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No passado era bem comum as crianças levarem uns tapinhas. Ou uns tapões (para não detalhar o ritual de tirar o cinto, etc). Mas agora não é mais assim. Será que ficamos todos fracotes? Será que estamos com muita frescura? Não. Os tapas dos pais eram fruto de uma vida muito difícil e por vezes muito violenta. Eles não sabiam fazer melhor. Nós sabemos. Mais do que isso, nós sabemos que bater não resolve. E que um tapinha, dói.

Vivemos em um mundo cheio de coerção. Outro dia, assisti vários vídeos de sala de aula para minha pesquisa do mestrado. Teve uma aula (de uma hora) que eu quase vomitei quando acabou. Escola particular, turma pequena, a professora agredia as crianças – com palavras – o tempo inteiro.  O saldo da aula é que ninguém aprendeu nada e foram todos agredidos. Parece que ficar quieto, não falar, não se mover era o único objetivo. Ao mesmo tempo que agredia, a professora fazia um atividade paralela (escrevia no seu próprio caderno) e acredito que nem percebeu que metade da aula foi apenas dirigida para as crianças escreverem São Paulo e a data.

Essa é a maior maldade do opressor. Ele tira o outro de cena. Mas também se tira de cena. Ele “resolve” com agressão. Fiquei lembrando do Rubem Alves e tudo que ele falou sobre um professor ter que ser um “provocador de espanto” e essa lembrança só aumentou minha tristeza. A professora não só deixava de acrescentar na vida deles, ela subtraía.

Para mim, é isso que um tapa faz. Ele subtrai. Se a criança é arteira, ela fica com a sensação na pele de que o que faz é errado. Então ela precisa fazer menos. Mas o pai ou a mãe que batem não estão mostrando o que é o certo. Apenas que “aquilo” é errado. Esse é um dos motivos da depressão infantil, sabia? Quando a criança sente que atrapalha a vida dos pais. Acha que estou exagerando? Então pensa como uma criança deve se sentir escutando o tempo todo “mal criado”, “você é um capeta”, “para”, “por que você não é igual o fulano?”, “você é impossível”. Só para citar alguns exemplos do que se ouve por aí.

Não estou aqui para colocar mais culpa nos pais. É que essas crianças que apanham, não conseguem se defender. Então se for para tomar algum partido, eu fico do lado delas.

“Mas como vou educar então?” Dando bons exemplos. Os bons comportamentos precisam entrar no lugar dos comportamentos errados. Não é só uma questão de subtrair. É preciso somar.

Além do exemplo e do modelo do que fazer, os pais precisam se lembrar que a criança (principalmente se for muito pequena) não consegue mesmo fazer tudo bem feito. Então é preciso suavizar também. Lembro de uma cena que vi. Uma mãe deixou o copo na ponta da mesa (que era baixa) o filho de 2 anos não demorou a derrubar o copo no chão. Então pergunto, a culpa foi de quem? Quem recebeu um tapa foi a criança.

Outro ponto são as crianças que são excessivamente mal alimentadas. Só comem industrializados, alimentos com muita açúcar (como refrigerantes) e em um certo momento do dia ficam completamente irritadiças. Apanham. Mas quem deve ser chamado a atenção são os pais. Alimentar o filho de forma adequada é o básico. Não vejo ninguém dar refrigerante para o cachorrinho mas vejo, o tempo todo, pais e mães dando para seus filhos. Mesmo bebês. Mesmo em mamadeira. Como diz o comediante Louis CK “talvez seu filho seja essa peste porque está sendo mal alimentado há 6 anos.”

Educar dá trabalho e esse trabalho é dos pais, não é das crianças que precisam aprender por conta própria como se alimentar, como se comportar. Se a gente olhar para todos os outros mamíferos vamos ver que eles já nascem muito mais evoluídos do que os humanos. Isso pode nos dar a dimensão da nossa responsabilidade. Dar limites é importante e isso se faz mostrando o que é certo e errado. O primeiro passo é fazer o que é certo: horário, rotina, água, alimentação adequada. E claro, deixá-los se expressar e ser criança. Talvez seja demais esperar que um bebê de 2 anos fique sentado em uma mesa de restaurante durante 2 horas enquanto adultos conversam. (Só ontem vi duas mães batendo nos seus bebês nessa situação.) O tempo voa, meus amigos. (a foto deste post – tirada em 2011 – é a minha prova disso) Respeite o tempo de seus filhos. Vai valer a pena.

Vou transcrever aqui um trecho de um livro que li para meu Mestrado: “Coerção e suas implicações” – Murray Sidman (Psicólogo e PHD em Análise do Comportamento)

“Realmente podemos levar crianças a aprender punindo-as por não aprender. Esta é a prática padrão. Mas muitas crianças a quem ensinamos deste modo crescem menosprezando professores, odiando a escola e evitando o trabalho de aprender. Mais tarde, como adultos, podem falar com admiração dos professores que “não toleravam tolices”, mas ao mesmo tempo negligenciam ou evitam ativamente oportunidades de educação ou treinamento contínuos. E crianças que tenham sido expostas somente ao ensino coercitivo provavelmente deverão seguir o mesmo modelo quando elas mesmas tornarem-se professores ou pais. Práticas coercitivas na educação formal e no lar continuam de geração em geração, tornando-se enraizadas no treino de professores e aceitas pela comunidade.

Em casa, abuso físico e verbal podem, realmente, manter filhos e esposos subservientes às nossas próprias necessidades e aos nossos desejos. Você pode reger sua família “fazendo cumprir a lei”, punindo todas as infrações. Pais podem expressar desprazer com crianças e esposos uns com os outros, batendo neles ou isolando-os, retirando posses e privilégios, ou deixando de se comunicar – impedindo que o ofensor receba seu afeto. Quaisquer destas punições tornarão a ofensa menos provável de ocorrer novamente. As formas mais sutis de desdém intelectual e sexual também podem efetivamente manter o domínio geral de um parceiro sobre o outro.

Mas todas estas formas de coerção familiar tornam o lar um lugar do qual fugir. Antes que a fuga real seja possível muitos que são mantidos sob tirania aprendem eles mesmos as maneiras de coerção e terminam como crianças-problema, apropriando-se de mais do que é a sua parte do tempo, dos recursos financeiros e emocionais da família. Mais tarde, como pais, não conhecendo qualquer outra maneira, tornam-se eles mesmos os tiranos da família. A coerção transforma o casamento em escravidão e atos de amor em meros rituais, formalidades a serem observadas com o objetivo de manter a paz ou evitar o terror. Muito frequentemente, o casamento é uma relação de coerção, não de amizade. Dentre as consequências deste tipo de relação serão encontrados divórcio, abandono, doença mental e suicídio.”

E para terminar mostrando o exemplo positivo, cito Rubem Alves:

“Educar é mostrar a vida a quem ainda não a viu.”

Com votos de um 2017 com mais paz e tolerância no mundo,

Cris Leão

14 pensamentos em “Bater não é educar.

  1. Oi Cris, amo seu blog! Esse assunto tambem mexe muito comigo. Essa coisa do “tapinha que educa” me deixa furiosa.. Em nenhum dos nossos relacionamentos acreditamos ser saudavel bater ou apanhar (seja com nossos amigos, conjuges, colegas de trabalho etc), mas com crianca as pessoas acham que eh aceitavel… Eu simplesmente nao concebo essa regra! Sou mae orgulhosa de uma pequena de 3 anos e sei bem que tem momentos em que somos tomados por uma furia gigantesca frente as traquinagens e birras. Nessas horas, fico atenta sobre como controlar esse sentimento desperto em mim e com a cabeca mais fria busco alternativas para enderecar as questoes com ela, mostrando seu mal-comportamento e como algumas coisas sao inaceitaveis em nossa casa. Muitas vezes acerto, muitas vezes erro nas abordagens… Fico sempre matutando maneiras mais construtivas de enderecar os pontos que nao estao legais… Ser mae e pai nao eh moleza nao, porque nao eh so sobre o outro, eh sobre nos mesmos!
    (desculpe erros de digitacao, teclado enlouqueceu aqui :))

    • Obrigada pelo comentário, Lydia! É exatamente isso! Auto educação. E claro que não somos de ferro e claro tb que vamos errar. De muitas maneiras. Mas precisamos ter alguns princípios e a crença de que é com tapa que se coloca limite está completamente equivocada. É preguiçoso e covarde. Um abraço!

  2. Hoje mesmo eu pensei: ” qual é o limite?” Porque o que mais ouço é que temos que impor limites. Quando você diz no texto “Eles não sabiam fazer melhor. Nós sabemos.” Eu não estou sabendo fazer melhor. Meu filho (3 anos) chora por tudo, tudo o que ele vai pedir ele pede choramingando. E eu vou fazendo o que ele quer pra não ter que ouvir choro. Até que eu canso de fazer tudo o que ele quer e o contrario. Ele fica transtornado, chora, grita, bate. Ele me desafia o tempo todo, hoje estava resolvendo algo importante no telefone e pedi pra ele parar de gritar, ele gritou mais ainda, me provocando mesmo, como se quisesse muito me magoar, eu não sei mais como agir nessas situações, porque conversar realmente não adianta. Eu converso o tempo todo. Se coloco de castigo no cantinho pra pensar ou desligo a televisão ele pede desculpas e diz que não vai fazer mais. Depois de 10 minutos ele está fazendo errado de novo. Sério, educar é muuuuito difícil. Hoje perguntei qual brinquedo ele ia levar na escola, ele disse: “a Jessie” só que a Jessie é um brinquedo que ele não tem. E ele sabe que ele não tem. Aí eu disse pra ele que tinha que ser outro, mas não teve acordo e ele foi gritando e chorando até a escola. Essas situações me deixam exaustas! Será impossível ter criança pequena em casa e ter paz ao mesmo tempo? O que eu sinto é resignação, penso que a única solução é esperar ele crescer. Estou escrevendo e chorando. O sentimento predominante desde que ele nasceu é impotência. Queria muito saber o que fazer, mas não sei.

    • Obrigada pelo comentário. Como dizia minha madrinha, criar filhos é tão difícil quanto trabalhar na enxada. Não existe uma solução mágica. Para mim também foi muito exaustivo quando eram pequenos assim. Por isso não acho ruim a resignação e pensar que vão crescer. Era o que eu fazia para sobreviver aos choros e birras. Aprendi uma coisa nesses 11 anos, criança faz birra mesmo. Não importa se vc está fazendo tudo certo ou errado. É a maneira que eles têm se comunicar, de colocar para fora os sentimentos. Então a única saída seria você tentar entender qual é a mensagem que ele quer passar com a birra. Criança quer atenção e muitas vezes só ganham atenção quando fazem birra. Mesmo sendo uma atenção negativa, quando ela é a única, para eles está bom. Não estou dizendo que é isso no seu caro, mas muitas vezes é. Estão querendo ser olhados. Talvez porque precisam dormir mais, talvez porque precisam fazer menos, talvez porque precisam de menos autonomia. Enfim, você precisa observar. E ao mesmo tempo encontrar uma maneira mais leve e saudável de conviver com a birra. Já que sabemos que essa fase passa, deixar mais leve. Hoje por exemplo sai com minha filha para almoçar e ela estava fazendo a maior hora pra comer. Falando que a torta tinha azeitona que ela odeia azeitona… Me deu vontade de jogar a mesa pra cima, mas ao invés disso, eu falei “nossa, olha aquele programa que vc queria fazer indo embora” e fui dando tchau. Ao mesmo tempo peguei o garfo e fui levando a torta mais perto da boca dela e falei: “olha ele ficando perto”. E desse jeito, ela comeu tudo e ainda ficou rindo da situação. Não sou uma mãe perfeita e nem tenho essa pretensão. Só sou testemunha de que o humor salva a gente nessa vida. Ainda mais para lidar com situações que sabemos que vão passar. Eles vão esquecer essas birras. Então por que precisamos perder os cabelos por elas? Outra coisa “ele foi gritando e chorando até a escola” tudo bem, mãe. Criança chora mesmo. Só a gente “mãe da criança” é que se incomoda com isso. Espero ter ajudado um pouco. Um abraço!

      Outra dica boa que já me deram e funciona: dê atenção quando o bom comportamento está acontecendo. Brinque, leia uma história, faça uma massagem, um carinho… E quando o comportamento ruim entrar em cena, simplesmente ignore. (a menos que exista uma chance da criança se machucar, nesse caso você age rápido e sai de cena – fecha a porta do quarto, etc)

      • Obrigada pelo carinho e pelas dicas, tem dias que realmente são mais difíceis. Hoje as coisas foram um pouco mais calmas aqui em casa, deu pra respirar. E vamos indo em frente, um desafio por vez.

    • “Meu filho (3 anos) chora por tudo, tudo o que ele vai pedir ele pede choramingando. E eu vou fazendo o que ele quer pra não ter que ouvir choro. Até que eu canso de fazer tudo o que ele quer e o contrario.”
      Oi Mi! Desculpa se eu estiver errada, mas talvez vc não deva fazer tudo o que ele quer. No meu ponto de vista, quando fazemos todas as vontades dos nossos filhos acabamos deixamos eles no controle de tudo. E eles sabem disso. Sabem e percebem que é só chorar, é só gritar e espernear que vão ter o que desejam.
      Tenho um menino de 2 anos e ele tem o gênio mto forte, exigente, é bem expressivo e fala demais (pra idade dele… rsrsrs). Como toda criança faz birra, esperneia as vezes q é contrariado, como a Cris comentou, eu ignoro, desde q ele não vá se machucar. Converso com ele e sou mto firme juntamente com meu marido. E mtas vezes distraímos ele com outra situação, tiramos ele do foco em que estava e ele se acalma… Realmente não é fácil, mtas vezes erro tbm, e me arrependo de determinadas atitudes q tenho, mas estou sempre me policiando. Esse texto da Cris, me fez refletir bastante a respeito.

      • Oi Fernanda, já usei também essa tática de ignorar aqui em casa, mas o que percebi é que ele “trava” e não consegue se acalmar sozinho. Eu e meu marido resolvemos ver até onde ele ia e ele chorou por quase 3 horas até que o meu marido cedeu. Fico até preocupada com esse comportamento compulsivo dele, talvez seja necessário mesmo procurar ajuda profissional. Não sei se essa persistência dele apenas faz parte da personalidade ou se isso vai prejudica-lo de alguma forma.

    • Olha, Mi Alves, eu tenho um casal de gêmeos de 2 anos e 1/2, ou seja, além de terem a mesma carga genética por serem filhos dos mesmos pais, eles são criados no mesmo momento emocional, profissional, financeiro, etc. (ou seja, não tem aquela de “ah, mas quando o B era pequeno, a gente estava mais estressado”, ou “quando o A era pequeno, eu trabalhava fora”, ou “ah, mas a babá do B era muito carinhosa”, etc – todas estas justificativas que a gente dá quando não sabe o que explicar. Ou ainda, “ah, mas na gestação do B eu passei muito mal…” De grande diferença entre eles, posso dizer que só a energia masculina X feminina.
      Bom, a menina é centrada, focada, independente – é capaz de brincar sozinha, ficar sozinha enquanto damos banho no irmão, por ex – e faz birra. Quando contrariada, faz um teatro como se tivéssemos arruinado a vida dela – tipo, quando tem que colocar meia. Tudo normal. Lidamos com isso. Às vezes com carinho, às vezes com firmeza. Tudo normal. Que criança não faz birra? As do Instagram? As minhas são de verdade.
      O menino é ciumento ao exttremo (não é um ciúme normal), e não importa com o quê ela esteja brincando, ele larga o dele e avança no dela. Nâo podemos pegá-la no colo enquanto ele está junto, pois ele quer o colo naquele exato minuto e daí para não termos o dilema de negar-lhe o colo e ele se sentir “rejeitado”, ou colocar a menina no chão e viciar o comportamento de imperador, não pegamos mais ela no colo quando ele está por perto. Não, ele não aceita outro colo, tem que ser o dela. Coisas assim. Ele testa nossos limites o tempo todo, e já tentamos de tudo também. Tentamos simplesmente ignorar para ele ver que não funciona e cansar, e tentamos também cobrí-lo de amor para ele se sentir tão querido e seguro mesmo quando queremos bater (nunca batemos), e nada funcionou. Cobrí-lo de amor foi um pouco pior, pois ele se sentia recompensado no mal comportamento e depois de um tempo, ele estava mais exigente do que nunca e não podia mais ser contrariado. Como o seu, ele pede choramingando.
      A birra dele? Não, não é normal. Ele descompensa totalmente, como o seu menino, e precisa ser acalmado num processo assustador, tem que tirar do meio, levar para um canto tranquilo, pegar no colo, brincar, distrair, enfim, NÃO É NORMAL. Fazemos isso, porque temos que fazer, somos pais. Mas no fundo do meu coração, como você, eu sei que tem alguma coisa errada e que não é normal. Me sinto culpada pois às vezes sinto que “negligencio” a menina pois preciso dar mais atenção à ele. Mas nada é suficiente para ele…
      Ouça seu coração, você é mãe, você sabe. Se acha que tem alguma coisa errada, redobre a atenção, busque ajuda, fique atenta, pois pode ser que tenha sim alguma coisa errada. Não dê ouvidos à “você deve estar estressada e está passando isso para ele” ou “largue o seu emprego e passe mais tempo com ele, ele precisa de atenção”, porque não é tão simples.
      Cada criança é diferente, tem a energia masculina X a energia feminina, etc., tudo isso. Mas uma criança que não tem nenhum grau de autismo ou outra condição não pode descompensar deste jeito. Também não sei o que fazer mais, tenho medo de que ele se prejudique no futuro e quero ajudá-lo, mas não sei como, pois nada funciona. Se você tiver uma dica, por favor divida! Mas não se sinta sozinha. Na verdade você é muito corajosa por ter coragem de falar, pois ninguém tem, neste mundo Instagram. Boa sorte.

  3. Essa é uma reflexão necessária e algo que ainda teremos que repetir por muito tempo. E achei legal sua combinação entre sensibilidade e rigor acadêmico. Uma boa pós cria esse efeito na gente.

    Convenhamos, essa reflexão representa uma mudança cultural imensa. O primeiro problema é que, tal como a alfabetização precoce, o uso de violência faz efeito um observável no comportamento da criança. Mas o efeito de longo prazo é é o real problema e muito mais sutil para ser observado. O outro aspecto é que depois de desconstruir o problema é preciso colocar outra coisa no lugar. Tanto que muitos pais simplesmente ficaram desorientados e caíram no outro extremo da complacência.

    A disciplina positiva é legal, mas é mais trabalhosa e os pais têm que aprender a fazer isso. Tanto que em alguns países desenvolvidos como a Suécia já se fala em capacitação dos pais como uma política pública para aplicar a disciplina de forma melhor.

    De qualquer forma creio que é o melhor caminho que podemos seguir, como sociedade. E segundo alguns autores, como o Pinker em “The Better Angels of our Nature” apesar da demora em ver resultados já temos o que comemorar. Por exemplo, eu gosto de filmes de guerra e ação e acho que a violência já perdeu muito de seu glamour que tinha antigamente.

  4. O que a vida mais faz é bater.

    Se bobear a vida te bate (você é despedido, não passa no vestibular, se passar necessidade são poucos os que vão te ajudar, a namorada te trai, o amigo te passa a perna, etc).

    Fico louco quando vejo alguém espancando uma criança. Sou daqueles que compro briga na rua quando vejo alguém judiar de uma criança.

    Mas fico igualmente louco, quando vejo uma criança dar um tapa na cara do pai e o mané não fazer nada. Sabe porque? Porque daqui a pouco aquela criança estará na rua dando tapa na cara de outros.

    E a nossa sociedade vai sendo contruida com essa geração Nutella (7 a 1) que torce para o Barcelona.

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