.

    • Cris, fica calma querida. Seus textos são excelentes enchem a gente de esperança num futuro melhor. Essa questão da foto, é muito, muito profunda e tem vários lados. Você escreveu sobre uma ótica, daquilo que enxergou, muito realista por sinal, quando diz que “a baba da folga para mãe” e na verdade ninguém quer ver a mãe de folga.A questão é que neste momento, principalmente do país, essa foto representa muita coisa, mexe com muitos sentimentos reprimidos dentro de todos nós. É meio angustiante sabe toda essa situação que estamos vivendo. Vejo como bem mais profundo do que a problemática da babá ou da mãe.
      Mas temos que dialogar mesmo, expurgar nossos sentimentos e você nos dá um espaço para isso.
      O ataque não é à você.
      Fique bem, fique com Deus!

  14. Cris Leão, adoro teus textos, sigo há tempos e realmente espero q não pare de escrever mas leia de novo o que escreveu e repense.
    A reação das pessoas com a foto não foi de raiva da mulher por ter baba ou estar feliz. Na realidade aquela mulher tanto faz pra mim. E eu tb tenho baba. Mas estamos num momento em que certas coisas têm q ser questionadas, e a foto é extremamente representativa. Como tu mesma disseste, no início o feminismo foi um pouco mais agressivo porque no início a indignação tem q ser assim. Sinto muito se a moça em si foi criticada mas não é sobre ela a questão. Ela tanto faz!!!sei lá se está descansada, feliz, se passou a noite em claro, se tem problemas ou se é uma dondoca. Mas a situação de ter alguém pra quem vc pode pagar e esse alguém em 99% das vezes é negro, e tem q ficar feliz porque tem emprego, e não está passando o domingo com os próprios filhos pq precisa ganhar a vida e cria os dos outros, mas é feliz pq é tratada como se fosse da família…..não é algo que deveria ser encarado como natural principalmente se estivermos lutando pra diminuir a desigualdade social.
    Repito: nada contra a moça, mas vamos analisar a situação e pensar!!!!!!
    Além disso, se tu acha q está cansada de todos apontarem o dedo e ninguém pode mostrar q é feliz ( desculpa, acho q foi mais ou menos isso tu escreveste) pensa que existem OUTRAS situações piores. A tua indignação é justa mas entenda as outras.
    Estou numa sala de espera médica e escrevi no celular…. Essa tela é uma droga. Não vou revisar.
    Mas pensa Cris!
    Super beijo

    • Desculpa, mas 13 mulheres são assasinadas por dia. A maioria delas pelo parceiro. A maioria delas porque aprendeu desde cedo que tem que aceitar, que tem que aguentar tudo. A questão dos negros é grave? É claro que é. Demais. A mais grave que existe. Se eu pudesse faria qualquer coisa para mudar a história passada e o o que sobrou dela.
      Mas esse blog é sobre mãe, é sobre a minha jornada. E eu quando vi os comentários sobre a foto fiquei espumando de raiva. E quis dizer as mulheres que precisamos ter voz. Foi isso que senti. Já senti muito e muitas vezes pela nossa pirâmide social. Não é sobre qual causa é mais importante. É sobre o dedo na cara do outro, é sobre essa epidemia de antipatia, é sobre a escravidão sem holofote – de todas as mulheres. A liberdade dos homens custa a nossa escravidão. “Boys will be boys” como dizem, mas quem é que paga a conta?

  15. Cris, eu lamento muito que você tenha voltado ao Brasil na situação medonha que ele está.
    Não que ele já esteve melhor, mas sinceramente acho que com tantos problemas acontecendo as pessoas designarem tempo para criticar o que uma família faz ou deixa de fazer?
    Em algum momento perguntaram para a Babá se ela queria se expor desse jeito?
    Eu processaria os veículos de comunicação e exigiria que retirassem minha foto dos sites.
    Esse país caminha para o lixo.
    Parabéns pela perfeita imparcialidade e lucidez com que você
    sempre escreve.
    Um beijo
    Rafa

    • Sim, Rafa! Como comentou Jean Callegari “Já pensou que doido se a gente conseguisse fazer críticas ou reflexões sem expor a imagem das pessoas oprimidas? se a gente pudesse não fotografar, não compartilhar a imagem da criança negra em uma fantasia questionável, do mendigo com placa nas manifestações, da babá negra no domingo? já pensou se a gente conseguisse fazer uma crítica realmente estrutural, e não fulanista, das coisas, e não contribuísse pra expor ainda mais as pessoas que a gente diz defender? já pensou?”
      Um beijo!

  16. Excelente texto. Muito bom mesmo. Aliás Cris, já lhe elogiei em outras oportunidades aqui e reforço hoje. Suas análises são praticamente filhas únicas nesse mundo de sites e blogs. Gosto muito mesmo.
    Venho aqui, ademais, compartilhar texto excelente que li no dia de hoje, publicado por um Procurador da República em sua página, que trata, em um contexto específico, exatamente do mesmo tema. Desigualdade. Segue link: http://www.edilsonvitorelli.com/2016/03/desigualdade-de-genero-em-concursos.html

  17. Desculpa mas não penso que as críticas feitas aquela foto estejam relacionadas ao feminismo ou a maternidade. A questão é muito mais profunda e delicada. Gosto muito do seu blog, já aprendi muito com seus textos e sou muito grata por isto. Mas neste caso não consegui achar a ligação entre aquela foto e a mensagem que vc quis nos passar… Beijos 🙏

    • Ver naquela foto a cena de Casa Grande e Senzala não é nada profundo. É uma associação direta. E é triste. E é inaceitável. O governo devia cuidar disso. Dando uma boa educação pública, dando condições de vida digna para que possamos ser uma sociedade sem essa herança da escravidão. Essa cena de servos x patrões se repete em todas as esferas da nossa vida. Se repete nas escolas particulares onde os alunos são brancos e os funcionários negros. Nas faculdades, nos restaurantes, nos hotéis, nas empresas. Até na televisão. É triste. É angustiante. Mas não é profundo porque é a nossa realidade. Tá na cara de quem está olhando. O que fiz foi continuar olhando e enxergar o que mais tinha naquela foto que incomodava tanto. Um abraço

  18. Linda Cris, pensei mil vezes antes de tecer um comentário ao teu texto.
    Há anos leio o teu blog e me identifico muito com o teu olhar. No entanto, confesso que tenho me afastado cada vez mais desse mundo virtual. Vejo tantas opiniões precárias, vazias, rancorosas e cheias de ódio, que deletei o facebook da minha vida.

    Soma-se a isso o fato de eu ser mae de um bebe de 11 meses e uma criança de 2,8 meses. O tempo é valioso demais para gastarmos nossa energia com questões banais.

    Tal como colocastes muito bem, pautas mais serias e que deveriam nos unir, são postas de lado, em prol de um julgamento superficial sobre a vida da mulher mae.

    Sou advogada, meu marido é medico e tenho 4 funcionarias em casa que se revezam. COnfesso, que ainda trabalho muito cuidando das crias e da casa, pois como falastes nossa sociedade continua impregnada de um machismo ímpar.

    Em momento algum tercerizo a criação dos meu filhos. Quando meu primeiro filho nasceu, eu cuidei sozinha dele. Vivia exausta, ele parecia-me um fardo. Não admitia ajuda de ninguém. Sozinha, me vi numa depressão pos parto crônica. Ah, e julgava outras mães por terem babas, por não amamentarem, por escolherem cesáreas etc

    Doente, busquei no autoconhecimento, na espiritualidade e na terapia, crescer e sair de um paradigma doentio. Evolui. A maternidade não podia ser um fardo, deveria ser cheia de leveza também.

    Nesse interim, o Dante chegou. Com ele, vieram pessoas para me ajudar. Sou grata a todas elas, que me permitem no dia a dia ser uma mae mais leve e feliz, mantendo o mínimo de sanidade. E todas as quatro funcionarias da minha casa, certamente recebem mais que as secretárias profissionais.

    Já julguei, tive do outro lado e como dissestes, a ” maternidade é uma jornada”. Cada dia um aprendizado.

    Que parem de nos julgar! Cada um que cuide da sua vida e dos seus. Isso é o bastante.

    Um beijo grande,

    Betânia

    Vitoria/es

    • Obrigada por dividir sua história, Betânia. E acrescentar no debate. Adorei esta parte do seu comentário “A maternidade não podia ser um fardo, deveria ser cheia de leveza também.” O meu aprendizado com esse questionamento todo é exatamente isso: de que filho não deve ser um obstáculo mas parte da nossa vida. Cada um faz do jeito que consegue, do jeito que pode e, claro, sempre com desafios. Um beijo grande! Cris

  19. Simplesmente Parabéns! Coincido muito com o que vc colocou…
    Morei em SP, agora moro em POA
    Sou Argentina, de Bs As
    Deixei de trabalhar para cuidar de meus filhos.
    Abraços

  20. Cris, sou leitora do seu blog há bastante tempo e nunca havia deixado um comentário. As manifestações das outras leitoras motivou-me a escrever pela primeira vez. Consigo compreender perfeitamente seu ponto de vista e penso – e sinto – de maneira bastante semelhante sobre a questão de gênero, especialmente frente à maternidade/paternidade. Lamento profundamente que todas nós, mulheres, não possamos nos apoiar frente a esta questão, pois independente de profissão e condição social, todas enfrentamos dificuldades comuns na sociedade, simplesmente por sermos mulheres e mães. O enfrentamento não enriquecerá este debate, a solidariedade o fará. Continue nos inspirando com suas reflexões. Elas iluminam nossos caminhos! Forte abraço

  21. Cris, adoro seu blog e sempre me identifico com os seus textos. Essa foto comporta várias interpretações. Você resolveu abordar um lado dessa “história”, com o qual eu concordo. Mas, também tem o outro lado, que causa indignação.
    Não leve a mal os comentários contrários das pessoas.
    Continue escrevendo neste blog, pois seus textos são ótimos e nos leva sempre a refletir. Beijos.

  22. Cris, concordo plenamente com seu ponto de vista. A sociedade alimenta um preconceito ferrenho a mães que não estejam representando a figura da super-mulher-mãe, e essas críticas, na maioria das vezes, partem das próprias mulheres. Acredito muito no poder do feminino, que se aflora com a maternidade consciente e do qual o mundo está carente… É uma energia feminina que precisa ser colocada nas coisas, em todas elas, na criação dos filhos, no ambiente de trabalho, nas relaçoes sociais… mais é algo muito mais profundo, que vem de dentro, que muitas mulheres nem descobriram ainda… e que no meu ponto de vista, é contrário a essa idealização da mulher-mártir que causa tanto sofrimento… Obrigada por compartilhar conosco sua visão sobre isso! Beijo gigante!

  23. Cris, vou pendurar esse post na parede, você é demais!!! Sério, adoro a sinceridade com que você escreve. Seu blog é inspirador. Eu sou mãe de três (5, 3 e 1 ano) e nunca deixei de trabalhar. Graças a Deus exerço um cargo executivo em uma empresa que aplaude a flexibilidade. É muito muito difícil conciliar tudo… ser esposa, mãe, filha, amiga, executiva, dona de casa, etc. É a primeira vez que deixo um comentário… Bem vinda de volta ao BR!

  24. Cris, não pare de escrever!seus textos iluminam minha mente é traduzem meus sentimentos,organizam minhas idéias! Não costumo comentar nada,mas acompanho,leio e releio sempre!apontar para as flores.,.. Chega de julgar,a vida é mais do que parece ser!bjos!

  25. Obrigada, Juliana, Izabelle, Lydia, Lilian, Pri, Paloma e Georgina. Mudar de país não é fácil e estou mudando pela quinta vez em 12 anos. Não temos fogão. A mudança não chegou. Além do cansaço físico, existe o cansaço mental e emocional de deparar com o novo. Ainda mais difícil, ver que algumas coisas que estavam no plano, não vão acontecer. Como no caso da Escola Waldorf São Paulo que queríamos tanto. Enfim, estou cansada. Por isso alguns comentários que recebi no Facebook deste texto me abalaram tanto. Mas pra frente é que se anda. Um grande abraço para todas vocês. Vocês fazem uma linda diferença. Cris

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