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Diálogo inventado, porém real.

  • Eu te amo e vou te ensinar tudo. Para você ser perfeito. Para você ser do jeito que eu quero. Porque eu te amo.

Dalai Lama diz que se sua compaixão não te inclui, ela está incompleta. Para a psicanálise, a compaixão é uma linha contínua, não dá para começar no outro e acabar antes de chegar em você. Também não dá para ficar só com você e não ir até o outro. Ela é ou não é presente.

Se você fica ouvindo horas uma amiga falar um monte de bobagens (você acha bobagens) mas não diz nada. Acha até chato encontrar com aquela amiga. Até fala mal daquela amiga para outras pessoas. Mas aguenta. Por compaixão. Na verdade você não está tendo compaixão nenhuma. Compaixão é falar com sua amiga o que você está pensando. Talvez ela precise ouvir. Talvez ela consiga sair do lugar (chato). E se você estiver presente na conversa, sendo verdadeiro com o que sente, o que pensa, vai estar tendo compaixão. Por você e pelo outro.

Uma das últimas frases do Freud foi “Afinal, o que querem as mulheres?” Para mim essa frase mostra muito bem como ele de fato entendeu as mulheres. Para mim ela é uma provocação. Ela nos diz que primeiro, a gente precisa saber o que quer.

Vou fazer um testemunho, que é um desabafo, que é para cristalizar e ao mesmo tempo dissapar o sentimento, mas também é para ajudar quem estiver meio confusa.

Há 10 anos atrás eu estava fazendo terapia e nesse processo descobri que o mais importante que eu podia fazer pela minha vida era ficar com meu filho. (naquele momento) Eu estava morando em NY com meu marido. Não dominava o inglês. Tinha um bebê de 1 ano. Mas mesmo assim vivia atormentada pelo sentimento de que eu precisava trabalhar. (fora) Demorou várias sessões de terapia para descobrir que dentro de mim tinha uma parte muito grande sentindo o contrário. Não foi fácil essa negociação. Não foi fácil dizer para aquela publicitária cheia de ambições na vida profissional, que a história tinha dado uma grande reviravolta. Apenas fui seguindo. Tive que me adaptar a viver com pouco dinheiro. Tive que me adaptar a viver com o dinheiro que não era o meu salário. Me senti perdida, feia. E mesmo passando várias noites sem dormir (por causa do meu filho que não dormia), mesmo estando em um país diferente, sem falar a língua direito, sem família por perto, eu me sentia uma inútil. Simplesmente porque tudo aquilo que eu fazia, meu cérebro (ou sei lá o que) não entendia como fazer.

É claro que meu casamento sentiu tudo isso e tivemos uma grande crise. Por muito pouco não nos separamos. Ao mesmo tempo aconteceram duas grandes tragédias na minha família – é horrível passar por isso morando fora. Logo depois minha sogra ficou muito doente. Hoje eu sinto que esse fundo do poço emocional, quando um monte de certezas caíram e eu realmente não tinha muito onde me sustentar, eu me fortaleci.

A parte que começou a falar mais alto dentro de mim, deixou de ser a razão. Eu decidi que precisava (esse verbo mesmo) ter uma filha. (vinha com esse gênero, não sei explicar, o coração não tem razão)

Minha psicóloga na época (eram consultas gratuitas por Skype) falava: “Veja bem, talvez não seja a melhor hora.” Eu sabia que era. Era meu corpo inteiro dizendo que era.

Quando a razão conseguiu chegar mais tarde de novo, eu já estava grávida. E essa gravidez foi a segunda grande transformação da minha vida.

Hoje, 10 anos depois dessa fase, eu olho para minha vida e vejo que a publicidade faz parte de mim, que ela continua a me gerar frutos, mas que ao mesmo tempo uma outra parte entrou em cena. Fico muito feliz de dizer que a mulher que decidiu por muitos anos ser dona de casa, a mulher que recusou algumas propostas de trabalho e pediu demissão algumas vezes, está de novo apaixonada pelo trabalho. Essa semana, eu estava lendo um livro do meu mestrado e um choro forte tomou conta de mim. Porque aquela mesma sensação forte – aquela que me fez querer engravidar pela segunda vez – veio agora me pedindo para seguir em frente com o mestrado e a psicanálise.

Fomos de férias agora para Nova York e passeando pelo Central Park lembrei da nossa chegada lá em 2006, lembrei de todos os perrengues que meu marido passou (profissionais e pessoais) e eu olhei para ele e falei com muita alegria e entusiamo de quem acabou de ter uma revelação: Nossa, você conseguiu tudo o que queria nesses 10 anos! E logo depois, aquela parte reclamona dentro de mim falou “E você? Tá feliz pelas conquistas dele? O que você fez com você nesses 10 anos?” Fiquei alguns dias perdida nessas perguntas, mas pelo tom de voz com que elas se apresentavam. (acho que alguém vai me entender) Mas hoje eu sei a resposta: Eu também consegui tudo o que queria.

É isso. A gente quer muitas coisas. A gente muda de ideia. Mas é preciso parar de ouvir tanto essa “vozinha” que fica te colocando para baixo. Essa vozinha que acha que você precisa recriar o mundo para as coisas fazerem sentido. Essa vozinha que fica te falando para cobrar coisas do outro (ou de muitos outros) como se te falasse que todos são seus inimigos só porque o SEU plano, não é o mesmo que o de todo mundo. Só porque VOCÊ escolheu uma coisa que não mobiliza a vida de todo mundo. A vida começa quando a gente para de buscar a felicidade no outro. E para para apreciar o que cada escolha traz de conquista. É isso que eu quero dizer quando escrevo aqui “você precisa seguir o caminho olhando para ele”. Porque muitas vezes o que essas “vozinhas” fazem é atrapalhar nosso olhar e com isso nos impossibilitam de tirar proveito das situações que estamos vivendo.

Um dos lugares mais interessantes que cheguei nas sessões de terapia foi esse: o de identificar que ficar com os filhos foi minha escolha. Assumir essa escolha com alegria faz a gente cobrar menos de quem está a nossa volta. Ao mesmo tempo, faz a gente viver melhor esse momento. Você fica ali. Nos momentos chatos (que são muitos, dente, dor de barriga, viroses) mas também nos momentos legais. Aliás, os momentos legais que você cria. Onde tem o personagem racional, ranzinza, pessimista ao extremo, não tem criação. E a vida sem criatividade é muito chata.

A minha cria aí de cima, está fazendo 8 anos este mês. Este texto também fica para ela ler no futuro. Para ela saber que eu falo a verdade quando digo: “Eu pedi para uma fadinha trazer você para mim e ela trouxe, filha! Não é muita sorte a minha?!”

Obrigada você que leu até aqui e que de alguma forma ajuda esse blog – que também era um sonho – continuar sendo realidade.

Um abraço,

Cris

28 pensamentos em “As escolhas nossas de cada dia.

  1. oi Cris, esse texto foi pra mim. Estou passando por deisões parecidas e a apesar de ter escolhido retornar ao trabalho seu texto em muito me adicionou. Obrigada você.

  2. Bacana o desabafo! Muito intenso.. Tenho experimentado o poder de realizar as próprias escolhas. A responsabilidade e a liberdade andam lado a lado. Mas o que me conforta e pode te confortar também é o seguinte.. Essa vozinha que fica falando é a voz da razão.. É a voz da lógica ou do que socialmente acredita-se que deva ser o caminho correto das pessoas.. Acontece que a escolha que você fez não tem lógica, não tem razão e não tem a bênção social. Mas nem por isso não tem legitimidade. Você ouviu sua emoção, sua intuição, o seu chamado. Seguiu o coração. E isso é tão difícil nos tempos atuais vivendo em caixas, tendo relações mecânicas, doutrinas materialistas e em uma sociedade onde a razão é o Deus. Esta coragem que você teve de fazer a SUA ESCOLHA é a coragem que experimento também. De enfrentar a razão e escolher pela emoção. Compartilho sua experiência. Gratidão pelo relato.

  3. Lendo sobre o que vc escreveu no tempo que vc passou em NY parece que está descrevendo a situação que vivo hoje, com todos os pontos e vírgulas!
    Vc me ajudou muito na minha transição para os EUA (quando trocamos alguns e-mails e tb fizemos aquele bate-papo por Skype) e continua me ajudando até hoje!
    Esse texto me trouxe para o presente, para o fato de que sou responsável pelas minhas escolhas e que preciso aprender a viver bem com elas.

  4. Adorei o texto! Me identifiquei demais! Em vários pontos! Tenho um amiga, exatamente como vc descreveu, e vivemos uma situação desagradável por ela descobrir por outros o q eu achava dela… me faltou coragem para dizer a ela o que eu realmente pensava das coisas que ela me contava…
    Outro ponto é em relação a vontade de ter outro filho…já vinha pensando nisso desde o ano passado, mas tenho medo pois eu que pago a maior parte das coisas em casa e a vida está muito cara, tenho medo de ter que trabalhar mais ainda para manter minha família e assim não passar tempo com os filhos( tenho 1 menino). Perdi minha mãe agora no natal de 2016, o que me abalou muito pela perda, mas pela situação, não a via há 1 ano, ela morava em outra cidade com meu irmão. Por questões de bens meu irmao acabou afastando todos dela, e eu de longe, tendo meu filho pra criar, tendo que trabalhar, acabei deixando essa questão de resolver por meios próprios. E acabou ela piorando a saúde, eu nem soube, e ela se foi… ainda há questões financeiras lá para resolver pois venderam alguns imóveis antes dela falecer… eu me senti muito mal, de início uma culpa, depois descobrindo que ela havia beneficiado ele vendendo bens dela, fui me sentindo excluída… mas a nossa família já era complicada.
    Pela perda da minha mãe, veio a sensação que não tenho capacidade para ter outro filho, pois não vivi a amizade entre irmãos, como irei passar isso para duas crianças? Minha mãe me falou há muito tempo atras para eu ter só um filho pois dois da muito trabalho, e que um sempre iria ser diferente do que se espera. Acho q ela falava de nós mesmos pois meu irmão apesar de não ser o mais esforçado, o melhor aluno, era o privilegiado pelos meus pais, por sem o menino…
    Estou muito confusa mesmo, queria uma família maior, mas toda a questão financeira q vivo com meu marido nos abala. Essa perda da minha mãe me pôs em duvida em relação ao segundo filho pois ela não soube criar filhos unidos, filhos gratos pelos pais q tiveram…
    Estou aqui já chorando… não tenho tb muito mais tempo, faço 40 anos em agosto, preciso sentir se realmente quero ser mae de novo, já não sei mais…
    adorei mesmo ler seu desabafo… é bom quando a gente vê que alguns pensamentos são parecidos ainda que a gente não se conheça…
    um grd abraço.

    Enviado do meu iPhone

    • Ana, sinto muito pela sua perda. Você deve estar sentindo uma dor enorme. Não te conheço, mas como disse que temos pensamentos parecidos, eu tomo a liberdade de dizer que acho que seria ótimo se você buscasse uma ajuda profissional nesse momento. Eu fiz minha primeira terapia com 19 anos e não sei o que teria sido da minha vida se não tivesse continuado fazendo. Faço até hoje. Existe uma terapia chamada Constelação Familiar, que já fiz e sugiro fortemente para você agora. Se morar em São Paulo, ou Belo Horizonte, me fala que eu passo o contato. É apenas uma sessão, e é trabalhado essa questão da gratidão para com nossos antepassados (pai, mãe e avós) com o objetivo de separar o que é deles do que é nosso. Entende? Agradecer e reconhecer tudo o que fizeram mas ao mesmo tempo despedir no sentido de afirmar que a partir desse momento, você está livre para viver a sua vida. Porque a sua vida não precisa ser a repetição nem a continuação da vida de ninguém.

      Se quiser mais informações, eu te passo.
      Um abraço

  5. Cris, linda maneira de deixar para sua filha a história dela e a sua própria história. Você, princesa dos contos da vida real nos ensina muito com seus textos! Obrigada!

  6. É um privilégio.
    Aliás, já que estamos falando de escolhas, de sonhos e tudo mais, às mamães, quem já assistiu La la land?? Quem não viu, não deixe de ver.

  7. Ah, Cris, como eu entendo sobre o “tom” dessa voz. Esse tom de cobrança que insiste em aparecer e nos faz questionar nossas atitudes e, principalmente, as “não-atitudes”, não é mesmo?

    Por que será que sempre temos que justificar (para nós mesmos) simplesmente tudo o que fazemos ou não fazemos? Por que precisamos tanto dessa aprovação em relação às nossas ações? Por que simplesmente não deixamos fluir?

    Sei o quanto é difícil seguir em frente, mudar e bancar nossas escolhas. Por ser um tanto realista e intempestiva, eu sempre preferi escolher (mesmo sem ter a certeza do resultado) a ficar em dúvida (não suporto a ideia de não saber o que fazer). Mas ultimamente tenho percebido uma certa dificuldade em fazer escolhas, em decidir.

    Não sei se é a idade (deixar de ser balzaquiana e entrar na idade da loba não foi fácil para mim), mas tenho repetido com mais frequência do que gostaria que “eu não sei o que quero, mas do que eu não quero eu já tenho plena certeza”.

    Parece conversa de doido, né? Mas me agarro na esperança de que saber o que nos faz mal, o que não queremos mais fazer seja, pelo menos, um bom começo, um ponto de partida para algo ainda hetéro, que certamente um dia tomará forma para mim.

    E aquele encontro de final de ano? Aconteceu? Vamos pensar em algo para 2017? Olha eu aí já buscando coisas que quero…rs

    Um beijão

    • Concordo com tudo o que disse, Silvia! E para mim também, fazer 40 trouxe mais amarras. É assim para todo mundo. Mas ter consciência disso já é uma grande vantagem. Você pode ficar se policiando. Aquele encontro precisa acontecer, né? Deixa eu me organizar e já marco uma nova data. Um beijo grande!

  8. Amo os seus textos, me identifico muito. Nesse momento estou no “fundo do poço emocional”. Espero me recuperar um dia, como você se recuperou. No momento eu só penso que não entendo nada, mas também não preciso entender agora. Talvez um dia eu entenda.

  9. Lágrimas nos olhos!
    Quanta singeleza!
    Você é muito generosa por compartilhar suas emoções, vivências, sofrimentos e aprendizados.
    🌻

  10. Lindo texto!!
    Tenho passado por esses sentimentos desde que nos mudamos para São Paulo ( há três anos).
    Terminei meu doutorado no fim de 2013 e logo no começo de 2014 nos mudamos. Vim com indicações para fazer um Pós DOC ( estava toda feliz)..Na época meu filho tinha acabado de fazer 2 aninhos.
    Porém ao procurar uma escola Waldorf aqui em SP ( pois meu filho já frenquentava uma em Ribeirão Preto), encontrei um Jardim Waldorf em que a Dona me disse com todas as palavras para não colocá-lo na escola, para ficar aquele ano com ele em casa… Nem pensei muito, “acatei” seu conselho, é assim já estamos entrando no quarto ano que estou com ele ( ele já no outro ano entrou na Waldorf SP)..
    Foi difícil no começo ( em tudo o que vc falou que foi difícil para vc..), e foi difícil para mim também exteriorizar para mim mesma, que a vontade foi minha, que eu queria e quero ficar com ele em casa!!Mas, ainda é difícil para os de fora acreditarem e ” aceitarem” ( até para o marido) que eu gosto, que eu preciso e que faz bem para mim e para meu filho…
    E as vozes de vez em quando aparecem para artormentar, mas vamos vivendo, porque sei que elas não conseguirão me convencer que, o que eu escolhi para agora vale mais muito mais que um Pós Doc ( esse pode esperar!!)
    Beijo e obrigada pelo texto!!!

  11. Interessante ver como a caminhada de cada um, em suas dores e amores, é um caminho pessoal e não linear. E é justamente essa diversidade que traz a riqueza.

    Tempos atrás estava discutindo sobre isso com um amigo meu, um sujeito que preza pela racionalidade. E uma das coisas que falei com ele é que o racional, ainda que seja uma parte importante, é a mais avançada do cérebro humano, ainda é apenas uma parte e que se ele colocar a razão acima de tudo vai perder uma parte importante de si mesmo. Existem escolhas que realmente não são racionais, mas também não são Irracionais. Seria como se estivessem além da razão, no sentido que estão sendo entendidas por nós numa esfera que nossa razão não consegue traduzir em pensamento.

    Enfim, parabéns por seu esforço em se entender com esse iceberg que chamam de Self.

  12. Grata, mais uma vez, pelo belo e profundo texto.
    Me identifico muito com suas palavras e também passo por um momento bem delicado na vida. Tenho um casal também que esse mês completam 4 e 2 anos. É uma lida linda e diária… Gratidão!

  13. Obrigada Cris.. um sentimento difícil de conseguir lidar. Eu tenho enfrentado isso todos os dias pois precisei voltar a morar com meus pais.. meu esposo ainda desempregado e tivemos que tomar essa decisão. São interferências diárias nas minhas escolhas e eu não estou aguentando mais.. Ler aqui é sempre um refrigério, um sopro pra mim. Obrigada, sempre!

  14. Olá Cris, sempre acompanho seus textos e adoro! Vi você respondendo outra leitora sobre a terapia da Constelação Familiar e me interessei muito pelo tema. Será que você poderia me passar alguns contatos, links, enfim, algumas informações a respeito? Confio muito nas suas dicas e temos o modo de pensar bem parecido e acho que pode me ajudar muito! Desde já, agradeço imensamente! Forte abraço!

    • Oi Raquel, fico feliz de saber que gosta dos textos. Essas são as informações que tenho. Já fiz 2 vezes e vale muito a pena. VIVÊNCIAS DE CONSTELAÇÃO FAMILIAR SISTÊMICA
      MARIA EMÍLIA MACEDO DE OLIVEIRA
      Rua Aimberê nº 1565 – Perdizes – São Paulo

      Preço em São Paulo:
      – 20,00 para participar e – 530,00 para constelar.
      Ao fazer a sua constelação, ou participar como representante os benefícios do trabalho reverberam para todo seu sistema.
      Agradeço-lhe pela presença e pelas indicações de pessoas para quem este trabalho possa ser oportuno.
      Por favor, avise-me com antecedência por tel. (11- 38712497 / 11- 991049409) ou por email: emimacedo@uol.com.br

  15. Caramba! Queria que vc fosse dona de uma cafeteria também para passar umas tardes papeando!
    Fui uma boa gerente por quase uma década e agora, 1 ano e quatro meses depois de abrir mão da carreira (pq gerente comercial viaja muito para quem quer estar perto do filho), mas estou começando a compreender que estar em casa não me faz menos independente, batalhadora ou qualquer outro adjetivo que carregava como executiva.
    Por um milagre de Deus (que até hoje rende pautas em noticiário – e que cumpre minha promessa de passar adiante um relato de fé) tenho um filho lindo e perfeito. Posso dizer que de uma certa forma sou grata pela fatalidade que vivemos, pois talvez só daqui umas décadas eu entenderia alguns valores, dinâmicas da vida e até mesmo um post como esse. É magnífico poder recomeçar e ver outras formas de ser feliz sem ser aquela que escolhemos aos 20 anos.
    Seria bacana você, que tem o dom do discernimento, da perspectiva múltipla, da comunicação e agora da psicanálise, escrever mais sobre isso. Analisando tudo o que já passou, o que você gostaria de ter ouvido nessas fases além de “tudo vai dar certo” (ouço tanto isso que já tenho certeeeza! Tô até pensando em dar consultoria, mas o que é que este Tudo mesmo??? kkkk). Enfim, vc está na frente, de caminhos certamente diferentes, mas a paisagem é a mesma. Qualquer coisa que puder indicar nela será super bem vindo 😉
    Gd bjo e marca um encontro!

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