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Eu quase que nada não sei. Mas desconfio de muita coisa. – Guimarães Rosa

Talvez, nós somos a geração de pais que mais mimam os filhos. Talvez, isso gere consequências severas.

Talvez, nossa vontade de proteger demais, de acertar demais seja na verdade uma grande imaturidade e incapacidade de nos tornarmos adultos, de assumirmos responsabilidades. Já que ser responsável é menos divertido do que mimar e pegar carona na falta de regras na hora de dormir, na hora das refeições, etc. Usamos nossos filhos para fazer o que – nós, crianças – queremos fazer de verdade.

Talvez, essa seja a geração de pais que mais racionaliza e com isso perde completamente a sensibilidade e a noção. Questionamos tanto o papel da mãe, que será que estamos dando alguma mãe para eles? Questionamos tanto a estrutura social, que será que estamos dando para eles alguma estrutura/rotina/segurança em casa? Questionamos tanto o papel do masculino e do feminino que será que essas crianças algum dia vão poder ter inclusive o conflito por elas mesmas?

Talvez seja o calor, mas fiquei meio tonta quando li a matéria sobre os pais – que não querem ser chamados de pais, mas sim cuidadores e criam o/a filho/a sem gênero para que essa pessoa possa decidir a sua sexualidade.

Talvez, estamos mesmo perdendo a mão. Talvez, o excesso do pensar esteja nos tornando uns completos retartados mentais. Não vou tentar teorizar. Só falo uma coisa:

  • Que narcisismo é esse que nos faz sentir à vontade para fazer de nossos próprios filhos cobaias de nossas vontades e nossos protestos?

Você tem todo o direito de ter as questões e questionamentos que quiser. Mas seu filho não pode ser sua bandeira. O mundo mudou muito, mas as crianças continuam precisando da mesma coisa: adultos que possam abrir um pouco a mão do próprio narcisismo e acolher esse ser humano que por constituição – É OUTRO.

Já que isso virou um desabafo, preciso falar que não aguento mais as mulheres que, tendo escolhido ter uma profissão de sucesso, ficam se vangloriando como se estivessem colocando a mulher numa posição de superioridade com isso. Como se estivessem libertando a classe mulheres. Miga, sua louca. Super apoio sua decisão e acho lindo. Desejo que continue tendo muito sucesso. Mas não me venha com esse papo de que o triunfo da mulher é ser bem sucedida profissionalmente. Você está rasgando as revistas e a cultura que deixou por muito tempo a mulher por fora da atuação profissional, mas é só isso. Em contra partida, levantando a bandeira de “vamos assumir todos os cargos de chefia” você está abraçando com as duas mãos a cultura capitalista. Como na década de 70 – com o Tio Patinhas – você está falando que ter muito dinheiro é ser o herói da família, que o dinheiro faz de você uma pessoa melhor do que as outras.

Nas escolas que estudei, menina nenhuma era tratada diferente como se não pudessem ter sonhos como os meninos. E os pais também não esperavam das mulheres apenas que elas fossem mães. Na escola que fiz o segundo grau, havia uma pressão enorme pelo sucesso – no vestibular. E isso nunca foi esperado mais dos meninos do que das meninas. Só para dar mostras que não somos vacas que para se libertar precisamos todas ir para o mesmo caminho. Não. Para algumas de nós, acolher e assumir o papel de mãe, decidir ser feliz assumindo o papel de mãe como prioridade, é sim uma grande libertação, é sim um grande sinal de coragem. É fazer o oposto do que esperam de nós. É fazer o oposto do que é o sucesso aplaudido por todos. Porque nas gerações passadas, ser mãe, muitas vezes, tinha o peso de um fardo e deixar esse peso para trás, não é sempre fácil.

Enfim, a mulher se libertar para ser o que é, tem a ver com o SER e o que está escrito no cartão de visita não é uma garantia para dizer que uma é mais (forte, livre) do que outra. (Um sonho, que a mãe que escolhe ficar um período em casa com os filhos seja também chamada de mulher independente. Porque a economia não devia ser a única moeda para se medir a independência de alguém.)

Não me incomodo com as escolas para princesas tanto quanto me incomodo com o fato de haverem tantas escolas, tantas cursos, tantas atividades e tão pouca infância. Tão pouca liberdade, tão pouco tempo livre para brincar, tão pouco tempo de ócio para essas crianças. E como meu marido disse uma vez numa festa – no sábado – onde 90% das crianças estavam sem os pais, mas com babás: “eu espero que durante a semana, os pais estejam com elas.”

Pois é isso que eu espero também para as crianças que forem à escola de princesas – que elas tenham uma mãe em casa dando um bom exemplo do que é a força e o potencial de uma mulher. E que tenham um pai também dando um exemplo do que é ser um ser humano. Porque afinal é só isso que importa: A interação humana, que parece que estamos perdendo.

O que a tragédia com o adolescente que se matou em um jogo de video game nos diz é que precisamos ficar mais perto dos nossos filhos. Assumindo a autoridade de pais. Não espere a sociedade te pedir isso, ou te valorizar por isso. A sociedade tem a lógica do lucro. A economia movimenta tudo. Só não movimenta nossa vida, nossa família. Somos nós (pais e mães) que precisamos assumir essa direção. Podem criar escolas de princesas, de sapos, de unicórnios, o que quiserem. O que não podemos é esquecer que a principal escola de nossas crianças vai ser os pais que elas tiveram.

Talvez, nosso dedo que aponta com tanta força para fora (escola de princesas, escola sem princesas, mãe que trabalha, mãe que não trabalha) mostre nossa dificuldade de olhar para dentro de nós mesmos.

“O sujeito que pensa, representa, não existe.” – Wittgenstein

Cris Leão

59 pensamentos em “Sobre criança sem gênero, adolescente suicida, escola para princesas.

  1. Cris Leão… quanta inteligência em seu texto! Que maravilha encontrar alguém que pense com tanto amor e tanta lucidez (duas coisas meio incompatíveis, mas alguns conseguem, rsrs), trazendo um ponto de vista sincero e necessário. Parabéns.

  2. Sempre leio o blog, mas nunca comento. Dessa vez, no entanto, vim agradecer. Esse texto disse tudo o que eu tenho sentido. “Seu filho não pode ser sua bandeira”. Sem mais.

  3. muito apropriado. acredito que no final é isso que me falta. crescer e amadurecer. esta camisa eu visto direitinho. adoro me enrroscar na falta de horário para dormir…
    acho que o que falta para o coletivo é autoconhecimento e coragem de assumir suas escolhas.
    parar de reclamar e de julgar o outro.
    a vida é muito simples, eu que complico as vezes.

  4. Nossa Cris, que profundo. Para aquelas que (arduamente) encaram o papel de MÃE (empregada, cozinheira, faxineira, esposa etc…) diariamente, e sabem a importância de vestir esse “fardo” (no praíso, é verdade), é simplesmente estarrecedor ver TANTO abandono por ai.

    Muitas, mas muitas, crianças estão completamente abandonadas hoje em dia…

    Diga pro seu marido que, infelizmente, durante a semana os pais tbm não estão com seus filhos…

    Acooorda meu povo!!!!

    Beijos

  5. Amei seu texto, todas as vezes que meu filho pede algo que e negado eu Conto a historia da minha infancia, nao tive Tudo que quiz, Mais fui uma Crianca feliz, e continuarei contando ate ele ter idade de intender que coisa materials nao traz felicidade ela esta dentro de nos.

  6. Miga, sua louca! Kkkkkkkk…. Você nasceu pra fazer o que quiser… Mas, ainda bem, você resolveu escrever este blog! Lindo texto, pra variar!

  7. http://m.huffpost.com/br/entry/9316776

    Cara Cris, li seu texto, compartilhado em redes sociais e fiquei muito incomodada. Seu texto “desabafo” como vc se referiu pra colocar sua opinião, me remeteu ao da Fernanda Torres, qdo escreveu sua humilde opiniao, sobre considerar o feminismo um exagero ou vitimizacao da mulher.Faço desse texto que linkei ae em cima meu comentário completo sobre o que penso de eu texto. E te faço um apelo: por favor, se vc se dispõe a ser uma figura pública, que tem como leitoras mulher, por favor, não cometa um deserviço. Grata.

    • “Que nada nos limite. Que nada nos defina. Que nada nos sujeite. Que a liberdade seja a nossa própria substância.” Simone de Beauvoir
      É só isso. E que com liberdade a gente também assuma nossas responsabilidades. Ter filhos é, sem dúvida, a maior responsabilidade que qualquer pessoa pode ter. (homem ou mulher)

    • Júlia, só uma coisa, é por feministas como vc, que não respeitam a opinião alheia e somente o ponto de vista extremamente extremo de vcs, que eu não acredito mais no feminismo atual… Pelo contrário, quero muiiiita distância!

  8. Cris, obrigada por escrever tão bem o que eu penso! 🙂
    Texto cheio de sabedoria e de um desabafo que também é o meu! Leio sempre seu blog e me identifico, mesmo ainda não tendo filhos…
    Parabéns! E obrigada!

  9. Cris!!
    Em meio essa loucura de pessoas que sempre tem alguma bandeira a levantar, onde sinto que tantas são meramente superficiais, você, por meio deste blog, levanta e discute questões muito profundas e muito importantes para todos refletirem.
    Muito obrigada por compartilhar seus desabafos! Sinto que você não é perfeita e não sente a necessidade de ser, mas você sempre vem com uma questão que é a minha real bandeira: SER UMA PESSOA MELHOR.
    Ps. gostaria muito que você postasse todos os dias! rs!!!!!

  10. Sensacional este texto!!! Foi exatamente o que pensei quando li essas matérias nas ultimas semanas, mas não pude externar meus pensamentos pois não quis criar polemicas desnecessárias. A unica amiga com que falei do assunto me disse “Não tenho filhos, não posso opinar.” Eu também não tenho filhos ainda, acredito exatamente nisso! Não podemos usar as crianças pra levantar bandeiras, prejudicando as relações humanas.

  11. Que texto maravilhoso!!!!!! É exatamente assim que eu penso sobre tudo isso, sabia? Sobre como essa história de pensar demais está afetando o bom senso! Perfeito! Parabéns! Espero que esse texto alcance as mentes que estão escapando pela tangente! E eu vou colaborar para isso publicando na minha timeline! Beijão!

  12. Maravilhosa reflexão! Obrigada
    Feliz por ser uma mulher independente que decidiu ficar em casa e criar 3 crianças.

  13. Cris, só uma pessoa sensível como vc consegue externar com tanta delicadeza o quão absurdo é ter filhos como bandeiras de protestos! Sua reflexão foi fantástica! Agradeço por partilhá-la! Um abraço!

    Alameda Portugal, nº 93, Sala 18, Jardim Europa

    Bragança Paulista, SP | CEP 12.919-055

    11-2277-4844 | 11-99703-4423 | 11-97227-8870

    http://www.cpadvogadas.com.br

    Date: Fri, 21 Oct 2016 17:19:00 +0000 To: pauladuranluqui@hotmail.com

  14. Oi Cris, concordo com a maior parte do seu texto. Sobre não fazer dos seus filhos sua bandeira é que fiquei na dúvida. Se temos uma bandeira, uma crença, algo em que acreditamos profundamente, não criar nossos filhos de acordo com essa crença seria hipocrisia, não acha?

    • Cássia, é claro que se você tem uma crença, vai criar o seu filho de acordo com ela. Sem dúvida. Por exemplo, tendo uma menina, não precisa dar bonecas, pintar o quarto de rosa se estiver contra isso. Mas existe uma distância muito grande entre não pintar o quarto de rosa a não chamar sua filha por adjetivos e pronomes femininos. Somos banhados de linguagem desde nosso nascimento. E este casal que cria o filho sem gênero, na verdade, na gramática, cria o filho no masculino. Certo? Ou será que usam o x? “Meu filhx”, “lindxx”, “Nossa como você é espertx”. Enfim, de todo modo estão alterando a forma de toda a sociedade lidar com essa criança. Estão criando sim, um problema na vida dessa criança. Será que estão mais libertando a criança ou a aprisionando na ideia deles? Porque, sendo uma menina (por exemplo) ela não tem o direito de ser chamada por nenhum adjetivo feminino? O que o filho tem a ver com a desigualdade de gênero? Entende? É isso que eu chamo de bandeira – um objeto com a única função de mostrar para todos em volta o que é que eles acreditam. Não estou falando que eles precisam deixar de acreditar, ou agir contra a crença. Só devem arrumar outra bandeira, que não o filho/a/x.

  15. Adorei o texto. Quando li aquela estória da criança sem genero fiquei pensando o que tinha a ver uma coisa com a outra. Eu posso criar sem preconceitos e com genero. Afinal, vamos combinar uma coisa. Se for menina ela vai certamente menstruar, crescer peitos, etc…. mesmo usando cuecas isso vai acontecer. E se for menino, mesmo de vestido, vai crescer barba e engrossar a voz. Então não entendi o ponto de criar “sem genero”. O que faria sentindo é criar sem preconceito. Ai é outra coisa, e na verdade passa muito pelo respeito pela criança e sua individualidade. Enfim, adorei o texto. Muito dificil separar o que é dos filhos do que é nosso, mas isso é necessário e devemos buscar e ampliar essa separação na medida em que eles crescem e se tornam mais independentes, ouvindo os filhos, sem nunca perder nossa função de educar.

  16. Cris, Genial!!! É disso que precisamos, questionar!!! Que honra poder ter tido a oportunidade de ter você como professora, mesmo que por pouco tempo! Abs, sucesso sempre!

  17. Adorei o texto!Relacionar,colocar limite é difícil,mas é sinal de amor há falta de interação humana e de responsabilidade,com o ser inocente que se colocou no mundo!Parabéns por responder aos comentário!

  18. Cris, q texto maravilhoso e maduro! É tão difícil deixar nossos filhos serem crianças? Focar apenas nos valores, no respeito, educação e amor? Eu tbm não entendo a necessidade dessa desconstrução toda… Aliás até o termo me causa receio, pois desconstruir parece pra mim algo demolido, destroçado, eu prefiro construir uma sociedade melhor! Bjos e obrigada!

  19. Você é o respiro de esperança! Achei que eu estava nadando contra a maré, mas encontrando pessoas como você, percebo que não vai ser fácil, mas vamos atravessar esse oceano de ignorância. Obrigada pelo maravilhoso texto!

  20. Cris, Um beijo desde Portugal! Mais uma vez, um texto muito lúcido, esclarecedor e…libertador! Já o partilhei :).

    Continue, que terá muita gente a aprender e a partilhar consigo.

    Maria João

  21. Cris, seu texto é muito bom e vem bem a calhar diante de algumas teorias que andam surgindo, infelizmente nas escolas brasileiras, como a de gênero. Essa teoria prega que a criança não tem sexo e pode escolher o gênero que quiser para si. Não sou madre Teresa de Calcutá, mas biologicamente só existem dois gêneros, o masculino e o feminino. E as crianças precisam de referências claras para entender isso. Elas estão em idade de absorção de conhecimentos e a questão de escolha vem depois, mais tarde… Também, quanto à realização da mulher, penso que cada um pode e deve ser o que quiser para ser feliz. Dedicar-se totalmente à profissão ou viver para cuidar de filhos, ou qualquer opção entre os dois extremos.
    Nós, mulheres, sabemos exatamente o que temos de fazer para engravidar e por isso, hoje em dia, só engravida quem quer ou por descuido. Mulheres que sabem o que querem, normalmente não se descuidam. Filhos não são nosso brinquedinho, não é mesmo?
    Bem, mas filhos têm mães e pais. Os dois são responsáveis pela criação dos filhos.
    Como andam os pais?

  22. A quantidade de comentários favoráveis ao seu texto mostra que a maioria das pessoas ainda é normal, não se deixa influenciar pelo monte de baboseiras esdrúxulas e extremas a que estamos – mais e mais – expostos pelas redes sociais…. É incrível como minorias escandalosas conseguem fazer tanto ruído com tanta porcaria! O nível de estupidez é tão grande que acaba ecoando mais do que deveria! Criança sem gênero (tive o desprazer de ver essa matéria por aí!!) foi, de longe, o ápice da imbecilidade “humana” na prática familiar…. Mas, se o mundo digital ainda dá ouvidos a estas porcarias, por sorte temos pessoas de bem (como a autora do texto) para fornecer outra música a todos que queiram viver normalmente! Menos atenção aos extremistas….eles não falam nada que preste! 🙂

  23. Olá Cris, recebo há algum tempo suas postagens via email. No entanto estou atrasadíssima na leitura das mesmas. Mas não poderia deixar de postar a respeito da responsabilidade da família perante os filhos. Há cerca de 2 semanas um garoto de 13 anos se suicidou na escola em que meus filhos e esse fato não sai da minha cabeça! Eu não estou aqui para julgar ninguém, mas a família do garoto de certa forma culpa a diretora da escola, dizem que ela sabia do bulying que o menino sofria. Como eu disse, não estou aqui para julgar. Mas pelo amor de Deus, a família não percebeu algo estranho nesse menino? Por que não foram na escola conversar, insistir para que o buling fosse evitado e consequentemente esta morte tão precoce? Para mim é muito claro que a família é a primeira que deve zelar pelo bem estar e integridade da sua criança e não a escola. E que isso sirva de alerta a todos nós, prestar mais atenção a qualquer mudança no corpotamento dos filhos e agir, antes que seja tarde. Muito obrigada por nos ajudar nesta tarefa de pais e educadores.

  24. Olá Cris
    Fazia um tempo que não passava por aqui, e fui ‘obrigada’ a ler os texto em atraso um após o outro, não consegui parar.
    E este texto em especial, gostei muito.
    Parabéns e obrigada por compartilhar suas experiências conosco.

  25. Cris, amei o seu texto e sua reflexão sobre as crianças sem gênero foi perfeita, nunca havia pensado dessa forma. Também acho que escolher ficar mais perto dos filhos é libertação, é fazer diferente do que a sociedade espera, hoje é um ato de coragem, quando as pessoas esperam que você “vença” na vida. Podemos até vencer profissionalmente, mas perdemos muito quando não ensinamos nossos filhos a serem seres humanos. Fazia tempo que eu não acessava a sua página, está linda!

  26. Cris, parabéns!
    Com delicadeza e profundidade, seu texto revela uma dura realidade de nossa sociedade atual que – momentaneamente – parece estar sem rumo, invertendo valores.
    Ele é, sem dúvida, um belíssimo e importante chamamento à reflexão da responsabilidade de cada um de nós, pais, para com o amanhã. o porvir.
    Que tuas considerações, abordagem, possam levar muitos pais e mães à verdadeira reflexão de suas responsabilidades para com a Vida!

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