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Ontem aconteceu um evento muito bacana de Psicanálise, mas não pude ir. Hoje recebi mensagens no grupo de WhatsApp das três colegas que foram ao evento, contando tudo para quem não foi. O tema era Ódio, Amor e Ignorância. No resumo das mensagens que recebi, ódio é natureza, o primeiro afeto de todos.

Estava pensando em como as pessoas estão malas e me dou o direito a concluir que ser mala também é/está um instinto básico.

Quer ver?

A pessoa compartilha uma foto da viagem em Paris, o maleta comenta “Tive aí mês passado! Adorei!”

A pessoa está comemorando aniversário de casamento, coloca nas redes sociais uma foto toda romântica em um restaurante, um maleta comenta: “Esse restaurante é o máximo! Pede Panacota.”

A pessoa encontra a amiga que não via há meses, fala assim “Tenho pensado tanto em você, precisamos combinar de almoçar” no que a maleta responde sem pestanejar “Estou super ocupada, você não imagina!”.

Mas no final do ano, tudo fica mais intenso. Festas de família, a maleta reclama (antes mesmo do dia) “Nossa, que chato. Odeio Natal. Minha família é tão diferente de mim.” ou (ouvi outro dia) “Não aguento mais ficar agradando minha mãe, ela não gosta de nada mesmo.”

Parece que o salto é grande de um exemplo para o outro? Também acho. Mas me parece que o sentimento por trás é o mesmo. Estamos colocando no outro o papel de ser apenas alguém responsável por atender nossas expectativas.

Se está viajando, é para lembrar você das suas viagens. Se está sendo feliz, é para te lembrar dos bons momentos. Se está sendo chato, ops, aí está atrapalhando.

Isso se aplica facilmente às mães. Se estão amamentando demais – fazendo outras sentir que fizeram de menos – são umas antipáticas. Mas se estão fazendo algo “errado” você rapidamente pode usá-las como bandeira para proclamar a sua “perfeição” em voz alta. Porque você – no cúmulo da perfeição – faz diferente.

Quanta chatice. Quanta chatice.

Não dá nem mesmo para esperar a pessoa terminar a frase, o maleta vira logo a história para falar dele mesmo. A pessoa começa a contar do curso bacana que está fazendo, o outro já emenda que “nossa, adoraria estudar mas não posso”.

Acho que é por isso que ficamos cada vez mais sozinhos.

Pois eu desejo que uma criança nasça em nós nesse Natal. Uma criança que aceita os pais como eles são. E só sente respeito e amor por esses seres que fazem o máximo que podem. (cada um tem seus limites) Uma criança que se distraia na festa e não precise da aprovação de todos para se sentir bem consigo mesma.

E com esse olhar de criança, sente-se à mesa de Natal

Com a pessoa que te ofendeu

Com a pessoa que não vê quem você realmente é

Sente-se à mesa …

Com a pessoa que não consegue ver além de suas próprias crenças

Com a pessoa que você acha impossível amar.

Tome um assento em frente à pessoa com quem você não quer olhar olho a olho.

Traga paciência extra e abertura extra, se preciso – mas sente-se à mesa.

Estender o amor a alguém com uma opinião diferente não significa que você está concordando com ela ou abandonando suas crenças – apenas mostra que você está empenhado em avançar em direção a um futuro positivo.

Estender o amor a alguém que revelou um lado inconveniente de si mesmo não significa que você tenha esquecido – mostra que você está disposto a ver a história com as cicatrizes.

Estender o amor a alguém que o ofendeu não significa que você está aceitando tal tratamento – significa que você percebe que não pode prosperar em um lugar de raiva e ressentimento.

Estender o amor a alguém que tem má vontade em relação a você não significa que você não se importa – significa que sua vida não se baseia nas opiniões dos outros.

Sentado à mesa, apesar das mágoas do passado e da agitação atual, mostre que você está disposto a ver o que um coração aberto pode fazer para consertar feridas, derrubar barreiras e criar mudanças positivas para você e para as gerações futuras.

Sente-se à mesa.

Pode ser a sua única chance de reconhecer que sim, vocês estão vindo de lugares muito diferentes, mas o lugar para onde querem ir é praticamente o mesmo.

Sente-se à mesa.

Pode ser a sua única chance de descobrir como se parece o tipo de amor mais improvável, mas verdadeiramente extraordinário. Uma espécie de amor alegria – que nos faz mais unidos, brincando. E nos engrandece.

Inpire-se nos Reis Magos e no Natal ofereça o seu melhor. Não porque você quer receber, mas porque você quer compartilhar. É esse o espírito, não estrague a festa. Não seja um mala. ; )

Cris Leão

ps: O último trecho do texto é a tradução de um post do blog Hands Free Mama

6 pensamentos em “Tente não ser um mala. (também no Natal)

  1. É isso mesmo, amo seus textos… um Natal simples, onde só o amor se faça presente, o verdadeiro espírito de Natal…Feliz natal, cheio de amor para você e seus queridos!!! 😘

  2. É isso mesmo, amo seus textos… um Natal simples, onde só o amor se faça presente, o verdadeiro espírito de Natal…Feliz natal, cheio de amor para você e seus queridos!!! 😘

  3. vocês tem um grupo no whatsapp para mães trocarem experiências? se tiver me coloquem por favor … gostaria de participar de um grupo que fale sobre filhos e um sobre casamento, vida a dois… por favor…se souberem de algum bacana podem me colocar…meu nome é Daiana …meu whatsapp é 61 9 86247402.

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